terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


Na capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: Marco Aurélio, do STF, afasta Renan do comando do Senado

Globo:  Com Renan fora, governo já teme por teto de gastos

Extra: Renan Calheiros é afastado da presidência do Senado

Estadão: STF afasta Renan Calheiros e comando do Senado fica com o PT

ValorEconômico: Viana diz não saber se mudará a pauta, mas PT já pressiona contra a PEC do teto dos gastos

ZeroHora: Saída de Renan da presidência abre guerra por votações no Senado

EstadodeMinas: Renan: afastado

CorreioBraziliense: A suprema derrota do poderoso Renan

- ATarde: Réu, Renan é afastado da presidência do Senado

- JornaldoCommercio: Renan: réu e agora enfraquecido

DiáriodoNordeste: STF afasta Renan da presidência do Senado

CorreiodaParaíba: Renan é afastado

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O protesto nas ruas fez efeito: fora, Renan!

Ministro do STF afasta Renan da presidência do Senado
Marco Aurélio Mello atendeu ao pedido do partido Rede Sustentabilidade
Noticiasaominuto


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acaba de ser afastado da presidência da Casa, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

O ministro atendeu pedido do partido Rede Sustentabilidade e entendeu que, como Renan Calheiros virou réu, não pode continuar no cargo em razão de estar na linha sucessória da Presidência da República. As informações são do portal G1.

"Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de Senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros. Com a urgência que o caso requer, deem cumprimento, por mandado, sob as penas da Lei, a esta decisão", diz trecho da liminar.

Marco Aurélio deverá levar a decisão liminar (provisória) a referendo do plenário do Supremo, o que ainda não tem data.
Cubanos viram as costas durante funeral de Fidel
Ilisp

Uma imagem que repercutiu nas redes sociais e que tem sido ignorada pela grande imprensa nacional, mostra um protesto de cubanos que viraram as costas durante a passagem do féretro de Fidel Castro.

A imagem foi registrada no último sábado (03), em Santiago de Cuba, na chegada do féretro que levava a urna com as cinzas do ditador. De acordo com o El País, o protesto foi organizado pela oposição. “Todos os funerais de tiranos são muito parecidos, é só olhar um pouco a história”, escreveu o ativista José Daniel Ferrer, da Unión Nacional Patriótica de Cuba. “A imprensa oficial diz que há pouca gente na rua porque as pessoas estão reclusas em sua dor. A verdade é que existe medo, muito medo”, disse por sua vez a jornalista crítica Yoani Sánchez, diretora do jornal digital 14 y medio.

Sem os erros do PT
Editorial Estadão

Ao facilitar o pagamento da outorga na nova rodada de concessão de aeroportos, governo procura evitar exigências excessivas e oferecer condições mais atraentes para investidores

Ao facilitar o pagamento da outorga na nova rodada de concessão de aeroportos – que inclui os de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis –, o governo Temer procura evitar a repetição dos problemas financeiros que as exigências excessivas impostas pelo governo Dilma Rousseff nos leilões anteriores criaram para as concessionárias, algumas das quais se declaram sem condições de fazer os pagamentos devidos neste ano. Ao mesmo tempo, o governo oferece condições mais atraentes para os investidores, o que tende a acirrar a disputa e, assim, assegurar mais receita para o Tesouro. Trata-se de uma mudança notável em relação aos métodos e às práticas do governo anterior.

Dominada pela ideologia estatizante, a administração lulopetista só aceitou conceder a investidores privados a responsabilidade por serviços públicos quando a falta de capacidade financeira e a incompetência gerencial do governo ameaçaram levar esses serviços ao colapso. Mas, mesmo quando foi forçado a reconhecer a necessidade do capital privado na manutenção, melhoria ou expansão de serviços antes mantidos pelo setor público, especialmente na área de infraestrutura, o governo do PT o fez de maneira a limitar seu rendimento e seu campo de ação.

No caso dos aeroportos, o governo Dilma elevou excessivamente os valores mínimos de outorga e impôs condições de pagamento que assegurassem receitas imediatas, o que forçou as concessionárias a se comprometerem com pagamentos pesados no início da concessão. Além disso, os vencedores foram obrigados a aceitar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) como sócia, com 49% do capital do grupo, o que limitou sua capacidade de gestão.

As oportunidades então identificadas pelos investidores os convenceram de que, apesar das exigências, o negócio era rentável. Mas a recessão em que o País mergulhou reduziu drasticamente o movimento nos aeroportos e, consequentemente, a rentabilidade esperada pelos investidores. A participação, em diversos consórcios vencedores, de empresas envolvidas nas investigações conduzidas pela Operação Lava Jato acrescentou mais problemas às concessionárias. O consórcio que venceu a disputa pelo Aeroporto do Galeão – arrematado em novembro de 2013 por R$ 19 bilhões, com ágio de 294% sobre o valor mínimo – anunciou há algum tempo que não tem como pagar a parcela anual de R$ 900 milhões. O grupo é liderado pela Odebrecht, investigada pela Lava Jato.

Estimadas anteriormente em R$ 4,108 bilhões, as outorgas dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis tiveram seu valor mínimo reduzido para R$ 3,01 bilhões. Do valor oferecido, os vencedores da disputa – marcada para o dia 16 de março de 2017, na BM&FBovespa – deverão pagar à vista apenas 25%. Disporão de cinco anos de carência para iniciar o pagamento do saldo de 75%, em parcelas anuais crescentes.

A redução do valor mínimo da outorga terá, como contrapartida, o compromisso dos novos concessionários de assumir o custo do plano de demissão voluntária dos funcionários da Infraero que hoje trabalham nos aeroportos que serão concedidos.

A carência de cinco anos tende a aliviar o caixa das novas empresas operadoras dos aeroportos num período em que são maiores as exigências de investimentos. Nas concessões anteriores, as empresas vencedoras se queixavam de que os pagamentos vultosos que eram obrigadas a fazer no período inicial da concessão reduziam sua capacidade de investimentos, o que as sujeitava a punições pelo não cumprimento do cronograma de obras de expansão e melhoria.

As empresas interessadas deverão comprovar experiência mínima de cinco anos na operação de aeroportos com fluxo de passageiros equiparável ao dos aeroportos oferecidos (os de Salvador e Porto Alegre registraram movimentação de cerca de 9 milhões de passageiros por ano). Essa exigência afasta o risco de empresas sem experiência e capacidade operacional adequadas assumirem esses aeroportos. 
Ex-sócio de Adriana Ancelmo comanda escola superior da OAB, entidade que protege a senhora Cabral

Gabriel Mascarenhas 
Veja.com


Agora que o Ministério Público Federal escancarou as múltiplas utilidades do escritório de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, fica dificílimo compreender como a OAB do Rio de Janeiro protege a senhora Cabral até hoje.

E por que será? Pelo menos desde 2010, até as pedras portuguesas de Copacabana sabem que o escritório de Adriana prestava serviços – muitos – às concessionárias do governo do estado.

Também não é novidade que o presidente da OAB Rio, Felipe Santa Cruz, é filiado ao PMDB, partido do ex-governador.

Mas há um outro personagem na Ordem que conhece como ninguém as assustadoras relações entre Adriana e as empresas que mantinham contrato com o governo.

O presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB-RJ é Sérgio Coelho, ex-sócio de Adriana e primeiro marido dela.

Ele atuava com a senhora Cabral durante boa parte do período em que, segundo o Ministério Público, o escritório era usado como instrumento das maiores barbaridades, a menor delas, lavagem de dinheiro.

A OAB já se debruçou sobre o conflito de interesses em questão e, à época, não viu nada feio no fato de a mulher do governador ser remunerada por empresas contratadas pelo marido dela.

Mas já há gente se coçando. Conselheiros da Ordem estão elaborando outra representação contra Adriana, mas dessa vez não vai mirar apenas no conflito de interesses.

Um 'cába' bem 'discarado'....

Xerife bandido
Líder do PT na Câmara justifica apoio da bancada às emendas pró-corrupção
Por: Augusto Nunes 
Veja.com

“A luta contra a corrupção no Brasil é parte da recuperação da cidadania e uma importante conquista da sociedade, que caminha ao lado do fortalecimento de seus direitos e garantias fundamentais. Como resultado desse movimento, o Brasil conseguiu nos últimos anos um eficaz arcabouço legal anticorrupção. A maior parte das conquistas neste campo foi introduzida durante os governos Lula e Dilma”. (Afonso Florence, líder do PT na Câmara, na nota em que tentou explicar que 54 dos 55 deputados do partido apoiaram as emendas que desfiguraram o texto original do projeto anticorrupção porque a roubalheira promovida pelo PT foi descoberta graças ao PT)
Milhares vão às ruas pelo Brasil em defesa da Lava Jato e contra Renan e Rodrigo Maia
O Estado de São Paulo


Milhares de manifestantes de centenas de cidades do País saíram às ruas neste domingo, 4, em protesto contra membros do Congresso Nacional e a favor da Operação Lava Jato. O principal alvo da mobilização é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tornou-se réu pelo Supremo Tribunal Federal por crime de peculato na semana passada. Os manifestantes também pedem a saída do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

O protesto foi convocado por grupos pró-impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, como o Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre. Segundo seus organizadores, a mobilização foi organizada depois que a Câmara aprovou, na madrugada da quinta-feira passada, mudanças no pacote de medidas de combate à corrupção. A primeira delas foi a inclusão da previsão de punir por crime de abuso de autoridade magistrados, procuradores e promotores. Tanto a magistratura como membros do Ministério Público interpretaram a iniciativa como tentativa de intimidar a força-tarefa da Lava Jato. Após reação negativa de grande parte do Judiciário, inclusive da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, Maia saiu em defesa da soberania da Câmara.


Em São Paulo, os manifestantes se concentram na Avenida Paulista desde as 13h. A Polícia Militar não divulgou o número de participantes. Havia bonecos infláveis de Renan e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado de carros de som comandados pelo MBL e VPR. A atriz Regina Duarte foi aplaudida após discursar contra a corrupção no local. Apesar dos gritos contra políticos, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) foi tietado na Paulista. Sobre o movimento "Fora, Renan", ele afirmou que não se pode "finalizar" a discussão e que "o Senado é maior do que isso". Em discurso no carro de som do MBL, Fernando Holliday, que se elegeu vereador pelo DEM este ano, disse ter vergonha de ser do mesmo partido de Maia.

Em Brasília, a manifestação começou por volta das 10h e se encerrou ao meio-dia, com o início da chuva. A Polícia Militar do Distrito Federal estimou que, no auge do protesto, estiveram presentes 5 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. A manifestação foi tranquila e não houve registros de ocorrências. 

A maior parte dos cartazes e palavras de ordem foram direcionadas a Renan. Os manifestantes pediam a saída imediata do presidente do Congresso, rechaçavam a votação do projeto que muda a Lei de Abuso de Autoridade, agendada para a próxima terça-feira, 6, e pediam agilidade do STF nas ações contra o peemedebista. Renan é investigado em nove inquéritos ligados à Lava Jato, fora a ação penal por peculato acolhida na última semana. Em contrapartida, não houve registros de manifestações direcionadas a Michel Temer.

No Rio, manifestantes carregavam cartazes e faixas de apoio à Operação Lava Jato, ao juiz Sérgio Moro, ao Ministério Público e à Polícia Federal. "Todo o poder emana do povo. O povo brasileiro está reunido para dizer não aos corruptos, a esses incompetentes que enfiaram o Brasil nesse buraco sem fundo", bradou o humorista Marcelo Madureira, do alto do caminhão de som do movimento Vem Pra Rua-RJ. Organizadores estimaram em 600 mil o número de presentes, enquanto agentes de segurança que acompanham o protesto calcularam extraoficialmente a adesão de até 400 mil.

Entre os gritos de guerra dos manifestantes estavam "Fora Renan" e "Lula na cadeia". Em meio à multidão, ambulantes vendiam bonecos infláveis de Moro vestido de super-herói e de Lula e da presidente cassada Dilma Rousseff trajando uniformes de presidiários. "A imundície chegou a um ponto insuportável. Não adianta deixar o Temer, porque ele é vice da Dilma", disse Hélio Marcus, militar reformado da Força Aérea Brasileira, que defende uma intervenção militar no País.

Em Curitiba, cerca de 8 mil pessoas - segundo a PM - e 50 mil, conforme a organização - se reúnem em frente à Justiça Federal. Com palavras de ordem contra o governo Temer, assim como de apoio a Moro, os manifestantes usavam camisas amarelas e se mostravam irritados com a política."Nossos políticos querem derrubar a Lava Jato e não deixaremos acontecer isso", disse o comerciante Pedro da Cunha.

'Varal da vergonha'. Em Belo Horizonte, cerca de 8 mil pessoas participaram do protesto na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, contra as mudanças no projeto de lei das dez medidas contra a corrupção e a favor da Lava Jato. A estimativa do número de participantes é da organização do protesto, que tem à frente os movimentos Vem pra Rua e Patriotas. A Polícia Militar não divulgou cálculo do total de pessoas na praça. As críticas dos manifestantes se concentram em Renan e em Maia.

Na capital mineira, porém, ao mesmo tempo em que protestavam contra as mudanças no projeto de lei, os organizadores do ato criticaram ainda o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), investigado por corrupção no âmbito da Operação Acrônimo, da Polícia Federal. Uma foto do governador foi atacada com lama. O mesmo ocorreu com a de Renan Calheiros, que estava ao lado. Pimentel não se pronunciou sobre a manifestação.

Em um varal, chamado "da vergonha", foram colocadas fotos de deputados estaduais que, segundo os organizadores do ato, ainda não revelaram como deverão votar o pedido de autorização para abertura de ação penal contra Pimentel no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por conta da Acrônimo. Decisão da própria Corte determinou que a Casa se posicionasse sobre o pedido. Nessa semana, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF), deverá julgar se a autorização da Assembleia é ou não necessária.

Presença de magistrados. Em Recife, integrantes do Ministério Público e do Judiciário estiveram presentes à mobilização. Um deles foi o procurador federal, André Teixeira. "A gente tem um quarto do Congresso Nacional que ou é acusado em ações ou é réu em processos. Nas ruas nós não temos um quarto da população como réu em processo penal. Isso mostra que tem alguma coisa muito errada", analisou o procurador, que também fez críticas ao foro privilegiado, chegando a citar como exemplo o caso do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Em Fortaleza, os juízes do Ceará participaram da manifestação a favor da Lava Jato e contra a desconfiguração das medidas anticorrupção feita pela Câmara dos Deputados. Juiz da 2ª Vara Cível do Ceará, Augusto César é um dos participantes do ato em Fortaleza, na Praça Portugal. Para ele, o Congresso Nacional está querendo acabar com a Lava Jato. "Investigar toda a magistratura é uma forma clara de retaliação à Lava Jato."

O Palácio do Planalto, a presidência da Câmara e do Senado, principais alvos dos protestos, publicaram notas em que apoiam o caráter democrático das manifestações. O Planalto destacou que as manifestações deste domingo são pacíficas e ordeiras. "A força e a vitalidade de nossa democracia foram demonstradas mais uma vez, neste domingo, nas manifestações ocorridas em diversas cidades do país", consta na nota, divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação do Palácio do Planalto.
O pesadelo de Fidel
Luiz Felipe Pondé
Folha de São Paulo

A esquerda tem duas fases. A primeira, cujo último representante, Fidel Castro, acabou de morrer, podemos chamar de clássica ou romântica, ainda filha direta de Marx (aquele que pregava fuzilamentos sumários para frouxos e primitivos) e da moçada bolchevique, que também era chegada a métodos administrativos de fuzilamento.

Fidel comia todas, além de vesti-las de soldadas. Um sujeito que merecia respeito. Fumava charutos, algo que fala bem do caráter de um homem, apesar de ditador e cruel. Pelo menos era sincero.

A segunda, que podemos dividir em alguns subtipos, é mais acadêmica e bem-comportada. Prefere a cultura do "fitness" aos charutos. Quanto a comer todas, nem pensar! Considera isso coisa de "hétero machista". Combina com restaurante vegano e bike. Nada de gente sem doutorado, ou pelo menos mestrado. Ou que não tenha feito um curso de teatro ou dança. Se for "trans" em alguma coisa, melhor ainda. Suporta o povo apenas como "ideia" e sem nenhum cheiro de ônibus. Cultiva as rede sociais como o "lugar do indivíduo kantiano" se manifestar e sonha com um curso de cinema em Havana.

Esta segunda fase é mais múltipla, como tudo numa sociedade de mercado avançada. Ser de esquerda hoje é mais um estilo entre outros. Logo terão seu próprio menu gourmet.

A rigor, a esquerda não passa de um fetiche sofisticadíssimo de uma burguesia entediada com o próprio mundo vazio de sentido que criou, mas que é insuportavelmente confortável. Como todo fetiche, mais atrapalha do que realiza o gozo. O grande trunfo da esquerda, historicamente, é ser abstrata nas ideias e imprecisa nos fatos. Logo, não serve para nada, mas serve para masturbação vaidosa acerca da própria bondade.

Essa fase contemporânea tem alguns totens. Foucault, um sujeito muito preocupado com a própria roupa, mais dado a estilos do que a atitudes, adora bandidos e combina com seminários universitários e "coffee breaks".

Os frankfurtianos Benjamim, Adorno e Horkheimer, os melancólicos da esquerda, são de mais difícil consumo porque "negativos" e não creem na revolução vegana e de gênero.

Kant (coitado!) virou guru dos crentes e fiéis no indivíduo racional emancipado que um dia votará no PSOL como "necessidade da razão prática" (estou falando dialeto kantiano em homenagem a essa facção da esquerda contemporânea) e que, no futuro, usarão as redes sociais de forma "consciente". Essa combinação de Kant com Facebook me parece, de todas as formas de esquerda, a mais risível.

Todo mundo sabe que Kant deve ter morrido virgem para de fato crer que pessoas reais podem viver de modo tal que cada ato praticado na vida seja erguido em norma universal de comportamento (seu "imperativo categórico"). A ética kantiana é coisa séria, mas na esquerda vira #revolucionesecomkantnoface. O sujeito kantiano está morto no free shop há muito tempo.

Os deleuzianos passaram um pouco do ponto e da moda. Já que seu ícone, Maio de 68, já se sabe, era claramente uma revolução de mimados. Mas ainda dará umas teses de doutorado aqui e ali.

Tem também a moçada Badiou-Zizek, mais recente no mercado de opções, com terminologia incompreensível (lacanês), que fala que, se você for de esquerda, você gozará fazendo a revolução (a "vida verdadeira") e, por isso mesmo, não precisará de ninguém de carne e osso nas suas mãos para amar. Assimilaram um dos maiores erros do cristianismo: o amor universal à humanidade como possibilidade de afeto real.

E tem a esquerda de gênero, aquela que pensa que se você tem questões com sua identidade sexual, por consequência não existe mais mulher e homem na espécie humana. E a esquerda das bikes e dos coletivos? Pura purpurina.

Apesar de todo o mimimi com Cuba e a morte de Fidel, essa moçadinha do PSOL faria xixi nas calças se tivesse que encarar gente como Fidel e Che. Para essa moçadinha, os dois só servem como personagens ou fetiches em camisetas e canecas. Para Fidel seria um verdadeiro pesadelo ter um desses combatentes veganos em seu Exército. #revolucionesecomkantnoface é o futuro da esquerda.

THIAGO BRONZATTO - VEJA

POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO EM BRASÍLIA (DF), CANOAS (RS), PORTO ALEGRE (RS), CAMPINA GRANDE (PB) E JOÃO PESSOA (PB)

O deputado Marco Maia (PT-RS) acordou hoje com os agentes da PF batendo à sua porta

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo costuma fazer anotações num papel enquanto fala. Ao final da conversa, ele lança a folha num triturador e descarta os fragmentos numa lata de lixo posicionada embaixo de sua mesa. O intuito desse ritual, segundo pessoas próximas, é um só: evitar que os seus manuscritos caiam nas mãos erradas ou sejam coletados numa eventual operação de busca e apreensão da Polícia Federal. O que Vital mais temia ocorreu na manhã desta segunda-feira: o ministro do TCU e o deputado federal Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara, acordaram com policiais batendo à sua porta.

Alvos da nova fase da Operação Lava Jato, Vital e Maia são suspeitos de terem negociado propinas com empreiteiros que estavam na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, instalada no Congresso em maio de 2014. Naquela época, Vital era o presidente da CPMI, enquanto Maia era o relator, responsável por elaborar um relatório final sobre os trabalhos dos parlamentares. De acordo com documento da Procuradoria-Geral da República, obtido por VEJA, a busca e apreensão deflagrada nesta manhã tem como objetivo “coletar elementos probatórios comprobatórios da obstrução dos trabalhos da CPMI da Petrobras, mediante favorecimento de empresários que deixariam de ser convocados a depor”.

As investigações desse caso começaram quando o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, revelou, em sua colaboração premiada, que a CPMI da Petrobras foi utilizada para fazer negociatas. O relato do ex-parlamentar petista foi confirmado por outros delatores, como os lobistas Júlio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e executivos das empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, além de depoimentos de dirigentes da construtora Engevix.

“No curso da investigação, foram colhidos elementos indicativos da atuação direta do presidente da CPMI da Petrobras, o então senador da República Vital do Rêgo, na obstrução dos trabalhos da Comissão em benefícios de empreiteiros potencialmente investigados”, diz a Procuradoria-Geral da República.

Segundo investigadores da Lava Jato, há indícios de que Vital tenha solicitado a empreiteiros 5 milhões de reais para a sua campanha ao governo da Paraíba. A metade desse valor foi doada pela construtora OAS ao PMDB nacional, partido ao qual o ministro do TCU é filiado. A outra parte foi repassada por meio de caixa dois 2, numa transferência feita pela empreiteira à empresa Construtora Planíce, que também é alvo de busca e apreensão.

Já o deputado federal Marco Maia é suspeito de ter recebido 200 000 reais em propina em espécie. O dinheiro teria sido entregue por Júlio Camargo a um operador do ex-presidente da Câmara. O lobista disse que os recursos foram entregues a uma pessoa chamada Evandro. Depois, retificou o seu depoimento e afirmou que as quatro parcelas de 50 000 reais destinadas ao petista foram recebidas por Luiz Gerber, que também é alvo da operação deflagrada nesta manhã. O gerente de relações institucionais da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, confirmou à PF a identidade do emissário de Marco Maia, responsável por negociar pagamento de caixa 2. Luiz Gerber é pai do advogado Daniel Gerber, que defende o ex-presidente da Câmara.

Em setembro, o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, afirmou, num depoimento prestado ao juiz Sergio Moro, que Maia solicitou 1 milhão de reais para blindar a empresa na CPMI da Petrobras. “O deputado Marco Maia foi muito incisivo comigo”, disse Pinheiro. O empreiteiro disse que repassou a propina a um empresário chamado “José”, indicado por Maia.

A nova fase da Lava Jato em Brasília ocorre sete meses após o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) ter sido preso em Curitiba pelos mesmos motivos que tornaram Vital e Maia alvos de busca e apreensão nesta manhã. Gim já foi, inclusive, condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação, cometidos durante a CPMI da Petrobras em 2014. Naquela época, Gim era vice-presidente da comissão — e teria negociado, ao lado de VItal, propinas com empreiteiros que tinham contratos com a estatal. O ex-senador teria solicitado aos donos de construtoras 30 milhões de reais para evitar requerimentos de convocação dos empreiteiros para prestar esclarecimentos perante os parlamentares, segundo Otávio Marques Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez. Uma parte dessa propina teria sido paga pela OAS por intermédio de uma doação feita a uma paróquia no Distrito Federal.

Adeus, Ferreira Gullar.

TRADUZIR-SE
(do livro "Na Vertigem do Dia", 1980, ed. José Olympio)

Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Os versos de Traduzir-se musicados por Fagner. Um clássico.
Elize é condenada a 19 anos de prisão por matar e esquartejar Matsunaga

Julgamento durou sete dias e foi um dos mais longos da história da Justiça de São Paulo; jurados derrubaram as qualificadoras de motivo torpe e cruel

Felipe Resk
Estadão

SÃO PAULO – Em resultado surpreendente, a bacharel em Direito Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por ter matado e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga, executivo da Yoki, em 2012. A pena máxima prevista para os dois crimes era de 33 anos de reclusão, mas o Conselho de Sentença eliminou duas das três qualificadoras no homicídio. Apesar de comemorar o entendimento dos jurados, a defesa de Elize considerou a pena alta e vai recorrer.

Ré confessa, Elize foi ouvida em um interrogatório que durou mais de quatro horas (Foto: Felipe Resk/Estadão)

Responsável pela acusação, o promotor José Carlos Cosenzo chegou a declarar que iria considerar uma “derrota”, caso Elize fosse condenada a menos de 25 anos de prisão. O júri, no entanto, entendeu que o recurso que impossibilitou a defesa da vítima foi o único agravante do homicídio.

Os jurados derrubaram as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel. Ou seja, para eles, Elize não agiu por interesse financeiro e nem por vingança, após descobrir a traição do marido. Também não ficou provado para o Conselho de Sentença que Marcos estava vivo quando foi esquartejado.

O crime aconteceu em maio de 2012, no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Aós ser baleado na cabeça, o executivo teve o corpo cortado em sete partes, jogadas à beira de uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo.

Demora. Iniciado na segunda-feira, 28 de novembro, o julgamento durou sete dias e foi marcado por discussões e trocas de desaforos entre acusação e defesa no plenário. Várias vezes, os comentários atravessados arrancaram risadas da plateia, composta principalmente por estudantes de Direito. O júri foi mais longo do que outros casos de repercussão, como o de Suzane Richthofen, Gil Rugai e do casal Nardoni.

O juiz Adilson Paukoski, da 5ª Vara do Júri, estabeleceu pena de 18 anos e nove meses pelo homicídio qualificado, além de um ano e dois meses por destruição e ocultação de cadáver. Ele terminou de ler a sentença às 2h08 desta segunda-feira, 5.

O depoimento do médico legista Sami El Jundi, convocado pela defesa, foi fundamental para a defesa de Elize. O especialista foi responsável pelo relato mais longo do júri. Falou por mais de nove horas e foi o único dos peritos a afirmar que Marcos morreu imediatamente após ser baleado no cabeça.

Ao convencer os jurados, a testemunha afastou a hipótese de que o crime foi cometido por meio cruel – considerado pela defesa o mais difícil de reverter. Para Cosenzo, a quantidade de laudos sobre a morte de Marcos atrapalhou na decisão. “São muitos termos técnicos, é difícil para o júri acompanhar”, disse. Ao todo, 16 testemunhas prestaram depoimento.

Debates. Ré confessa, Elize foi ouvida em um interrogatório que durou mais de quatro horas, mas não respondeu às perguntas da acusação. Ela chorou ao lembrar do passado como garota de programa, da filha do casal, hoje com 5 anos, e também dos xingamentos de Marcos. “Deus sabe do meu coração. Se eu tenho de aprender mais alguma coisa, Ele sabe”, afirmou.

A fase de debates foi conturbada, com réplica e tréplica. A acusação investiu em elementos para emocionar o júri e explorou o sofrimento que a morte causou aos familiares do empresário. “Elize, quando sair do cárcere, encontrará sua Helena. Mas isso jamais acontecerá com a mãe do Marcos”, afirmou o advogado Luiz Flávio D’urso, assistente de acusação.

Já o promotor Cosenzo, que usou parte do tempo para recitar poemas e fazer reflexões sobre morte, lembrou a dimensão que o crime ganhou. “Sem as qualificadoras, ela sairá daqui na frente de vocês, como quer a defesa”, disse aos jurados. “O Brasil todo está esperando uma decisão de vocês.”

Por sua vez, os advogados de defesa tentaram reconstruir o passado humilde de Elize, como uma menina que saiu do interior do Paraná e se prostituiu para pagar a faculdade. Sustentando a tese de que ela havia reagido a uma provocação injusta, a defesa abordou questões de violência doméstica. “Nem sempre a violência é física. O olho roxo desaparece; o sentimento, jamais”, afirmou o advogado Luciano Santoro.

Santoro chegou a pedir aos jurados que considerassem Elize culpada, mas por homicídio simples. “Ela merece ser condenada, mas merece ser condenada pelo que cometeu”, disse.

Na sustentação, a defesa também jogou com a dúvida. Sustentou que haviam apenas suposições sobre a dinâmica do crime, mas que não havia provas apresentadas pela promotoria. De certo, apenas que Elize matou e esquartejou o marido – e porque ela mesmo confessou. “Aqui é lugar de certeza, e não de ‘possivelmente'”, afirmou Santoro.
URGENTE: LAVA JATO NA CASA DE MINISTRO DO TCU
O Antagonista

A PF cumpre mandado na casa do ministro do TCU Vital do Rêgo.

Juntamente com o petista Marco Maia, ele é acusado de ter chantageado o dono da OAS, Léo Pinheiro, na CPI da Petrobras.
A Constituição e os supersalários
Editorial Estadão

O maior número de servidores com supersalários está nos Tribunais de Justiça, onde 3.041 servidores judiciais receberam mais do que o teto, segundo a Rais de 2015

O mais escandaloso com relação aos supersalários do funcionalismo público não é apenas o número daqueles que acintosamente desrespeitam o teto de vencimentos estabelecido pela Constituição, hoje fixado em R$ 33.763. É, também, como mostram os últimos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, o fato de que uma maioria expressiva desses privilegiados se concentra no Judiciário – o Poder encarregado de aplicar a Constituição e garantir a segurança do direito.

Segundo os dados da Rais de 2015, o maior número de servidores com supersalários está nos Tribunais de Justiça (TJs), onde 3.041 servidores judiciais receberam mais do que o teto. O recorde foi batido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Além de concentrar o maior número de supersalários de serventuários de todos os TJs do País, a Corte só tem 1, entre seus 861 juízes e desembargadores, recebendo dentro do teto. Até a filha do ministro Luiz Fux, a desembargadora Marianna Fux, que está apenas há sete meses na magistratura, desde o segundo mês na carreira ganha acima do teto, sob a justificativa de que tem direito a receber “indenizações” que não são contabilizadas como vencimentos.

Entre os benefícios concedidos aos magistrados e servidores da Corte destacam-se auxílio-moradia, auxílio-creche e auxílio-refeição. Benefícios semelhantes também são pagos a juízes, promotores e defensores públicos em todos os Estados – há pouco, por exemplo, o Ministério Público de Sergipe decidiu pagar auxílio-alimentação a todos seus promotores e procuradores retroativo a 2004, sob a justificativa de dar a eles o mesmo tratamento que o TJ sergipano dá a seus magistrados.

Os dados da Rais de 2015 revelam que em segundo e terceiro lugares, depois dos Tribunais de Justiça, estavam os Executivos federal e estaduais, com 2,5 mil funcionários recebendo supersalários. Em sua maioria são chefes de departamento do serviço público, auditores fiscais e agentes de saúde e procuradores. Em número menor do que nos Executivos federal e estaduais, o Legislativo também tem funcionários recebendo mais do que o permitido. Na Assembleia Legislativa do Pará, quatro servidores administrativos receberam entre R$ 114 mil e R$ 118 mil mensais, em 2015. No Senado, dez senadores foram beneficiados com supersalários, no ano passado. Desse total, nove são das unidades mais pobres da Federação e alegam que, por terem sido governadores, têm direito adquirido a aposentadorias “especiais”. Alguns afirmam que, por terem se aposentado antes da Constituição de 88, não podem ser alcançados por ela em matéria salarial. “Minha pensão está respaldada pela Constituição de 1967. A Carta de 88 mudou a regra, mas a perda do direito não retroage”, diz o senador José Agripino, ex-governador do Rio Grande do Norte. Em 2009, o Tribunal de Contas da União publicou um acórdão exigindo que o Congresso respeitasse o teto do funcionalismo. Mas o Senado ignorou o acórdão, alegando que não há condições técnicas de instituir um teto nacional, uma vez que a União, Estados e municípios têm orçamentos e folhas de pagamento independentes, preservando os supersalários dos senadores.

Os beneficiários de supersalários que não são magistrados ou parlamentares ocupam cargos superiores nos Três Poderes, o que lhes permite fazer lobby para continuar recebendo vantagens indevidas, desrespeitando a Constituição. São ganhos flagrantemente ilícitos, que deixam claro como a elite da burocracia estatal usa suas prerrogativas para barganhar vantagens. “Receber salários superiores ao teto constitucional não é exatamente corrupção, mas é tão ilegal quanto”, afirma o professor de Direito Administrativo da USP Floriano de Azevedo Marques, depois de lembrar que no total, em 2015, 13 mil servidores públicos de diferentes poderes e instâncias se encontravam nessa situação.

A Nomenklatura petista e a Polícia Federal: tudo a ver!

URGENTE: PF NA CASA DE MARCO MAIA
O Antagonista

A Polícia Federal está na casa de Marco Maia em Canoas (RS). A operação corre em sigilo, mas a Rádio Guaíba confirmou a presença de três viaturas no local.

Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


No Jogo/Extra: a emoção no velório dos heróis da Chapecoense


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


Na capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Atos apoiam Lava Jato e criticam o Congresso

Globo:  Pela Lava-Jato e contra Renan

Extra: Brasil vai às ruas em defesa da Lava Jato

Estadão: Milhares vão às ruas pela Lava Jato e contra Renan

ValorEconômico: Protestos miram Renan e defendem Moro

ZeroHora: Atos criticam o Congresso e defendem Lava Jato

EstadodeMinas: Dia de luto e de protestos

CorreioBraziliense: Manifestações cobram a renúncia de Renan

- CorreiodaBahia: População vai às ruas em defesa da Lava-Jato

- DiáriodePernambuco: Congresso, Renan e Rodrigo Maia viram alvo dos protestos

OPovo: Ceará tem 27 veículos roubados por dia

CorreiodaParaíba: Mais de mil faltaram ao Enem na Paraíba

domingo, 4 de dezembro de 2016

Uma grande perda para cultura brasileira.

Morre o poeta Ferreira Gullar, aos 86 anos
A causa da morte ainda não foi confirmada. O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio
Notíciasaominuto


O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista, Ferreira Gullar morreu aos 86 anos, neste domingo (4).

A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A causa da morte ainda não foi confirmada. O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio.

Ferreira Gullar foi, sobretudo, um poeta que participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio.

Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

sábado, 3 de dezembro de 2016

A menina Jhayne Farias faz aniversário e recebe o nosso abraço de parabéns.


Todos os dias agradecemos e rogamos ao Criador a saúde, a proteção, a sabedoria, o discernimento para todas as situações enfrentadas no dia a dia da nossa sempre princesa Jhaynne Farias

Hoje seu aniversário é um dia mais que abençoado... estamos felizes com a sua chegada, com a sua alegria contagiante que amamos e intercedemos a Sagrada Família graças e bênçãos em sua vida. 

Parabéns princesinha, nós a amamos... Mainha, Popozão e Jhayminho.



Cuba pré-castrista tinha saúde e educação notáveis como os atuais 
Demétrio Magnoli
Folha de São Paulo

Na sua capa, à guisa de epitáfio, a Folha (27/11) ofereceu a Fidel Castro uma espécie de absolvição histórica: "A ditadura é reconhecida por ter melhorado as condições de saúde e educação na ilha caribenha". O mito da ditadura benigna emergiu, em formulações similares, nas declarações de FHC e José Serra, refletindo um consenso dos que, ao menos, recusam-se a elogiar fuzilamentos sumários ou o encarceramento de dissidentes. Temo estragar a festa contando um segredo de Polichinelo: a Cuba pré-castrista exibia indicadores de saúde e educação tão notáveis quanto os atuais.

Fulgêncio Batista dominou a política cubana durante um quarto de século, até a revolução de 1959. Em 1937, no seu segundo ano de poder, instituiu o salário mínimo e a jornada de oito horas, antes do Brasil (1940) e de qualquer país latino-americano. No início da segunda década da "era Batista", em 1955, a taxa de mortalidade infantil em Cuba (33,4 por mil) era a segunda menor na América Latina.

O embargo econômico dos EUA contra Batista (sim, Batista!) começou em 1957. Naquele ano, a taxa de mortalidade infantil cubana (32 por mil) estava entre as 13 mais baixas do mundo, perto da canadense (31) e menor que as da França (34), Alemanha (36) e Japão (40). Atualmente, segue baixa, mas já não está entre as 25 menores do mundo. No mesmo ano, Cuba aparecia como o país latino-americano com maior número de médicos per capita (um por 957) e a maior quantidade de calorias ingeridas por habitante (2.870).

Enquanto promovia centenas de execuções sumárias, o regime castrista conduziu campanhas de alfabetização rural tão inúteis quanto o Mobral de Emilio Médici. Como no Brasil, o analfabetismo reduziu-se quase à insignificância pelo efeito inercial da universalização do ensino básico. Mas Cuba partiu de patamar invejável: as taxas de alfabetização de 1956, quando os guerrilheiros chegaram à Sierra Maestra, colocavam a ilha na segunda posição na América Latina (76,4%), bem à frente da Colômbia (62%) e do Brasil (49%). Todas essas estatísticas estão na série da anuários demográficos publicados pela ONU entre 1948 e 1959, hoje disponíveis na internet. O jornalismo prefere ignorá-las, repercutindo a cartilha de propaganda castrista.

Batista fugiu para a República Dominicana no Ano Novo de 1959. Se, na época, a Folha aplicasse o critério que usa para Fidel, teria escrito que a ditadura de Batista "é reconhecida por ter melhorado as condições de saúde e educação na ilha caribenha". Por sorte, não o fez: Cuba não foi salva por Fidel nem pelo tirano que o precedeu. Médicos cubanos realizaram a primeira anestesia com éter em terras latino-americanas (1847), identificaram o agente transmissor da febre amarela (1881) e inauguraram a pioneira máquina de raio-X da América Latina (1907). Antes de Batista, em 1931, a taxa de mortalidade geral cubana (10,2 por mil) era menor que a dos EUA (11,1).

Governos têm importância menor que a "história profunda". Nos tempos coloniais, Cuba foi a "joia da coroa" espanhola no Caribe, um dos mais dinâmicos centros hispano-americanos, atraindo uma numerosa elite econômica e intelectual. A excelente faculdade de Medicina de Havana, os hospitais e as escolas do país nasceram no mesmo solo cosmopolita que produziu José Martí, apóstolo da independência, a Constituição democrática de 1940 e o Partido Ortodoxo, berço original do grupo revolucionário liderado por Fidel. Dia e noite já se sucediam em Cuba antes do triunfo final da guerrilha castrista, na Batalha de Santa Clara.

Frei Betto dirá que a presciente ONU falsificou preventivamente as estatísticas colhidas na era pré-revolucionária para presentear o imperialismo ianque com torpes argumentos anticastristas. Apesar dele, os malditos anuários teimam em narrar uma história inconveniente. Hasta siempre, Comandante!

'Bóra dançar, gatinha. Tá já denoitin'...


Frassales como resenhista também mostra o talento de sempre.

O marechal de costas

Francisco Frassales Cartaxo 

"Absolutamente tudo, as conchas, uma flor que se abre, a maré sulcando a areia na praia, traz de volta a Floriano a imagem de uma vagina. Ele está prestes a entrar na sala de mãos dadas ao preceptor, que prefere ser chamado de Bonaparte. Floriano vê a cortina de veludo roxo, com vincos de alto a baixo, dobrados num lábio na boca de cena, e isso também lembra uma vagina."

Assim começa O marechal de Costas, exatamente assim, com esse abominável absolutamente, na abertura do romance. Deu-me a impressão de antecipar sacanagem, quem sabe, na linha de ensaios biográficos escritos acerca de fantasias e travessuras sexuais do imperador Pedro I. Cai do cavalo. A vagina, citada duas vezes nas sete primeiras linhas, é, porém, mera indicação do tempo, adolescente, do protagonista do romance de José Luiz Passos, pernambucano radicado nos Estados Unidos. A cena inicial do livro realça tão só a frustrada experiência de ator, vivida pelo rapaz Floriano Peixoto, antes mesmo de seu ingresso na Escola Militar. O tempo, sim, é categoria com a qual o autor brinca ao longo das quase 200 páginas do livro.


O marechal de costas é o terceiro romance de José Luiz. 

Ele também escreve ensaios acadêmicos, como o Romance com pessoas, análise de personagens de Machado de Assis, seu foco central na vida acadêmica, exercida na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde ensina literatura brasileira e portuguesa.


A narrativa, em terceira pessoa, apoia-se ainda em dois personagens inominados: um professor e uma cozinheira. O narrador principal conduz a trama, usa lances selecionados da trajetória de Floriano Peixoto, guarda coerência a fatos históricos, sem recorrer a tiradas eloquentes, comuns à história oficial, mesmo quando insere o protagonista em acontecimentos marcantes, como a Guerra do Paraguai e a Revolta da Armada. De permeio, seduz o leitor com casos e personagens secundários. Exemplos? O índio uruguaio de fala arrevesada, Maximiliano Ureña, incorporado à tropa imperial como símbolo da integração no campo de batalha da tríplice aliança contra Solano López. Outra figura: o pernambucano Silvino de Macedo, um rebelde intuitivo e quixotesco que afronta a autoridade republicana e termina sendo fuzilado. 

E a cozinheira? 

O professor e a cozinheira foram criados para trazer a narrativa à atualidade da vida política brasileira, num arranjo ousado, que permite a José Luiz brincar com diferentes tempos históricos. (Até Napoleão Bonaparte entre pela janela...). A figura da cozinheira emerge para lembrar a família e a origem alagoana de Floriano. Além da matriarcal habilidade feminina na cozinha, quem sabe, o autor insinua afinidades de gênero com a presidente Dilma Rousseff que vira personagem da vida real, com direito a transcrição de trechos de suas falas, adaptados à técnica ficcional. Até o discurso feito às vésperas do impedimento de Dilma lá está, incluído de última hora!

E o professor?

O professor intervém com pedantismo, arrota erudição, cita a propósito e sem propósito autores como Adam Smith, Karl Mark, Clarice Lispector. Em resumo um chato! Perguntado por que caricaturar dessa maneira o professor, sendo ele mesmo um acadêmico, José Luiz respondeu sem ironia: vivo nesse meio, foi fácil caracterizar o personagem...

José Luiz Passos mergulhou na biografia de Floriano Peixoto e sua época. O romance respeita fatos históricos sem precisar recorrer as aspas, notas de rodapé e excessos de datas, usuais em ensaios, mas impróprios em obras de ficção.
Dilma não pediu vantagens, mas sabia tudo do petrolão, segundo delação de Odebrecht
Sonia Racy
Estadão

Acordo de leniência assinado ontem, delações na mesa, vai aqui quase direto da fonte: Marcelo Odebrecht, em sua delação premiada, livrou Dilma de crime mais grave ao declarar que a ex-presidente nunca pediu recursos para ela mesma.

Entretanto, ele foi claro ao afirmar que ela tinha, sim, conhecimento de todo o esquema da Petrobrás.

Dilma & Odebrecht 2

Assim, na avaliação de jurista conhecido, Dilma teria cometido prevaricação – e por isso poderia ser punida mesmo agora, como cidadã comum.

Como presidente, poderia estar submetida ao art. 85 da Constituição – que, em seu inciso V, considera crime de responsabilidade “a improbidade na administração”.

Que, na prática, é uma das definições da prevaricação.

'Már pia mermo': é 'gópi'! Um estado bolivariano falando em golpe só pode ser brincadeira...

Venezuela não reconhece suspensão do Mercosul e diz que é 'golpe'
ISABEL FLECK
Folha de São Paulo

Pessoas passam em frente a um muro com o dizer 'Venezuela é Mercosul', em Caracas

A Venezuela não reconheceu, nesta sexta-feira (2), a suspensão do Mercosul determinada pelos seus quatro membros fundadores na véspera e disse que esses países querem dar um "golpe de Estado" no bloco.

"A Venezuela não foi notificada conforme as normas do Mercosul e, portanto, não podemos nos dar por notificados do que se pretende fazer, que não é mais do que um golpe de Estado no seio do Mercosul", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez. "Estariam tornando o Mercosul ilegal."

O governo venezuelano recebeu, nesta sexta, a notificação assinada pelos chanceleres de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, estabelecendo que, por não cumprir a normativa estabelecida no seu Protocolo de Adesão, Caracas teria cessado "o exercício dos direitos inerentes à condição de Estado Parte do Mercosul".

Trechos da notificação assinada pelos chanceleres e que será entregue ao governo venezuelano

"Os ares golpistas chegaram ao Mercosul com um governo produto também de um golpe de Estado no Brasil", disse Rodríguez, que anunciou que seu país "como Estado parte de Mercosul e exercendo a Presidência pró-tempore" do bloco.

Terminou na quinta-feira (1º) o prazo para que a Venezuela incorporasse os 57 acordos e 1.224 normas que já estavam em vigor no Mercosul quando o país entrou definitivamente no bloco, em agosto de 2012. Até a véspera do ultimato, Caracas não tinha adotado 238 normas e 41 acordos.

O descumprimento da normativa já havia servido de argumento para que os quatro países impedissem a Venezuela de assumir a Presidência rotativa em agosto, quando se encerrou inicialmente o prazo para a adesão –os membros resolveram, em setembro, dar mais três meses.

Também em setembro, os países fundadores estabeleceram uma Presidência colegiada, mas o governo de Nicolás Maduro seguiu se considerando à frente do bloco, emitindo notas da "Presidência venezuelana do Mercosul". Caracas sempre alegou que a suspensão tem pretexto político contra Maduro.

A Argentina assumirá a Presidência do bloco no próximo dia 14.

'Aporrinha'

Em evento com empresários do setor químico em São Paulo nesta sexta-feira, o chanceler brasileiro disse que a Venezuela "aporrinha", "mas não chega a ser um fator" que atrapalhe o bloco.

A jornalistas, ele afirmou que o bloco só está "cumprindo o que já estava estabelecido". Ao ser questionado se a Venezuela estava convidada para a próxima cúpula do bloco, em 14 de dezembro, em Buenos Aires, Serra disse que "provavelmente não". Rodríguez havia dito que a Venezuela seguirá frequentando todas as reuniões do bloco "com voz e voto".

Serra disse não ver possibilidade de impacto da suspensão de Caracas no bloco: "Ela não chegou a se integrar". Ele, porém, disse que a Venezuela "não atrapalhou" o Mercosul em acordos bilaterais. "Se não houve é porque ainda estávamos numa fase de planejamento. Claro, sempre gera alguma controvérsia nas discussões, mas não pesou tanto."
AMIGO ATRASADO
DiáriodoPoder


O telefone tocou no gabinete do então líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB). Na outra ponta da linha, um homem apressado não deixava a secretária falar e diz ser grande amigo de Valdick Suassuna, irmão do senador.

- Gostaria muito de reencontrá-lo.

- Olhe, senhor, me desculpe... – tentou a secretária.

- ...sou amigo dele, sim – interrompeu o homem.

- Valdick morreu há uns quatro anos – respondeu a secretária, irritada – Só se for em sessão espírita...