segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Contas públicas: a hora da verdade cada vez mais próxima 
Sem enfrentar o obstáculo da rigidez orçamentária, voltaremos aos tempos da hiperinflação 
Por Maílson da Nóbrega - Veja.com
O governo pode sanar as dificuldades simplesmente imprimindo dinheiro: seria a receita para a hiperinflação

A arrecadação federal de agosto superou as expectativas. Cresceu quase 11% em relação ao mesmo mês de 2016. Se a tendência se mantiver, será um grande alívio para as combalidas finanças públicas, mas em breve pode faltar dinheiro para quase tudo no governo. Isso decorre da irresponsabilidade fiscal da Constituição de 1988 e da elevação real do salário mínimo nos governos FHC e Lula, que geraram uma trajetória fiscal insustentável. As despesas cresceram 6% ao ano além da inflação e acima da expansão do PIB. Não poderia dar certo. 

Os gastos obrigatórios, particularmente os previdenciários, cresceram ainda mais. Ao longo do tempo, houve redução de despesas não obrigatórias, mas isso foi insuficiente para evitar o aumento da participação daqueles gastos no orçamento federal. Desde 1988, resolvia-se o problema mediante elevação de tributos. Agora, com o teto dos gastos, a verdade começa a emergir. Além disso, elevar impostos permanentes é uma ação cada vez menos aceitável, ainda que possamos assistir a algum aumento temporário. 

Ao mesmo tempo, ficou impossível compensar o aumento dos gastos obrigatórios com cortes de outras despesas. Segundo o jornal Valor da última sexta-feira, os gastos obrigatórios já representam 105% da receita líquida do governo federal. Eram 72,6% em 2010. As despesas do INSS atingiram 8,6% do PIB (eram 2,5% do PIB em 1988). Equivalem a 44% das despesas primárias da União. Para Rubens Penha Cysne (Estado de S.Paulo, 16/9/2017), “apenas o crescimento vegetativo dos aposentados, acrescido às regras atuais de crescimento do salário mínimo, sugere gastos da ordem de 9,7% para essa rubrica em 2025”. 

Em oito anos, os gastos previdenciários ocuparão, desse modo, 58% das despesas primárias. Se nada for feito, as despesas obrigatórias representarão, então, 120% ou mais das despesas primárias federais. A situação fiscal entrará em colapso antes disso

Sem reformas como a da Previdência, que reduzam a rigidez orçamentária, atividades essenciais do setor público ficarão à míngua. Hoje falta dinheiro para emitir passaportes, operar a Polícia Rodoviária, manter a pesquisa científica e por aí afora. Recursos para mais investimento, nem pensar. Espera-se que essa situação dramática convença a classe política da necessidade de aprovar duras reformas fiscais. 

Governos que podem emitir dinheiro, como é o nosso caso, não quebram. Resolvem problemas fiscais insolúveis via inflação, que costuma evoluir para a hiperinflação. 

O maior desafio do novo presidente eleito em 2018 será o de liderar mudanças para evitar o mergulho do país no desconhecido. Os primeiros sinais dessa dura realidade começam a aparecer. Não dispomos de muito tempo para agir.

Um bêbado "Cantando na Chuva", na cena clássica de Gene Kelly...Vejam o vídeo.

video


Chega a ser assombroso que, em um século 21 já à beira da maioridade, ainda exista quem escreva (e quem publique) um livro com as seguintes propostas:

- Substituição dos poderes Legislativo e Executivo por mecanismos de democracia direta;
- Confisco dos aparelhos de produção, que passariam a ser geridos pelos próprios trabalhadores;
- Gestão coletiva dos recursos públicos;
- Restrições ao direito de propriedade privada.

Pois é. Coisas assim são defendidas em “Só mais um esforço”, de Vladimir Safatle (Três Estrelas, 144 pgs. R$ 29,90).

Professor de Filosofia na USP, Safatle escreve no estilo característico dos acadêmicos de Ciências Humanas no Brasil: em um tom pomposo e falsamente profundo, pontuado aqui e ali por ironias e citações poéticas. Cita René Char e “Deus” nas epígrafes e dedica o livro, pretensiosamente, “aos que estão a ponto de emergir”. Percebe-se que ele escreve olhando de cima, impressão reforçada pelas fotografias do autor. Seu texto é um convite para que o leitor usufrua de sua superioridade moral e intelectual.

Mas, apesar das credenciais acadêmicas acumuladas em 44 anos de vida, a mentalidade é de um adolescente que sonha transformar o mundo abolindo a propriedade privada dos meios de produção e entregando o poder a conselhos populares. Safatle prega o conflito e debocha de qualquer política de conciliação entre as classes sociais. Faz tudo isso ignorando a História, ou dela selecionando apenas o que reforça sua narrativa pseudo-radical. Como um Nero da pós-verdade, acha que tocar fogo em Roma é a solução para os nossos problemas. É sugestivo que o título do livro homenageie o Marquês de Sade, que também escreveu que a tolerância é a virtude do fraco.

Logo na primeira página, o autor afirma que o Brasil está “completamente à deriva” depois de um “golpe parlamentar” (acho que ele está falando do processo de impeachment chancelado pela Constituição e pelas ruas, tomadas por milhões de brasileiros cansados de corrupção e incompetência). É mesmo? A inflação estava em 10% e crescendo, hoje está abaixo de 3%; o PIB encolheu 7,2% em 2015 e 2016 e volta a crescer; o desemprego, que aumentava de forma galopante, já começa a cair. E é agora que o país está à deriva?

Safatle critica o lulopetismo não por ter destruído a economia brasileira, jogando milhões de brasileiros no desemprego, trazendo de volta a inflação de dois dígitos e provocando a maior recessão de nossa História (e as vítimas preferenciais desse processo são os pobres e oprimidos que o autor acredita representar, vale lembrar). Ele critica o lulopetismo não pelos escândalos de corrupção em série a serviço de um projeto de perpetuação no poder. Ele critica o lulopetismo porque acha que tudo isso foi pouco.

Safatle não sabe, mas não é somente um agente de doutrinação da Universidade com Partido. É ele próprio uma vítima da doutrinação promovida por seus próprios professores em sala de aula, em seus anos de formação. E é este o gênio do sistema de uma Educação aparelhada e voltada para a consolidação de uma nova hegemonia, no sentido gramsciano da palavra: professores doutrinam sem saber que estão doutrinando. Bastam 20 ou 30 anos para que tudo esteja dominado.
O autor propõe uma “refundação” da esquerda. Já ouvimos isso antes: a esquerda precisa se reinventar. Concordo. Caso não queira fazer feio, uma reinvenção é urgente – mas, seguramente, não será aquela que Safatle propõe. Resumindo: “Só mais um esforço” é só mais um esforço para tentar vencer, na narrativa, uma luta perdida no Poder Legislativo, no Poder Judiciário e nas ruas.
GTE e agentes da Delegacia de Cajazeiras estouram Boca de Fumo nesse sábado
Policiais Civis do GTE e da Delegacia de Cajazeiras prenderam na manhã desse sábado (23) por força de mandado de prisão o popular Lucas Silva Ponchete, vulgo "Capeta", de 21 anos.

Durante as buscas na casa, que fica localizado no bairro da Esperança, os agentes localizaram um revólver calibre 38, dez munições do mesmo calibre, 40 gramas de uma substância semelhante a crack e aproximadamente dois mil reais em notas de variados valores, além de materiais para embalagem da droga.

Durante a operação foi apreendido um menor que, segundo informações, toca terror no bairro da Esperança e, para mostrar o grau de periculosidade, usava uma imagem de "Palhaço' em sua porta para amedrontar populares da comunidade.

O menor e Lucas, (vulgo Capeta) foram encaminhados com a droga e os objetos aprendidos a delegacia de Cajazeiras para serem apresentados ao delegado de plantão para as medidas que requer o caso.

É pra fazer o coraçãozinho, vovô...


Brasileiro que fez sucesso com 'cover' de Pink Floyd cobra até R$ 5 mil por show 
O ESTADO DE S.PAULO
Cachê aumentou mais de 12 vezes após vídeo de Gleyfy Brauly ser compartilhado por Nick Mason, baterista da banda 
Gleyfy Brauly, de Altos (PI), faz sucesso com covers inusitados na internet. 

Gleyfy Brauly diverte as redes com seus covers de músicas famosas e com seu inglês bastante peculiar e, recentemente, foi compartilhado até pelo baterista do Pink Floyd, Nick Mason, com o vídeo Another Brick in the Wall. 

"Eu fiquei chocado, um baterista de tanta importância. Eu fiquei muito emocionado mesmo", contou Brauly ao E+. Ele também foi compartilhado pelo DJ norte-americano Alok recentemente. 

Tamanho prestígio tem rendido a Brauly aparições em programas televisivos e até maior lucro. Há pouco mais de um mês, o show do cantor custava de R$ 300 a R$ 400. Agora, quem quiser contratar Gleyfy tem de desembolsar no mínimo R$ 2 mil para festas particulares, mas o valor pode chegar a R$ 5 mil para bares ou até mais para cantar em eventos maiores. 

O cantor mora na cidade de Altos, região metropolitana de Teresina (PI) e começou a cantar há cerca de dois anos. "Comecei a cantar à noite, em bares. Eu era criticado, mas mesmo assim várias portas se abriram, Deus me abençou". 

O piauense conta que os vídeos começaram nos próprios bares. "Meus fãs me viam nos barzinhos, filmavam e me enviavam os vídeos. Aí eu comecei a postar na internet", relembra.


Adeus, Pipoqueiro!

Morreu na manhã desta segunda (25), em Cajazeiras, Manuel Viana, “O Pipoqueiro”
BlogdoFurão

No início da manhã desta segunda feira (25) faleceu no HRC (Hospital Regional de Cajazeiras) o popular Manuel Viana, mais conhecido como “O Pipoqueiro”. Viana era uma figura pitoresca e se destacava pelas suas inúmeras ligações para as emissoras de rádios da cidade, sempre expressando as suas opiniões sobre os mais variados assuntos, principalmente política.

O pipoqueiro sofria a algum tempo de uma forte diabetes, tendo seu quadro de saúde se agravado nos últimos meses, motivo pelo qual deixou de fazer suas intervenções no rádio sempre acompanhadas do chavão dos locutores “pipoca Manuel”.

De forma simples, Manuel Viana que era cearense radicado em Cajazeiras, sempre buscou a defesa dos direitos e benefícios para a zona sul da cidade, que perde agora uma forte voz popular.

A família de Manuel Viana os mais sinceros votos de condolência e pesar do Blogdofurão.

Os votos de Temer foram exatos 54.501.118! Os petistas cravaram nas urnas...


Michel Temer pode extraditar Cesare Battisti
O Antagonista

O terrorista Cesare Battisti pode ser extraditado para a Itália.

Diz O Globo:

“Condenado à prisão perpétua na Itália e mantido no Brasil após decisão de Lula em seu último dia de governo em 2010, Cesare Battisti corre o risco de perder o direito de permanecer no país.

Em sigilo, o governo da Itália apresentou pedido para que Michel Temer reveja a decisão de Lula.”

O terrorista no Planalto

O pedido do governo italiano para que o terrorista Cesare Battisti seja extraditado está no Palácio do Planalto.

Segundo O Globo, ele “já foi submetido a uma primeira análise técnica. Agora, cabe à consultoria jurídica da Presidência da República emitir um parecer.

Até agora a gestão de Temer não encontrou problemas jurídicos que impeçam uma nova decisão sobre o caso.”

Expulse o terrorista, Temer

O Globo diz que dois ministros já deram sinal verde para o pedido do governo italiano de extraditar Cesare Battisti: Torquato Jardim e Aloysio Nunes Ferreira.

Michel Temer, porém, “prefere ficar longe do tema. E, neste momento, não deve haver decisão, apesar das pressões”.

Qual é o sentido de proteger um fugitivo condenado por terrorismo?

Faça um bem a si próprio, Temer

Se Michel Temer resiste a ouvir Torquato Jardim e Aloysio Nunes Ferreira sobre a expulsão do terrorista Cesare Battisti, está na hora de conversar com Elsinho Mouco.

Vai fazer um bem danado à imagem de Temer reverter a decisão de Lula e finalmente mandar o assassino Battisti para uma prisão italiana.

É vergonhoso o nível do "jornalismo" praticado pela Rede Globo em seu Fantástico - O Show da Vida´.

Em uma matéria sobre a liminar que "autoriza a cura gay" - o programa convenientemente ignorou a ata e a nota do juiz onde ele afirma que *homossexualidade não é doença*, mas que a decisão estava baseada na liberdade profissional - o programa da Globo entrevistou pelo menos CINCO pessoas contrárias a liminar: uma pessoa com uma história pessoal, um psicólogo, um advogado, o CFP e um militante.

Quem o programa foi ouvir do outro lado? Só a autora da ação, cuja edição do programa deixou claro porque ela fez bem em não falar: a ideia era justamente deturpar o que a autora falaria para encaixar na narrativa do programa.

Para completar, a "matéria" foi apresentada como "cura gay é charlatanismo", em mais um exemplo de "imparcialidade" do programa.

Você pode ser contra o tal tratamento e acreditar que ele não funciona - eu, leigo, acredito que não funciona, o que não significa que não defenda a liberdade para quem quiser buscá-la - mas daí a fazer uma reportagem canalha e claramente manipuladora vai uma longa distância.

O que precisamos curar mesmo é a sem sem-vergonhice "jornalística" da principal televisão do país.
A estrela bandida
Quem é Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Nem e principal suspeita de arquitetar a retomada da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Mesmo foragida, ela exibe nas redes sociais cenas de sua vida luxuosa
Thais Skodowski - IstoÉ
A glamourização do crime chegou ao limite do impensável: a nova estrela das redes sociais é uma foragida da Justiça. Danúbia de Souza Rangel, 33 anos, é mulher do traficante Nem e condenada a mais de 20 anos de prisão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção ativa. Na semana passada, ela voltou a estampar as páginas dos jornais após ser despejada da Rocinha, no Rio de Janeiro, pelo traficante Rogério 157 – ex-parceiro de Nem e atual soberano do morro. A situação serviu para evidenciar o lado exibicionista da criminosa. Dadá Rangel, como é conhecida, conta com dezenas de perfis em redes sociais, além dos que são administrados por fãs-clubes que levam os nomes de “Diva Dada Rangel” e “Danubianáticas Rangel”. Uma conta veiculada a ela no Instagram ganhou mil seguidores só nos últimos dias. Ousada, ela zomba da polícia nas legendas de fotos de biquíni “Fase ruim nenhuma vai me derrubar”. Já no Facebook, em uma página com o nome dela, está escrito que “Foragida sim, de boa também”.
“Foragida sim, de boa também” Danúbia Rangel, em rede social

Ambiciosa e de gostos luxuosos, a loira entrou no mundo do crime muito antes de conhecer Nem. Primeiro foi casada com Luis Fernando Sales da Silva, o Mandioca, do Complexo da Maré. Com ele teve Beatriz, que morreu aos 14 anos em decorrência de uma pneumonia. Após a morte de Mandioca, o escolhido foi o traficante Marcélio de Souza Andrade, também morto pela polícia. As mortes dos maridos renderam o apelido de Viúva Negra, substituído quando ela conheceu Nem e passou a ser a Xerifa da Rocinha. Condenada pela Justiça em março do ano passado, era considerada foragida apesar de permanecer no lugar mais óbvio: a própria Rocinha.
SENSUAL A loira que não gosta de ficar escondida até zomba da polícia nos comentários de suas fotos

A INVASÃO

Foi de dentro da comunidade que a ex-primeira dama do tráfico arquitetou com o marido, preso em uma penitenciária de segurança máxima em Rondônia, a invasão da Rocinha. A ideia de Nem era retomar o poder do lugar, que está nas mãos de Rogério 157. Os dois eram aliados, mas romperam no ano passado. O ataque ocorreu na madrugada de domingo, mas o bando de Nem não teve sucesso. A polícia entrou na comunidade na segunda-feira. Ao todo, quatro pessoas foram mortas e três moradores ficaram feridos.
Culpa do Trump
O presidente dos EUA veio ao mundo para assumir os pecados da humanidade. Ele é culpado, agora, de ameaçar a Coreia com a bomba atômica
Por J.R. Guzzo - Veja.com
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião sobre a reforma das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York 

É curioso. Até alguns dias atrás, qualquer pessoa com a sua atividade cerebral razoavelmente em ordem seria capaz de jurar que quem ameaçava os inimigos, os vizinhos ou o resto do mundo com um ataque nuclear era a Coreia do Norte. Disparou um míssil que sobrevoou o Japão – e se passou de um lado para outro, poderia muito bem cair dentro. O foguete não era um buscapé; era uma bomba atômica. Antes disso, o ditador coreano, indivíduo até agora considerado realmente capaz de detonar armas nucleares de ataque, ameaçou sabe-se lá quantas vezes bombardear os Estados Unidos e quem mais lhe desse na telha. Faz isso há meses, aliás. De repente, vai se ver o noticiário e ficamos informados que quem ameaça a Coreia, e possivelmente o resto da humanidade, é Donald Trump – sim, ele mesmo, o presidente dos Estados Unidos. O que houve com “a narrativa”, como qualquer mané adora dizer hoje, a respeito de qualquer coisa? Houve que Trump anunciou o seguinte: a Coreia do Norte será “destruída totalmente” se jogar uma bomba atômica no país que ele preside.

Ninguém é a favor de um horror desses, é claro – a não ser o próprio ditador da Coreia, caso se acredite no que ele diz. Mas a ameaça passou a ser Trump. O perigo agora é ele. Quem põe em risco a paz mundial é ele. O governante irresponsável é ele. O maluco beleza é ele. Tudo é ele. E o outro? Parece que já não vale mais. Não é “à ganha”; é “à brinca”. Deve ser só o gordinho sinistro dos gibis. No fundo, ele não quer fazer mal a ninguém, coitado. Problema, mesmo, é esse Trump. Daqui a pouco, a continuar assim, teremos a CNBB, as classes artísticas brasileiras e os militantes dos direitos humanos lançando manifestos em solidariedade ao povo da Coreia e exigindo um boicote mundial contra os Estados Unidos.

A primeira página do jornal Extra


No jornal Lance: grande vitória do Fogão e o G6


Os destaques do jornal Correio Braziliense


Na capa d'O Liberal


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

- FolhadeSãoPaulo: Merkel vence, mas direita ultranacionalista avança

- Globo: União anuncia R$ 200 milhões para eventos na cidade do Rio

- Extra: Imposto de guerra penaliza os mais pobres

- Estadão: Trocas partidárias batem recorde e geram atrito na base

- ValorEconômico: Cresce o número de falências no setor de açúcar e etanol

- ZeroHora: Capital gasta mais tapando buraco do que em asfalto novo

- EstadodeMinas: A briga pela calçada

- CorreioBraziliense: Coreia do Norte: regime ensina as crianças a idolatrar Kim e as bombas

- CorreiodaBahia: Vitória e Bahia: só alegria

- JornaldoCommercio: Mais vagas para empregos temporários

- DiáriodoNordeste: Maioria das cidades do Ceará tem saldo positivo de vagas

- CorreiodaParaíba: Servidores dos HUs anunciam paralisação e não descartam greve por tempo indeterminado

domingo, 24 de setembro de 2017

A matéria de capa do jornal O Estado de São Paulo de hoje. Um resumo sobre a situação criminal de Lula

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo - O Estado de São Paulo

CONDENADO A 9 ANOS E 6 MESES DE PRISÃO, RÉU EM 6 PROCESSOS E DENUNCIADO EM 2, EX-PRESIDENTE É SUSPEITO POR CRIMES DE CORRUPÇÃO, LAVAGEM, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA, OBSTÁCULOS EM SUA TENTATIVA DE BUSCAR UM TERCEIRO MANDATO EM 2018
A Operação Lava Jato e seus desdobramentos ampliam o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dificultam ainda mais seu plano de disputar um terceiro mandato na eleição de 2018. Condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão no caso triplex do Guarujá, réu em seis ações penais e denunciado em outros dois casos, o petista agora é alvo de seis procedimentos de investigação criminal abertos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Curitiba, São Paulo e Brasília.

As novas apurações podem resultar em processos na Justiça por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e obstrução a investigações. Com as investigações em curso e os processos na Justiça contra o ex-presidente, partidos de esquerda já traçam caminhos alternativos à disputa presidencial. Caso o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, confirme a sentença de Moro, de julho, o petista pode até ficar inelegível.

O principal ponto de partida das novas investigações são os acordos de colaboração dos executivos da Odebrecht, homologados pelo Supremo Tribunal Federal em janeiro deste ano. As informações colhidas pela força-tarefa da Lava Jato e documentos entregues pelos delatores geraram frentes de apurações em três estados.
Em São Paulo, os procedimentos instaurados desde julho deste ano tratam de supostos pagamentos em benefício do filho caçula do ex-presidente, Luís Cláudio, por meio da contratação de uma empresa de eventos esportivos, ao repasse de uma mesada a seu irmão Frei Chico e de desvios na construção da Arena Corinthians, o Itaquerão.

Os investigadores em Brasília apuram uma suspeita de obstrução da Justiça. Emílio Odebrecht, patrono da empreiteira, e o ex-diretor da empresa Cláudio Melo Filho relataram à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente e o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) atuaram no governo Dilma Rousseff para edição de uma Medida Provisória (MP 703/2015) que possibilitasse que a empresa fizesse um acordo de leniência sem a intervenção do Ministério Público. A medida beneficiaria diretamente a construtora e outras investigadas.

São apurações que chegaram a ser enviadas à Curitiba, mas depois foram redistribuídas, a partir de julho, por decisão do ministro Edison Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Paraná. Em Curitiba, a capital da Lava Jato, há duas frentes abertas: uma para apurar fraudes e corrupção em negócios do setor petroquímico relacionados à Braskem e outra, a mais avançada, para investigar doações ao Instituto Lula e pagamentos por palestras via Lils Palestras, Comunicação e Eventos – empresa aberta por Lula em 2011, após deixar a Presidência.

No caso dos benefícios para a Braskem, empresa que tem Odebrecht e Petrobrás como maiores acionistas, são investigados também a ex-presidente Dilma e os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci – que negocia um acordo de delação premiada com o MPF.

As novas frentes de investigação abrangem os períodos de presidente, entre 2002 a 2010, e de palestrante, à partir de 2011. São suspeitas que buscam identificar propinas arrecadadas para o partido e também para benefício pessoal e da família.
Família. As apurações enviadas para São Paulo contra Lula decorrem das revelações de “contrapartidas” dadas pelo empresário Emílio Oderecht ao ex-presidente e seus familiares em troca de negócios e boas relações com os governos do PT. Supostos acertos que resultaram em uma ‘conta corrente” de propinas que a empresa teria mantido com Lula e o PT, confessa pelo ex-ministro Antonio Palocci, no dia 6 de setembro, que admitiu em juízo ser o responsável pelo gerenciamento dos valores – que teriam chegado a R$ 300 milhões – e incriminou o ex-presidente.

Uma das apurações em andamento na força-tarefa da Lava Jato paulista, criada em julho, é o de ajuda financeira da Odebrecht para o filho de Lula Luís Cláudio Lula da Silva montar a empresa Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, que montou uma liga de futebol americano no Brasil. O acerto teria sido feito, segundo os delatores, entre Emílio e o petista, em 2011, em troca de sua atuação para melhorar a relação do filho Marcelo Odebrecht com a presidente Dilma.

“Procurei dar, como se meu filho fosse, um processo de formação e de empreendedorismo para que ele pudesse montar aquilo que ele desejava e tivesse sucesso”, disse Emílio, em seu termo de delação 30. O empresário diz que indicou o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar para cuidar do assunto.

Também delator, Alexandrino deu detalhes dos repasses que são ponto de partida das investigações. “Lembro que minha primeira reunião com Luis Cláudio Lula foi em 16 de janeiro de 2012.” Trataram do início dos negócios da Touchdown. “Era um relacionamento com contrapartida.”

Os delatores entregaram registros dos pagamentos feitos durante três anos, que totalizaram cerca de R$ 2 milhões, por meio de uma empresa que já prestava serviços para a Odebrecht. “Na área de marketing já tínhamos como um fornecedor nosso a Concept, que nos apoiava em nossas estruturas dos estádios de futebol. A nosso pedido, a Concept prestou serviços para a Touchdown, empresa de Luis Cláudio, e mediante pagamento efetuado por uma das empresas do Grupo Odebrecht.”

O executivo explicou que a Odebrecht pagava 90% de um contrato anual de R$ 700 milpara a Concept, que tinha como beneficiário a Touchdown. O delator diz que o acordo inicial era de ajuda mensal por dois anos, mas os repasses continuaram por mais um, pois os negócios do filho de Lula não teria “decolado”.
Mesada irmão. Lula também pode ser denunciado em 2018 pelo pagamento de propinas para seu irmão mais velho, José Ferreira da Silva. A apuração parte da revelação da Odebrecht de que durante 13 anos (2003 a 2015) repassou a Frei Chico, como é conhecido, uma “mesada” em nome das “boas relações” da empresa com o ex-presidente. Os valores seriam entregues em dinheiro vivo pelo ex-executivo Alexandrino Alencar em encontros em locais públicos de São Paulo, como shoppings e restaurantes.

Seriam R$ 5 mil mensais, entregues a cada três meses. Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, que chefiou o chamado departamento de propinas da empreiteira, confirmou que os valores para repasse saíram do setor. Nas planilhas do departamento da propina da Odebrecht, ele tinha o codinome “Metralha”. Frei Chico foi militante do Partido Comunista e um dos responsáveis por levar Lula para a política e para o sindicalismo.
No material enviado para São Paulo, estão três registros de pagamentos do Setor de Operação Estruturadas da Odebrecht para Frei Chico, ou “Metralha”, como prova de corroboração. São valores de R$ 15 mil, supostamente feitos em 2008. Em dois deles, constam as senhas “Amora” e “Palmito” usadas nas retiradas dos valores.

Alexandrino, que era próximo de Lula, afirmou que o ex-presidente “sabia” dos pagamentos. O caso também foi enviado inicialmente a Moro, mas depois redistribuído para São Paulo, por Fachin, que afirmou na petição: “Narram os executivos que os pagamentos eram efetuados em dinheiro e contavam com a ciência do ex-presidente, noticiando-se, ainda, que esse contexto pode ser enquadrado ‘na mesma relação espúria de troca de favores que se estabeleceu entre agentes públicos e empresários’”.

Obstrução. Em Brasília, Lula caminha para sua primeira vitória na batalha judicial imposta pela Lava Jato. O MPF considerou não existirem provas para uma condenação do petista no processo em que é acusado de obstrução de Justiça decorrente da delação premiada de Delcídio Amaral, no episódio de suposta compra do silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. A Justiça julgará nos próximos dias a ação e o ex-presidente deve ser absolvido. O episódio, no entanto, não encerra as acusações contra ele por supostamente tramar contra a Lava Jato. Duas frentes pode resultar em novos processos penais e enfraquecer seu discurso de que foi o presidente que mais combateu a corrupção no governo.

Lula é alvo de um pedido de investigação enviado a Curitiba e depois remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, por suposta participação ilícita na edição da Medida Provisória 703/2015. A MP permitiria que a Odebrecht e outras investigadas buscassem acordos de leniência com a Controladoria Geral da União (CGU), órgão do governo, excluindo a necessidade de delações dos executivos com o Ministério Público Federal (MPF).

A MP foi editada em novembro de 2015 por Dilma, mas não foi convertida em lei, após forte reação do MPF e de entidades, que alegaram que ela inviabilizaria novas delações e prejudicariam a Lava Jato. Meses depois, a Odebrecht iniciava tratativas para seu acordo que envolveu 77 executivos e Lula seria alvo de condução coercitiva e buscas, na 24ª fase da Lava Jato, deflagrada em 4 de março de 2016.

Emílio Odebrecht e Cláudio Melo Filho, alto executivo do grupo, relataram que buscaram Lula e Wagner, após a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015, e conseguiram que por intermédio dos dois petistas que a ex-presidente Dilma editasse a medida atendendo seus interesses.
Lula também foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) no dia 6 de setembro junto com Dilma por suposto crime de obstrução à Justiça, ao combinarem a nomeação do ex-presidente como ministro da Casa Civil – fato revelado em grampo, em que os dois foram flagrados acertando a entrega de sua nomeação – para atrapalhar a Lava Jato. O STF ainda vai decidir se aceita a denúncia, se arquiva ou remete para a primeira instância.

Líder. Antes do final do ano, Lula pode ser novamente condenado por Moro e virar réu acusado de ser o líder da organização criminosa que em seu governo e no governo Dilma desviou mais de R$ 2 bilhões em propinas ao partido, o PT, e em benefício pessoal dos envolvidos, graças a desvios e corrupção em contratos da Petrobrás e de outros órgãos federais.

No dia 6 de setembro, Lula foi denunciado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot em uma de suas últimas “flechadas” no cargo – ele passou o bastão no dia 17 para Raquel Dodge. A denúncia do chamado “quadrilhão do PT” imputa ao petista papel de figura central no esquema de fatiamento de cargos estratégicos do governo, com políticos do PT, PMDB e do PP, para arrecadação de propinas.

Outro obstáculo à vista no caminho de Lula rumo a 2018 é a nova sentença que deve ser dada pelo juiz Sérgio Moro, onde foi condenado pela primeira vez em julho por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo de propina de R$ 3 milhões da OAS, no caso tríplex do Guarujá.

Com o término da fase de instrução da ação penal em que é acusado de receber propina de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, de forma dissimulada na compra do terreno para o Instituto Lula e do apartamento para a família em São Bernardo do Campo, em 2010, Moro deve decidir se condena ou absolve o petista até novembro. A confissão do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Lula e Casa Civil/Dilma Rousseff) e dos executivos da Odebrecht aumentaram as chances de condenação do ex-presidente nesse processo, segundo membros da força-tarefa e advogados.

Lula é réu em Curitiba ainda em uma terceira ação penal, que trata de suposta propina paga pela Odebrech e OAS nas reformas do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP) – que a Lava Jato diz ser do petista e ele nega. Esse processo está ainda em fase inicial e deve ser julgado no início de 2018.

Na última semana, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, no Distrito Federal, abriu novo processo em que ele é acusado de vender em 2009 uma MP para beneficiar montadoras de veículos – caso da Operação Zelotes, que compartilha dados com a Lava Jato. Nessa mesma vara, Lula será julgado por crime de tráfico de influência no governo Dilma para beneficiar empresas do setor automotivo, com a edição de outra MP, e na compra de caças suecos pelo governo.
Pré-campanha. Interrogado pela segunda vez como réu da Lava Jato em Curitiba, na quarta-feira, 13, Lula deixou claro que as denúncias do MPF, processos e eventuais condenações não serão obstáculos intransponíveis no seu caminho em busca de um terceiro mandato presidencial.

Amparado pelos números das pesquisas que o colocam à frente em todos os cenários e no embalo da caravana ao Nordeste, em que colocou nas ruas sua pré-campanha – prometida na primeira vez que esteve diante de Moro, em 10 de maio -, o ex-presidente trabalhará para evitar que o cerco que se fecha contra ele na Justiça torne insustentável seus planos eleitorais, antes mesmo do processo de escolha dos candidatos pelos partidos, em julho.

Com ênfase na defesa de que ele virou um perseguido político e que só cortes internacionais poderiam julgados de forma isenta, Lula busca frear movimentações internas do PT, que passaram a trabalhar pela necessidade de um nome de segunda via para a disputa presidencial, ao mesmo tempo que tenta uma nulidade nos processos e nas investigações, que derrubem o quadro de suspeitas e condenações contra ele.

O ex-presidente nega todas as acusações contra ele e a família, sustenta que os procuradores da Lava Jato empreendem uma “caça às bruxas” para imputar lhe falsamente papel de liderança no bilionário esquema de corrupção descoberto na Petrobrás e que seus delatores mentem.

Nos tribunais, o criminalista Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente nos processos, tem questionado a isenção dos julgadores, como Moro, e apontado ilegalidades processuais e investigativas – até agora, sem sucesso efetivo. A defesa também levou pedido à Organização das Nações Unidas (ONU) para que interfira no caso.

Para lembrarmos doces anos de nossas vidas. Em Cajazeiras, o Jovem Clube, especialmente. Everything I Own, Bread.

Agora, 'quanto pior melhor', pode!

PT tenta boicotar acordos entre a China e o Brasil
Jogando contra
Gabriel Mascarenhas - Veja.com

O PT está trabalhando para boicotar os acordos entre a China e o Brasil. Emissários de Lula cobram fidelidade do partido comunista chinês e exigem que ele  não feche negócios com Temer.
Efraim Filho defende debate sobre o Estatuto do Desarmamento
Com Assessoria

O deputado federal paraibano e líder do Democratas na Câmara dos Deputado Efraim Filho defendeu em entrevista a ampliação do debate sobre o fim do Estatuto do Desarmamento. “Temos que ouvir a sociedade, o Congresso não pode ficar inerte a uma reivindicação popular, é uma pauta que tem que ser discutida”. Afirmou.

“Estamos diante de um apelo popular, a enquete sobre o tema no site da Câmara chegou a 86.93% pelo fim do estatuto do desarmamento contra 12,44%, estamos diante de um fato incontestável e o congresso deve avançar nesse debate e responder para sociedade da melhor maneira, como deve se dar essa revogação, não falo em permitir a compra de armas de forma indiscriminada e sem critérios, mas facilitar a aquisição, bem como o porte e posse da arma de fogo para quem desejar”. .

Efraim Filho disse que a Polícia faz um bom trabalho no combate a criminalidade, mas destacou que há um intervalo de tempo entre chamar a Polícia e o socorro chegar ao local. “Eu respeito quem concorda com o desarmamento, mas eu acho que o cidadão tem que ter o direito de auto defesa dentro de casa, não pode andar na rua armado, mas deve cuidar da segurança de sua família de bandidos e marginais, porque o maior motivo de violência hoje é que os bandidos pensam que vão entrar nas nossas casas e nos encontrar desarmados e indefesos”, justificou.

Ele continuou dizendo que o armamento da população não deve acontecer de forma desordenada, “tem que ser feito um curso com a Polícia e para que as pessoas tenham acesso ao registro para comprar arma de forma legal, não é para comprar em porta de rua, mas legalizado e assim poder defender sua família”, finalizou.

Quer roçar, é? Pois então, lá vai...

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Não seja intrometido! Deixe o povo em paz...

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O trunfo é pau!

LAVA-JATO
LAURO JARDIM - OGlobo
Somam 130 os anexos da superdelação de Léo Pinheiro. Foi tudo tratado com a equipe de Rodrigo Janot. No entanto, será fechada por Raquel Dodge. Será (se realmente vingar) a primeira delação arrasa-quarteirão de sua gestão — tem de Lula a Aécio Neves, passando pelo Judiciário e TCU. Depois dessa, ninguém ousará duvidar das intenções de Raquel.
Um diagnóstico sensato 
Editorial O Estado de S. Paulo

Os tempos de crise colocam obstáculos à reflexão objetiva dos assuntos. Tudo parece ficar distorcido. Nesse ambiente, ganham especial importância as vozes que conseguem jogar luzes sobre os reais problemas nacionais. Sem um diagnóstico claro é difícil construir soluções efetivas. Nesse sentido, merece atenção a análise do Judiciário e de suas instituições que vem sendo feita pelo desembargador federal Fábio Prieto, ex-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3.ª Região e, desde o mês passado, juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Em recente participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, Fábio Prieto abordou um tema que é considerado tabu na Justiça – as deficiências da reforma do Poder Judiciário. Entre outros efeitos daninhos, a reforma de 2004 gerou um sistema de Justiça com quatro conselhos – Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho da Justiça Federal (CJF), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Essa estrutura é cara e, ainda por cima, disfuncional. “O teto salarial foi fixado, mas até hoje não foi respeitado”, lembrou o desembargador. Além disso, o próprio sistema de controle é pouco transparente. O relatório Justiça em Números, do CNJ, cujo objetivo é justamente apresentar à população a realidade do Judiciário, não divulga os gastos do CNJ e dos outros conselhos.

Fábio Prieto não ameniza o diagnóstico: a reforma de 2004 instalou um modelo corporativo-sindical no Poder Judiciário e no Ministério Público. A seu ver, uma prova dessa desordem são as regras de composição dos quatro conselhos. Seus membros não representam o povo brasileiro, e sim os juízes, os promotores, os advogados. E essa disfuncionalidade do modelo ainda dá margem para novos e mais graves desvios, como ficou patente na tentativa de uma associação de procuradores de impor ao presidente da República a obrigação de indicar o procurador-geral da República a partir de uma lista por ela elaborada. “Precisamos recompor a integridade e a autoridade do Poder Judiciário e do Ministério Público”, disse Fábio Prieto.

O alerta é importante. Há um equívoco, cada vez mais frequente, de confundir associação de juízes ou de procuradores com a própria instituição pública. O Ministério Público não é composto pela reunião das diversas associações de procuradores. Tal confusão, reduzindo as instituições a meras corporações, é uma grave perversão do Estado, que deixa de atender a população e ao interesse público para cuidar tão somente de alguns interesses privados.

Para preservar e resgatar as instituições, o desembargador lembra uma realidade fundamental: muito se avançará se cada agente do Estado cumprir seu respectivo dever constitucional. No caso dos juízes, seu trabalho é proferir sentenças. Mas até o momento parece que se percorre o caminho inverso, com muitos juízes fora de suas funções originais. O CNJ indica que, em 2016, havia 1.187 juízes afastados para outras funções. O mesmo problema afeta o Ministério Público.

Ao final do programa, o desembargador Prieto fez uma recomendação pouco ouvida nos dias de hoje. “Nós precisamos banir do nosso vocabulário a expressão ‘os políticos’, senão nós não teremos cidadania”. O hábito de igualar todos os políticos conduz à irresponsabilidade, tanto dos representantes como dos representados. Faz falta justamente o oposto – que cada um cuide muito bem do que lhe compete. No caso do cidadão, escolher bem quem terá o seu voto. No caso das autoridades, zelar pelo interesse público.

Se alguém tem dúvidas sobre o diagnóstico de Fábio Prieto, basta ler recente texto do desembargador Paulo Dimas, que assegura que os juízes paulistas não recebem penduricalhos, mas tão somente quatro categorias de rendimentos: a remuneração paradigma, as vantagens eventuais, as vantagens pessoais e “gratificações e indenizações”. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, imerso em considerações corporativas, não parou para pensar no absurdo que é um juiz ter quatro “categorias de rendimentos”.
Quem me conhece sabe que eu jamais seria machista, diz dono da Riachuelo
JOANA CUNHA - Folha de São Paulo
Flavio Rocha, dono da Riachuelo

Após ser surpreendido por uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte, pedindo R$ 38 milhões em indenização por questionamentos em contratos de fábricas terceirizadas, o empresário Flavio Rocha, dono da Riachuelo, se abriu nas redes sociais nos últimos dias.

Queixou-se da intervenção do órgão, dizendo que o "cerco" prejudica mais o trabalhador do que a Riachuelo, que pode continuar crescendo e levando os empregos para outros países e Estados.

As reclamações, que ele direcionou a uma procuradora especificamente, repercutiram na rede, gerando protestos de procuradores, mas também manifestações de apoio de funcionários.

Leia a entrevista de Flavio Rocha à Folha.
*
Folha - A que o senhor atribui este caso do Rio Grande do Norte?
Flavio Rocha - É um caso da hiperregulação, do intervencionismo estatal distorcendo, em prejuízo do trabalhador, o funcionamento do livre mercado de trabalho. Até 2008, a Guararapes tinha 20 mil trabalhadores em Natal e 90% da roupa vendida na Riachuelo era feita em Natal e Fortaleza. Com o fechamento do cerco, e exigências que afetavam a competitividade, enquanto a Riachuelo ficou cinco vezes maior, essa participação diminuiu e hoje é menos de 20% –são 7.000 funcionários.

O sr. diz que o MPT persegue a terceirização?
A posição do MPT do RN sempre foi contrária à terceirização. E como havia uma brecha jurídica aí, era realmente uma zona nebulosa.

Nosso planejado inicialmente era ter fornecimento de 300 fábricas no Estado. Só tiramos o pé porque começou toda essa pressão policialesca de invadir fábrica. Mesmo assim, o que existia de incerteza deixou de existir porque a lei de terceirização é clara. Não tem mais vácuo jurídico a ser preenchido. Aí surgiu uma nova tese, que foi abraçada pelo MP que é essa subordinação estrutural, que tenta invalidar a terceirização sem que tivéssemos afrontado nenhuma lei.

Em cima disso fomos autuados em R$ 38 milhões, mais a exigência de assinar as carteiras de 4.000 funcionários de 60 fábricas terceirizadas. E tem fábricas dessas que atendem outras empresas. Como vou assinar carteira de todo mundo, se lá está passando peça de outros?

O caso é emblemático porque toca também no machismo. A procuradora que o sr. critica na internet é uma mulher. Se fosse homem, teria feito as mesmas provocações?
Quem me conhece jamais me consideraria machista. Somos uma empresa que valoriza as mulheres. Me referi a conceitos. Tudo ocorreu com um post didático que fiz quando teve a autuação, tentando mostrar relações de causa e efeito: esses nove anos de pressão e exigências que extrapolavam a legislação não tinham feito nenhum mal à Riachuelo. Mas tinham feito grande mal ao trabalhador.

Depois o sr. colocou um pedido de desculpas.
Não foram pelos meus posts que a coisa esquentou. Eu não esperava a erupção de solidariedade. Esse grito estava atravessado na garganta de tanta gente. Depois dessa consideração, que fiz: 'dra, isso que a senhora está fazendo está atingindo é o trabalhador', veio muita coisa agressiva. E não queria estar liderando essa enxurrada. Vieram coisas agressivas, inclusive machistas, mas que absolutamente não estavam no meu conteúdo.

Outra questão bem atual deste caso: é difícil administrar nosso comportamento na internet?
O que eu apaguei, e me arrependi, é porque fiz um raciocínio aritmético: que o efeito negativo desse cerco regulatório, desse esforço do Ministério Público do Trabalho em ser reconhecido como o mais rigoroso, em vez de trazer benefícios, tinha trazido um prejuízo maior do que os cinco anos de seca. O que se perdeu: a fábrica da Coteminas, quatro fábricas da Alpargatas, dois terços da Guararapes. Tem 20 fábricas que foram embora, que desistiram, porque ninguém tem o amor pelo Rio Grande do Norte que eu tenho. Eu talvez tenha sido ingênuo. Deveria ter ficado calado, como meu pai me aconselhou. Ele falou: 'deixa para lá, a gente vai para outro lugar'. Ele se cansou de sofrer.

Numa entrevista que o sr. deu em 2015, disse que acabou o "eleitor súdito de pires na mão para o Estado" e nasceu um "eleitor-consumidor-cidadão". Esse apoio que o sr. recebeu agora de trabalhadores que estão protestando é fruto dessa mudança de cultura?
Sim. Em uma cidade como esta onde teve a manifestação, São José do Seridó, antes, na época do Bolsa Família e do Funrural, ela era uma achatada pirâmide social, onde o fiel da balança eleitoral são 60% da base da pirâmide. Um salário mínimo diferencia uma pessoa, dá uma dignidade, a coloca num grau de cidadania mais elevado. Essa transformação se deu em cidades com essa. São pessoas que têm a sua dignidade, seu salário, compram sua moto, sua casa.

Medo de perder o emprego também conta para o apoio.
Nada mais legítimo. Mesmo porque a ameaça é concreta e está aí. Isso gerou essa indignação contra o que seria o protetor aos trabalhadores.

Como estão as suas pretensões políticas? Vai ser candidato em 2018?
Zero. Não tenho. Mesmo porque eu tenho consciência das minhas limitações. Talvez tenha havido uma certa confusão porque eu tenho falado muito o que eu acredito sobre a triste figura do "empresário-moita". Essa omissão causou uma tomada de poder por uma elite burocrática que se apoderou do Estado e gerou essa cadeia de coisas ruins para a competitividade, que pode paralisar o país. Mas agora, com esse novo eleitor que vota diferente, que tem uma visão de Estado diferente, a mudança está vindo. Nesse episódio do Rio Grande do Norte ficou desmoralizado o conflito artificial anos 50 marxista do patrão contra o empregado. A solidariedade dos nossos funcionários: o hashtag "mexeu com o meu painho mexeu com nós tudinho".

O nome do sr. tem sido defendido por empresários. O sr. está mesmo fora de 2018?
Eu não sou egoísta a ponto de dizer: "Ah, isso vai mexer com a minha privacidade" ou "não porque vai me tirar da minha empresa". É porque eu não acho que eu seja convocado para qualquer função diferente desta. Eu acho que estou numa cadeira que pode ser mais importante do que a cadeira de qualquer governador do Estado.

Como o sr avalia a situação do presidente Michel Temer?
Foi um visionário quando tirou do bolso do colete, antes de a gente enxergar esses ventos liberalizantes, o melhor plano de governo. Picareta é quem gosta do Estado grande. Merece um crédito de confiança quem está lutando para diminuir o Estado. Vai entregar um governo saneado ou com condições melhores.
O cerco à Rocinha
Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Os traficantes cariocas dispõem de uma topografia favorável, enraizamento social e fonte permanente de financiamento: a venda de drogas

Quem leu Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, e Abusado (2003), de Caco Barcellos, traça um inevitável paralelo entre a iniquidade social que deu origem ao povoado de Canudos, no sertão baiano, e a do Morro Dona Marta, na encosta de Botafogo, no Rio de Janeiro. Os Sertões conta a história de Antônio Conselheiro, um líder messiânico; Abusado, a de Marcinho VP, um traficante carioca. O soldado do tráfico é um jagunço urbano. Euclides de Cunha fez a cobertura da quarta campanha de Canudos (1896-1897) para o jornal O Estado de São Paulo. Seu livro, porém, escandalizou a opinião pública. Além de revelar a miséria e o abandono dos habitantes do interior do país, desnudou o despreparo do Exército para lidar com a situação.

Na terceira campanha contra Canudos, o coronel Moreira César, que havia reprimido a Revolução Federalista (1893-1895) e fora enviado pelo presidente Prudente de Moraes para acabar com a rebelião, liderou um desastre. Com canhões Krupp e armas de repetição, seus 1.300 soldados invadiram o arraial de 5 mil casebres com facilidade. Os jagunços não ofereceram resistência, bateram em retirada para os arredores, na caatinga, de onde fustigaram as tropas federais durante a noite. Moreira César foi morto por uma bala traiçoeira e a tropa se desorientou, perdida entre palhoças incendiadas. O tenente-coronel Tamarindo, que assumira o comando, ordenou a retirada: “É tempo de murici; cada um cuide de si!”. A fuga virou carnificina:

“Concluídas as pesquisas nos arredores, e recolhidas as armas e munições de guerra, os jagunços reuniram os cadáveres que jaziam esparsos em vários pontos. Decapitaram-nos. Queimaram os corpos. Alinharam depois, nas duas bordas da estrada, as cabeças, regularmente espaçadas, fronteando-se, faces volvidas para o caminho. Por cima, nos arbustos marginais mais altos, dependuraram os restos de fardas, calças e dólmãs multicores, selins, cinturões, quepes de listras rubras, capotes, mantas, cantis e mochilas…(…) Um pormenor doloroso completou essa encenação cruel: a uma banda avultava, empalado, erguido num galho seco, de angico, o corpo do tenente-coronel Tamarindo.

Era assombroso… Como um manequim terrivelmente lúgubre, o cadáver desaprumado, braços e pernas pendidos, oscilando à feição do vento no galho flexível e vergado, aparecia nos ermos feito uma visão demoníaca.”

O massacre
Em resposta, o ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, mandou para Canudos duas colunas com mais de 4 mil homens. De janeiro a setembro, o Exército penou. O próprio Bittencourt foi para a região organizar as linhas de suprimento e o cerco a Canudos. A morte de Antônio Conselheiro, possivelmente por disenteria, facilitou a vitória do Exército, que prometeu liberdade aos que se entregassem, mas bombardeou o arraial impiedosamente. Homens, mulheres e crianças foram degolados, a “gravata vermelha”. O corpo de Antônio Conselheiro foi exumado, decapitado e queimado. Mais de 12 mil soldados de 17 regiões do Brasil participaram do massacre de 25 mil pessoas. Mais tarde, as revelações de Euclides da Cunha levaram a jovem oficialidade a engrossar o Movimento Tenentista.

As Forças Armadas cercaram a Rocinha na sexta-feira. Têm homens treinados e equipados no Haiti para esse tipo de operação, mas enfrentam uma realidade diferente da caribenha, principalmente porque não estão numa ilha nem dispõem do mesmo amparo legal para intervir. Os traficantes cariocas dispõem de uma topografia favorável, enraizamento social e fonte permanente de financiamento: a venda de drogas. Estão em situação muito melhor do que os jagunços na caatinga. Um confronto aberto resultaria numa tragédia. O cerco à Rocinha é uma missão difícil, de resultados até agora pífios. Parece até ironia, mas as favelas do Rio receberam esse nome por causa dos casebres dos soldados que lutaram em Canudos e foram morar no Morro de Providência.
NOITE DE AUTÓGRAFOS
DELEGADO MIGUEL LUCENA LANÇA LIVRO SOBRE O DESCONTROLE DA CRIMINALIDADE
EM NOITE DE AUTÓGRAFOS, LUCENA RECEBEU AMIGOS E ADMIRADORES
DiáriodoPoder
NO RESTAURANTE CARPE DIEM, NA ASA SUL, LUCENA FOI PRESTIGIADO POR AMIGOS E ADMIRADORES DE SEU TRABALHO

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal Miguel Lucena lançou, na noite desta quinta-feira (21), seu livro ‘Desembestados - descontrole da criminalidade’. O policial, que também é jornalista, realizou uma noite de autógrafos, no restaurante Carpe Diem, na Asa Sul, onde foi prestigiado por amigos e admiradores de seu trabalho.

Nos agradecimentos, Lucena cita o jornalista Cláudio Humberto e a esquipe do portal Diário do Poder, onde é colaborador com artigos verdadeiros e destemidos sobre assuntos que vão além da segurança pública.

O lançamento atraiu pessoas de segmentos diversos da sociedade: de estudante a padre, passando por dirigentes do Sindicato e da Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal, todos foram matar a curiosidade sobre o conteúdo da obra e cumprimentar o autor.

Estiveram presentes personalidades como o jornalista Hélio Doyle, os presidentes do Sindicato e da Associação de Delegados do DF, Rafael Sampaio e José Werick, além de Benito Tiezzi, ex-presidente do Sindepo; o secretário-executivo do Ministério da Educação, Ricardo Coelho, e o padre Getúlio Alencar.

No livro, Lucena aborda a ação delinquente das pessoas que perderam os freios morais do medo, da vergonha e da culpa. Ou seja, não há medo de punição. “Dei a essas pessoas o nome de desembestados, capazes de todas as indignidades”, explica. No mundo dos desembestados, de acordo com o autor, não há mais temor em relação às autoridades terrena (a lei) e divina.

Segundo Lucena, ninguém assume a responsabilidade por nenhum ato praticado. “O homem espanca a mulher e põe a culpa na bebida. O bandido arranca a cabeça da vítima e alega que perdeu a cabeça. O adolescente infrator mata para roubar e diz que a vítima é a culpada por ter se recusado a entregar o celular. O pedófilo alega que a criança ficou se insinuando para ele. E grande parte da intelligentsia nacional arranja desculpa para todos os atos antissociais, dizendo que o criminoso é vítima sociedade injusta”, completa.

Vendas
Os livros expostos à venda foram todos adquiridos na noite de autógrafos. Os interessados em comprar um exemplar devem procurar, a partir de terça-feira (26), as lojas da Livraria Cultura, no DF e em outros estados.