quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Defendendo o quê?!!!

Ver a entrevista na Band da candidata do PCdoB à presidência, Manuela D'Ávila, é como observar com o melhor dos microscópios uma excentricidade da natureza.

Ela conseguiu a proeza, dificílima, de não responder nenhuma pergunta durante todo o programa. Literalmente. Teve êxito, também, ao não fazer qualquer crítica ao ex-presidente Lula. Nada. Os 7 processos contra ele são perseguições políticas. 13 anos de PT e PCdoB? Aliança do partido com o PSDB no Maranhão? Apoio a eleição de Rodrigo Maia para presidência da Câmara? "Vamos falar de futuro", disse, esclarecendo que a ética não lhe fará perder tempo na campanha -- nem seria preciso dizê-lo, mas agradeço por esclarecer.

Com uma série de chavões, ausência de raciocínio lógico, distanciamento da realidade patológico, a entrevista caminhava para o circo habitual da política brasileira, ainda que com ausência extrema de funções cognitivas básicas, até o momento em que tudo perde a graça: ela conseguiu se calar não só diante da pergunta sobre a Venezuela, mas também sobre a Coréia do Norte.

Na Venezuela e na Coréia do Norte, enquanto ela sorria para a câmera, têm gente morrendo, apanhando, sendo estuprada na cadeia e a candidata, com sua fleuma de democrata paz e amor, se acovarda e dribla sua consciência, pela "causa". Talento puro de comunista.

Perdida em devaneios que pareciam saídos do "Alienista", Manuela acabou defendendo o ex-ditador líbio Muammar al-Gaddafi. Para não criticar seus irmão de ideologia, até o maior machista psicopata pedófilo vira santo.

Em alta definição, em 2017, a audácia de defender o comunismo é digna de nota. Quando recebeu um conselho quase paternal de um dos jornalistas, sobre não precisar ser comunista para defender o que ela - supostamente - defende, podendo optar por ser uma liberal clássica, acusou o liberalismo de não ter reduzido o "problema da desigualdade", justo ela, defensora de Stálin, 100 milhões de mortos, e até do "Rocket Man" norte-coreano. Na cabeça dela, a América é pior que o outrora glorioso Cambodja.

E assim, com esta cara de boa moça, fantasiada de representante dos direitos humanos, das mulheres, dos LGBTQYXZ#$%, desde que não sejam vítimas da esquerda, ela me atenta sobre como é sempre assustador reparar o quanto um comunista realmente ama a humanidade mas detesta o ser humano. Em 1917 ou hoje.

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