terça-feira, 9 de fevereiro de 2016


O tríplex de Lula que não é de Lula entrou na mira da Lava Jato. A mais honesta das almas anda penando um bocado

GUILHERME FIUZA
Época

A mais honesta de todas as vivas almas anda penando um bocado. O famoso tríplex de Lula que não é de Lula, no Guarujá, entrou na mira da Lava Jato. Sergio Moro e sua turma são mesmo uns golpistas: por que suspeitar de um entroncamento entre Bancoop, OAS, Vaccari, offshores de operadores do petrolão e Lula? Ou melhor, corrigindo: Lula não tem nada com isso. E as outras almas cheiram a talco. A Operação Triplo X da Polícia Federal só pode ser uma conspiração da direita contra o governo popular – para citar a frase imortal do companheiro Delúbio no mensalão.

As coincidências é que atrapalham a revolução progressista. O tríplex vizinho ao de Lula que não é de Lula pertence a Nelci Warken, acusada de estelionato no escândalo da Bancoop junto com o companheiro João Vaccari. Nelci foi presa pela Operação Triplo X, apontada como laranja do esquema. Ela tem offshores criadas pelo mesmo escritório que constituiu as offshores de operadores do petrolão, como Pedro Barusco. E os investigadores descobriram que outros apartamentos do mesmo conjunto Solaris, no Guarujá, pertencem igualmente a laranjas. O tríplex de Lula que não é de Lula está plantado, desgraçadamente, no meio desse laranjal. É muito azar.

A Lava Jato descobriu que um diretor da OAS foi mobilizado exclusivamente para comprar os armários de R$ 300 mil do tríplex de Lula que não é de Lula. Para uma das maiores empreiteiras do país mobilizar um diretor na missão grandiosa de comprar armários, o cliente deve ser mesmo muito importante. Talvez um xeique árabe ou um desses ditadores bilionários de países miseráveis. Lula é apenas um humilde filho do Brasil, não pode ter sido para ele.

Foi no meio dessa confusão que o ex-presidente e tutor de Dilma Rousseff declarou, para desfazer qualquer dúvida, que “não existe uma viva alma mais honesta” que ele. Estão vendo, seus golpistas? Vocês acham que a mais elevada entre as almas honestas aceitaria morar no laranjal do Guarujá? Como essa alma se sentiria em meio àquele entra e sai de picaretas de aluguel? No mínimo, nem se atreveria a descer para um banho de mar com as sandálias da humildade. Vai que você abre a porta do elevador e dá de cara com uma das cunhadas do Vaccari? Ou com a companheira Nelci offshore? As almas puras são vulneráveis às emoções radicais. Para viver enclausurado, melhor ficar em São Bernardo mesmo.

E aí lá vêm as coincidências mórbidas: qual era um dos focos centrais dos mandados de prisão da Operação Triplo X? Justamente São Bernardo. Só pode ser perseguição. Se a polícia está investigando apartamentos no Guarujá, o que foi fazer no ABC, que nem praia tem? Essa elite branca não deixa a classe operária em paz. De tanto procurar, a PF encontrou não só a companheira Nelci Warken, como um rabo do propinoduto ligando a OAS ao doleiro Alberto Youssef, operador do petrolão. Esse dinheiro viajava pela mesma rede de offshores criada para atender prepostos do PT como Renato Duque.


Essa turma boa que a Lava Jato já mostrou estar no guarda-chuva de João Vaccari e José Dirceu (as vivas almas que já foram presas) compõe o presépio do assalto companheiro ao Estado brasileiro – com o qual a mais honesta das almas não tem nada a ver. Lula nem sabe direito quem são esses aloprados. O lobista Milton Pascowitch, por exemplo, que levou Dirceu à prisão com sua delação sobre as propinas da Engevix, acaba de revelar que entregou R$ 10 milhões em espécie ao Diretório Nacional do PT, numa maleta de rodinhas. E R$ 4 milhões em propina na veia da campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010. Se alguém contar ao guardião da suprema honestidade quem é essa tal de Dilma, ele prende e arrebenta.

O Brasil caiu sete posições no ranking da corrupção (infelizmente o 1º colocado é o menos corrupto, senão teria sido uma incrível ascensão). Tudo isso graças a um governo podre que ninguém sabe de quem é, graças a um partido picareta que ninguém sabe a quem obedece, graças a um sistema de pilhagem que brotou do nada numa floresta de almas luminosas como as estrelinhas que carregam no peito.

Não dá para entender por que a elite cultural brasileira não manifesta seu apoio também ao companheiro Zika. Só porque ele não tem um tríplex?
LAVA JATO
DELAÇÃO DA ANDRADE COMPROMETE LULA E DILMA

DELAÇÃO DE OTÁVIO MARQUES DE AZEVEDO DEVE ATINGIR DILMA E LULA.

OTÁVIO MARQUES DE AZEVEDO ERA PRESIDENTE DA PODEROSA ANDRADE GUTIERREZ, E SUA DELAÇÃO PROMETE SER BOMBÁSTICA.

A decisão do juiz Sérgio Moro, de conceder prisão domiciliar aos dois executivos da Andrade Gutierrez, surpreendeu a Procuradoria-Geral da República, que há pelo menos um mês examina o possível acordo de delação deles. Fontes ligadas à investigação dizem que as delações de Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente, e Elton Negrão, ex-diretor da empreiteira, comprometem Lula e a presidente Dilma.

Tanto quanto a Odebrecht, a mineira Andrade Gutierrez foi parceira dos governos petistas de Lula e Dilma, inclusive no financiamento eleitoral.

As revelações prometidas pelos executivos da Andrade Gutierrez são tão importantes que Moro os liberou antes de homologada a delação.

A expectativa, na Lava Jato, é que a delação de Otávio Azevedo será tão bombástica quanto seria a eventual delação de Marcelo Odebrecht.

Otávio Marques de Azevedo promete contar tudo sobre a corrupção dos governos Lula e Dilma, no petrolão e na usina nuclear de Angra 3.

É que tem o 'roubo do bem' (e os autores serão chamados de 'heróis do povo brasileiro') e o 'roubo do mal' (coisa de ladrão mesmo...).

O PT malufou
O Antagonista

Dizer que há uma "caçada política" contra Lula é o mesmo que afirmar que há uma "caçada política" contra Paulo Maluf.

Aliás, esse é o argumento de Maluf.

O PT malufou.


Conteúdo à la carte
O Globo

Semana passada tomei uma decisão radical: assim como quase um milhão de outros brasileiros ao longo do último ano, cancelei a minha assinatura de TV a cabo. Não vou sentir falta. Tenho uma smart TV da Sony, tenho Apple TV e Chromecast, um exagero de opções (e sobreposições) para quem, na verdade, pouco assiste televisão; mas, sobretudo, tenho computador e smartphone, hoje as minhas telas preferenciais. Não me lembro mais, por exemplo, quando foi a última que vez que assisti a um telejornal na TV, embora, ao longo do último ano, tenha assistido mais ao "Jornal Nacional" e ao "Jornal da Band" do que jamais assisti antes. A diferença é que, agora, eles estão ao meu alcance em outras telas, na hora em que posso assisti-los. Para quem tem banda larga, já não faz sentido se prender a uma grade de programação: o futuro está no conteúdo por streaming, aquele que assistimos ao nosso gosto e conveniência.

Estamos passando por uma mudança de paradigma como nunca se viu no universo da informação e do entretenimento -- e o que mais impressiona nessa mudança é a velocidade em que vem acontecendo. A televisão a cabo ou por satélite é, ela mesma, bastante recente no Brasil, onde chegou nos anos 90. As suas promessas eram assombrosas para quem vinha de uns poucos canais, em sua maioria pouco sedutores. Pela primeira vez, teríamos acesso à programação de emissoras estrangeiras e dezenas de filmes à nossa disposição, em vez da meia dúzia programada pelas estações locais. News junkies como eu passaram a ter canais destinados unicamente às notícias; quando a CNN cobriu a Guerra do Golfo ao vivo, em 1994, uma nova página foi virada na história do mundo.

Na nova economia da informação e do entretenimento, que transforma a grade de programação em coisa do passado, vamos, cada vez mais, consumir conteúdo de diferentes fontes. Saem os canais tradicionais que conhecemos, entram serviços como o Netflix, o HBO Now, que talvez chegue à América Latina ainda este ano, ou o indiano Dishflix, que segundo a "Folha de São Paulo" estaria prestes a vir para o Brasil, assim como o Amazon Prime. O filé mignon do Dishflix, cuja assinatura mensal na Índia custa cerca de R$ 6, são os filmes indianos, mas nem só de Bollywood se faz o seu vasto acervo.

Não por acaso, a Netflix está na mira das operadoras de TV por assinatura, que estariam se articulando com legisladores em Brasília para enquadrar a empresa e aumentar o seu custo para o usuário final através de uma série de taxas e obrigações regulatórias. É uma reação previsível, mas inútil. O aumento do custo da mensalidade da Netflix não vai devolver às operadores os clientes que perderam; no máximo, vai empurrá-los para a pirataria, para serviços como o Popcorn Time, repetindo a velha novela que já vimos nos mundos do software e da música.

Cajazeiras Grande: é na base da peixeira!

Duas tentativas de homicídio foram registradas na noite desta segunda em Cajazeiras
Ângelo Lima






Duas tentativas de homicídio foram registradas na noite desta segunda-feira (08) na cidade de Cajazeiras. Na primeira ocorrência, um homem foi esfaqueado no bairro São Francisco zona sul da cidade, mas as causas da tentativa não foram reveladas.

Segundo colheu nossa reportagem, o homem sofreu três facadas sendo socorrido por uma VTR do Corpo de Bombeiros para o HRC e seu estado de saúde inspira cuidados.

O acusado não foi identificado.

Já a segunda tentativa ocorreu no bairro Vila Nova zona leste da cidade, depois que um indivíduo identificado como Fagner, vulgo Ravengão, desferiu um golpe de faca no pescoço de Damião Pereira.

Uma equipe do SAMU socorreu a vítima para o HRC onde o mesmo foi atendido ficando em observação.

Depois do delito o acusado, que é coveiro, fugiu tomando rumo ignorado.

Minhas amigas Eri Leite e Nidja Andrade em ritmo de carnaval.


‘Você vai dar esse dinheiro todo para o filho do Lula?’
Vera Magalhães 

Luiz Claudio: mulher de lobista estranhou pagamentos

Cristina Mautoni, mulher e sócia do lobista Mauro Marcondes, ambos presos na Operação Zelotes, depôs terça-feira na Justiça Federal em Brasília.

Diante do juiz, Cristina disse que estranhou o pagamento de 2,4 milhões de reais a Luís Claudio Lula da Silva pela empresa da qual é sócia e questionou o marido: “Você vai dar esse dinheiro todo para o filho do Lula?”.

A Mautoni & Marcondes é suspeita de ter repassado para o filho do ex-presidente dinheiro que recebeu de montadoras para fazer lobby pela prorrogação dos benefícios de uma medida provisória.

Luís Claudio afirmou que prestou consultoria para a empresa de Marcondes. Nos documentos que apresentou para comprovar o serviço, foram anexadas páginas extraídas do site Wikipedia.

Mas a 'folia' foi para 'salvar o povo brasileiro', né?

TIROTEIO
Coluna Painel - Folha

José Dirceu não consegue aceitar sua prisão na Lava Jato porque sempre se considerou acima da lei.

DE ROBERTO LIVIANU, promotor de Justiça, sobre o ex-ministro ter dito em depoimento a Sergio Moro não ver razões para estar preso em regime fechado.

A primeira página do jornal Gazeta do Povo


As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


A capa do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira de carnaval..."Ô quarta-feira ingrata chega tão depressa só pra contrariar..."

Folha: Dívidas de 20 Estados chegam ao limite da lei

Globo:  Planos não cobrem exames para Zika

Extra: Justiça do Rio está alerta a surto de zika nas cadeias

ValorEconômico: Economia da Índia avança 7,3% nos três últimos meses de 2015

Estadão: Preocupação com economia mundial faz bolsas caírem

ZeroHora: Separação da BM expõe déficit de 50% nos bombeiros

EstadodeMinasOlimpíadas do Rio: Zika pode tirar EUA dos jogos

CorreioBraziliense: Tá tranquilo, tá favorável

- CorreiodaBahia: Grupo armado invade delegacia e liberta detenta

- DiáriodoNordeste: Incêndio atinge prédio no Guararapes

JornaldoCommercio: Moços e velhos

CorreiodaParaíba: Folia nem terminou e DSTs já preocupam

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Saudade de Itamar Franco e seus escândalos de periquita...


Educação 'politicamente correta'. Vejam o vídeo. Se precisar de tradução, clique no símbolo da legenda...


Será que as emendas do Açude Grande, lá em Cajazeiras, saem agora? É dinheiro pra deixar a beira do açude parecendo Copacabana!

Apoiadores de Motta se queixam de promessas de emendas de rival
Severino Motta 
Coluna Radar

Motta: apoiadores se queixam do adversário

Aliados de Hugo Motta na disputa pela liderança do PMDB na Câmara reclamam de supostas promessas de liberação de emendas que Leonardo Picciani estaria fazendo a deputados em troca de votos.

Segundo os apoiadores de Motta, a turma de Picciani tem dito que no próximo dia 12 Dilma Rousseff apresentará o decreto do contingenciamento e que só terá recurso quem apoiar o atual líder.
O Quádruplo X

Fernando Gabeira
O Globo

Durante a semana, falou-se muito da operação Triplo X. O centro das operações foi o edifício Solaris, no Guarujá, onde Lula tem um triplex, teria um triplex, ou acha que teve um triplex, ou possivelmente só contemplava um triplex. Não é esse Triplo X que me interessa tanto. O prédio caiu nas malhas da Operação Lava Jato e o triplex com suas múltiplas explicações continuará em cartaz.

Traduzindo o X por uma incógnita, gostaria de acrescentar mais um, que escapa da rede da Lava Jato, mas foi brandamente recebido. É o fato de os dirigentes da Bancoop terem seus apartamentos e deixarem centenas de famílias ao relento. Era um projeto comum, que eles lideravam, no entanto abandonaram o navio como aquele comandante do Costa Concordia, transatlântico que afundou na costa da Itália. Ele foi condenado a 16 anos de prisão. Ali no Costa Concordia havia vida em jogo. No Bancoop, apenas sonhos e economias para a casa própria.

Nada mais corrosivo para uma proposta política que se pretende igualitária: em caso de naufrágio, salvam-se os líderes, a galera que se dane. Surgiram inúmeras defesas de Lula para livrá-lo das garras da Lava Jato. Como sempre, algumas falam de um suposto apartamento de Fernando Henrique. Ele é o norte moral: se fez, podemos fazer também.

O advogado de Lula, Nilo Batista, busca uma outra linha: o apartamento é pequeno, um Minha Casa Minha Vida, as obras de R$ 770 mil no sítio de Atibaia, apenas um puxadinho. Até que ponto tudo isso não é um preconceito? Com tantos blogs por aí, defensores ardorosos, o PT não encontra uma única versão para esse quarto X: a deslealdade da cúpula com os mutuários. Tudo por um apartamento diante da praia de Guarujá. Na verdade era um futuro melancólico que foi abortado pelas denúncias.


Vaccari era o presidente da Bancoop e tem um triplex no Solaris. Ele está preso. Mas por outros motivos. O silêncio do PT diante da Bancoop revela um pouco como o respeito, o medo, ou mesmo uma vontade de proteger a cúpula a qualquer custo minaram seus fundamentos. Se não fosse triplex mas um simples quarto e sala, se a empresa não fosse envolvida no Petrolão, a cúpula do Bancoop, os seletos donos de apartamentos escapariam das malhas do Lava Jato, mas não das malhas da decência comum, negadas por comandantes que se salvam enquanto os outros se ferram.

Embora exista um processo na Justiça, a oposição deu pouca importância ao episódio. Mais um esqueleto num armário tão grande como a sala de um museu de história natural. Existe um outro X para mim. Houve grande empenho para soltar o empresário Leo Pinheiro. O objetivo era afastá-lo da delação premiada. Zavascki, Lewandowski, Lebowski, alguém o soltou no Supremo. Quando tudo parecia resolvido, surgem as mensagens de Pinheiro. Seu telefone contava em mensagens parte do que contaria em delação premiada.


O Triplo X traz de novo Pinheiro à cena. O Solaris foi comprado pela OAS. O triplex que Lula ocuparia foi reformado pela OAS. Tanto esforço para soltar o homem e ele reaparece em cena. Seus tornozelos devem estar ardendo em regime de prisão domiciliar. O que adiantou soltar Pinheiro? O volume de informações sendo processado é muito grande e talvez a Lava Jato não dependa tanto de novas delações.

O fluxo de dados vai desvendando a Operação Triplo X e se ela se aproximar de Lula através desses dois fatos secundários, um triplex e um sítio, repetirá outras ocasiões em que a Justiça acabou chegando por atalhos a estradas mais largas. De qualquer forma, sítio e triplex são presenças concretas. No imaginário popular pesam mais do que abstratas contas na Suíça. Maluf ou Cunha podem dizer que não têm conta no exterior, e o mundo segue seu curso. Não há imagens.


Quando não são meras montagens, as fotos tendem a reaparecer com mais nitidez e frequência quanto mais nebulosas forem as explicações. Só a verdade pode devolvê-las, no seu tempo, ao silêncio dos arquivos.

Se o edifício é Solaris, que se faça luz. Por enquanto, as sombras o cobrem, desde a origem quando os bancários foram passados para trás.

Curioso é que Solaris também é nome de um oráculo cuja função é exatamente fazer perguntas. E com a seguinte advertência: perguntas irrelevantes, do tipo “Vai chover hoje?”, não serão consideradas. Infelizmente, a consulta se faz num tempo difícil, dominado por uma pergunta que o próprio oráculo não sabe responder: como sair dessa maré?

Renan Calheiros: tudo a ver...

Renan e o empreiteiro

Relatório da PF, produzido com base em mensagens do celular de Leo Pinheiro, da OAS, descreve encontros com o presidente do Senado na residência oficial, entrega de presentes e contém indicações de que o senador atendeu a interesses da construtora

Marcelo Rocha e Débora Bergamasco
IstoÉ

Termina nesta semana o prazo concedido à Polícia Federal pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para a conclusão do inquérito que relaciona o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao esquema do Petrolão. Nele, Renan é suspeito de ser beneficiário de propina desviada da Petrobras. A julgar pelo que os investigadores conseguiram desvendar até agora, o presidente do Senado terá dificuldades para escapar da denúncia. Obtido por ISTOÉ, relatório produzido pela PF no Paraná, a partir do conteúdo encontrado num celular do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, – condenado a 16 anos de prisão por, entre outras razões, pagar propina a políticos –, é explosivo. O material de 50 páginas indica uma série de mensagens trocadas entre Pinheiro e seus auxiliares, em que o empreiteiro demonstra intimidade com o presidente do Senado. Mais do que isso.

COMPLICOU 
Relatório da PF revela intimidade de Renan com empreiteiro condenado no Petrolão

Trechos das conversas sugerem, de acordo com os investigadores, a influência exercida pelo empreiteiro sobre Renan, que à frente de uma das Casas do Congresso teria passado a atuar em sintonia com as conveniências da OAS – uma das empreiteiras do Petrolão que mais contribuíram para a campanha de seu filho ao governo de Alagoas. Os documentos em poder da PF indicam que Pinheiro possa ter influído para enterrar o projeto que proibia a doação privada a políticos bem como a CPI dos gastos com a Copa, temas considerados de suma importância para a empreiteira. Ambos dependiam da caneta e do prestígio político de Renan para serem sepultados. E foi exatamente o que ocorreu com as duas proposições entre 2013 e 2014. Da cadeira de presidente do Senado, Renan mandou-as para o arquivo.

As mensagens encontradas no celular de Pinheiro revelam que, para alcançar o seu objetivo de interferir em projetos de seu interesse no Congresso, o executivo da OAS participou de uma série de reuniões com Renan. Ao menos uma delas ocorreu no final de semana. Diz o relatório: “Uma breve análise das mensagens trocadas entre Leo Pinheiro e o usuário identificado por Renan Calheiros reflete entre 2012 e 2014 ao menos 06 pedidos para encontro ou contato, 02 comunicações que indicam que um interlocutor (de Pinheiro) estava ou estaria logo em um determinado local, 03 agradecimentos de Leo Pinheiro para Renan Calheiros e 14 citações de notícia de Renan no email de Leo Pinheiro”.


Numa sequência de mensagens rastreadas pela PF, ocorridas entre os dias 13 e 17 de setembro de 2013, a Lava Jato conseguiu identificar claramente a ingerência da OAS sobre a pauta do Congresso. Segundo o relatório, em 13 de setembro de 2013, o assessor de Leo Pinheiro, Marcos Ramalho, o comunica sobre um encontro com Renan na residência oficial do Senado que ocorreria no domingo seguinte às 11h. A reunião, avisou o assessor, havia sido agendada por Alexandre Grangeiro, um conhecido lobista da OAS em Brasília. No dia marcado, Pinheiro, em mensagem encaminhada ao assessor, checa o local do encontro. “Bom dia. O encontro das 11hs será na residência da Presidência?”. Ao que o assessor confirma: “Sim, na residência oficial”. Procurado por ISTOÉ, Renan reconheceu por meio de sua assessoria que se reuniu “em algumas oportunidades com o Sr. Leo Pinheiro”. “Todas as conversas foram estritamente institucionais”, acrescentou a assessoria de Renan. Para a PF, no entanto, a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente da OAS indica que a reunião de Pinheiro e Grangeiro com o presidente do Senado, no domingo 15, serviu para que os três combinassem o arquivamento de uma proposta que a empreiteira não gostaria que prosperasse na Casa. O empreiteiro da OAS parecia empenhado em conseguir o que queria. No dia seguinte, ele mandou entregar na casa de Renan um corte de terno. Por acaso, era aniversário do presidente do Senado. “Hoje é aniversário Sen. Renan Calheiros (corte já entregue)”, avisa seu assessor pelo celular. Na terça-feira 17, dois dias depois do encontro, consumou-se o desenlace esperado por todos. Pinheiro enviou uma mensagem ao diretor jurídico da OAS, Agenor Valadares, em que afirmou que o presidente do Senado estava, naquele momento, ligando para ele. “Renan está me ligando. Engavetou?”, questionou Pinheiro. “Sim. Engavetou. Porém a expectativa é de que só até dezembro. Em dezembro, teria uma reavaliação”, respondeu Valadares. Para os investigadores da Lava Jato, essa troca de mensagens revela que o que fora acertado com Renan, na conversa na residência do Senado da qual participaram os dirigentes da OAS, foi cumprido.

Para identificar o que tanto interessava à OAS àquela altura, a Lava Jato cruzou as datas das mensagens trocadas pelo celular com os temas em discussão no Senado durante aqueles dias. Bingo! Os investigadores descobriram que tramitava na Casa um assunto essencial para empreiteira: o projeto que acabava com as doações eleitorais de empresas. De iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede -AP), a proposta fez parte de uma minireforma política em apreciação na Casa como resposta às manifestações populares que ocorreram em junho daquele ano. O tema não interessava a empresários e muito menos aos políticos. Por isso, a importância para a OAS do seu engavetamento. Naquele momento, a Lava Jato não era uma realidade. Hoje, perto de completar dois anos, a investigação revelou como são intrincadas as relações entre financiamento eleitoral, políticos e contratos com a administração pública. Em 2013, para o deleite de Leo Pinheiro, o Senado presidido por Renan recusou a proposta de barrar o dinheiro empresarial. No ano passado, o STF se encarregou de jogar uma pá de cal nas doações privadas. Mas esta é outra história.


O arquivamento da proposta que poria fim às doações de empresas a políticos não foi o único tema de interesse da OAS que contou com a contribuição de Renan naquele ano. Segundo relatório da Lava Jato, em 24 de julho de 2013, Pinheiro manifestou outra preocupação ao lobista Alexandre Grangeiro. Naquela semana, havia sido apresentado no Senado um requerimento para a criação de uma CPMI, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), para que fossem investigados os gastos do governo brasileiro com a organização da Copa do Mundo, incluindo as despesas com a construção dos estádios. A OAS foi responsável pela construção das arenas Dunas, no Rio Grande do Norte, e Fonte Nova, na Bahia. Portanto, não tinha interesse em uma investigação parlamentar. Dizia a mensagem trocada entre os executivos da OAS e rastreada pela PF: “O requerimento teve assinatura de 186 dep e 28 sen, das 171 e 27 mínimas necessárias. Agora é preciso a leitura em sessão do Congresso prevista para 20/08, mas depende de decisão de Renan. Os parlamentares podem retirar assinatura até meia noite do dia da leitura. Eu já mandei o requerimento anteriormente por email. Abs.” Segundo a investigação da PF, Renan matou essa no peito. Foi articulada no Senado a retirada de assinaturas, o que acabou se consumando em 20 de agosto, quando quatro parlamentares recuaram. Em novembro de 2013, a PF encontrou uma nova referência ao assunto no celular do então dirigente da OAS. Pinheiro comenta com o diretor-executivo da OAS, Roberto Zardi, sobre uma reunião na qual Renan e o então presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), participavam, fazendo um pedido para alguém tratado como “presidente”. “Avisa para ele que Renan e Henrique estão com presidente daí fazendo um apelo”.


O relatório com as mensagens do ex-presidente da OAS está sendo analisado pelo grupo de procuradores e policiais federais encarregados de investigar os políticos beneficiados com dinheiro desviado da Petrobras. A OAS junto com outras empreiteiras do Petrolão respondeu por 40% das doações eleitorais feitas ao filho de Renan, atual governador de Alagoas. Em delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, disse que as doações a Renan Filho pelo caixa um serviram para encobrir o pagamento de propina. Para a força-tarefa da Lava Jato, Renan, que controla há muitos anos o diretório do PMDB de Alagoas, seria o elo com a OAS. O caso se junta a outras frentes de apuração que implicam Renan. O presidente do Senado é alvo de cinco inquéritos que tramitam no Supremo. No início de novembro, a procuradoria pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal do parlamentar, assim como a realização de buscas na residência oficial da Presidência do Senado, no escritório do PMDB de Alagoas e endereços vinculados ao deputado Aníbal Gomes. Zavascki poupou a residência oficial, mas deu sinal verde para que fosse vasculhado o diretório estadual do partido de Renan - diretório que, segundo o Ministério Público Federal, possui o parlamentar como responsável junto aos registros da Receita Federal. Os advogados do presidente do Senado reclamaram da decisão, alegando que seu cliente já havia colocado suas informações bancárias e fiscais à disposição das autoridades. Os investigadores ficaram satisfeitos com o resultado das buscas. Encontraram documentos que corroboram a versão apresentada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. De acordo com os dois delatores, o próprio Renan também foi beneficiado com propina na forma de doação eleitoral. “Renan tinha um representante para receber propina”, disse Paulo Roberto Costa. Uma das comissões era repassada por fornecedores da Transpetro, a subsidiária da Petrobras comandada entre 2003 e 2014 por Sérgio Machado, aliado do senador. “Uma análise sistemática dos depoimentos contidos no bojo do Caso Lava Jato, permite identificar contornos muito claros de fato específico a envolver os parlamentares Renan Calheiros e Aníbal Gomes, com a obtenção de vantagens a partir de contratos firmados pela Transpetro”, afirmou o chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, no início de dezembro.


As suspeitas, neste caso específico, estão relacionadas à licitação para a construção de estaleiro encarregado de produzir barcaças e empurradores destinados ao transporte de etanol entre Mato Grosso e São Paulo (hidrovia Paraná-Tietê). Há indícios de irregularidades na licitação vencida pelo consórcio formado pelas empresas SS Administração e Serviços, Estaleiro Rio Maguari S.A. e Estre Petróleo Gás. Segundo o que revelaram Costa e Youssef, além das informações colhidas pelo MPF, a SS Administração arrendou área na cidade de Araçatuba com o objetivo de construir os comboios para a Transpetro antes mesmo de iniciado o processo licitatório, num indício de que o vencedor da concorrência já estaria escolhido. Além disso, entre o início da licitação e a divulgação do resultado, as empresas do consórcio vencedor - apesar de sediadas em São Paulo (SP) e Belém (PA) - fizeram doações eleitorais em favor do diretório estadual do PMDB de Alagoas. Foram transferidos, em 19 de julho de 2010, cerca de R$ 650 mil para o PMDB de Alagoas. Parte do dinheiro seguiu no mesmo dia para o caixa eleitoral de Renan. “Constata-se que em 19 de julho de 2010 ocorreram duas transferências para a campanha de Renan Calheiros, ambas no valor de R$ 200.000,00, perfazendo-se um total de R$ 400 mil correspondentes aos valores depositados pelas empresas que fraudulentamente venceriam a licitação”, afirmou Janot. Por considerá-lo o seu principal aliado no Congresso, o Planalto acompanha com lupa o desfecho das investigações envolvendo Renan. Se, ao que tudo indica, o peemedebista for denunciado, ele arrastará consigo a esperança do governo de ver enterrados sumariamente o processo de julgamento das contas de Dilma, reprovadas pelo TCU, e um eventual pedido de impeachment, caso ele seja aprovado na Câmara. À espera do desfecho do caso Renan, Brasília estremece.

Cajazeiras Grande: a ladroagem corre solta...

Trio é preso por policiais do 6º BPM de Cajazeiras acusados de vários furtos de celulares, jóias e carteiras na Agrofolia
Ângelo Lima






A polícia militar do 6º BPM de Cajazeiras prendeu parte de quadrilha especializada em roubo e furto de Celular, bolsas, carteiras e jóias que agiu durante toda noite na Agrofolia durante a primeira noite de Carnaval.

Os acusados foram presos por volta das 03h30min dentro do carnaval da Agrovila depois que as vítimas reconheceram os acusados e solicitaram a presença da PM dentro do evento e de forma rápida, as guarnições de apoio que estavam fracionadas, compostas pela Sgt Vicente e Cb Istélio, como também Sgt Gomes e Cb Francinildo, prenderam três acusados, sendo um homem e duas mulheres, todos residentes em Pau dos Ferros – RN que foram identificados como Ícaro Marques de 18 anos, Fabiana Dantas de 20 anos e Fabrícia da Silva Nascimento de 21 anos. 

Foram apreendidos 13 celulares de diversas marcas, e a quantia de 1.190,00 reais, que estavam escondidos dentro das vestes íntimas das duas mulheres, um cordão de ouro, e mais 3 carteiras com documentos pessoais e cartões de créditos de varias pessoas (provavelmente vítimas)..

Após os procedimentos os acusados foram encaminhados a delegacia de Cajazeiras e estão à disposição da justiça.

Cerca de quatro vitimas já tinham reconhecido o trio que estava com possivelmente mais um integrante que fugiu.

Duarane a abordadgem os seguranças deram apoio na operação que culminou com a prisão dos criminosos.

Impunidade e inimputabilidade resultam nisso...tranquilidade...

Tá tranquilo 
Coluna Painel - Folha

Quem se encontra com o ex-presidente diz que ele não passa recibo. Brinca, conta piadas e raramente toca nos assuntos Atibaia e tríplex.

Da coluna de Eliane Cantanhêde, no Estadão. Agora, vamos ver se Lewandovski engole a corda.

Eliane Cantanhêde 
Estadão

".....
A confusão piorou muito, muitíssimo, depois que o ministro Luiz Edson Fachin liberou para entrar na pauta do plenário do Supremo aquele processo de Renan, de oito anos atrás, em que ele caiu na esparrela de uma ex-amante. Cabe ao presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, determinar a data do julgamento. É a prova dos 9 do presidente do STF.

Se puser o processo de Renan na pauta, cria um problemão para Dilma, que enfrenta o pedido de impeachment com Cunha na Câmara e precisa de Renan no Senado. Se não puser, vira alvo da opinião pública, tendo de justificar, tintim por tintim, em que baseia sua decisão de poupar Renan numa hora dessas."
Collor, o croissant e o querosene: traumas do desprestígio
Leandro Mazzini

Enrolado na operação Lava Jato, o senador Fernando Collor (PTB-AL) sentiu na pele o que é um ex-presidente sem prestígio.

Há dias, numa cafeteria no shopping Gilberto Salomão, no Lago Sul de Brasília, ele pediu um croissant. E a atendente, seca: “Acabou!” (tinha congelado, saía em 2 minutos). “Fiquei desolado”, resmungou o parlamentar a um amigo.

Foi a segunda vez, em público, que Collor viu seu poder pelo ralo. Quando foi apeado da presidência da República, já no helicóptero que o levava para a base aérea, Collor pediu o comandante para sobrevoar Santa Maria (DF), a fim de ver uma escola CIAC que construía. O piloto foi breve: “Não tem querosene para isso!”.

Somos?!

São todos Lula
O Antagonista

O PT vai tentar livrar Lula da cadeia com propaganda. Segundo o Estadão, o discurso seguirá a linha “somos todos Lula”.

O Antagonista sugere que Fernando Bittar, Jonas Suassuna e José Carlos Bumlai estejam na primeira fila gritando que são todos Lula.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Na capa d'O Globo


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


A capa do jornal Extra


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Cortes de luz disparam com alta de tarifa e inadimplência

Globo:  Os deuses do samba

Extra: É ela!

ValorEconômico: Conselho da ONU condena lançamento de foguete da Coréia do Norte

Estadão: Oito em nove programas sociais perdem verba

ZeroHora: Sem manutenção, só 27% das câmeras funcional no litoral

EstadodeMinasPaz e amor na folia

CorreioBraziliense: Os que comandam a folia de Brasília

- CorreiodaBahia: Morre vítima de atropelamento provocado por ladrões

- OPovo: Clãs políticos. Famílias controlam 45% das prefeituras cearenses

JornaldoCommercio: Mistura colorida

JornaldaParaíba: Homem é morto com seis tiros de pistola e polícia desconhece autoria

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Operação Andaime – Juiz Federal determinou a venda antecipada dos veículos apreendidos
Adjamilton Pereira


O juiz Federal Adrian Soares Amorim de Freitas, que está respondendo pela 8ª vara Federal de Sousa, autorizou a alienação antecipada dos carros apreendidos na operação andaime, em um total de 11 veículos, atendendo solicitação feita pela Polícia Federal que alegou que a Delegacia Federal, em Patos, não tinha condições orçamentárias, financeiras e materiais para viabilizar adequadamente a manutenção e preservação dos bens em depósito.

Com a determinação judicial os carros serão leiloados pelos valores fixados na avaliação judicial e, não sendo vendidos no primeiro leilão, será realizado um segundo, quando os bens poderão ser vendidos por valor não inferior a 80% do estipulado na avaliação.

O magistrado entendeu que a alienação antecipada vai evitar deterioração ou depreciação dos veículos, o que reduziria o valor financeiro dos bens apreendidos com Mário Messias Filho, Afrânio Gondim, Márcio Braga, Horley Fernandes e Fernando Alexandre, já que os carros apreendidos com Francisco Justino do Nascimento, não serão alienados, pois o juiz federal autorizou a utilização temporária dos mesmos pela Polícia federal.
Ju Isen fica nua e é expulsa do desfile da Unidos do Peruche

Modelo ficou sem a parte de cima e foi retirada da avenida por seguranças. 

Ela já tinha ameaçado desfilar com um tapa-sexo de protesto contra Dilma.

Luciana Bonadio, Letícia Macedo e Carolina Dantas
Do G1 São Paulo

A modelo Ju Isen foi expulsa do desfile da Unidos do Peruche depois de tirar a roupa durante a apresentação. Ela foi retirada por seguranças quando passava pela parte dos camarotes do sambódromo do Anhembi. Ju Isen foi empurrada com violência por um integrante da escola para fora da avenida e caiu no chão.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira, retirou Ju Isen da avenida. A modelo disse que se machucou e que vai processar a escola da Zona Norte.

Ela foi acompanhada pela segurança até a saída do Anhembi. O presidente da Unidos do Peruche, Ney de Moraes, disse que vai apurar o que aconteceu, mas não aprova o ato de Ju Isen. "O que ela fez não foi legal. Tem um monte de criança, um monte de gente. Isso só acaba denegrindo a imagem do carnaval", afirmou.

Sobre a possibilidade de mover alguma ação contra a modelo, o presidente da Peruche disse: "Tenho quase certeza que faremos isso. Não pode fazer esse tipo de situação que ela fez. Não combina com o carnaval."

Antes de entrar na avenida, Ju Isen disse ter sido impedida de usar um tapa-sexo com a imagem da presidente Dilma Rousseff como protesto contra o governo federal durante o desfile da Unidos do Peruche , neste sábado (6), no sambódromo do Anhembi.

"Não sei por que proibiram, mas estou muito chateada. Estou me sentindo injustiçada. Eu quero o impeachment, o povo quer o impeachment", disse Ju, que desfila como madrinha das passistas.

O presidente da Unidos do Peruche não gostou do ato de Ju Isen (Foto: Carolina Dantas/G1)

Em entrevista ao EGO, antes do desfile, Ju Isen disse que iria usar o tapa-sexo com a imagem da presidente Dilma em sinal de protesto. "Vou mandar meu recado", afirmou.

Diante do assédio da imprensa com a possibilidade de Ju fazer o protesto, integrantes da Unidos do Peruche começaram a pressionar a modelo a não entrar com o tapa-sexo após a abertura dos portões.

Unidos do Peruche proibiu Ju Isen de usara tapa sexo com imagem de protesto contra Dilma (Foto: Letícia Macedo/G1)

"Mas mesmo assim eu quero fazer jus porque estou na avenida. Eu não quero jamais que a minha escola de samba seja rebaixada, como eu sempre disse, eu tive umas reuniões com o presidente, eu estou aqui para somar, então vou fazer o que eles querem."

Ju disse que a ideia de usar o tapa-sexo foi dela, como todos sabem eu sou a musa do impeachment, musa das manifestaçõess, enquanto eu puder protestar vou estar fazendo isso".

A assessoria de imprensa da modelo disse que recebeu um telefonema dizendo: "Ou ela desiste do carnaval ou arruma outra fantasia". Eles compraram o macacão por R$ 300, mas ele custa mais de R$ 2 mil.

Ju Isen mostra o tapa-sexo (Foto: Letícia Macedo/G1)

Regulamento não prevê
Segundo a Liga das Escolas de Samba de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, o regulamento não prevê o tema da manifestação política, como o merchandising, por exemplo, que é proibido durante os desfiles.

No entanto, se alguém se posicionar contra algo apresentado no desfile, pode abrir uma ata e a plenária da Liga, composta pelos presidentes das escolas, pode avaliar a questão e determinar a punição na segunda-feira (8).

A modelo Ju Isen tira a roupa em frente ao Masp durante a manifestação contra o governo na Avenida Paulista em ato em 2015 (Foto: Isabela Leite/G1)