domingo, 19 de novembro de 2017

Leia o texto. Não se engane pela chamada...

Cinegrafista negro conta quem realmente é William Waack
Folhadacidade
Um comovente depoimento do cinegrafista que trabalhou anos com William Waack.

Eu sou preto. Já trabalhei com ele na França, em Portugal, na Espanha, na Índia e em São Paulo.

Nesta caminhada de 30 anos, fazendo imagens e contando histórias, poucos colegas foram tão solidários quanto o velho Waack. Ele faz parte dos pouquíssimos globais que carregam o tripé para o repórter cinematográfico preto ou branco. 

Na verdade, não me lembro de ninguém na Globo que o faça. O velho sabe para que serve cada botão da câmera e o peso do tripé. 

Quando um preto sugere um restaurante mais simples, ele não dá atenção, porque paga a conta dos colegas que ganham menos, no restaurante melhor. Como ele fez piada idiota de preto, ele faz dele próprio, suas olheiras, velhice, etc.

O que a Globo mais tem são mocinhos e mocinhas de cabelos arrumadinhos, vindos da PUC ou da USP, que são moldados ao jeito da casa. 

Posso dar o exemplo de quando estávamos gravando uma passagem no meio da rua, onde havia um acidente, e sugeri a uma patricinha repórter que prendesse o cabelo devido ao vento. Ela o fez. Gravamos na correria, porque estávamos a duas horas do RJ. No dia seguinte, na redação, que aparece no cenário do JN, ela comenta.

- Você viu a matéria ontem?

- Não 

- Sobrou uma ponta do cabelo, fiquei parecendo uma empregada doméstica.

Ao que respondi.

- Eu sou repórter cinematográfico, cabeleireiro não havia na equipe.

Posso lembrar-me de muitas coisas como, quando fazíamos uma matéria para o Fantástico, uma mesa de discussão, e ao ouvido, ouço o repórter falar.

- Põe aquela pretinha mais para trás.

Isto faz parte do cotidiano. Os verdadeiros racistas estão por todas as partes, mas são discretos

Também tem a famosa, que chegou ao prédio onde vive, e uma moradora (namorada de um amigo) segurou o elevador.

A famosa negra não agradeceu, e ficou de braços cruzados. O elevador começou a subir.

Jornalista Famosa:

- Você não sabe qual é o meu andar?

- Sei, mas não sou sua empregada.

No vídeo, ela é uma "querida", jamais trata mal o entrevistado, se estiver gravando...

Voltando ao racista William Waack. Quando íamos para a Índia - eu vivia em Lisboa - fui 3 dias antes para Londres, de onde partiríamos para Dheli.

Eu ia ficar em um hotel, mas o racista que havia trabalhado comigo até então somente uma vez em Cannes, convidou-me para ficar em sua casa, onde vivia com esposa e dois filhos, esposa essa a quem ele, preconceituosamente, chamava de “flaca” devido à sua magreza. Eu via como uma forma de carinho.

Comemos, bebemos bom vinho e, em nem um momento, alguém quis se mostrar mais erudito que eu, nem mais racista.

Gil Moura"
Quem será afetado pelas mudanças na CLT?
Porqueuol

No dia 11 de novembro passaram a valer as mudanças estabelecidas pela Reforma Trabalhista. Como se sabe, ela foi aprovada sob protestos de setores em defesa dos trabalhadores, como sindicatos e associações de classe. O discurso predominante pedia “nenhum direito a menos”, sobretudo aos mais pobres. Esses seriam os principais atingidos pela flexibilização das leis trabalhistas – ou, como alguns preferem falar, pelo “fim da CLT”.

Mas o que dizem os dados? Os fatos corroboram essa tese?

Para saber quem será afetado, a Opus Consultoria fez um exercício relativamente simples: colocou numa planilha os dados de renda dos cidadãos brasileiros, apurados pelo IBGE na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Depois, organizou esses números em ordem crescente, do brasileiro mais pobre ao mais rico. Em seguida, dividiu esses dados entre cinco quintis, ou seja, em 5 partes iguais que representam 20% da população cada uma. Dessa forma, o primeiro quintil (Q1) representa os 20% mais pobres do brasil; e o último quintil (Q5) são os 20% mais ricos.

Dá uma olhada no gráfico abaixo, com as taxas de desemprego e informalidade de cada quintil:
Digamos agora que a CLT tivesse sido rasgada. E que os trabalhadores com carteira assinada do Brasil, portanto, não tivessem mais nenhum amparo legal a partir de 11 de novembro. Qual a fatia da sociedade mais atingida?

“Os 20% mais pobres, é claro!”

Nada disso. Os 20% mais RICOS do Brasil. Os trabalhadores mais pobres são, proporcionalmente, justamente os menos expostos às mudanças na CLT. Por quê? Porque a informalidade prevalece na base da pirâmide social brasileira: entre os 20% mais pobres, 60% dos trabalhadores nem sequer tinham carteira assinada em 2015; logo, não muda nada para eles.

A surpresa fica completa quando olhamos para o topo da pirâmide, para os 20% mais ricos do Brasil: apenas 16% são informais. Ou seja, a probabilidade de ser atingido pelas alterações na CLT é maior entre os trabalhadores mais ricos, predominantemente com registro em carteira.

É aquela história: entre a narrativa e a realidade há, por muitas vezes, um abismo tremendo.
Total de ações trabalhistas cai mais de 90%
Fernando Nakagawa - O Estado de São Paulo 

A nova legislação trabalhista, que entrou em vigor no último dia 11, teve um efeito perceptível em sua primeira semana: derrubou drasticamente o número de ações na Justiça do Trabalho. Dados de cinco tribunais regionais consultados – Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Distrito Federal/Tocantins e Pernambuco – apontam uma queda de cerca de 60% no número de processos ajuizados em relação à média do primeiro semestre. 

Se for levada em consideração apenas a semana anterior à entrada em vigor da nova lei, essa queda é ainda mais drástica: chega a mais de 90%. O resultado não surpreende o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano. Ele explica que a queda dos números era esperada diante do grande movimento visto nos últimos dias da antiga CLT. 

Para Feliciano, muitos trabalhadores entraram com ações na reta final para garantir que o processo seja julgado com base nas regras antigas. Como a legislação vale para os contratos vigentes, a interpretação da maioria dos magistrados é que contratos encerrados no período da CLT serão julgados pela legislação antiga.

Outro motivo apontado pelo presidente da Anamatra para a queda no fluxo de ações é a persistência de dúvidas e incertezas sobre a reforma. “Advogados devem estar estudando a legislação para entender como agir”, diz o magistrado. 

Entre advogados trabalhistas, prevalecem dúvidas sobre a aplicação das novas regras e alguns têm sinalizado que preferem aguardar a criação de jurisprudência sobre tópicos polêmicos. Entre os assuntos que mais geram debate está a aplicação da nova litigância de má-fé, que pode multar o trabalhador em até 10% do valor da causa, e o entendimento sobre a prevalência do princípio da condição mais benéfica ao trabalhador – situação que determina que, quando há mudança da legislação, prevalece a que for mais favorável ao empregado. 

Maior queda. Entre os Estados consultados, o que apresentou a maior queda no número de ações foi o Rio Grande do Sul. O TRT gaúcho registrou média diária de 173 novos processos trabalhistas entre 11 e 17 de novembro. O volume é 93% menor do que o registrado na última semana de vigência da antiga versão da CLT, quando a média ficou em 2.613 ações por dia. 

Nos outros Estados o movimento também despencou. Na Bahia, o volume de novas ações caiu 91% nos primeiros dias da reforma ante a semana anterior. A queda chegou a 88% na Paraíba e a 74% no Distrito Federal e Tocantins. O feriado de 15 de novembro pode até ter influenciado, mas o fato não é encarado como determinante, pois na Justiça do Trabalho é possível ajuizar ação eletronicamente, mesmo nos feriados. 

Em relação à média do primeiro semestre, a queda é menor, mas também expressiva. No Rio Grande do Sul, o número de novas ações na primeira semana da reforma é 67% menor que a média de todo o primeiro semestre. O fenômeno se repete em outros Estados: queda de 64% na Bahia, 63% na Paraíba e 56% em Pernambuco. 

Entre os maiores tribunais regionais do País, São Paulo e Rio de Janeiro informaram que os dados só são tabulados em prazos que variam de quatro a oito semanas. Em Minas Gerais, um problema no sistema eletrônico impediu o levantamento. 

A forte queda do movimento na Justiça do Trabalho, porém, ainda não é considerada uma tendência. Em nota, o TRT do Rio Grande do Sul avalia que, “para se constatar os efeitos no número de processos ajuizados, será necessário analisar as estatísticas em um intervalo de tempo maior”.
A trajetória Rio abaixo
Fernando Gabeira 
O Globo

O impensável chegou ao Rio na ruína profunda das instituições, explosão de violência, crise, desemprego e miséria 

Quando menino, vi as luzes do Rio e me apaixonei. A escola nos trouxe para uma excursão a Petrópolis. A professora, generosamente, permitiu que o ônibus avançasse um pouco para nos maravilhar com a visão. Mais tarde, li no romance “Judas, o obscuro”, de Thomas Hardy, uma experiência semelhante: o personagem também admirava a cidade grande longe, fixado em suas luzes.

Assim que minha segurança profissional permitiu, ainda quase adolescente, mudei-me para o Rio, apenas com a mala de roupas, decidido a nunca mais sair. Ao voltar do exílio, apesar do avanço cultural em São Paulo, decidi, ou algo decidiu dentro de mim, ficar. Sei apenas que moro aqui, tive filhas e neto no Rio e não pretendo sair.

Mas a crise que o Rio vive é a mais grave que presenciei. Às vezes, repito aqui a pergunta de Vargas Llosa sobre o Peru, nas primeiras linhas de seu romance “A cidade e os cachorros”: quando é que o Rio se estrepou? É um reflexão que pode começar com a mudança da capital, passar pelas várias experiências de populismo de esquerda para acabar se fixando no encontro do PT com Cabral e toda a sua quadrilha. Entre eles, um coadjuvante de peso: o petróleo.

Às vezes, pergunto se fiz tudo o que poderia para evitar esse desastre. Confesso que, apesar de denunciá-los em várias campanhas, não tinha a verdadeira dimensão da rapina que iriam promover no Rio. Lembro-me que, em 2010, a “Folha de S.Paulo” publicou uma fala em que eu tentava descrever o projeto de Cabral. Comparava-o à tática das milícias que dão segurança a uma determinada área e são livres para cometer crimes. Disse que o instrumento dessa barganha eram as UPPs. A opinião pública ficaria satisfeita e Cabral teria as mãos livres para a pilhagem.

Questionei Cabral em vários debates de TV, sobre corrupção na saúde, politicas sociais etc. Não poderia imaginar que o arrogante adversário gastava R$ 4 milhões mensais com suas despesas particulares. O esquema monstruoso que contou com generosas verbas federais, royalties do petróleo e uma desvairada política de isenção de impostos corrompeu todas as dimensões do governo e talvez mesmo da vida cultural do Rio, entendida num sentido mais amplo.

Cabral caiu com seus asseclas. Em seguida, tombaram os conselheiros do Tribunal de Contas. Começa a cair agora a base de sustentação parlamentar de Cabral, Picciani à frente. O círculo da corrupção estava fechado. Não havia brechas. Era uma trama criminosa perfeita, com todos os seus anéis de legitimação. Nada ficou de pé, exceto sombras do passado, como Pezão e uma Assembleia, com raras exceções, totalmente desmoralizados.

A performance de Pezão como morto-vivo é patética. Ele indicou um deputado para o TCE. O procurador recusou-se a defender essa escolha: era inconstitucional. O procurador foi demitido por defender a Constituição. Felizmente, o deputado indicado por Pezão está para ser preso. Foi indicado ao TCE porque é cúmplice do assalto. A lógica da quadrilha ainda domina o estado. Em outras palavras, o Rio foi arruinado pela maior quadrilha da História, e coube aos remanescentes do grupo reconstruí-lo. Eles não sabem nem querem fazer isto. Seu único objetivo é escapar da Justiça.

No livro “Sobre a tirania”, de Timothy Snyder, o autor mostra 20 lições do século XX. Uma delas pode ser adaptada para o Rio: mantenha a calma quando o impensável chegar. Snyder fala do terrorismo nessa lição. O impensável chegou ao Rio não na forma do terrorismo, mas na ruína profunda de suas instituições. Ele explode na violência cotidiana, crise econômica, desemprego e miséria.

Em outras circunstâncias, a única saída seria uma intervenção federal. Mas o governo de Brasília é também um remanescente do esquema gigantesco que arruinou o país. Não tem força nem legitimidade. A última esperança está na própria sociedade. Uma ilusão a enfraquece: esperar 2018 para realizar a mudança.

Em outros estados, isso pode fazer sentido. Não consigo imaginar como o Rio resistirá a mais um ano de bandidos no poder e a todas as consequências da presença da quadrilha no governo. De que adianta prender deputados como Picciani se a Assembleia está pronta para soltá-los?

No espírito de manter a calma quando o impensável chegar, a sociedade precisa discutir logo não apenas as grandes saídas, mas também a solução emergencial. O problema central é este: o que fazer com as grandes quadrilhas que dominam o estado? Como tomar iniciativas imediatas, para não ter de mudar daqui no futuro próximo? Não tenho resposta pronta. Sei apenas que é preciso enfrentá-los, derrubá-los e substituí-los. Isso precisa ser feito agora.

Já disse no alto de um caminhão de som, em debates e palestras: é insuportável viver num país onde os bandidos fazem a lei. O Rio é o núcleo dramático dessa desgraça nacional.
O Globo

Canastrões que defendiam a quadrilha da presidenta contra o golpe viraram amantes tórridos da Operação Lava-Jato

Faltam dez anos para as eleições de 2018. Lá chegando, o Brasil não lembrará que, um dia, acreditou ter de escolher entre Lula e Bolsonaro. Um país que chega a acreditar na dupla sertaneja Janot & Joesley como promessa de salvação, acredita em tudo. Enquanto o gigante desperta para o trepidante confronto entre esquerda e direita no mundo da lua, José Dirceu samba em paz.

O guerreiro do povo brasileiro está na dele. Você monta o maior assalto da história da República — um assalto republicano, como ensinou o saudoso Dr. Thomaz Bastos, precursor do Dr. Tomás Turbando — e é apanhado em flagrante. O que você pensa? “Já era”? Não. Você ainda tem uma fortuna no caixa da revolução e um exército de advogados, juízes, jornalistas (alugados e 0800), militantes baratinhos e sanguinários. Além disso, você está no Brasil. E tem a lenda.

Assim como faltam dez anos para 2018 (na translação mental da opinião pública), 1968 foi ontem. Daí a maravilha da assombração Bolsonaro: dá pra continuar brincando de “Os dias eram assim”, com Dirceu no papel de herói contra a ditadura — sambando para não perder a ternura (rima rica, ou melhor, milionária). E Lula, o ladrão condenado que Gabriel Predador não matou e a Justiça não prendeu, fantasiado de alternativa democrática. Não prenda a gargalhada, caro leitor. Tire você também o cinismo do armário.

E tome uma atitude corajosa contra essas famílias retrógradas dos anos 50 (a década passada), que insistem em casar suas filhas virgens. Rompa com esse conservadorismo sufocante, apoie o maiô de duas peças. E se quiser ficar pelado para chocar a burguesia, fique logo, porque daqui a meio século, por volta de 2017, vão achar que você está com calor.

Proteste contra a censura imposta pelos milicos. Faça isso agora, neste febril 1968, porque daqui a 50 anos as liberdades estarão mais do que garantidas, e podem achar que você é um rebelde cenográfico. Segundo Nostradamus, até a turma do é proibido proibir vai tentar censurar uns livros por volta de 2013 (quem te viu, quem te vê), mas não vai rolar. O governo bonzinho que eles apoiarão também tentará, como quem não quer nada, controlar o que é publicado — fingindo defender os direitos humanos (tem certeza, Nostradamus?!). Isso também não vai colar. Serão tempos difíceis para os canastrões ideológicos.

Ou nem tanto. Eles são criativos. E a plateia... Bem, é aquela sagacidade descrita acima

Foi assim que o assalto de quase década e meia aos cofres públicos sumiu do debate eleitoral para 2018. Puseram alguma coisa forte na bebida do Brasil e, de repente, a vida real deu lugar à pantomima trash Lula x Bolsonaro, esquerda x direita — enfim, aquele melado demagógico que Serjão, o erudito, imortalizou como masturbação sociológica. 

Merece até performance no museu, com Dirceu sambando ao fundo (vamos atualizar as obscenidades, por favor).

Enquanto o Brasil era estripado pelos companheiros por todos os seus orifícios (imagem exagerada? Vamos aos orifícios: Petrobras via petrolão, BB e Caixa via mensalão, Tesouro via pedaladas, BNDES via Joesley, Odebrecht e tráfico de influência de Lula junto a ditaduras amigas que humilham mulheres e gays sem comover os descolados daqui, Ministério dos Esportes/BNDES via escândalo da Copa etc). Voltando: enquanto o Brasil era estripado pelos companheiros, a Lava-Jato era tribunal de exceção.

Quando, finalmente, o país conseguiu sair da bocarra do PT, a Lava-Jato mudou de sexo. Os canastrões que defendiam a quadrilha da presidenta contra o golpe viraram amantes tórridos da operaçãoclaro, a versão do Janot, do Joesley, do Miller, do Fachin, enfim, a Lava-Jato trans, pseudônimo da conspiração mais vagabunda já vista por aqui, regida pelos que depenaram o Brasil e queriam voltar a mamar. A Lava-Jato real, liderada por Sergio Moro, subsiste desidratada — graças à inflexão de personagens como Dartagnol Foratemer, hoje lambendo as botas dos charmosos amigos da quadrilha.

Eles dizem que o governo foi tomado por uma quadrilha do PMDB. Ah, é? Então digam os nomes dos bandidos que sanearam a Petrobras em tempo recorde. Quem são eles? Digam quais foram os pilantras do PMDB que acabaram com a roubalheira contábil no Tesouro e sanearam a política fiscal. O Brasil quer saber! Quem são, afinal, os decrépitos que enxotaram a gangue do Dirceu e iniciaram as reformas do Estado, com a recuperação de todos — todos — os indicadores econômicos?

Não citam, e não citarão um único nome. Os cafetões da lenda — agora reforçados pela covardia tucana, que não falha — sabem que o comando das principais instituições nacionais está nas mãos de gente séria, virando noites para reverter 13 anos de pilhagem. 

Os resultados estão aí, à prova de retórica, e é comovente ver os progressistas de butique fazendo voto de cegueira.

Não adianta. A eleição de 2018 (daqui a dez anos de lero-lero vermelho X verde-oliva) será sobre isso: concluir a descupinização do Estado ou devolvê-lo aos cupins, para vê-los sambando alegremente na sua cara, com o seu dinheiro.

Vejam como anda a arte, no Brasil. Que tal esta: "Em nome da arte, rapaz decide perder a virgindade anal em público"...Vejam imagens.

 
Sugestão de Christiano Moura, no grupo Amigos de Cajazeiras, no WhatsApp
A inflação, o pobre e os ajustes
A inflação deu uma trégua. Com isso, as famílias de baixa renda têm os gastos de consumo menos pressionados e desafogo no orçamento
O Estado de S.Paulo

A inflação deu uma trégua aos mais pobres, desde o fim do ano passado, e com isso as famílias de baixa renda tiveram dois benefícios. O mais visível é mostrado de forma direta nas pesquisas publicadas mensalmente ou, em alguns casos, até a cada semana: seus gastos de consumo foram menos pressionados que os das famílias mais abonadas. Nos 12 meses terminados em outubro, os bens e serviços consumidos pelo grupo mais pobre, com renda mensal abaixo de R$ 900, encareceram em média 2%. Para as famílias do patamar superior, com renda acima de R$ 9 mil por mês, a alta de preços chegou a 3,5%. O outro benefício, menos ostensivo nas tabelas de inflação, é simples e sempre muito bem-vindo. É o desafogo do orçamento. Quando o custo de vida sobe mais devagar, a renda é corroída mais lentamente ou, em outras palavras, o salário dura mais, assim como qualquer outro tipo de ganho. Se o alívio ocorre nos itens mais importantes, como os gastos com a alimentação, o ganho é maior, porque sobra mais dinheiro para outras despesas e o consumidor fica mais livre para ajeitar suas condições de vida.

A inflação já foi descrita como o mais injusto dos impostos, porque faz o pobre pagar um preço desproporcional pelos desajustes criados pelo governo. Preços desarranjados, é sempre bom lembrar, geralmente resultam de erros cometidos pelas autoridades, como excesso de gastos públicos, intervenções desastradas no sistema de preços ou, simplesmente, corte voluntarista de juros e expansão imprudente do crédito. Houve uma desastrosa concentração de todos esses erros entre 2011 e 2015.

Todas as pesquisas de preços mostraram uma forte desinflação a partir do ano passado. O impacto diferenciado de acordo com o nível de renda foi evidenciado pela distância entre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O primeiro é baseado nos orçamentos de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos. O segundo, nas despesas de famílias com renda de 1 a 5 mínimos. Os dois indicadores são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A novidade é a segmentação maior desse conjunto, apresentada em relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também vinculado ao governo federal. Técnicos do instituto recompuseram os dados a partir de uma segmentação em seis grupos de renda. As descobertas são exemplificadas com números mensais de outubro de 2016 e de três meses de 2017 – agosto, setembro e outubro.

Em todos os casos, a variação de preços para o grupo mais pobre foi a mais baixa. De modo geral, mas com alguma oscilação, condições melhores foram verificadas também para os primeiros quatro grupos, da renda muito baixa até a média. Parte considerável dessa evolução é atribuível à retração dos preços dos alimentos, com peso maior para as famílias com ganhos mensais entre muito baixos e médios.

Uma tendência menos favorável foi notada nos últimos dois meses. Para 2018 já se espera uma inflação superior a 4%, mas abaixo da meta oficial de 4,5%. Esperam-se preços mais altos no mercado internacional de grãos e novas pressões sobre o custo da alimentação, mas nenhuma alteração desastrosa no cenário. De toda forma, a inflação deverá continuar mais suave do que foi até 2015 e famílias de todas as faixas de renda ainda poderão desfrutar de algum desafogo. A melhora do emprego, com efeitos sobre a demanda, também poderá contribuir para alguma alta de preços. Mas pressões derivadas da política, em ano de eleições, são apontadas como as principais ameaças.

Com ou sem eleições, o principal fator de estabilidade de preços continuará a depender da capacidade do governo de arrumar suas contas. Esse trabalho será facilitado se os congressistas estiverem dispostos a agir de acordo com os interesses públicos de longo prazo. Inflação baixa, com benefícios para os pobres, é um desses interesses. No Brasil, o mais comum é falar a favor dos pobres e prejudicá-los, no fim da história, com inflação gerada por ações populistas.

O Politicamente Correto é uma desgraça...Vejam esse texto de J.R.Guzzo


Um país de chatos 
Pense um pouco no que Nelson Rodrigues estaria escrevendo, por exemplo, sobre transgêneros, "feminicídio" ou a indignação contra o papel higiênico preto 
J.R. Guzzo - Veja
Genial, mas... - Nelson Rodrigues não cabe no Brasil de 2017

Seria possível Nelson Rodrigues existir como autor no Brasil de hoje? Não dá para saber com certeza científica, mas é extraordinariamente difícil imaginar que pudesse escrever e dizer tudo o que escreveu e disse. Quem deixaria? Nelson Rodrigues é o maior autor de teatro que o Brasil já teve – seu nome estaria no topo da literatura mundial se não tivesse nascido, vivido e escrito na língua-portuguesa. Mas hoje seria considerado uma ameaça nacional. A mídia veria nele um agente da “onda conservadora” ou uma voz da “extrema-direita”; estaria banido pela boa sociedade cultural brasileira como intolerante, preconceituosa e fascista. Os educadores públicos fariam objeções à leitura de seus textos nas salas de aula. Sua entrada poderia ser proibida no departamento de novelas da Rede Globo. Procuradores e juízes estariam em cima dele o tempo todo, tentando condená-lo por machismo, racismo ou homofobia. Pense um pouco no que Nelson estaria escrevendo, por exemplo, sobre transgêneros, “feminicídio” ou a indignação contra o papel higiênico preto – isso para não falar do homem pelado como obra de arte, ou nas multas aplicadas aos clubes de futebol quando a torcida grita “bicha” para o goleiro de outro time. Não dá. Nelson Rodrigues não cabe no Brasil de 2017. 

Como poderia ser diferente, num país tão empenhado no policiamento da atividade de pensar? Não existe hoje no Brasil nenhuma obrigação moral e cívica mais cobrada do cidadão do que se manifestar contra o “preconceito” e a “intolerância”. Não espere, portanto, nenhum Nelson Rodrigues num ambiente assim. Em vez disso, fique atento às suspeitas da ocorrência, próxima ou distante, de qualquer comportamento que possa ser classificado como preconceituoso ou intolerante. Aí, se quiser ser um bom cidadão, assine o mais depressa possível um manifesto de condenação, desses que aparecem todos os dias no jornal – ou, se não tiver cacife para tanto, por não ser licenciado como celebridade, faça alguma coisa a respeito, nem que seja um telefonema anônimo para o “Disque-Denúncia” mais próximo. É fácil descobrir a opinião que você deve ter a respeito dos assuntos em circulação. Preconceito e intolerância, em termos práticos, são o que o Comitê Brasileiro de Vigilância do Pensamento decreta, de hora em hora, que são preconceito e intolerância

Que “comitê” é esse? É o habitual aglomerado de artistas, com ou sem obra, pessoas descritas como intelectuais, com ou sem intelecto visível, e gente de currículo em estado gasoso, mas que por alguma razão é apresentada como “importante. São eles os árbitros, hoje em dia, do que é certo ou errado neste país. Decidem como todos os demais cidadãos devem se comportar dos pontos de vista moral, social e político. Não toleram que alguém demonstre intolerância – é assim que chamam, automaticamente, qualquer ponto de vista não autorizado por seu livro de regras. O delito essencial, por esse catecismo é pensar com a própria cabeça a respeito de uma lista cada vez maior de assuntos. Sobre cada um deles há decisões já tomadas em última instância; são apresentados diariamente nos meios de comunicação. 

O resultado é que o combate a tudo o que possa ser carimbado como intolerância está criando no Brasil mais uma raça de intolerantes. Acaba de ser derrubado no STF, por exemplo, a regra baixada quatro anos atrás pelos organizadores do Enem pela qual levam nota zero os estudantes que escreveram na prova de redação alguma coisa considerada contrária aos “direitos humanos”. Considerada por quem? Por eles mesmos, os burocratas do “Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.” Ou seja: nomearam a si próprios árbitros do que os alunos podem ou não podem pensar e dão zero quando não gostam do que o aluno pensa. Nem no regime militar se chegou a esse grau de megalomania na tentativa de controlar o pensamento alheio; nunca, na época, alguém assinou um papel em que se determinava a anulação de provas de conteúdo subversivo. Quem é essa gente para decidir o que você pode dizer? 

Outro exemplo comum de hostilidade a ideias discordantes é a conversa da “identidade de gênero” – ou a questão, ou até a “causa”, das pessoas atualmente descritas como “transgêneros”. Ficou estabelecido, como princípio moderno e gerador de mais justiça, que os seres humanos não devem ser diferenciados, para propósitos de identificação, pelo sexo anatômico com que nascera. Podem escolher o gênero que combina mais com o seu jeito de ser, no momento em que julgarem necessário fazer essa opção. Tudo bem: cada um pensa o que quiser, e, além do mais, todo cidadão é livre para levar a vida que prefere, ou que pode, em termos de sexualidade. Mas não há nenhuma razão para a sociedade se escandalizar com quem não concorda, ou não entende, que as coisas sejam assim – ou não acredita que esse seja um assunto de interesses universal. Qual é o problema? Não deveria ser considerado intolerante, retrógrado ou totalitário quem acredita que os sexos são só dois, masculino e feminino. Ou que todo ser humano, sem exceção, tem um pai e uma mãe, que obrigatoriamente são um homem e uma mulher. Ou que é impossível um homem ficar grávido, por lhe faltarem um útero, trompas, ovário – ou por não ter leite, não menstruar e não produzir óvulos, da mesma maneira que uma mulher não pode produzir espermatozoides. Não pode haver, é claro, nenhum problema com nada disso. Só que há. 

A lista de pecados capitais contra o pensamento obrigatório vai longe. Você estará perto da blasfêmia se argumentar que animais não têm direitos, pois a noção de direito se aplica unicamente a seres humanos – animais não podem ter o direito a votar, por exemplo, ou ter nacionalidade, ou de receber salário mínimo. Mas dizer isso é infração gravíssima. 

Está vetado, igualmente, o debate sobre questão ambiental como um todo; é considerado suspeito qualquer pedido de mais pesquisas científicas sobre temas como o aquecimento global, ou a cobrança de dados mais seguros sobre a previsão de que o Rio de Janeiro vai ser engolido pelo mar daqui a alguns anos. Defensivos agrícolas são uniformemente descritos como “agrotóxicos”; não insista. Também é tido como preconceito grave discordar da ideia de que o crime do Brasil é “um problema social” e que os criminosos, portanto são vítimas da sociedade, e não agressores. O deputado Jair Bolsonaro foi condenado por uma juíza do Rio de Janeiro, ainda outro dia, por ter feito piada de quilombola durante uma palestra. A Constituição, obviamente, proíbe que um deputado seja punido por falar o que lhe passa pela cabeça, mas a juíza argumentou que “política não é piada” e foi em frente. Não é piada? De que país ela está falando? 

A intolerância contra opiniões que incomodam começa a produzir, depois de algum tempo, disparates como esse. É uma surpresa que o Ministério Público ainda não tenha proibido as piadas de papagaio, ou que uma juíza não tenha decretado que a dama deve valer a mesma coisa que o rei no jogo de baralho. Vai se inventando, de cima para baixo, uma sociedade mal-humorada, neurastênica e hostil à liberdade de expressão. É um ambiente que convive mal com a observação dos fatos, a ciência e o raciocínio lógico. Estão construindo, talvez acima de tudo, um país de chatos.
Coisa de Dilma 
Editorial do Estadão

Deliberadamente ignorando o fato de que a economia brasileira começa a reconquistar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros e, consequentemente, a dar sinais claros de recuperação, a presidente cassada Dilma Rousseff continua gastando o dinheiro do contribuinte para divulgar no exterior mentiras sobre o Brasil. Em Berlim, em entrevista à Deutsche Welle, Dilma perseverou na tentativa de denunciar o “golpe” de que foi vítima e despejou mais um amontoado de inverdades, como a de que por aqui “as crises só se aprofundam”, e de sandices, como a de que a elite brasileira está empenhada em inviabilizar a candidatura presidencial de Lula para, “aí, vender o pré-sal”.

Todo ex-presidente da República tem direito de manter, à custa dos cofres públicos, uma equipe de assessores e seguranças, bem como os deslocamentos da equipe no País ou no exterior. No primeiro semestre deste ano, com viagens à Suíça, França, Estados Unidos, Espanha, Itália, Argentina e México – às quais se soma, agora, a visita a Berlim –, a equipe de Dilma já havia custado ao Tesouro mais de meio milhão de reais, o triplo do que gastaram, juntos, no mesmo período, todos os outros ex-chefes de governo. Questionada, a assessoria da ex-presidente informou que “nenhuma pressão fará com que a presidenta eleita Dilma Rousseff deixe de viajar, interrompa as denúncias sobre o golpe de Estado ocorrido em 2016 e as perversas e nefastas consequências que se abatem sobre a população brasileira”. Se em seu país Dilma tem o caradurismo de sustentar essa versão deturpada da realidade, não surpreende que ela propague escandalosas mentiras no exterior, para um público que acompanha – quando acompanha – a distância os acontecimentos no Brasil. É mais um desserviço que, agora por revanchismo, a presidente cassada presta a seu país.

Confrontada, na entrevista, com questões duras sobre seu comportamento na Presidência da República e após o impeachment, Dilma perseverou na velha tática lulopetista de usar o ataque como defesa: “Alegaram que o impeachment ia resolver a crise econômica, mas essas crises só se aprofundam. O atual presidente usurpador já foi denunciado duas vezes, e o senador Aécio Neves também, ambos enfrentam provas cabais e gravações. Mas essas duas pessoas continuam em seus cargos, enquanto outras duas (ela própria e Lula) são acusadas apenas por terem sido presidentes”. Vale destacar: “Apenas por terem sido presidentes”.

Dilma aproveitou a entrevista também para revelar-se magnânima em relação a uma questão que classificou de “relevante”: “Não acho que perdoar golpista é perdoar o PMDB e o PSDB. Acho que perdoar golpista é perdoar aquela pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava. Uma hora nós vamos ter que nos reencontrar. Uma parte do Brasil se equivocou. Agora, isso não significa perdão àqueles que planejaram e executaram o golpe. Você tem uma porção de pessoas que foram às ruas e que estavam completamente equivocadas. Mas você não vai chegar para elas e falar ‘nós vamos te perseguir’. Precisamos criar um clima de reencontro, entende? Não vai ser um clima vingativo, não pode ser isso”.

Com uma sonora gargalhada, Dilma rebateu na entrevista a pergunta sobre se não seria o momento de abrir espaço para novas lideranças, especialmente de esquerda: “Isso se chama ‘como tirar o Lula da parada’. Tá entendendo?”. E após desqualificar todos os nomes que, à exceção de Lula, surgem como candidatos potenciais à Presidência da República, a senhora Rousseff pretendeu liquidar o assunto com uma tirada de graça menos que duvidosa: “Sabe o que eu acho que é novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto”. O que se pode dizer é que um despautério desses é, definitivamente, coisa de Dilma.

Josias de Souza
“Não desista do Brasil”, escreveu o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, em reação à decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que tirou da cadeia três caciques da facção parlamentar do PMDB fluminense. Diante do mutismo do asfalto, o procurador acrescentou: “Nós não podemos nos anestesiar, mas sim dar vazão à nossa indignação, de modo pacífico e democrático, por meio da participação popular.”

Debruçado na janela do Facebook, Dellagnol afirmou: “Os deputados da Assembleia do Rio deveriam ser os primeiros a endossar a atuação da Justiça e apurar a responsabilidade de seus líderes, mas o comportamento foi o oposto.” Mergulhado nos processos da Lava Jato desde 2014, o procurador conhece a podridão por dentro. Num instante em que os parlamentares, com a lama pelo nariz, apelam à cumplicidade e ao compadrio dos colegas para obter blindagem, Dallagnol soa como se enxergasse as urnas como um atalho ao Judiciário.

“Se Você não se envolver, eles ocuparão o seu espaço. Se hoje os políticos mostraram do que são capazes, em 2018 a sociedade brasileira precisa mostrar do que é capaz, nas urnas, agindo de modo organizado para eleger apenas políticos com ficha limpa, que expressem compromisso com a democracia e que apoiem propostas anticorrupção, com palavras, votos e atitudes.”

Dallagnol prosseguiu: “Há entidades respeitadas da sociedade civil trabalhando nesse sentido. Não esqueça do que aconteceu hoje e se una a elas em 2018, o ano que representa a grande chance brasileira contra a corrupção.”

O procurador trata o descalabro do Rio como prenúncio de desatinos maiores. “O que aconteceu no Rio de Janeiro hoje é uma amostra do que pode acontecer em Brasília e com a Lava Jato se em 2018 não virarmos o jogo contra a corrupção. Quando a punição bater na porta dos grandes líderes corruptos, eles perderão a vergonha de salvar a própria pele. A única solução é por meio da democracia e de uma política mais íntegra, e isso depende de você.”

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, outro conhecido membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também despejou no Facebook sua indignação com o que se passou no legislativo fluminense. Ele direcionou suas baterias, no entanto, para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Surpreendeu com a notícia de que o magistrado ficara perplexo com o comportamento dos parlamentares do Rio.

“Marco Aurélio está perplexo!?!?!?”, escreveu Carlos Fernando. “Perplexo estamos nós em ouvir isso, pois foi justamente o seu voto no caso de Aécio, incoerente com sua própria decisão de afastamento de Renan Calheiros, que permitiu esse descalabro que estamos vivendo. Marco Aurélio é responsável pela decisão que levou a este estado de coisas.”
Pela lógica da CUT, demissões na CUT deveriam incluir socialização da CUT 
Marcelo Faria - Ilisp

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) iniciou na última terça-feira (14) um Programa de Demissão Incentivada (PDI) para demitir quase 60% dos seus 178 “trabalhadores”. Em resposta, aqueles que são responsáveis por fazer greves ameaçam fazer uma greve, acabando com as greves nas profissões realmente úteis que “representam”.

De acordo com o estatuto da CUT, a entidade deve apoiar ao máximo os seus funcionários, afinal, ela tem um “compromisso com a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora”. O fato da entidade perder sua principal fonte de receita – o imposto sindical tomado a força de milhões de reais trabalhadores – deve ser irrelevante: “a luta por melhores condições de vida e trabalho” norteia a CUT, o que significa que deve pagar o máximo de “direitos trabalhistas” possíveis para os seus empregados, como estabeleceu a resolução da direção executa da CUT aprovada na recente plenária estatutária: “nenhum direito a menos”.

Aliás, pagar “direitos” é muito pouco. De acordo com a CUT, a entidade trabalha “no processo de transformação da sociedade brasileira em direção ao socialismo”. Já que a central sindical se declara socialista, por que não começar dando o exemplo? Que tal socializar o prédio de sua sede, no Brás, em São Paulo, com todos os “proletários” – não apenas os que trabalham na CUT, mas todos os trabalhadores brasileiros? Afinal, propriedade privada é coisa de capitalista burguês.
Sede da CUT em São Paulo. Sim, é o prédio inteiro.

Mesmo a justificativa da CUT (“patrão burguês”, para usar o linguajar sindicalista) para as demissões não faz sentido. A central sindical defende, desde 2002, o fim do imposto sindical – inclusive com um site exclusivo para conscientizar os trabalhadores sobre a necessidade de extinguir a obrigação. Ora, “companheiros”, vocês venceram! Conseguiram! O imposto sindical foi extinto! Ou será que era apenas campanha para burguês ver?

Esta lógica de demitir os proletários sindicalistas, por sinal, está muito opressora. Por que os cortes devem acontecer “na carne dos trabalhadores”? Enquanto coloca chefes de família na rua da amargura, a CUT continua utilizando o grande capital para financiar o DIEESE – aquele departamento de “análises geniais” que vira e mexe aparece na mídia para dizer que o salário mínimo deveria ser o triplo do atual – e, pasmem, assessorar os políticos “golpistas” do governo Temer por meio do DIAP! Como ousam trair os proletários do mundo apoiando um “usurpador”, CUT?

Pior: colocar pobres sindicalistas para fora enquanto seus líderes participam de ótimos churrascos “contra o neoliberalismo” em Montevidéu (Uruguai) é um ultraje à classe trabalhadora! E as pesquisas pagas à democrática Vox Populi para mostrar o “companheiro” Lula sempre à frente, irão continuar enquanto a CUT coloca pobres mortadelas na rua? Os ricos têm que pagar mais, “companheiros”! Menos mal que a CUT não irá terceirizar funções para outras pessoas após as demissões democráticas – afinal, como diz a própria entidade, “terceirização é precarização das condições de trabalho“.

Milhões de brasileiros aguardam que a CUT seja fiel aos seus próprios princípios e corte todos os departamento e pesquisas que financia, socialize seu prédio inteiro e pague o máximo de “direitos trabalhistas” aos demitidos. Parasitas do mundo, sumi-vos!

Acusação de delator contra Globo repercute no Planalto 
Espírito de revanche 
Mauricio Lima - Veja.com
O presidente do Brasil, Michel Temer na cerimônia de lançamento do Programa Avançar, de iniciativa do Governo Federal para a conclusão de obras até 2018, no Palácio do Planalto em Brasília 

A delação de Alejandro Buzarco em Nova York sobre o caso Fifa teve repercussões no Planalto. O governo ficou particularmente interessado nas acusações de que a Globo pagou propina pelos direitos de transmissão de jogos de futebol. Há quem defenda importar o caso, talvez com uma CPI.

Os destaques do Jornal do Commercio


No jornal Lance: Fogão e Vascão têm que reagir


Na capa do jornal Folha de São Paulo


As manchetes do jornal Meia Hora


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

FolhadeSãoPaulo: Sites de compra oferecem descontos que não existem

Globo: Inflação menor libera, R$ 7,8 bi para consumo

Extra: Cresce déficit de PMs patrulhando as ruas

Estadão: Deputados viajam mais, mas prestação de contas é falha

ValorEconômico: Temer e Rodrigo Mais discutem reforma da Previdência

ZeroHora: Ex-assessor guardava dinheiro em closet da mãe de Geddel

EstadodeMinas: De cada 10 roubos em BH, seis são de celulares

CorreioBraziliense: "A grande reforma do Brasil será do eleitor"

CorreiodaBahia: Isso é coisa de preto

DiáriodePernambuco: Uma aposta à francesa na corrida presidencial

DiáriodoNordeste: PT-PMDB: Eunício ao lado de Camilo reforça aliança para 2018

CorreiodaParaíba: Eleitor jovem tem força, mas não acredita

sábado, 18 de novembro de 2017

Parabéns, Padre Raimundo.

 
Nossos parabéns neste dia vão para este grande homem, sacerdote do Senhor, íntegro na fé, um dos maiores benfeitores da Diocese de Cajazeiras, que hoje completa seus 87 anos de vida, sendo que desses quase 58 são de dedicação total a Igreja.

Grande Padre Raymundo Rolim, que Deus lhe abençoe abundantemente e te dê muita saúde e longos anos de vida.

Parabéns!

Adeus, Seu Mirim.


Alô Cajá! Luto e profundo pesar. Faleceu em João Pessoa o Sr Amelino Ferreira de Almeida, popularmente conhecido com seu Mirim, pai do prefeito de Cajazeiras, Dr. José Aldemir Meireles.

Sr. Mirim foi internado às pressas ontem à tarde no Hospital Samaritano, na capital paraibana, mas por volta de 00 horas e 53 min seu genro, Jesus Maurera, dava a triste notícia do seu óbito vítima de falência múltipla dos órgãos.

O velório em João Pessoa está acontecendo na central de velórios Rosa de Saron no bairro de Jaguaribe e por volta das 10 horas o corpo será transladado pra Cajazeiras onde haverá seu sepultamento amanhã.

Nos associamos ao sentimento de perda da família enlutada e externamos os nossos sinceros pêsames e solidariedade aos seus entes queridos..

Hoje tem show na rua, nos Bancários, em João Pessoa. Kennedy Costa e Tony Leon, com o auxílio luxuoso do nosso Otacílio Feitosa.


Nossos pêsames à família e amigos do Seu Mirim Meireles, especialmente na pessoa do nosso Zé Aldemir.

Morre em João Pessoa seu Mirim, pai do prefeito José Aldemir, de Cajazeiras
Fernando Caldeira
Faleceu nesta madrugada em João Pessoa o senhor Mirim Meirelles, pai do prefeito de Cajazeiras, José Aldemir Meirelles.

Seu Mirim estava internado há dias na capital paraibana e não resistiu à falência múltipla dos órgãos.

Seu corpo está sendo velado na central de velório Rosa de Sharon, em João Pessoa, saindo às 10 horas deste sábado para Cajazeiras, onde será sepultado.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Juíza aciona e MPPB abre Inquérito contra Governador Ricardo Coutinho por descumprir sentença
A juíza Flávia Lins Cavalcante (1ª Vara da Fazenda Pública) segue fazendo história no Judiciário paraibano. O Ministério Público da Paraíba decidiu apurar suposta prática de Ato de Improbidade Administrativa pelo governador do estado Ricardo Coutinho, por não cumprimento de sentença judicial, após ser acionado pela magistrada.

Como resultado de sua iniciativa, um Inquérito Civil Público foi aberto pelo Ministério Público para investigar o contumaz descumprimento do governador, na sentença proferida no processo nº 20020046-08.2915.815.2001, que trata de uma ação impetrada por oficiais da Polícia Militar, com respeito ao processo de promoção na Corporação.

No processo, os oficiais “Alecsandro Araújo Medeiros, José Saleme, Cavalcanti de Arruda Júnior, Márcio Bergson Fernandes e Sinval Albuquerque da Silva pleiteiam a execução provisória, em face do Estado da Paraíba, da decisão do Juízo de primeira instância que lhes concedeu o direito de anotação em suas, fichas funcionais, com data de 25 de dezembro: de 2008, da , ascensão ao posto de major, e, ato continuo, da anotação definitiva com data a partir de 21 de abril de 2011 ao posto de tenente coronel da Policia Militar, com todas as vantagens e prerrogativas inerentes, inclusive com implementação nos contracheques dos soldos e demais gratificações e vantagens”, conforme portaria do MP.

Segundo postou o jornalista Marcelo José, o Ministério Público também justificou o levantamento do sigilo dos autos: “Determinar ‘o levantamento do sigilo dos presentes autos no sistema MPVirtual, tendo em vista que os fatos ora tratados não se constituem em situações que demandem esta espécie de tramitação.”

A portaria determina, portanto, instauração do Inquérito Civil solicita parte do processo cuja sentença não foi cumprida pelo governador para instrução do feito: “Determinar a expedição de ofício à 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital solicitando o envio de cópia do processo de execução provisória n° 0020046-08.2015.8152001, a partir da página 129, despacho do juiz datado de 27/07/2016”.

O documento é assinado por Alcides Orlando de Moura Jansen, 1º Subprocurador Geral de Justiça.

Com marcelojose.com.br
Ambicioso, Atlético de Cajazeiras quer vaga na Série D e título do Paraibano
Informação é do gerente de futebol do Trovão Azul, Nenê Moura, se apegar a conquistar apenas uma vaga na Série D pode tirar o foco da equipe
Priscila Belmont - DiáriodoSertão
Índio Ferreira

Ter a oportunidade de disputar o Campeonato Brasileiro é o sonho de todas as equipes que estão sem jogar nenhuma divisão no país. E para o Atlético de Cajazeiras não é muito diferente. Em 2017, o Trovão Azul ficou bem perto de garantir uma vaga para a disputa da Série D do próximo ano, após ser o quarto colocado no Campeonato Paraibano. A segunda vaga na competição nacional ficou mesmo com o Campinense, terceiro colocado, que acabou herdando a vaga do campeão Botafogo-PB, que já joga a terceira divisão nacional.

O Treze ficou com a outra vaga. Mas para 2018, o Trovão Azul deseja mais, não só quer a vaga da Série D, como também se sagrar campeão estadual.

Pelo menos foi o que disse o gerente de futebol do clube, Nenê Moura, que quer, inclusive, desbancar as equipes tidas como favoritas ao título do Paraibano.

O principal foco da equipe é a final. Se a gente colocar que queremos apenas uma vaga na Série D, pode tirar nosso foco, vamos priorizar o título, desbancar as equipes tradicionais da Paraíba e levantar a taça – disse.

O gerente do futebol do Trovão contou que durante a pré-temporada, a equipe planeja fazer dois amistosos, ambos em dezembro. Os adversários ainda não foram revelados, mas foi divulgado que o clube pretende fazer um amistoso no Rio Grande do Norte e outro na Paraíba. As datas e locais de jogo ainda não foram definidos.

A pré-temporada da equipe está marcada para começar no dia 5 de dezembro, no Estádio Perpetão, em Cajazeiras. No total, a equipe tem 29 atletas no elenco do treinador Índio Ferreira e deve contar com mais cinco atletas da região, para executar o desejo da diretoria de revelar jogadores de Cajazeiras e cidades próximas para o futebol nacional.

Um dado curioso é que dos 29 jogadores do elenco, 22 são de São Paulo e chegam em Cajazeiras no dia 4, um dia antes da apresentação.

Os demais atletas são da Paraíba ou estados próximos, mas também devem se apresentar no mesmo dia, visando o início da pré-temporada do Trovão Azul.

No Campeonato Paraibano, o Atlético de Cajazeiras está no Grupo B, com CSP, Desportiva Guarabira, Treze e Serrano. O estadual vai ter início no dia 7 de janeiro, com encerramento previsto para 8 de abril.

Da Série 'Diz a história que...'


Alerj revoga prisão e devolve mandato a deputados do PMDB
Italo Nogueira - Folha de São Paulo
O presidente da Alerj, Jorge Picciani, chega à PF na tarde desta quinta (16)

A Assembleia Legislativa do Rio decidiu nesta sexta-feira (17) revogar a prisão preventiva e o afastamento do mandato do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

A decisão de devolver o mandato aos deputados deve ser questionada pelo Ministério Público Federal. Ao decidir pela prisão, o Tribunal Regional Federal considerou o afastamento "automático". Há divergência se a Alerj tinha poder para discutir sua devolução.

Os três deputados da cúpula do PMDB-RJ se entregaram à Polícia Federal nesta quinta (16) logo após a decisão do TRF de prendê-los em flagrante. Eles foram alvos da Operação Cadeia Velha, que investiga o pagamento de cerca de R$ 500 milhões a políticos feitos por donos de empresas de ônibus.

Pesou na decisão dos cinco juízes, que decidiram pela prisão por unanimidade, a articulação dos deputados para nomear Albertassi conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Caso ele tomasse posse do cargo, o inquérito seria transferido para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que foi entendido como uma forma de atrapalhar a investigação.

Em defesa aos três suspeitos, o deputado André Corrêa (DEM) afirmou ter sido "o primeiro a ser convidado para ocupar a vaga".

Corrêa e André Lazaroni (PMDB), que defenderam os deputados presos em plenário, não discutiram o mérito das suspeitas contra Picciani, Melo e Albertassi. Afirmaram apenas que seus votos "não eram para absolver ou condenar ninguém".

"Não seremos compreendidos porque há uma sede de revolta indignação contra a classe poítica. E ela tem razão. Mas não podemos nos acovardar e não colocar com clareza aquilo que devemos obedecer: a Constituição", disse Corrêa.

"A base da denúncia é de organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral, que poucos aqui ousam defender. É uma denúncia muito grave", disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL).

O parecer para a soltura dos três deputados foi de autoria do deputado Milton Rangel (DEM), aprovado por quatro votos a dois na Comissão de Constituição e Justiça.

Votaram contra a prisão e o afastamento do mandato, além do relator, os deputados Chiquinho da Mangueira (Podemos), Rosenverg Reis (PMDB) e Gustavo Tutuca (PMDB). Foram favoráveis à manutenção da decisão do Tribunal Regional Federal Luiz Paulo (PSDB) e Carlos Minc (sem partido). O deputado Rafael Picciani (PMDB), filho do presidente da Alerj, se absteve.

A votação na CCJ foi feita a portas fechadas. A medida foi proposta pelo deputado Chiquinho da Mangueira (Podemos) aprovada por 4 a 3.

Encaminhado o convite pelo meu querido Carlos Aquino: Técio Lins homenageado pela Paraíba.


Um petralha levando canetada...


STF escancarado
O Antagonista

Os ministros do STF que escancararam as portas da cadeia para todos os criminosos com mandatos eletivos agora estão tentando recuar.

Alexandre de Moraes quer que o acórdão do julgamento do STF especifique que a mamata só vale para senadores e deputados federais.

E Marco Aurélio Mello, que soltou até o goleiro assassino, disse para o UOL:

“Você tem cláusulas na Constituição Federal que são exclusivas, não são de repetição obrigatória. E se transportarem para a Constituição do Estado ou para a Lei Orgânica do município, se houver questionamento, vamos decidir”.

A capa do jornal cajazeirense Gazeta do Alto Piranhas


Um marido obediente...

Dizem que o diálogo entre mulher e marido foi assim:

Mulher: amor, vai no mercado e compra uma roupinha pro nosso cachorrinho...
Marido: hômi, esqueça isso, Fica ridículo...
Mulher: não, meu bem, e fica um charme. Vamos fazer o seguinte: tome esse dinheiro, compre a roupinha e o resto pode comprar de cerveja...

E o marido fez tudo direitinho...o Totó ficou uma beleza.

OMISSÃO
Mãe é presa após idoso estuprar suas filhas
G1
Para a polícia, homem usava doces para atrair crianças

Uma dona de casa, de 39 anos, foi presa em Santa Isabel por omissão. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo delegado Carlos Alberto de Oliveira durante as investigações, após um idoso ter sido flagrado na casa dele, de cuecas, com as duas filhas dela – irmãs gêmeas de 11 anos.

Uma das meninas estava nua e a outra de calcinha. Segundo a polícia, a mulher presa, que é mãe das meninas, recebia cestas básicas e deixava as crianças na casa do suspeito e, às vezes, não mantinha contato por dias.

A prisão foi cumprida na última terça-feira. A mulher foi encaminhada na mesma noite ao 1° DP de Guarulhos e aguarda, na carceragem pública, uma transferência para a cadeia feminina.

Segundo o delegado, a prisão preventiva não tem prazo e até hoje nenhum advogado tinha assumido a defesa da dona de casa. O flagrante do idoso com as crianças foi no dia 21 de outubro, desde então ele está preso.

De acordo com a polícia,a mãe tinha conhecido o idoso na igreja e ele usava doces para atrair as crianças.

As crianças foram levadas para um abrigo e a mãe das meninas só procurou a Polícia Civil para prestar depoimento depois que a matéria foi veiculada na imprensa.Além disso, havia indícios de que a mãe planejava deixar a cidade.

“Comecei a apurar porque, como pode as filhas irem para um abrigo por causa de uma situação delicada e a mãe só procurar a polícia dois dias depois? Como pode a mãe nem visitar as meninas no abrigo? Durante o inquérito, perguntei à ela se era comum as meninas ficarem na casa do suspeito, se ela não ligava para ver se estava tudo bem. Ela disse que não tinha como ligar na casa. Mas ela podia ter ido até lá a pé, ela morava há um quilômetro da casa”, detalhou o delegado.

Ainda de acordo com ele, a família ganhava cestas básicas do autor. “A mãe não se dava o trabalho de desconfiar dele. Deu muita liberdade e tinha pouco interesse em conhecer e entender o que na verdade estava acontecendo”.

O delegado entrou com um pedido de prisão preventiva por omissão, conforme prevê o artigo 13 do Código Penal. “Esse trecho explica que quem omite tem tanta responsabilidade quanto quem pratica o crime. A omissão exerce uma responsabilidade no mesmo nível”, destacou.

De acordo com a lei, a proteção da dignidade sexual está dividida entre as vítimas maiores e menores de 14 anos. O menor de 14 anos tem uma proteção especial da lei brasileira em casos de estupro e por isso está inserido na categoria de vulneráveis.

Com essa idade, é proibida qualquer conduta sexual, com ou sem consentimento. A lei também protege quem não pode oferecer resistência ao estupro, seja por possuir deficiência mental ou por estar em uma situação vulnerável, como sob o efeito de drogas.

Além da conjunção carnal com a vítima, a prática de atos libidinosos também configura o estupro. Portanto, qualquer ato com sentido sexual praticado com alguém sem seu consentimento, até mesmo um toque íntimo, hoje é considerado estupro pela lei.