segunda-feira, 28 de julho de 2014

RAINHA DE UM REINO INEXISTENTE

Por CARLOS CHAGAS
DiáridoPoder

Preocupa o PT o aumento do índice de rejeição da presidente Dilma, estimado em 47% na última pesquisa do Ibope. O número supera o das preferências, estagnadas em 38%. As esperanças do partido são de que a popularidade crescerá a partir da propaganda eleitoral gratuita, em agosto. Conseguirá reduzir o número negativo, até outubro?

Todo presidente da República desgasta-se quando chega e exerce o poder. Fernando Collor, Fernando Henrique, o próprio Lula e Dilma Rousseff são exemplos recentes. Como exceção, destaca-se o saudoso Itamar Franco, que aterrissou no palácio do Planalto de surpresa, de mãos abanando, sem nada que alimentasse as expectativas nacionais. Saiu elegendo o sucessor e sob os aplausos gerais, não apenas por conta do Plano Real, mas por haver adotado postura inflexível diante da corrupção. Também pela forma educada de como enquadrava seus ministros e os partidos da base oficial, ao mesmo tempo não empurrando para debaixo do tapete os problemas que se sucediam no país. Em especial, porém, porque não se julgava acima da sociedade que por uma surpresa do destino levou-o a conduzi-la.

Dilma assumiu bafejada pelas realizações sociais dos oito anos do Lula e pela postura de gerentona que, além de desenvolver a melhoria de vida das classes menos favorecidas, passaria o rodo nas mazelas deixadas pelo antecessor. Até que começou bem, não poupando os caciques dos partidos incrustados na aliança costurada pelo primeiro-companheiro para garantir maioria parlamentar. No primeiro momento viram-se catapultados líderes de partidos, como o PR, o PDT e o PTB, ministros como os do Turismo e da Casa Civil, além de empresários e líderes sindicais flagrados em malfeitos.

A presidente, porém, perdeu-se nos meandros do próprio ego e nos compromissos herdados do Lula. Nunca havia disputado uma eleição, nenhuma aproximação tinha e continuou sem ter com o Congresso e com o povão. Desdenhou da imprensa, dos governadores e de seu próprio partido. Espalhou o terror junto a seus auxiliares pela forma de como os tratava. Isolou-se. Comportou-se feito rainha de um reino inexistente. Tudo chegou à opinião pública. Vieram as primeiras vaias, ela não entendeu. Imaginou que distribuir benesses e implementar ainda mais o assistencialismo bastariam para reforçar o pedestal onde se refugiou. Ignorou a lição de que, nos tempos atuais, o monarca precisa freqüentar os súditos. Ao menos dar a impressão de ser um deles.

O resultado aí está. Uma rejeição dos diabos, gerada pela presunção. Até o segundo mandato anda balançando.

De Irlânio Cavalcanti acabo de receber a triste notícia: acaba de falecer em Cajazeiras o nosso serelepe garçom: Queixo-Fino. Nossos mais sentidos pêsames à sua família e amigos.


Carmelita Gonçalves, nossa eterna mestre/educadora, recebe o carinho de Tatyana Moura (na foto, bem 'pixôtôtinha').


Tenho orgulho de ter iniciado a vida acadêmica com Tia Carmelita, na companhia de tia Dú e tia Beta, no Colégio Nossa Senhora do Carmo

Orgulho ainda maior é o prazer de poder compartilhar com as minhas filhas, pois também elas desfrutam dessa bênção.

Tia Carmelita, você é um anjo que Jesus colocou na terra pra educar essas crianças.

Obrigada por fazer parte da nossa vida.

Parabéns pelos seus 90 anos.

Carole King - It's Too Late. Uma lindíssima música. Vejam.

No jogo de metáforas, os herois de Cazuza e de Ariano Suassuna...


A sugestão é de Marcílio Cartaxo


Marcelo Rezende atrapalha audiência de folhetins e é cobiçado por emissoras
KEILA JIMENEZ
FOLHA

Comandante do programa policial "Cidade Alerta" (Record), Marcelo Rezende, 62, faz ao vivo quase 17 horas semanais. Segundo lugar no horário, o "Cidade Alerta" tem média de audiência de 11 pontos (cada um corresponde a 65 mil domicílios na Grande São Paulo). A marca atrapalha bastante o desempenho das novelas da Globo nas faixas das 18h e das 19h.

O programa é também um dos responsáveis pela vice-liderança mensal da Record. De olho nisso, Globo e SBT já assediaram o apresentador.

A Record, entretanto, renovou o contrato dele até 2020, com multa de R$ 25 milhões e a promessa de ainda mais horas no ar: o âncora pode ganhar um talk-show e migrar para o entretenimento.

Eduardo Anizelli/Folhapress 
O apresentador Marcelo Rezende dá entrevista na sede da TV Record, em SP

Ele tem dividido seu recorde diário no ar entre mundo-cão e brincadeiras. Mostra homicídios, sequestros e assaltos, mas também põe apelidos nos repórteres, debocha do figurino, faz graça com os câmeras. "Resolvi levar quem eu sou no dia a dia para dentro do programa. Amenizou o clima pesado", diz.

Em entrevista à Folha, Rezende fala sobre o assédio de espectadoras e decreta o fim do jornalismo de bancada.

*
Folha - Como você levou humor para o "Cidade Alerta"?

Marcelo Rezende - Não foi de caso pensado. Passo o dia brincando, não acredito em vida com seriedade. Um dia, fiz piada com o Percival [de Souza, comentarista]. A partir daí, ninguém mais viu o "Cidade Alerta" como policial, e sim como programa com entretenimento.

Não creio mais no jornalismo como é feito na TV. Noticiários com dois âncoras na bancada estão morrendo. Ninguém aguenta mais aquele formato engessado. Jornalismo é saber contar histórias. Todo repórter quer aparecer no vídeo, mas fala 20 segundos correndo e parece picolé no Alasca, de tão duro. Eu, minha avó e minha tia queremos ver contadores de história.

Mas o jornalismo na TV caminha para o coloquial, não?

Mas não é só fazer um âncora olhando para o outro dando risadinha. É muito mais que isso. Um dia chamei minhas repórteres e pedi que sentissem a história, que fossem mais humanas. Aí o "Cidade" passou a mostrar bons contadores de histórias.

As comissões de direitos humanos pegam no seu pé?

Não. Há comissões de direitos humanos fundamentais para a história do país, mas tem muita comissão fajuta. E há muita colher de chá para presos. Se eu não ficar indignado, para que servem as minhas 3h20min diárias na TV? Para dar cambalhota?

Você recebe ameaças de bandidos, de polícia, de autoridades? Não tem medo?

Estou vacinado. Minha pressão não sai de 12 por 8. Eu não acredito em ameaça. Quem vai fazer, faz e não fala.

Não ficou com medo da ameaça de um suposto integrante do PCC no "Domingo Legal" (SBT) até se descobrir que a entrevista era falsa?

Aquela história do Gugu era um somatório de bobagens. Fui criado na periferia, conheço bandido de berço. Aquele não era jeito de bandido falar nem de segurar uma arma. Matei na hora que era uma farsa. Eu estava na Rede TV! na época, abri o programa como a "Farsa do 'Domingo Legal'". O dono da emissora ligou dizendo que eu não podia fazer aquilo no ar, mas eu não estava nem aí.

Gugu trabalhou na Record. Nunca conversaram sobre?

Nunca o encontrei. Não sei se o Gugu é pigmeu ou gigante. Ele pediu desculpas no processo judicial que movi contra ele na época. Mas quando ele saiu da Record falei no ar que ele deveria seguir em paz. A vida não é para você carregar rancor.

O apresentador Marcelo Rezende dá entrevista na sede da TV Record, em SP

Você é campeão de cartas e e-mails com declarações de amor de telespectadoras?

Não respondo porque são muitas. Tem de tudo: convite para conhecer, para namorar, para casar, para sapecar, tem uns atrevidos... Quando eu soube, coloquei a foto do Rodrigo Faro [apresentador da Record] no ar e falei: "Mulher não gosta de homem igual a você, gosta de homem com cara de homem" (risos).

Você recebeu convites de trabalho da Globo e do SBT?

Não quero ser deselegante. Não vou falar sobre isso. Tenho um contrato em vigor até 2020. Até lá eu já morri. Tenho amigos na Globo, tento não ferir as pessoas.

Na renovação, a Record deu o aumento que te prometeu?

Não deram, me enganaram. Mas nunca vou com muita sede ao pote. É que nem mulher: você deixa claro o que pretende, mas não pode agarrar de cara. Outro dia fui jantar, e uma moça chegou com uma conversa comprida. Perguntei: "Essa conversa vai nos levar ao sexo?". Ela disse: "É capaz". Pensei: "Vou pular fora, é uma tarada".

Você tem rixa com o Datena [concorrente da Band]?

Não, adoro o Datenão. Ele às vezes me xinga, mas é maluco. No meu código penal ele entra no 13 (risos): maluco. Quando veio para a Record, eu disse: "Não vem que vai se estrepar!". Estava na cara, ele é rei na Band e faz o que quer. Não me ouviu e perdeu R$ 23 milhões (multa por quebra de contrato). Está pagando até hoje. [Procurado, Datena diz que Rezende é seu amigo e sempre o ajudou.]

O assédio do público aumentou muito?

Na época do "Linha Direta" (Globo), as pessoas tinham medo de mim. Era um programa tenso. Hoje não é mais assim. Outro dia fui jantar, veio um estilista pedir para tirar foto. Quando vi, tinha garçom, segurança, puta da rua, todo mundo na foto, virou uma zona. Hoje minha vida é bem mais divertida.

Você esconde sua família?

Não sou contra mostrar a vida, mas há coisas privadas, você não precisa abrir. Moro sozinho, sou separado, tenho cinco filhos. Não tenho muito para mostrar. Meu hobby é vinho, coleciono, não bebo tudo porque não dá vazão (risos). Não viajo muito. Só vou para Orlando com a minha caçula de 12 anos. Bati recorde de visitas à Disney. O Pato Donald quando me vê já toma Dramin, tá enjoado de mim.

O apresentador Marcelo Rezende dá entrevista na sede da TV Record, em SP

O bordão "Corta pra mim" nasceu como?

Um diretor de TV não viu que eu estava fazendo sinal no ar para ele trazer a câmera para mim e gritei: "Corta para mim, porra!!!!!" O áudio estava aberto. As pessoas começaram a falar isso nas ruas. É uma boa para chamar, tanto que virou título do meu livro.

Tem pretensão de migrar para o entretenimento?

Não sou de fazer muitos planos. O Felipão fez um monte e olha só no que deu. Mas há, sim, na Record, uma ideia para que eu faça um programa de entretenimento, não sei ainda o que será.

Você fica incomodado com as imitações que fazem você?

Adoro. O [humorista] Pedro Manso me disse que a primeira casa que comprou foi às minhas custas e do Galvão [Bueno], por causa das imitações.

Na época da reportagem sobre a Favela Naval (1997) disseram que você conseguiu a fita com as imagens daquela blitz policial com um câmera e, depois, levou os louros sozinho. Foi assim mesmo?

A fita foi passada por uma pessoa com quem eu tinha feito uma reportagem. A pessoa estava se separando e, como ficamos alguns dias juntos, conversamos muito sobre separação. Eu já tinha me separado três vezes e contei os prós e contras. A pessoa ficou grata. Como trabalhava infiltrada no crime, obteve a fita e me ligou. Fui buscar. Eu e mais 12 companheiros da Globo, que escolhi, investigamos toda a história. Nunca soube do tal cinegrafista. Só soube quando ele apareceu. E por que falo "pessoa"? Jamais revelarei nem mesmo o sexo do informante. É a regra do jogo. Mas é uma pessoa importante no negócio dela.

A reportagem da Favela Naval foi a mais importante de sua carreira?

Sem dúvida nenhuma. Nós, meus companheiros e eu, atingimos o alvo certo: a reportagem mudou a lei da tortura. Tornou-se mais rigorosa. Vários PMs foram presos. Infelizmente, nesse mundo em que eles atuavam só se conhece uma lei: a lei do cão.

Faltam professores e não é possível ficar em casa, né João?

GAZETA DO POVO - PR 

Os discursos (sic) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm deixado claro não só as estratégias eleitorais de seu partido, mas a ideologia dos que grudaram ao poder e não querem dele apear de forma alguma. Elas pretendem, sobretudo, a divisão das pessoas do país, consolidando o popular “nós contra eles”, como se “nós” fossem os santos que merecem os céus eternamente, nele mandando e desmandando, e os “eles” aqueles que devem ser condenados ao fogo eterno dos infernos.


Reparem nos pronunciamentos de Lula, Dilma, Rui Falcão e seus seguidores. Seguem a linha do nacional-socialismo, guiado por Hitler e Goebbels, que já infelicitou o mundo e que teima em ressurgir em formatos modernos. Um dos exemplos é sua tentativa de caracterizar a mídia como “golpista”.

Joseph Goebbels, ministro de Propaganda do Reich, 11 dias depois de Hitler ter assumido o cargo de chanceler, fez o mesmo. Seu alvo era a “imprensa judaica”, que acusava de “ameaçar o movimento nacional-socialista. Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!” Naquela época, Hitler, Goebbels e os nazistas cumpriram sua ameaça.

Enquanto não calam a boca da mídia no Brasil, os petistas a desmerecem, ameaçam criar códigos disciplinadores da comunicação e se manifestam pelos blogs e veículos de comunicação escolhidos a dedo por Lula. Em todas as manifestações petistas, se condena a “elite branca”, a classe média (vide a filósofa Marilena Chauí, uma estrela intelectual petista: “A classe média é o atraso, a estupidez, o que tem de mais reacionário, conservador, ignorante, petulante etc.”), os conservadores, entre outros, por eles considerados “inimigos” do desenvolvimento preconizado pelo PT. E o país é dividido em brancos e negros, ricos e pobres, nordestinos e sulistas, progressistas e conservadores, estatizantes e privatizantes, bons e maus etc., incentivando a divisão de classes e, o que é pior, o ódio entre elas.

Enquanto isso, o PT beneficia apenas seus asseclas e aqueles que se aliam ao seu projeto de poder, desenhado por filósofos da Papuda. E o país vê desenhar-se um perfil catastrófico de sua economia: déficits, inflação, índices recessivos na produção industrial, desindustrialização e fuga de empresas para países limítrofes, dívidas interna e externa crescentes, economia estatizada, enriquecimento dos banqueiros e sócios do Lula, tudo paralelo à demagogia, populismo, bolsas de miséria, ausência de projetos de desenvolvimento socioeconômico e sustentável, aparelhamento do Estado e dos três poderes, descrença absoluta no Judiciário e desrespeito ao Supremo Tribunal Federal, cristalização da corrupção.

Uma nação enorme e triste! E que corre o sério risco, a seguir a cantilena petista, como querem Dilma, Lula, Rui Falcão e os filósofos da Papuda, de transformar-se em uma nação dividida, uma enorme e triste Venezuela.

Na nossa festa 6ª do Se7e, no dia 22 de agosto, no Cajazeiras Tênis Clube, teremos a melhor música. Que tal lembrarmos de 'Hey Girl'?


Para reserva de mesas, entre em contato com Ângela Senegal (em João Pessoa) pelo telefone (83) 9996.3767; e, em Cajazeiras, com Helena, pelos nºs (83) 9102.0400 (Claro), 8733.3487 (Oi) e 9961.1564 (Tim) e Rubismar Galvão, na Leia Livraria, pelo telefone (83) 9315.1136.

Sabe a dívida pública...? É como se o nosso Bocão, lá em Cajazeiras, administrasse a conta... Só no gogó!!!


Dívida Pública Federal do Brasil: dois trilhões e duzentos e dois bilhões de reais. Você não leu errado...

BRASIL DEVEDOR
TESOURO: DÍVIDA PÚBLICA SOBE PARA R$ 2,202 TRILHÕES

DÍVIDA AUMENTOU R$ 80 BILHÕES EM APENAS UM MÊS
DiariodoPoder

Brasília - A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou elevação de R$ 80 bilhões (3,77%) em junho ante maio e atingiu R$ 2,202 trilhões, segundo dados divulgados na quinta-feira, 24, pelo Tesouro Nacional. O estoque da DPF em maio era de R$ 2,122 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 15,796 bilhões no mês passado. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 4,02% e fechou o mês em R$ 2,111 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,61% menor, somando R$ 91,72 bilhões em junho.

O custo médio da DPF nos últimos 12 meses caiu de 11,29% ao ano, em maio, para 11,05%, encerrados em junho. O custo médio da DPMFi em 12 meses caiu no mesmo período de 11,18% ao ano para 11,17% ao ano.

O prazo médio da DPF caiu de 4,33 anos em maio para 4,23 anos em junho. A parcela da DPF a vencer em 12 meses – que mede a dívida de curto prazo – caiu de 28,07% para 28,00% do total do estoque no mês passado.

Na capa d'O Globo


No jornal Extra


A capa do jornal Diário de Pernambuco


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Anac demora 6 anos para julgar queixa de passageiro

GloboIncentivos a carros teve 0,02 % no PIB

Extra: PMs são presos em DP ao registrar mortes em tiroteio

Estadão: Usinas do Rio Madeira questionam dívida bilionária na justiça

ValorEconômico: De carteira cheia, estaleiros vivem período de incerteza

ZeroHoraEmprego cai na indústria do Rio Grande do Sul

Estado de Minas: Candidatos ao governo de Minas gastarão R$ 151,8 mi

CorreioBraziliense: Saúde afasta médica e apura morte de paciente

CorreiodaBahia: Quem vai descascar o abacaxi do Bahia

DiáriodoNordeste: Ceará é o 2º do Brasil em investimento estrangeiro

JornaldoCommercio: "Felicidade é torcer pelo Sport"

JornaldaParaíbaAlianças entre partidos divergem das nacionais

domingo, 27 de julho de 2014

Cara de pau

Não é bem assim
Não é bem assim
Rodrigo Bethlem, além de deputado federal licenciado e homem forte de Eduardo Paes, é também um cara de pau. Depois de VEJA botar no ar um áudio em que Bethlem assume tranquilamente receber uma mesada de 100 00 reais de fornecedores da prefeitura do Rio de Janeiro, ele divulgou agora há pouco uma nota oficial que começa assim:
- Tendo em vista a gravidade das declarações feitas por minha ex-mulher…
Não há declaração alguma de sua ex-mulher nas fitas. O que há é um homem público se auto-incriminando.
 Por Lauro Jardim

Quem tem fé levanta a mão...

A sugestão é de Tundá de Chico Correia

Nosso registro de pêsames, na pessoa da amiga Verônica Rangel, às famílias Arruda Ramalho e Rangel pelo falecimento de Leonel Arruda.



IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
O Estado de S.Paulo

A edição do Decreto n.º 8.243/14 pela presidente Dilma Rousseff, instituindo conselhos junto aos diversos ministérios, com funções nitidamente de imposição às políticas governamentais, está na linha do aparelhamento do Estado, que pretende criar uma nova classe dirigente no estilo denunciado por Milovan Djilas em A Nova Classe, quando o fantasma soviético preocupava o mundo ocidental. Esse decreto objetiva tornar o Poder Executivo o verdadeiro e único poder, reduzindo o Congresso Nacional a um organismo acólito.

Tive a oportunidade de ler as Constituições da Venezuela, da Bolívia e do Equador, a pedido da Fundação Alexandre de Gusmão, quando era presidida pelo embaixador Jerônimo Moscardo, que veiculou o texto de todas as Constituições das Américas, com estudos de constitucionalistas de diversos países. Impressionou-me a imensa diferença entre os três textos e o da Constituição brasileira, que, no artigo 2.º, assegura a independência dos Poderes.

É de lembrar que o Poder Executivo, politicamente, não representa o povo por inteiro, mas apenas a sua maioria. E nos casos em que o chefe do Executivo foi eleito em segundo turno, nem a maioria. Por outro lado, o Poder Judiciário é apenas um poder técnico, sendo a Suprema Corte escolhida por uma pessoa só, o presidente da República.

A totalidade da representação popular está no Parlamento, constituído que é por representantes do povo, tanto os favoráveis ao governo como os contrários a seus detentores. Pode não ser o ideal, contudo representa a vontade de toda a sociedade.

Ora, nas três Constituições bolivarianas o Poder Legislativo é amesquinhado, ao ponto de, na Carta venezuelana, poder declinar de sua competência, transferindo-a para o chefe do Executivo. Os plebiscitos e referendos, nessas Constituições, podem ser convocados pelo presidente. No Equador, o presidente pode dissolver o Parlamento, mas se este o destituir, dissolve-se automaticamente. Na Bolívia, a Suprema Corte é eleita pelo povo, cuja manipulação pelo Poder Executivo não é difícil.

É que tais modelos conformam um sistema político de dois Poderes principais e três Poderes secundários, a saber: o Executivo e o povo são os principais; o Judiciário, o Legislativo e o Ministério Público, os secundários. Por conseguinte, como o povo é facilmente manipulado em regimes de Executivo forte, os modelos dos três países têm um único Poder - e a população é facilmente enganada.

Não se pode esquecer que o culto povo alemão foi envolvido por Adolf Hitler, o mesmo tendo acontecido com o povo italiano, por Benito Mussolini, para não falar dos russos nos tempos de Josef Stalin.

Voltando ao referido Decreto 8.243/14, pretende ele substituir a democracia das urnas por outra dirigida pelo Poder Executivo, com seus grupos enquistados em cada ministério. Então, se o Conselho da Comunicação Social, por exemplo, entender que deve haver controle da mídia, o Executivo, prazerosamente, dirá que o fará, pois essa é a "vontade dos representantes da sociedade civil organizada"!

A veiculação do decreto, em momento no qual se torna evidente o clamoroso fracasso da política econômica do governo Dilma, obrigará um futuro presidente da República, se sério e competente, a realizar um forte ajuste de contas. Caso decida extinguir os conselhos, poderá ser acusado de estar "agindo contra o povo"; e se os mantiver, terá dificuldades para governar.

Na eventualidade de ser a presidente reeleita, poderá impor os seus sonhos guerrilheiros, que ficaram claros quando, em atitude de adoração cívica, em recente visita a Fidel Castro, teve estampada a sua fotografia com o sangrento ditador cubano.

É isso o que me preocupa, em face da permanente proteção da atual presidente aos falidos governos boliviano, venezuelano e argentino, assim como a resistência em firmar acordos bilaterais com países desenvolvidos, sobre dar sinais de constante aversão à lucratividade das empresas, seja nas licitações, seja por meio de esdrúxula política tributária, indecente para um país como o Brasil.

Além do mais, o seu governo tornou a Petrobrás e a Eletrobrás instrumentos de combate à inflação pelo caminho equivocado do controle de preços. Tal política sinaliza que dificilmente ela fará os necessários reajustes na esclerosada máquina administrativa.

Com os tais conselhos criados, sempre que o governo tomar uma medida demagógica, poderá dizer que a "sociedade civil organizada" é que a está exigindo...

Por essa razão, é de compreender o discurso ultrapassado, do século 19, de luta contra as elites, apresentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preparando o terreno para medidas "a favor do povo" e contra "os geradores de empregos", que, na sua visão, são os ricos. Por isso também Vladimir Putin, que deseja restaurar o Império Soviético, é para a presidente Dilma Rousseff um parceiro melhor do que Barack Obama (EUA), representante, para ela, da "oligarquia econômica".

Como cidadão, respeitando a presidente pelo cargo que ocupa em razão de uma eleição democrática, tenho, todavia, cada vez mais receio de que o eventual risco de perder o poder leve seu grupo a ser dirigido pelos mais radicais, que se utilizarão dos ditos conselhos para, definitivamente, semear a cizânia, na renascida democracia brasileira.

Coisas da vida...Roberto Carlos conseguiu, nesta música, dizer muito sobre o que passamos. À janela...

Pesquisa Correio/Souza Lopes: Cássio tem 45,5%, RC 29,2% e Vitalzinho 4,4%
TV Correio


O Sistema Correio e o instituto Souza Lopes divulgaram mais uma rodada de pesquisas eleitorais. De acordo com os números, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tem 45,5% das intenções de votos. A diferença entre o tucano, pré-candidato ao governo, e o segundo lugar, que é o governador Ricardo Coutinho (PSB), é de 16,3%, já que o socialista aparece com 29,2%. 

Em terceiro lugar ficaria o senador Vital do Rêgo (PMDB) com 4,4% na pesquisa. O peemedebista vem seguido do deputado federal Major Fábio (PROS) com 0,8% e Tárcio Teixeira (PSOL) e Antonio Radical (PSTU) com apenas 0,1% das intenções de votos.

Esta é a primeira pesquisa divulgada após o resgistro das candidaturas.

Olhaí! Dinheiro já tem! Duvido que Bocão, lá em Cajazeiras, não vá aderir...

Campanha de Vital Filho vai custar R$ 25 milhões com R$ 8 mi repassados pelo PT nacional
Negociação envolvendo o repasse oficial de recursos financeiros do PT para o PMDB abriu uma crise entre os dois partidos, os maiores da coligação pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Sem aval do comando peemedebista, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), costurou o recebimento de uma ajuda de campanha de R$ 35 milhões.

O PT, que arrecadaria o valor por meio de doações legais de empresas, repassaria a quantia a cinco candidatos do PMDB a governos estaduais em Rondônia, Amazonas, Paraíba, Pará e Alagoas -onde Renan Filho é o nome do partido na disputa.

Em quatro desses Estados o candidato peemedebista tem o apoio oficial do PT (a exceção é em Rondônia).

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi informado da exclusão da maioria do partido no repasse e exigiu que fosse feita uma distribuição igualitária para todos os candidatos da sigla.

Segundo relatos ouvidos pela reportagem da Folha, a negociação com Renan foi acertada com Aloizio Mercadante (PT), ministro da Casa Civil. Por meio de sua assessoria, o ministro negou que tenha tratado do assunto com Renan ou com "qualquer liderança do PMDB": "A Casa Civil não trata das finanças de campanhas, sendo este um tema exclusivo dos partidos".

O mal-estar no PMDB chegou aos ouvidos de assessores de Dilma. Congressistas afirmam que o imbróglio foi o principal motivo da volta de Temer à presidência do partido. Porém, a equipe de Temer nega, alegando que ele voltou ao comando do PMDB para estar à frente da interlocução política na campanha.


Pelo desenho acordado entre PT e PMDB, seriam repassados cerca de R$ 8 milhões para Alagoas, Paraíba, Amazonas e Pará. Rondônia, Estado do então presidente do partido, Valdir Raupp, ficaria com R$ 3 milhões.

"Eles acharam que ninguém ficaria sabendo. Tem que ser socializado", ironiza um cacique do PMDB à Folha. A cúpula do partido quer contemplar, entre outros, os candidatos ao governo de Goiás, Iris Rezende, do Ceará, Eunício Oliveira, e do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves. Nenhum deles é apoiado pelo PT.

Petistas negam a articulação, mas afirmam que há pressão de aliados –como PMDB, PR e PP– para ajuda nos Estados.

Um peemedebista da cúpula da legenda explica, sob a condição do anonimato, a "dependência'' da doação intermediada pelo PT: segundo ele, o empresário doa com mais facilidade "para quem manda''. Auxiliares do comitê presidencial afirmam que a ordem é ajudar, mas só depois que conseguirem resolver a campanha nacional.

Além disso, a orientação é "endurecer'' com partidos que possuem ministérios, como o PMDB, já que, na avaliação petista, os titulares das pastas têm interlocução com o empresariado.

Segundo relato de participantes da negociação, houve acerto e o valor será distribuído de maneira "igualitária''. Outros peemedebistas afirmam que a negociação não se concretizou. A assessoria do Temer afirma que os partidos da coligação nacional tentarão auxiliar "politicamente'' todos os palanques estaduais que estiverem alinhados com Dilma.

Eunício Oliveira (tesoureiro do PMDB) afirma que o assunto nunca foi tratado com ele. Já o tesoureiro do PT, João Vaccari, não se manifestou. Na sexta (25), a Folha tentou, mas não conseguiu falar com Renan Calheiros.

Fonte: PBHOJE e Folha de São Paulo

Usam o povo brasileiro - com a estorinha de 'pátria de chuteiras' - mas não querem prestar conta do dinheiro amealhado...

Para Chicó e João Grilo

Por Xico Sá

A vida e obra do homem de "O Auto da Compadecida" têm muito o que ensinar ao mundo do futebol

Amigo Chicó, amigo João Grilo, para o escritor Ariano Suassuna, o Sport era tudo. Deveria, inclusive, representar o Brasil, sempre, como seleção do país. Gozação à parte do fanático frequentador da Ilha do Retiro, a vida e obra do homem de "O Auto da Compadecida" têm muito o que ensinar ao mundo do futebol.

Para começo de história, a CBF deveria estar mais preocupada na ideia do que Ariano chamava de "Brasil real".

E não, como Marcos Augusto Gonçalves descreveu, aqui nesta Folha, em aprofundar o processo de descolamento entre seleção e torcedor --enquanto o futebol cada vez mais perde sentido como narrativa que se entrelaça com a "alma" --ou a cultura-- brasileira.

Quantas vezes ouvi o doutor Sócrates, ali no "Cartão Verde"da TV Cultura, estufando o filó com essa mesma filosofia. O Vladir Lemos e o Victor Birner que o digam.

O queridão aí do botequim há de dizer; mais bola na rede e menos teoria intelectual. Entendo o colega do nosso templo sagrado, porém insisto. Com essa turma no comando, que nos remete a um período pré- -redemocratização, estamos lascados, para ser mais direto. Garçom, por favor, mais cervejas e menos metáforas.

Adoraria ser fino, iluminista da Vila Madalena, ajeitar o cachecol afetado e dizer: "Ah, isso não tem nada a ver com o país, isso é apenas futebol, não tem a menor importância". Então tá, conta outra.

Tem sim. E o pior, caros Chicó e João Grilo, a turma que manda na CBF e ainda vive mentalmente os anos de chumbo se apropria de um bem cultural coletivo para lavar a égua. Na hora de tomar dinheiro --garçom, por favor, sem metáforas--, a turma fala em nome da "Pátria em chuteiras": na hora de ser questionada, opa, a CBF é uma entidade privada e aqui ninguém tasca.

Antes, Chicó e João Grilo, fosse aquela vivacidade de vocês, aquela invencionice pela sobrevivência. Que nada. De anti-herói à vossa moda ou ao estilo do menino Pedro Malasartes, essa turma não tem é nada. O negócio é mão na cumbuca mesmo, meus queridos.

Na cuia grande, a turma segue. Não há limite. Quem dera fossem julgados por aquele juiz d'"O Auto da Compadecida". Vixe. Estamos longe disso. Viva Ariano, viva o Sport!
O GLOBO

Nós, políticos, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar

Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos. Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, e Alemanha, em 8 de julho de 2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.

A realidade social não nos traumatiza porque nossos grandes problemas foram banalizados.

Consideramos tragédia ter o quarto melhor time de futebol do mundo, mas não nos traumatiza quando, no dia 1º de março de 2011, a Unesco divulgou que estamos em 88º lugar em educação; nem quando, em 15 de março de 2013, o PNUD divulgou que estamos em 85º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano; ou quando o Banco Mundial nos coloca como o oitavo pior país em concentração de renda; ou ainda quando soubemos que somos o 54º país em competitividade no mercado mundial; ou quando o IBGE divulgou, em 27 de setembro de 2013, o aumento no número de adultos analfabetos de 2011 a 2012.

Nenhum trauma aconteceu quando a Transparência Internacional nos reprova em corrupção; ou quando vemos que, no ano passado, 54 mil brasileiros foram assassinados no país e outros 50 mil mortos no trânsito. Não nos traumatiza o fato de que 50 milhões de brasileiros — desalojados históricos pelo modelo econômico — passariam fome se não fossem as pequenas transferências de renda, como se eles fossem abrigados depois de uma inundação. Não nos choca a destruição de 9% a mais de florestas em 2013 do que em 2012.

Sofremos com as derrotas no futebol porque elas não foram banalizadas, são exceções na nossa trajetória de vitórias. Não nos traumatizam os desastres sociais porque nos acostumamos a eles e nos acomodamos. Por isso, não exigimos de nossos líderes políticos o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos.

Ao ouvir David Luiz pedir desculpas porque não foi “capaz de fazer seu povo feliz, pelo menos no futebol”, pensei que deveria pedir desculpas a ele, porque sou parte da seleção brasileira de líderes políticos e não consigo fazer o necessário para facilitar a vida de cada brasileiro em busca de sua felicidade.

O político não proporciona felicidade, como um artilheiro que faz gols, mas deve eliminar os entulhos sociais, tais como transporte público ineficiente, fila nos hospitais, escolas sem qualidade e violência descontrolada, que dificultam o caminho de cada pessoa em busca de sua felicidade pessoal. Esses entulhos sociais que povoam o Brasil provam que nós, os políticos brasileiros, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar, base necessária, embora não suficiente, para a felicidade de cada pessoa.

Por isso, eu e todos os políticos com mandatos, não David Luiz, devemos pedir desculpas por não eliminarmos os entulhos que dificultam a busca da felicidade pelos brasileiros.

Roberto Carlos. O Homem. Jesus é o cara! Linda música

BOA NOTÍCIA: Um gol da Polícia contra os criminosos do PCC em São Paulo
Ricardo Setti
Veja
A Operação Bate Bola prende quarenta membros do PCC, incluindo o seu cérebro contábil, e recolhe mensagens trocadas pelos bandidos nos moldes da máfia italiana – com adaptações

As prisões ocorreram duas horas antes do jogo Brasil x Alemanha. Numa estação de metrô da Zona Sul de São Paulo, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, prenderam nove mulheres. A partir daí, foi lançada a ofensiva final.

Quatro dias depois da derrota do Brasil por 7 a 1, a Operação Bate Bola já somava quarenta presos. São todos – homens, mulheres e dois adolescentes – acusados de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), a facção criminosa de São Paulo que surgiu extorquindo detentos na cadeia e enriqueceu traficando cocaína na rua.

Com a participação de mais de 200 policiais, a operação foi resultado de seis meses de investigação e 29 horas de conversas gravadas. Seu principal triunfo foi desvendar a estratégia financeira do PCC. “Conseguimos traçar um retrato atualizado desse grupo criminoso”, diz o delegado Wagner Giudice, diretor do Deic. “Sabemos agora como os seus integrantes se movimentam e temos a certeza de quem é quem. Mas isso é só o começo, não podemos parar.”

Com o cérebro contábil da facção, Glauce O’Hara, e dois de seus auxiliares, todos presos, a polícia recolheu dezenas de bilhetes que revelam detalhes sobre como os criminosos reformularam os seus negócios nos últimos anos. VEJA teve acesso a esses papéis – a saída que a organização encontrou para que os integrantes soltos conti­nuas­sem a receber ordens da cúpula, quase toda encarcerada em presídios de segurança máxima, onde o acesso a telefones celulares é mais difícil.

O método emula aquele usado por décadas por mafiosos italianos, que escreviam suas ordens em minúsculas tiras de papel, os pizzini, que os visitantes levavam para fora da cadeia escondidas entre os dedos dos pés. Quanto aos men­sageiros do PCC, os papéis são dobrados até que caibam numa cápsula, introduzida no ânus, no caso dos homens, ou na vagina, no caso das mulheres.

A Penitenciária de Presidente Venceslau, onde os principais dirigentes da organização criminosa estão enjaulados (Foto: Secretaria de Administração Penitenciária/SP)

Os bilhetes revelam, por exemplo, o novo status do líder máximo do grupo. Marcos Willians Herbas Camacho, antes chamado de Marcola e agora apelidado Russo (segundo a polícia, a nova alcunha é uma referência a duas autoproclamadas simpatias do bandido, pelo marxismo e por Dostoiévski), passou a ser uma espécie de sócio minoritário do PCC. Marcola, bem como vários outros dirigentes do PCC, cumprem pena na unidade de segurança máxima da Penitenciária de Presidente Venceslau, 610 quilômetros a leste de São Paulo.

Uma das mensagens mostra que o agora ex-Marcola tem uma cota “pessoal” nos lucros das drogas vendidas pela facção – o que ficou comprovado com a descoberta da existência de um cofre onde estariam guardados 628 795,63 reais atribuídos à “família” e outros 34 362 reais pertencentes ao Russo.

Desde 2010, a facção criminosa vem passando por uma reforma administrativa. Em vez de fornecer a droga para ser vendida por bocas de fumo independentes, passou ela mesma a cuidar do varejo. Agora, o PCC tem o controle de toda a cadeia produtiva – traz a droga do exterior e a “batiza”, embala e entrega ao consumidor final. Só na capital paulista, tem hoje 69 pontos de venda.

Cada produto é chamado por um código inspirado em marcas de cerveja: “Skol” significa crack; “Antarctica”, maconha; “Brahma”, cocaína para o mercado interno; e “Itaipava”, cocaína para exportação.

A nova estratégia deixou a facção mais rica. Num dos bilhetes, um dos contadores comemora um lucro recorde. Outro comenta que precisa comprar com urgência máquinas de contar dinheiro. Segundo as investigações, o PCC hoje fatura em torno de 1,4 milhão de reais por semana só na capital. É o triplo do que lucrava em 2011.

Somados os ganhos da Grande São Paulo e da Baixada Santista, o faturamento chega a 90 milhões de reais por ano, o equivalente ao de uma empresa de médio porte. A polícia conta com o fato de ter encontrado 40 quilos de cocaína em nome de Marcola/Russo para provar que ele se mantém ativo no tráfico e conseguir uma nova transferência sua para o Regime Disciplinar Diferenciado, de isolamento total.

Sem seu capitão e com a tática de jogo revelada, o PCC fica mais fraco. Mas está longe de deixar o campo.

Os destaques do jornal Correio Braziliense


Jornal Jogo/Extra: Fogão contra Mengão. O bicho vai pegar!


Na primeira página do jornal Folha de São Paulo

A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Servidores da prefeitura dão expediente na sede do PP

GloboCandidatos declaram ter R$ 270 milhões 'no colchão'

Extra: Aprenda a ganhar dinheiro com produtos que você não usa mais

Estadão: 'Se apoiar o PT, eu sou um maluco', diz Skaf no interior

ValorEconômico: Hamas rejeita estender trégua e lança vários foguetes contra Israel

ZeroHoraCadu volta a ver o mundo

Estado de Minas: Hilda [Furacão] vive

CorreioBraziliense: O segredo de emagrecer sem perder a saúde

CorreiodaBahia: Pesquisa indica onde há emprego na Bahia

DiáriodoNordeste: Deputados devem gastar até R$ 100 por cada eleitor

JornaldoCommercio: Um lixão de paisagem

JornaldaParaíbaÁgua, esgoto e coleta de lixo são desafios na Paraíba

sábado, 26 de julho de 2014

Nada como uma eleição para purificar pecadores...Vá orar, abençoado...

PT entra na igreja com o pé esquerdo. Malafaia se nega a encontrar Gilberto Carvalho

carvalho
Carvalho: rejeição no meio evangélico
Gilberto Carvalho falhou na primeira semana de operação do comitê evangélico da campanha de Dilma Rousseff — montado para estancar a aliança de Everaldo Pereira com as principais lideranças do segmento. Pediu para a deputada Benedita da Silva um encontro com o pastor Silas Malafaia. Acabou negado.
É grande a rejeição a Carvalho no segmento. Em 2012, no Fórum Social de Porto Alegre, o secretário-geral da Presidência afirmou aos militantes do PT que seria preciso travar uma “batalha ideológica” contra os evangélicos nas eleições futuras.
Por Lauro Jardim
Josias de Souza


Alheio aos apelos do vice-presidente da República Michel Temer, Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, reiterou nesta sexta-feira que não cogita enganchar sua campanha à de Dilma Rousseff. “O PT tem uma candidatura própria no Estado. E, quando se fala em palanque duplo, você confunde a cabeça do eleitor. O PT escolheu e lançou um candidato, assim como o PMDB. São candidaturas independentes.''

Um dos operadores do comitê de Skaf explicou ao repórter o que está por trás da aversão de Skaf à companheira de chapa do correligionário Michel Temer:

“Segundo o Datafolha, 47% dos eleitores de São Paulo declaram que não votariam em Dilma nem pintada de ouro. O instituto também informa que, num eventual segundo turno, Dilma seria derrotada no Estado por Aécio Neves [50% a 31%] e até por Eduardo Campos [48% a 32%]. Por que deveríamos nos vincular a ela? Errar é humano. Mas nem o apreço que temos pelo Temer justifica escolher o erro em São Paulo só porque ele foi cuidadosamente planejado em Brasília.”
Aproveito a matéria para mostrar botafoguenses ilustres de Cajazeiras
Bebeto de Freitas acusa sonegação de R$ 95 milhões no Botafogo e ataca: 'Esse presidente não é homem'
ESPN

Bebeto de Freitas acusou sonegação de impostos no Botafogo

Ex-presidente do Botafogo entre os anos de 2003 e 2008, Bebeto de Freitas não gostou da ameaça do atual mandatário Maurício Assumpção de retirar o time alvinegro do Campeonato Brasileiro por conta das receitas bloqueadas, conforme noticiou o ESPN.com.br nesta sexta-feira. Em contato com a reportagem, ele acusou sonegação de R$ 95 milhões no clube carioca e atacou: "Esse presidente não é homem".

"Dizer que vai retirar o Botafogo do Campeonato Brasileiro porque o Botafogo está com 100% das suas receitas bloqueadas? Isso é palhaçada, e obviamente ele não é homem para isso. O Botafogo não estaria nessa situação se ele não tivesse sonegado - isso mesmo, sonegado, não é outra palavra - 95 milhões de reais", afirmou Bebeto de Freitas, em conversa por telefone com a reportagem nesta sexta-feira.

"Isso está em um processo de número 0011.22800-71.2010-5.01000 de 14/06/2013, da 1ª Região do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Isso é o seguinte: o Botafogo de 2009 até 2013 arrecadou R$ 627.191.242,50. O Botafogo deveria ter pago à Justiça do Trabalho, pois estava dentro do ato trabalhista, 20% dessa receita. Ou R$ 125.438.248,50. E pagou nesse período R$ 30.344.015,87. Tudo isso que estou te passando está nesse processo", acrescentou.

Ex-jogador e ex-treinador de voleibol, Bebeto de Freitas foi presidente do Botafogo e, posteriormente, diretor-executivo do Atlético-MG. Ele foi sucedido por Maurício Assumpção em 2009, que nesta sexta-feira conversou com a presidente Dilma Rousseff e ameaçou abandonar o Campeonato Brasileiro - o motivo é uma dívida de R$ 700 milhões que bloqueou 100% do dinheiro do clube.

"Isso me causou um, não sei, vou te falar do meu jeito, não sei falar essas p... Estou abalado, bota você o que quiser, estou surpreso com a cara de pau desse presidente, não cito nem o nome. Portanto, se ele não tivesse sonegado em nome do Botafogo de Futebol e Regatas, um clube centenário, se ele não tivesse sonegado, o Botafogo não estaria na atual situação que está", acrescentou Bebeto de Freitas.

"E, para terminar, ele recebe o clube em 2008, quando o Botafogo assina o Timemania em 2008, nós tivemos a certidão negativa, que é o que o Flamengo fez no ano passado pagando R$ 70 milhões. Ele recebeu o clube com a certidão negativa do governo federal, e hoje está com 100% das receitas. Se tivesse pago corretamente, se fosse uma pessoa do bem, se não tivesse se lançado à política como futuro candidato ao PMDB do Rio, não teria essa situação", concluiu o ex-presidente.

Logo após conversar com Bebeto de Freitas, a reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa de Maurício Assumpção, mas não conseguiu ouvir o direito de resposta até a publicação da matéria.

De cima para baixo

temer
Enquadrando rebeldes
Michel Temer vai aproveitar as visitas aos estados durante a campanha para, além de pedir votos aos seus candidatos, segurar as traições de correligionários.


Um dos primeiros foi o deputado Manoel Junior, com nenhuma relevância nacional, mas que vinha articulando em favor de Aécio Neves na Paraíba.
Antes de partir rumo a João Pessoa, Temer enquadrou Manoel Junior em Brasília. Junior ouviu e, recado dado, viajou para o estado natal no avião de Temer.
Por Lauro Jardim
CláudioHumberto

É grave a penúria da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo, que, sem dinheiro, nem sequer consegue pagar salários, mas não é um caso isolado. O endurecimento da legislação e o medo de operações policiais afugentam financiadores. Eles tentam dar preferência aos favoritos nas pesquisas, mas a maior prioridade deles é não aparecer em uma nova Operação Lava Jato, da Polícia Federal.



Preso na Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef chefiaria o banco central da corrupção que “lavou” R$ 10 bilhões sujos para políticos governistas.


Até “arrecadadores” ligados ao PT abandonam Alexandre Padilha, e há os que embolsam as poucas doações obtidas em nome do candidato.


Políticos governistas garantiam dinheiro para a campanha por meio do superfaturamento de obras como a refinaria de Abreu e Lima (PE).



Operações como a Lava Jato ainda não geraram sentenças, mas têm o mérito de retirar de circulação o dinheiro “não contabilizado” de caixa 2.
PROPOSTA
AÉCIO QUER REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL PARA CRIMES HEDIONDOS
DiáriodoPoder


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, defendeu ontem (25) a redução da maioridade penal para crimes hediondos, ao visitar a comunidade de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, onde assistiu a apresentações de dança e música na sede da ONG Afro Reggae e conversou com moradores.

Segundo Aécio Neves, a redução da maioridade penal para crimes hediondos “pode sinalizar um caminho para a diminuição da impunidade. Estamos falando de casos gravíssimos, crimes hediondos significam 1% do total de jovens que cometem algum delito. Mas essa não é a solução, é uma questão paliativa. A solução é a educação, é a oportunidade, é fazer o Brasil crescer”.

Entre as propostas do candidato estão iniciativas de reinserção de egressos do sistema penitenciário e oportunidades de trabalho e renda para os jovens. Ele citou projeto de Minas Gerais que pretende levar para todo o país, caso seja eleito, que oferece uma poupança para jovens do ensino médio, a qual pode ser resgatada, ao final do terceiro ano, se o jovem tiver uma frequência mínima na escola, participar de oficinas de capacitação e não cometer nenhum crime.

Na saída do restaurante popular onde almoçou, Aécio comentou o pacote divulgado hoje pelo Banco Central, que visa a incentivar os bancos a transformarem em crédito ao consumidor valores retidos como depósitos compulsórios. Ele classificou a medida como “um improviso”. “Como não houve planejamento e o Brasil não conseguiu manter um mínimo de credibilidade para que os investimentos retornassem, essas medidas paliativas e emergenciais podem ter um custo alto lá na frente”.

O Brasil é hoje um país com enorme desconfiança dos investidores internos e externos pelo excessivo intervencionismo do Estado em setores fundamentais da economia, como o setor energético e o de petróleo. Temos que estabelecer regras claras”, disse, acrescentando que “é preciso adotar um novo modelo, baseado na meritocracia, no Estado enxuto e eficiente”.

Aécio Neves comentou também os ataques de Israel à Faixa de Gaza e as declarações do governo israelense, que classificou o Brasil de “anão diplomático” e “parceiro irrelevante”. “O Brasil, ao longo desses últimos anos, vem tendo uma política externa com viés claramente ideológico. Esta questão específica do conflito na Faixa de Gaza, eu compreendo que haja, sim, uso excessivo da força. Mas nós temos que primar nossa posição pelo equilíbrio. Nós teremos uma política externa que não será ideologizada, será pragmática. Nós temos que reinserir as empresas brasileiras nas cadeias globais das quais elas saíram”.(Vitor Abdala e Vladimir Platonow/ABr)