quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

França também recomenda a turistas evitar “satélites” de Brasília
Segundo ministério do país europeu, áreas mais críticas são Brazlândia, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina e Taguatinga
OTTO VALLE - Metrópoles

Não são apenas os Estados Unidos que recomendam a turistas e autoridades norte-americanas cuidado com pontos considerados perigosos no Distrito Federal: Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá, segundo documento elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA. A França também orienta seus cidadãos a evitarem áreas apontadas como as “satélites” da capital.

No site do órgão francês equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, as autoridades do país europeu ressaltam que áreas como o Plano Piloto e os lagos Sul e Norte têm maior presença das forças de segurança.

Ainda assim, é recomendada atenção redobrada em ruas isoladas e ao sacar dinheiro em caixas automáticos. A página diz ainda que há muitos relatos de roubos a mão armada no transporte público local.

O maior perigo, contudo, se refere às cidades chamadas no site de “satélites”, e cita “Brazlândia, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina e Taguatinga”, onde é recomendada “grande prudência”. A página ressalta que todas as informações divulgadas encontravam-se válidas na data desta quinta-feira (11/1).

Além do DF, outras localidades são mencionadas pelos franceses: a Região Nordeste, com atenção especial para Recife e Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
Mapa do Brasil no site do ministério francês: não existe “zona verde”, considerada a mais segura pelas autoridades do país europeu

Estados Unidos
A lista divulgada pelo governo francês tem pouca diferença em relação ao documento elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O DF está na lista de risco. O alerta para turistas e autoridades norte-americanas vale para as “favelas” — como trata o documento — de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá.

Em termos de ameaça à segurança, as quatro regiões administrativas foram vistas sob a mesma ótica (nível 2) de países europeus que sofrem ataques terroristas.

De acordo com o texto, as “favelas” são “zonas de crime”. A recomendação é para que as cidades brasilienses sejam evitadas no período entre 18h e 6h.

“Não viaje para as áreas de favela, onde as polícias local e militar não operam, mesmo numa visita guiada. Nem as empresas de turismo nem a polícia podem garantir sua segurança ao entrar em favelas, como ocasionalmente, confrontos entre facções e com a polícia podem ultrapassar os confins das favelas”, alertam os EUA.

A publicação é incisiva no perigo: “Exceto em circunstâncias limitadas e com aprovação prévia, funcionários do governo americano podem visitar” esses locais.

GDF critica lista
Após o Metrópoles publicar a lista dos EUA, o GDF publicou nota na qual rechaçou os alertas dos norte-americanos. Segundo o governo local, a realidade da segurança das quatro cidades mencionadas não pode ser comparada a outras localidades violentas no Brasil e no exterior.

“Nelas vivem cerca de 600 mil habitantes, que trabalham, estudam e convivem em situação de absoluta normalidade. Como em qualquer cidade no mundo ocorrem crimes, mas tudo dentro da normalidade”, destacou, em nota, o Palácio do Buriti.

Um comentário:

Marcos Ferreira disse...

É a Boa Terra Cajá.
Tá no amarelo ou no vremei?