sábado, 4 de julho de 2015

Dedé da Mancha, filho de João Pires, lá da Rua do Santo Antônio, em Cajazeiras, e irmão de vários amigos nossos, especialmente Luiz, Pedro, Tamunda e Curripio, acaba de falecer. À família, nossos sentimentos.


Meu amigo Dede da Mancha acaba de falecer. Que Deus coloque ele num bom lugar. Vai com Deus meu amigo, meus sentimentos à família.

A capa da Veja que está nas bancas.



Josias de Souza


Lula cutucou a paciência dos brasileiros nesta sexta-feira. Foi a um encontro da Federação Única dos Petroleiros, em Guararema (SP), e disse que não há razões para o azedume do brasileiro.

“O mau humor hoje não é gratuito. Tem gente que ganha quando caem as ações da Petrobras. Eles compram para vender na alta”, afirmou Lula, como se não tivesse nada a ver com ruína que empurrou a maior estatal do país para a gangorra da Bolsa de Valores.

“Acho que tem gente que dá notícia negativa todo dia, para criminalizar o PT e as esquerdas'', declarou Lula, como se a imprensa tivesse inventado a Operação Lava Jato com suas 18 delações premiadas. E como se Renan Calheiros e Fernando Collor, ex-controladores ocultos da Transpetro e da BR Distribuidora, fossem “as esquerdas”.

“Não há espaço para sermos negativos neste país, é só olhar o que nós éramos e o que somos hoje”, queixou-se Lula, como se vivesse num país de fábula, imune à inflação fora de controle, à paralisia econômica e à volta gradativa do desemprego.

“Estamos vivendo tempos difíceis, mas vamos consertar. E é isso que a presidenta Dilma está fazendo neste momento'', embromou Lula, como se Dilma Rousseff fosse uma presidente estalando de nova, não aquela supergerente que ele vendera em 2010, para acomodar no “volume morto'' dias atrás.

“Se vocês quiserem um brasileiro que tem orgulho da Petrobras, ele está aqui. Um brasileiro que não tem vergonha de dizer que sente orgulho da Petrobras”, vangloriou-se Lula, seis dias depois de a Petrobras ter anunciado um corte de 37% no seu plano de investimentos até o ano de 2019.

“Se alguém de dentro ou de fora fez alguma sacanagem, ou roubou a Petrobras, essa pessoa que pague”, realçou Lula, como se as petrorroubalheiras não tivessem nascido na sua administração.

“E que os trabalhadores da Petrobras não sejam punidos”, rogou Lula, como se a força-tarefa da Lava Jato não tivesse identificado e gravado a marca do Zorro na testa dos ex-diretores nomeados na gestão para privatizar a Petrobras aos interesses partidários e patrimoniais.

“O vazamento [das delações da Lava Jato] tem interesse. É para pegar alguém ou acusar um partido”, ralhou Lula, como se preferisse que a imprensa não imprensasse. Ou, por outra, como se ignorasse que o problema é o roubo, não as notícias sobre o assalto.

“A pessoa só pode ser chamada de ladrão quando provar que é ladrão, não pode criminalizar a pessoa antes de ser julgada'', ensinou Lula, como se tivesse esquecido o passado daquele sindicalista barbudo que chamava José Sarney de “ladrão”.

“A luta dos trabalhadores não pode ser eminentemente econômica. Tem que pensar em outras coisas. […] Tem de, sobretudo, defender a democracia deste país, o Estado de direito. Porque não foi fácil o que conquistamos até agora. Não podemos abdicar disso'', pediu Lula aos petroleiros, como se a democracia brasileira não estivesse funcionando bem —tão bem que suporta até a decepção de um ex-metalúrgico voando em jatinhos de empreiteiras, de um ex-PT convertido em usina coletora de dinheiro sujo, e de um ex-líder estudantil que, detido em prisão domiciliar, pede habeas corpus preventivo à Justiça para não voltar para o xilindró.
Operação Andaime: juiz converte prisões provisórias em preventivas
Fernando Caldeira

As sete pessoas presas na Operação Andaime, por força de mandado de prisão provisória, que já havia sido prorrogada uma vez e cujo prazo de 10 dias terminaria neste domingo (05), vão continuar presas sem prazo definido, pois o juiz da 8ª Vara Federal de Sousa. Marcelo Sampaio, acatando pedido do Ministério Público Federal, converteu, no final da manhã deste sábado (04), as prisões provisórias em prisões preventivas. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal – TRF, em Recife.

Agora, todos os envolvidos na primeira fase da operação andaime, em um total de 10 pessoas, estão presos preventivamente, já que desde o inicio haviam sido decretadas 03 prisões preventivas, a do construtor cajazeirense Francisco Justino do Nascimento e sua esposa Laninha Alexandre, além do engenheiro Wendel Dantas, esposo da atual prefeita de Joca Claudino, Lucrécia Adriana, inclusive, tendo a justiça negado, na sexta-feira, o pedido de revogação da prisão preventiva dos dois últimos.

Afora os três já citados, os outros sete, também, estão com preventivas decretadas, no caso o empresário Mário Messias Filho (Marinho), os engenheiros Márcio Braga, Jorge Viturino, Horley Fernandes e seu filho Arley Braga, além de Hélio Farias e Afrânio Gondim, que estão presos, na cela 15, do presídio regional de Cajazeiras
Vai faltar cerveja nos supermercados da Venezuela

O desabastecimento crônico é um dos principais problemas econômicos enfrentados pelo governo bolivariano de Nicolás Maduro

Veja.com

*Foi Galego BillyGancho quem disse...

A lista de produtos que os venezuelanos não encontrarão nas prateleiras dos supermercado acaba de aumentar. A cerveja acaba de entrar para a relação de itens atingidos pelo desabastecimento crônico que assola o país. Devido a uma disputa referente ao pagamento de contas, o presidente bolivariano Nicolás Madurou mandou fechar as fábricas da Polar, responsável pela produção de 80% das cervejas consumidas na Venezuela. Metade das cervejarias está paralisada, enquanto o restante opera com a capacidade reduzida.

Além do índice de inflação galopante que atinge a economia venezuelana, o desabastecimento de produtos básicos e de primeira necessidade nos supermercados tem provocado transtornos para a população. São frequentes os relatos de que falta leite, papel higiênico, farinha e até remédios no país. O regime chavista impôs nos últimos anos um controle rígido sobre o preço e a quantidade de produtos alimentícios e de higiene que as pessoas podem comprar, o que, na visão de especialistas, agravou o desabastecimento.
Lauro Jardim

Lula pediu “vinho francês de boa qualidade”

Em 19 de setembro de 2012, Lula viajou com uma pequena comitiva ao México, que incluía Kalil Bittar, sócio do seu filho Lulinha. Evidentemente, nada de avião de carreira.

Para o deslocamento foi alugado um Legacy 650. Quem pagou? A subsidiária americana da Odebrecht quitou a fatura de 780 000 reais.

E nada de passar aperto. No contrato com a empresa de táxi-aéreo está escrito com todas as letras que nos voos de ida e de volta não deveria faltar “vinho tinto francês de boa qualidade”.

A capa do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas.


Acabou de 'acanaiá' de vez... Se Lula for preso, a 'putaiada' é de grátis!


Para quem não conhece, Oscar Maroni é o controverso proprietário do Bahamas, a p*%ria mais famosa de São Paulo e do Brasil. Aproveitando a atual situação do Brasil, ele resolveu fazer uma promoção:

BARBADA
Se faltava algum motivo pra Policia Federal prender o Lula…

Acusado de roubo chora ao reconhecer juíza como sua amiga de escola
Redação RedeTV!

Juíza reconheceu amigo de infância em julgamento 

Suspeito de roubar um carro nos Estados Unidos, o americano Arthur Booth, de 49 anos, se emocionou durante seu julgamento, nesta terça-feira (30), depois que a juíza Mindy Glazer o reconheceu dos tempos de escola, quando eram amigos.

"Senhor Booth, tenho uma pergunta. Você frequentou [a escola] Nautilus?", questionou Glazer. Questionado, o homem não conseguiu responder e apenas repetiu diversas vezes "Oh meu Deus! Oh meu Deus!".

Booth foi preso na segunda-feira (29) após ser flagrado dirigindo um carro que teria sido usado no assalto a uma casa. Ao ser abordado por um policial, ele acelerou e acabou sendo perseguido, segundo informações da "NBC News".

"Sinto muito vê-lo aí. Sempre me perguntei o que teria acontecido com o senhor", continuou a juíza. "Ele era o garoto mais legal da escola, foi o melhor menino do ensino fundamental", acrescentou.

Diante do homem emocionado, a juíza continua: "Sr. Booth, espero que você seja capaz de mudar seu comportamento. Boa sorte", deseja ela. "Espero que você seja capaz de sair desta situação bem e tenha uma vida boa", finalizou. 

Assim que a Glazer termina sua fala, Booth tenta dizer algo, mas recebe o chamado dos policiais e deixa o local sem nada dizer. Ele ficará preso até pagar uma fiança de quase R$ 135 mil.

O vídeo do encontro entre a juíza e o réu tornou-se viral nas redes sociais. 

Assista:

O 'pixuleco' foi direto! E Vaccari ainda está 'engolindo corda' confiando que se salva da lama. Vai pegar uma cadeia braba!

A conta de Vaccari na UTC
O Antagonista

Ricardo Pessoa relatou em sua delação a existência de uma tabela chamada "controle da conta corrente Vaccari". Nela, estão todas as retiradas feitas por João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, de uma conta corrente que o empreiteiro mantinha "em decorrência das obras da Petrobras" especialmente para ele.

No total, o petista sacou 3,9 milhões de reais dessa conta.

Nem caixa 1, nem caixa 2

Politicamente, as denúncias de Ricardo Pessoa demolem Lula e Dilma Rousseff.

Do ponto de vista criminal, porém, o aspecto mais devastador para o PT é outro.

Ricardo Pessoa, como já dissemos, relatou que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, tinha uma “conta corrente” na UTC, “em decorrência das obras com a Petrobras”. E que ele retirou dessa conta corrente 3,9 milhões de reais em dinheiro vivo.

Não se trata de caixa1. Não se trata de caixa 2.Trata-se de dinheiro do roubado da Petrobras receptado diretamente pelo PT.

O receptador: Vaccari do PT

No jornal Jogo/Extra: garoto do Fogão estreia em alto estilo


Os destaques do jornal Correio Braziliense


A primeira página do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Dilma dá a Temer mais poder para negociar cargos

Globo:  Delator liga doações eleitorais ao PT a contratos com a Petrobrás

Extra: Conjunto do 'Minha Casa' recém-entregue é invadido

ValorEconômico: Massa salarial cai 10% no país em 6 meses

Estadão: Delegados da PF veem tráfico de influência de políticos na Lava Jato

ZeroHora: Sartori estuda como privatizar estatais

EstadodeMinas: Emergência

CorreioBraziliense: Pedalada em abono vai castigar os mais pobres

CorreiodaBahia: Rede da Embasa rompe e 26 áreas ficam sem água

- OPovoOperação apreende 12 mil litros de combustível adulterado no Ceará

JornaldoCommercio: Medo do desemprego só aumenta

JornaldaParaíba: Gastos de Câmaras não têm transparência

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Exclusivo: as provas que Ricardo Pessoa entregou à Justiça

VEJA desta semana apresenta os documentos e planilhas em que o empreiteiro Ricardo Pessoa registrava as transações do petrolão – entre elas o dinheiro entregue à campanha de Dilma

Robson Bonin
Veja.com

O petista Edinho Silva: achaque muito educado, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa 

O engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, é famoso por sua grande capacidade de organização - característica imprescindível para alguém que exercia uma função vital no chamado "clube do bilhão". Ele foi apontado pelos investigadores como o chefe do grupo que durante a última década operou o maior esquema de desvio de dinheiro público da história do país. O empreiteiro entregou à Justiça dezenas de planilhas com movimentações financeiras, manuscritos de reuniões e agendas que fazem do seu acordo de delação um dos mais contundentes e importantes da Operação Lava-Jato. O material constitui um verdadeiro inventário da corrupção. Em uma série de depoimentos aos investigadores do Ministério Público, Pessoa detalhou o que fez, viu e ouviu como personagem central do escândalo da Petrobras. Na sequência, apresentou os documentos que, segundo ele, provam tudo o que disse.

​​VEJA teve acesso ao arquivo do empreiteiro. Um dos alvos é a campanha de Dilma de 2014 e seu tesoureiro, Edinho Silva, o atual ministro da Comunicação Social. Segundo o delator, ele doou 7,5 milhões de reais à campanha depois de ser convencido por Edinho Silva. "O senhor tem obras no governo e na Petrobras, então o senhor tem que contribuir. O senhor quer continuar tendo?", disse o tesoureiro em uma reunião. O empreiteiro contou que não interpretou como ameaça, mas como uma "persuasão bastante elegante". Na dúvida, "para evitar entraves" nos seus negócios com a Petrobras, decidiu colaborar para que o "sistema vigente" continuasse funcionando - um achaque educado. Mas há outro complicador para Edinho: quem apareceu em nome dele para fechar os detalhes da "doação", segundo Pessoa, foi Manoel de Araujo Sobrinho, o atual chefe de gabinete do ministro. Em plena atividade eleitoral, Manoel se apresentava aos empresários como funcionário da Presidência da República. Era outro recado elegante para que o alvo da "persuasão" soubesse com quem realmente estava falando.
O documento em que Ricardo Pessoa registrou a 'doação legal' à campanha de Dilma e os nomes do tesoureiro Edinho Silva e seu braço-direito Manoel de Araujo 
Cerveró, ex-diretor da estatal, negocia fazer delação premiada

Nestor Cerveró iniciou conversas sobre um possível acordo de delação na Lava Jato

BELA MEGALE
FLÁVIO FERREIRA 
Folha de São Paulo

Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, iniciou as negociações de um possível acordo de delação premiada.

A conversa entre Cerveró, advogados da defesa, procuradores e representantes da Polícia Federal aconteceu na tarde de quarta na Superintendência da PF, em Curitiba. Pela manhã, ele havia recebido visita da esposa.

Pessoas próximas à família afirmaram que a decisão de negociar deve-se ao estado de saúde do ex-diretor. Preso desde janeiro, ele vem sofrendo ataques de pânico, apesar de tomar medicação para ansiedade e ter acompanhamento de psiquiatra.

Na quinta (25), o ex-diretor retornou do Complexo Médico Penal, em Pinhais, para a sede da PF em Curitiba, onde passou a dividir a cela com o doleiro Alberto Youssef.

'Um véi gaiato todo'!



When your Grandpa decides to humiliate the local youth. He literally has their pants down.www.footballdaily.co.uk(via ShowboatVines)
Posted by Football Daily on Domingo, 28 de junho de 2015
 
Deputados aprovam lei que limita família a "união entre homem e mulher"

Se o governador não vetar o texto, colégios ficam obrigados a celebrar o Dia Nacional da Valorização da Família

CorreioBraziliense

Em meio ao toque de caixa que marcou a última sessão antes do recesso da Câmara Legislativa do Distrito Federal nessa terça-feira (30/6), os distritais aprovaram projeto que limita entidade familiar a "núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável". Desde janeiro, os parlamentares haviam aprovado 19 projetos de autoria do Legislativo; ontem foram 54.

Sem qualquer objeção, Rodrigo Delmasso (PTN) conseguiu aprovar a “implantação da política pública de valorização da família”. Caso o texto não seja vetado pelo governador, fica estabelecida como entidade familiar na capital federal apenas a união entre um homem e uma mulher. Além de conceder diversos benefícios que excluem homossexuais, o projeto prevê a inclusão da disciplina “educação para família” no currículo das escolas do DF. Os colégios ficam formalmente obrigados a celebrar, todo 21 de outubro, o Dia Nacional da Valorização da Família. 

A bancada evangélica não se restringiu a legislar sobre lares e escolas. Está na mesa do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) projeto que desobriga estabelecimentos religiosos de pagar ICMS em serviços como água, luz, gás e telefone. Cobrado desde o início do mandato pelo senador José Antônio Reguffe (PDT), por ter se comprometido durante a campanha, o socialista ainda terá de tomar partido quanto à isenção do mesmo imposto para medicamentos genéricos. 

(Com informações de Mateus Teixeira)

De 23 a 26 de julho, em Cajazeiras, a III Vaquejada do Park Show. Imperdível! Vejam alguns detalhes.


Sinal de desespero
Eliane Cantanhêde 
Estadão

A pesquisa Ibope teve um efeito desolador no PT, que se esforça para ser guardião de uma presidente da República que não queria e para fingir que acredita em Lula como boia de salvação. A sensação é de fim de festa, com o salão desarrumado, copos quebrados, guardanapos pelo chão e bêbados vagando sem rumo, enquanto o Titanic aderna.

A aprovação de Dilma Rousseff despencou para um só dígito e a rejeição é a maior em 29 anos, pior mesmo do que as de Collor e de Sarney, os ex-campeões de impopularidade. O campo da pesquisa, curiosamente dez dias antes da divulgação, não pegou os 15 minutos de glória de Dilma com Barack Obama nem captou, do outro lado, as revelações de Ricardo Pessoa envolvendo campanhas de Lula e Dilma e, de uma tacada só, dois ministros com assento no Planalto. Soma daqui, subtrai dali, o resultado é atual.

Chocado, o PT vê a presidente serelepe, curtindo a dieta da moda e pedalando sua bike ribanceira abaixo, enquanto leva uma bola nas costas atrás da outra no Congresso, ora com um novo fator previdenciário, ora com o aumento de até 78% dos funcionários do Judiciário. E, assustado, descobre que Lula está sem rumo, sem vontade e sem tantos seguidores assim que estejam dispostos a afundar com ele e Dilma em toda essa lambança.

A proposta que Lula levou para as bancadas do PT no Congresso e para os líderes ainda aliados do PMDB é, em si mesma, um sinal de desespero: um pacto de governabilidade entre os três Poderes para “tirar o País da crise”. Leia-se: ele sonha numa “união republicana” do Legislativo e do Judiciário em torno do Executivo para tentar salvar o mandato periclitante da pupila Dilma.

Como pensar em “pacto” entre Poderes, justamente num ambiente de desconfiança entre eles e de críticas generalizadas à presidente? O Executivo perdeu o controle e ficou a reboque do Congresso e da Justiça. O Legislativo está nas mãos de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, que impõem uma derrota atrás da outra ao Planalto e estão no foco do Judiciário. E o Judiciário não apenas investiga os presidentes da Câmara e do Senado e boa parte dos congressistas, como pode se ver na iminência de julgar ministros da antessala de Dilma. 

Deputados e senadores petistas ouviram a ideia de Lula com reverência, como fazem há mais de 35 anos, antes mesmo da criação do PT, mas saíram dali envoltos em profundo desânimo. Se isso é tudo o que o gênio da política tupiniquim tem a oferecer, é porque a coisa está para lá de ruim.

Já os caciques do PMDB nem fizeram questão de esconder o ceticismo com a solução improvisada – aliás, com tudo. Octogenário e vivendo o ocaso da carreira política, José Sarney foi além e disse o que todos ali pensavam, mas não ousavam admitir: a esta altura, com o governo desmoronando, a economia idem e Dilma autista, pode ser tarde demais para qualquer reação. Segundo relatos, Sarney avaliou, sem subterfúgios, que a possibilidade de Dilma cair é cada vez mais real. 

Se as conversas de Lula com o PT e o PMDB amigo já foram nesse ambiente desolador, imaginem se, em vez de terem sido na segunda e na terça, tivessem sido na quarta-feira, dia da divulgação do Ibope? Os próprios petistas começam a dar sinal de cansaço. Eles se ressentem do erro fatal que foi chegar alegremente ao paraíso das benesses e das maracutaias e, como tiveram de engolir a imposição do nome de Dilma para a Presidência, não encontram argumentos – e, na verdade, nem têm vontade – para defendê-la agora. Pior: muitos não botam mais fé em Lula, que também demonstra frustração, medo, impotência.


“Lula não manda mais nada”, atesta um velho amigo, repetindo literalmente o que a senadora Marta Suplicy diz há tempos e revelando que achou o ex-presidente deprimido, sem encanto, incapaz de apontar caminhos e de convencer como pré-candidato em 2018. Como todos os demais, Lula está vendo o desastre chegar sem saber como impedi-lo. Nem como sobreviver a ele.
Justiça nega habeas corpus preventivo a Dirceu

De acordo com o juiz Nivaldo Brunoni, ‘o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva’. O magistrado ainda ressaltou que as alegações de Dirceu são de caráter ‘meramente teórico’


O juiz federal Nivaldo Brunoni, negou nesta sexta-feira (3), por volta de 13h, o pedido de habeas corpus preventivo impetrado ontem em favor do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu. O juiz Nivaldo Brunoni foi convocado para atuar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) durante as férias do desembargador federal João Pedro Gebran Neto,

A defesa de Dirceu, liderada pelo advogado Roberto Podval, pede que o tribunal conceda “ordem de habeas corpus, evitando-se o constrangimento ilegal e reconhecendo o direito do paciente de permanecer em liberdade”. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-ministro.

Em 40 páginas, a petição argumenta que Dirceu, investigado por receber dinheiro de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, atendeu, por meio de sua assessoria, a mais de “60 clientes de 20 setores diferentes da economia, como indústrias de bens de consumo, telecomunicações, comércio exterior, logística, tecnologia da informação, comunicações e construção civil”.

Segundo o juiz Nivaldo Brunoni, “o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva”. De acordo com Brunoni, o fato de Dirceu ser investigado e apontado no depoimento de Pascowitch não resultará necessariamente na prisão processual. “Até mesmo em face do registro histórico, as prisões determinadas no âmbito da Operação Lava Jato estão guarnecidas por outros elementos comprobatórios do que foi afirmado por terceiros”, avaliou o magistrado.

“As considerações da defesa assumem natureza eminentemente teórica, sendo inviável antecipar eventuais fundamentos invocados pelo juiz Sérgio Moro para a decretação da segregação cautelar, se isto de fato ocorrer”, ponderou Brunoni.

O magistrado finalizou afirmando que não cabe a ele antecipar-se ao juiz Sérgio Moro, decidindo, em tese, se a situação de Dirceu comporta ou não uma prisão preventiva.
Aperte o cinto, a base sumiu 
BERNARDO MELLO FRANCO
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - A semana forneceu novos exemplos do desmanche acelerado da base parlamentar de Dilma Rousseff. Em dois dias, a presidente sofreu duas derrotas duríssimas no Congresso. O Senado aprovou o aumento dos servidores do Judiciário, e a Câmara abriu caminho para a redução da maioridade penal.

Em ambos os casos, o Planalto perdeu de lavada. No Senado, o PT ficou isolado, e o massacre tomou proporções épicas: 62 votos a 0. Dilma vai vetar o reajuste bilionário, mas corre o risco de ter a decisão derrubada pelo Legislativo.

A bomba orçamentária foi detonada com o apoio de nada menos que oito partidos que comandam ministérios: PMDB, PDT, PP, PR, PSD, PTB, PRB e PC do B. A tropa de infiéis é tão grande que não faz mais sentido falar em traição. A palavra que resume a nova atitude das siglas em relação a Dilma é abandono.

Com a presidente batendo recordes de impopularidade, sumiram os aliados dispostos a se sacrificar por ela. Bastam algumas buzinas para que qualquer grupo de servidores passe a ter mais força que o Planalto em votações importantes.

Criou-se uma equação boa para os partidos e ruim para o governo. Como Dilma não tem condições políticas para demitir ministros, as siglas continuam a se lambuzar de verbas sem apoiá-la. Casos pontuais, como as MPs do ajuste fiscal, são negociados no balcão de secos e molhados do vice Michel Temer.

Quando Marina Silva decolou na campanha de 2014, Dilma assombrou o eleitor com a ameaça de que a rival não teria maioria para governar. "Sem apoio no Congresso, não é possível assegurar um governo estável, sem crises institucionais", afirmou, em debate no SBT.

No dia seguinte, a propaganda petista comparou a adversária a Jânio e Collor, presidentes que tentaram governar sem maioria e não conseguiram completar o mandato. Marina perdeu, mas o fantasma agora se volta contra Dilma.

Uma doce história de amizade.

A saga de Capitán, o cachorro que não abandona o amigo nem após a sua morte

Sugestão Helano Silva

Nos últimos anos, um cachorro chamado Capitán dormiu sobre o túmulo de seu dono todas as noites. Seu proprietário, Miguel Guzmán morreu em 2006 e Capitán desapareceu pouco depois que a família assistiu ao funeral . Eles procuraram por toda parte e colocaram panfletos para tentar encontrá-lo. Mas ninguém o tinha visto.

Uma semana mais tarde, algumas pessoas que estavam no cemitério tarde da noite viu Capitán, em uma sepultura e eles avisaram na secretaria no cemitério. O cemitério notificou a família que prontamente veio buscá-lo e levá-lo para casa. Mas cada noite, ele chorava e arranhava freneticamente na porta para sair e ele não voltava para casa até de manhã. Foi descoberto mais tarde que Capitán andava 3 quilômetros até o cemitério a cada noite para vigiar o túmulo de seu mestre.

O cemitério não fecha as portas até que ele chegue a cada noite pontualmente às 18h . Ele dorme lá toda noite guardando o túmulo até o guarda abrir o portão pela manhã. 
CláudioHumberto

Alguns integrantes da força-tarefa da Lava Jato suspeitam que não eram do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco os US$ 100 milhões que ele devolveu. Roubado da estatal por meio de superfaturamento e outros negócios escusos, o dinheiro estava no exterior. A suspeita é que ele seria “fiel depositário”, em nome do ex-chefe Renato Duque, ex-diretor ligado ao PT, e de autoridades dos governos Lula e Dilma.


Influente ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque foi selecionado para o cargo, pessoalmente, pelo ex-ministro José Dirceu.


Desconfia-se que o ex-gerente devolveu o dinheiro que “guardava” para outras pessoas, preservando a parte dele em lugar seguro.


Os espantosos US$100 milhões (R$301 milhões) devolvidos por Pedro Barusco são a maior apreensão de dinheiro roubado na Lava Jato.
Lauro Jardim

Janot sem muitas opções

O pedido da oposição para que Rodrigo Janot investigue Dilma pelo crime de extorsão colocou o procurador-geral num beco com poucas saídas.

O principal argumento de Janot na outra vez em que a oposição pediu uma investigação contra Dilma foi de que não se tratavam de fatos relacionados ao mandato vigente. Isso impediria Janot de investigá-la, com base no artigo 86 da Constituição.

Desta vez, a história contada por Pessoa tem a ver com a maneira pela qual Dilma obteve dinheiro para a campanha que a elegeu.

Mesmo procuradores próximos a Janot dizem que é difícil encontrar argumentos jurídicos para que ele pelo menos não abra uma investigação.

Mas, no terreno da subjetividade, ele pode dizer que não vê elementos suficientes para abrir um inquérito. Mas a campanha pela sua recondução à Procuradoria-Geral da República, que Janot toca a pleno vapor, complica o quadro.

Ao pedir uma investigação contra Dilma, poderá desagradar setores do PT e de aliados. Se decidir não pedir ao STF a abertura de um inquérito contra a presidente, Janot dará argumentos fortes para que Renan Calheiros e a oposição o critiquem pela seletividade em uma eventual sabatina no Senado.

Investigação não é condenação, mas politicamente a oposição usará um eventual inquérito para ressuscitar a tese do impeachment.

São grandes as chances de, desta vez, Janot ajudá-los na empreitada.

A primeira página do jornal Folha de São Paulo


No jornal Jogo/Extra: O Flusão chegou


Os destaques do jornal Diário de Pernambuco


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

Folha: Doleiro lança nova suspeita sobre o comitê de Dilma

Globo:  Cinco delatores já disseram que doação oficial [ao PT] era propina

Extra: Robô mata trabalhador em fábrica de automóvel

ValorEconômico: Se preciso, gasolina pode subir mensalmente, diz Bendine

Estadão: Lava Jato causou perdas de R$ 19 bilhões, aponta Polícia Federal

ZeroHora: Lava Jato 15ª fase, 4º ex-diretor preso

EstadodeMinas: R$ 19 bilhões: total que a PF estima ter sido desviado da Petrobrás

CorreioBraziliense: Maioridade penal vai para 'terceiro turno'

CorreiodaBahia: PIS: parte do abono só vai ser paga em 2016

- OPovoManobra de Cunha abre batalha jurídica

JornaldoCommercio: PEC dá polêmica

JornaldaParaíba: OAB vai ao STF contra redução da idade penal

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nossa amiga Delmira Pires está cheia de orgulho e felicidade. Lívia, sua filha, é a nova professora da família. Parabéns.

Neto Pires, Lívia Brocos, Marina e Delmira Pires, a mãe feliz e orgulhosa

Estou muito Feliz por minha filha Lívia ser a minha mais nova professora da UFCG, campus Cajazeiras.

Parabéns, amada!!!

É dobrado, feito tapioca...

Lauro Jardim

Monteiro: de olho em Pinto Rôla

A CPI da Petrobras aprovou no início de junho a transferência dos sigilos bancário e fiscal de Alexandre Pinto Rôla, da Empresa Industrial Técnica (EIT), suspeita de participar da roubalheira na Petrobras.

O deputado Fernando Monteiro (PP-PE) foi o autor do requerimento que colocou Pinto Rôla na mira da CPI.

Apenas três membros da comissão, os petistas Afonso Florense, Leo de Brito e Valmir Prascidelli, votaram contra a investigação que poderia aprofundar onde Pinto Rôla se meteu.
Laryssa Borges
VEJA.com

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu apresentou nesta quinta-feira ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, pedido de habeas corpus preventivo para não ser preso no curso das investigações da Operação Lava Jato. O recurso foi impetrado por volta das 10h30 pelo advogado Roberto Podval, que integra a banca da defesa. No pedido encaminhado à Justiça, a defesa do ex-ministro afirma que o escândalo do petrolão, com prisões sucessivas e até agora 15 fases distintas de investigação, gerou um “surto de medo coletivo”.

Condenado no julgamento do mensalão pelo crime de corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato por suspeitas de utilizar sua empresa de consultoria para lavar dinheiro de propina. A situação do petista ficou mais delicada, segundo a avaliação de procuradores da da Lava Jato, após o acordo de delação premiada assinado pelo lobista Milton Pascowitch. Além de dar informações sobre o envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista devem abrir novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. “Por ter seu nome envolvido no curso da Operação Lava Jato e, recentemente, divulgado pelo delator Milton Pascowitch, o paciente tem inúmeros motivos para acreditar que se encontra na iminência de ser preso”, afirma a defesa. “Não param de surgir reportagens especulando o teor da delação premiada prestada por Milton Pascowich mencionando o paciente, o que tornam fundados os receios de que seja José Dirceu o próximo alvo da Operação Lava Jato, com uma possível e provável prisão, já que a cada delação surge uma prisão”, completa.

Pascowitch foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.

No pedido de habeas corpus preventivo em favor de Dirceu, os advogados de defesa alegam que o ex-ministro não deve ser preso por não representar risco à ordem pública, à instrução do processo ou mesmo risco à produção de provas na Lava Jato, já que, condenado no julgamento do mensalão, ele cumpre prisão domiciliar em Brasília. “O paciente não possui qualquer influência ou ingerência política nos rumos do país, muito menos recursos financeiros, até mesmo porque se encontra preso, cumprindo pena em regime aberto. Por fim, não há um único indício de que o paciente (já preso, ressalte-se) esteja influindo, de alguma forma, na colheita das provas, seja criando entraves na investigação, seja ameaçando ou cooptando testemunhas”.

Os defensores ainda atacam a atuação do Ministério Público Federal e criticam o pedido dos procuradores para a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe da Casa Civil e da empresa dele, a JD Consutoria. “A mal disfarçada ânsia do parquet [Ministério Público] em envolver o paciente numa suposta prática criminosa fica clara, quando se observa que, no pedido de quebra, o MPF afirma haver indícios de utilização da JD Assessoria na prática de crimes, não por se dispor de qualquer indício nesse sentido, mas apenas em razão de José Dirceu figurar como seu sócio”, alegam.

Conforme levantamento da Receita Federal, o ex-ministro José Dirceu faturou 29,2 milhões de reais com a prestação de serviços de consultoria de 2006, depois de deixar o governo Lula, a 2013. Só em 2013, a empresa de Dirceu faturou 4,2 milhões de reais. Dirceu iniciou o cumprimento de pena pela condenação no mensalão em dezembro e ganhou o direito de responder em regime aberto a partir de novembro do ano passado.

Com muito idealismo...

Como o governo restabeleceu o "diálogo" com a "militância digital"
O Antagonista

Naquele documento infame que causou a sua queda, o então ministro da Comunicação Social Thomas Traumann escreveu que havia sido um erro o rompimento de Dilma Rousseff com a "militância digital", no início do primeiro mandato. Isso porque "o fim do diálogo com os blogs pela Secom gerou um isolamento do governo federal com as redes que só foi plenamente restabelecido durante a campanha eleitoral de 2014"...

Basta bater o olho nas tabelas publicadas por Fernando Rodrigues, para constatar como "o diálogo" foi "plenamente restabelecido" com Luís Nassif, Leonardo Attuch, Paulo Nogueira, Paulo Henrique Amorim et caterva. Mediante aumento de pagamento.

Os pixulecos dos blogueiros a serviço do PT

Fernando Rodrigues, do UOL, teve acesso às contas de publicidade federal para a "mídia alternativa”, eufemismo para os blogs patrocinados pelo governo do PT para atacar o jornalismo independente e tentar esconder os roubos da Orcrim [Ordem Criminosa]. A quantia aumentou de 6,9 milhões de reais para 9,2 milhões de reais, de 2013 para 2014.

Petrobras (e subsidiárias), Caixa e Banco do Brasil desembolsaram 91% (8,4 milhões de reais) dos pixulecos repassados a essa gente pitoresca. Esses são os pixulecos por dentro, "contabilizados", como diria Márcio Thomaz Bastos.

Abaixo, as tabelas publicadas por Fernando Rodrigues. Repare a diferença entre o custo por visitante único dos blogs petistas e o dos grandes portais. Quem paga é você.


A boa prática leva à perfeição...

 Sugestão de Jarbinhas Sobreira

Pois é! Agora, os 'entreguistas' vão fatiando a Petrobrás...


A notícia no jornal Folha de São Paulo é esta:


Na visão de Irapuan Sobral  é a autêntica

'PRIVALÊNCIA'

O governo está levando a Petrobras à PRIVALÊNCIA. Privatizar por falência.

Ô besteira...o Brasil tomou 7 gols da Alemanha? Eles vão ver agora. Kid Bengala está por lá e vai se vingar!


Já, já, se espalha pelos noticiosos do Brasil: Zé Dirceu entra, ainda hoje, na Justiça com pedido de Habeas Corpus Preventivo.

Informação divulgada pelo Antagonista

Uma redução da maioridade penal menos radical foi aprovada na Câmara dos Deputados em 1º turno.

Diminuição da maioridade penal avança na Câmara após manobra

Um dia após ser rejeitado, plano de baixar idade para 16 anos para crimes graves passa em 1ª votação

Mais brando, novo texto exclui tráfico de drogas; críticos falam em golpe; Cunha diz não haver motivo para contestar

MARIANA HAUBERT
NATÁLIA CANCIAN
Folha de São Paulo

Em 24 horas, a Câmara dos Deputados reverteu a rejeição à proposta de baixar a maioridade penal e aprovou, em primeira votação, texto que reduz de 18 para 16 anos a idade para a imputação penal em casos de crimes hediondos (como estupro e sequestro), homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

O texto, que ainda precisa ser votado em segundo turno e passar por duas votações também no Senado, foi resultado de uma manobra costurada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para reverter a derrota do dia anterior.

Ele é mais brando que a proposta que foi rejeitada --porque excluiu a possibilidade de redução da maioridade para os crimes de tráfico de drogas, terrorismo, tortura e roubo qualificado (com armas de fogo, por exemplo).

Na madrugada desta quinta-feira (2), foram 323 votos a favor, 155 contrários e 2 abstenções. Por se tratar de mudança na Constituição, eram necessários ao menos 308 votos a favor para a aprovação.

Na quarta-feira (1º), os deputados rejeitaram a aprovação da proposta por 303 votos a favor e 184 contrários --ou seja, faltaram cinco votos para que ela avançasse.

A nova emenda aprovada pelos deputados foi fruto de um acordo entre líderes partidários favoráveis à redução da maioridade penal, capitaneados pelo PMDB, mas assinado por PSDB, PSC, PHS e PSD.

A manobra de votar um texto semelhante ao que havia sido rejeitado horas antes foi chamada de "golpe" por parlamentares contrários à redução da maioridade.

Alguns entenderam que ela fere as regras da Casa. "Ele está criando uma nova interpretação do regimento que nunca existiu, que torna o processo legislativo absolutamente frágil e que será interminável", afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Esses parlamentares, parte dos quais ligados ao governo Dilma Rousseff, argumentam que a emenda não poderia ser apresentada agora porque não tem suporte nos destaques apresentados durante a discussão da matéria, na noite de terça (30). Eles prometem ir ao Supremo Tribunal Federal contra a medida.

Ao final da sessão, Cunha rebateu as críticas feitas ao processo de votação. "Não há o que contestar. Ninguém aqui é maluco. [...] Estamos absolutamente tranquilos com a decisão tomada. Só cumprimos o regimento e eu duvido que alguém tenha condições de contestar tecnicamente uma vírgula do que eu estou falando", disse.

A líder do PC do B, Jandira Feghali (RJ), disse que pode ser criado um "precedente perigoso". "Se hoje serve a alguns, amanhã servirá a outros. Ganhar no tapetão não serve a ninguém", afirmou.

O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), argumentou que o "caminho" escolhido era "legítimo". "PECs não votadas podem ter partes de seu texto aglutinadas em um texto de consenso", disse.
Polícia Federal está apurando esquema que fraudava o DPVAT dentro do HRC - Hospital Regional de Cajazeiras.
Adjamilton Pereira


O fato foi, momentaneamente, abafado e, por isso, quase ninguém tomou conhecimento, mas antes do desencadeamento da operação andaime, a polícia federal esteve em Cajazeiras, no inicio do mês de junho, investigando um esquema que estava fraudando o seguro DPVAT, atuando dentro do Hospital Regional de Cajazeiras.

Do esquema participavam servidores contratados e efetivos que, com os documentos obtidos de pessoas acidentadas, que eram socorridas para o HRC para atendimento, se antecipavam e recebiam o seguro.

A ação fraudulenta chegou ao conhecimento da polícia após um acidentado ter acionado o seguro para receber o que lhe era de direito e ser informado de que já havia recebido o dinheiro.

Não faça delação premiada, não, e aguente o tranco! Vá confiando...

Renato Duque, o monegasco
O Antagonista

A nova fase da Lava Jato, batizada de Conexão Mônaco, além de prender Jorge Zelada, do PMDB, encrenca ainda mais Renato Duque, do PT, porque ambos depositaram dinheiro de propina no principado de Mônaco.

Alguns dias atrás, a coluna de Cláudio Humberto noticiou que Jorge Zelada e o filho de Renato Duque estavam juntos num restaurante do Rio de Janeiro.

Alguma dúvida sobre o que eles conversavam?

O Senador Cristovam Buarque, no Jornal de Brasília, dizendo a verdade sem rodeios: toma que a filha é tua, Brahma.

Sugestão de Eugênio Nóbrega

Quem sabe faz ao vivo!

Vaccari e Duque tratavam de propinas por bilhetes, revela Barusco

Ex-gerente da Petrobrás afirma à Justiça Federal que o ex-diretor de Serviços da estatal e o ex-tesoureiro do PT tratavam de diversos assuntos, incluindo os repasses para a sigla, por meio de anotações

Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo
Estadão

Em depoimento à Justiça Federal no Paraná, o ex-gerente de Engenharia da Petrobrás e delator da Lava Jato, Pedro Barusco, afirmou ao juiz Sérgio Moro que começou a tratar de propinas com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2010 por meio de bilhetes repassados pelo petista para o então diretor de Serviços da estatal Renato Duque, preso na operação.

“Começou assim com uns bilhetinhos que vinham com uns assuntos. Ai o Renato Duque se reunia com o doutor Vaccari e me passava um bilhete para esclarecer alguns assuntos. Ai eu esclarecia e passava para ele (Renato Duque), para ele numa próxima reunião, digamos assim, passar o retorno. Ai depois ele (Renato Duque) passou a me levar nas reuniões e aí estreitou o relacionamento”, afirmou o delator ao ser questionado pelo juiz.

VEJA A PRIMEIRA PARTE DO DEPOIMENTO DE BARUSCO:

Barusco, que fazia a contabilidade da propina para Duque e registrava todos os repasses, reafirmou o teor de sua delação na audiência e explicou que começou a tomar conhecimento de pagamentos de propina ao PT na medida em que foi ganhando confiança de Renato Duque.

Ao ser questionado por Moro sobre quem introduziu a divisão dos pagamentos, o delator contou que foi tomando conhecimento das divisões da propina e dos repasses para o PT na medida em que Renato Duque falava com ele sobre o tema. “Não é que introduziu (o PT na divisão de propinas), ele (Renato Duque) passou a me dar mais informação, acredito que já tenha (a divisão de propinas com o PT) desde o começo”, disse, em referência ao ano de 2003 quando foi para a diretoria.

VEJA A SEGUNDA PARTE DO DEPOIMENTO DE BARUSCO:
Com o tempo, Barusco passou a participar dos encontros entre Duque e Vaccari e, segundo o delator, as reuniões envolvendo ele, o ex-tesoureiro e o ex-diretor ocorriam nos hotéis Windsor, em Copacabana, no Rio de Janeiro e Meliá, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Além das propinas, eram tratados outros assuntos, como demandas e até reclamações das empresas que participavam das licitações na estatal trazidas por Vaccari.

“Se falava sobre o andamento das licitações, dos contratos, as vezes ele (Vaccari) trazia algum questionamento, alguma dificuldade, precisava resolver algum assunto (das empreiteiras), um assunto até técnico assim, algum impasse. As vezes até acontecia realmente de o contrato ter problemas de difícil solução, que, digamos assim, merece uma ação da gerencia mais alta, eventualmente que alguma empresa não estava pagando”, relatou.

Barusco reafirmou que não sabe como era operacionalizado os repasses para o PT, mas disse que, em alguns destes encontros ouvia de Vaccari que as empreiteiras não estavam repassando a propina. “Não era o propósito especifico (conferir os repasses de propina nas reuniões), mas as vezes acontecia (de alguém reclamar): ‘Pô ele pagou para mim e não pagou para casa (nome dado a Duque e Barusco na divisão da propina)’. Não era esse o objetivo principal, mas as vezes acontecia né? (de Vaccari indagar) ‘está te pagando? porque para mim não está’”, contou.

O depoimento de Barusco ocorreu na ação penal contra João Vaccari Neto, Renato Duque e o executivo e também delator Augusto Ribeiro Mendonça, da Setal. Nesta ação, Augusto é acusado de repassar R$ 2,4 milhões da propina destinada ao PT por meio de contratos com a editora Gráfica Atitude. Apesar de ser um dos principais delatores da Lava Jato, que entregou farta documentação aos investigadores sobre os repasses que ocorreram em 90 contratos da estatal, além de indicar os operadores que atuavam no esquema, Barusco não soube falar sobre o episódio específico envolvendo o repasse para a Gráfica.