quarta-feira, 1 de abril de 2015

Taí uma coisa boa! Se estiver em Cajazeiras no domingo de Páscoa, não perca a Domingueira do Campestre.


Contra o desgoverno da governanta as ruas farão a festa da cidadania. Dia 12 de abril vai ser maior e mais eloquente. Nós vamos. De novo.

Sugestão de Rachel Moreira

John Travolta e Olivia Newton-John. Uma viagem ao bom tempo da brilhantina. Vejam o antes e depois.



John e Olivia no filme Grease-No tempo da brilhantina

Abaixo, John Travolta e Olivia Newton-John juntos depois de 35 anos!


A sugestão é de Marcílio Cartaxo

Já atingimos o fundo do poço?

Doleiro diz que levou propina na porta do prédio do PT em São Paulo

Alberto Youssef, em novo relato à Justiça Federal, reafirmou nesta terça entrega de R$ 800 mil para João Vaccari Neto, tesoureiro do partido; assista ao vídeo

Por Ricardo Brandt, Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo
Estadão

O doleiro Alberto Youssef, peça chave da Operação Lava Jato, reafirmou à Justiça Federal que entregou cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo para o tesoureiro do PT João Vaccari Neto – metade desse valor, segundo ele, na porta do diretório nacional do partido, localizado na Rua Silveira Martins, coração de São Paulo.

Em novo depoimento, agora nos autos do processo sobre operações ilícitas de câmbio realizadas pelo laboratório Labogen – empresa que ele tentou infiltrar no Ministério da Saúde na gestão do então ministro Alexandre Padilha (PT) -, o doleiro declarou que “a mando da Toshiba (Infraestrutura)” fez dois pagamentos para o tesoureiro do PT.

O dinheiro, segundo Youssef, teve origem em uma contratação para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), entre 2009 e 2010. “O primeiro valor foi retirado no meu escritório da (rua) Renato Paes de Barros (São Paulo) pela cunhada dele (Vaccari)”, declarou Youssef, referindo-se à Marice Corrêa Lima, perante o juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato. “Eu entreguei esse valor pessoalmente. O segundo valor foi entregue na porta do diretório do PT nacional pelo meu funcionário Rafael Ângulo para o funcionário da Toshiba para que ele pudesse entregar o valor para o Vaccari.”

VEJA O DEPOIMENTO DE ALBERTO YOUSSEF


O sr. sabe o nome do funcionário da Toshiba?, perguntou um advogado na audiência. “Piva”, respondeu o doleiro.

É a primeira vez que o doleiro relata esse episódio à Justiça. Anteriormente, em um depoimento prestado à força-tarefa da Lava Jato, Youssef havia declarado que uma parte da propina foi levada ao próprio tesoureiro em uma “sacola lacrada” em restaurante perto da Avenida Paulista.

No dia 3 de fevereiro, porém, perante a delegada da Polícia Federal Erika Mialik Marena e os procuradores da República Carlos Fernando Santos Lima e Januário Palludo, o doleiro prestou depoimento complementar no âmbito da delação premiada que firmou. Na ocasião, foi indagado a dar mais detalhes sobre “as operações financeiras em que destinou valores para João Vaccari Neto”.

“Houve dois pagamentos (para ele, Youssef) pela empresa Toshiba, por conta de um contrato que esta havia conseguido com a Petrobrás”, disse o doleiro. “Parte desses pagamentos deveria ser destinada ao Partido dos Trabalhadores. Um primeiro recebimento por um emissário do PT foi feito direto no meu escritório na Rua Renato Paes de Barros em São Paulo pela pessoa identificada como Marice, sendo que somente após a minha prisão na Operação Lava Jato vim a saber se tratar de cunhada de João Vaccari.”


Segundo ele, Marice Corrêa Lima “entrou pela garagem do prédio”.

“Quando da necessidade de efetuar um segundo pagamento por conta dos depósitos da Toshiba, a pessoa de Piva, representante da Toshiba com quem eu tratava, havia pedido para providenciar a entrega da parte do PT em um restaurante no qual (Piva) se encontraria com Vaccari. Então, Rafael Ângulo, meu empregado, foi designado para levar o dinheiro no restaurante.”

Youssef anotou que “posteriormente tomou conhecimento que no meio do caminho Rafael foi orientado a entregar o dinheiro diretamente na sede do PT em São Paulo, tendo entregue os valores na porta da sede do partido para Piva, que lá se encontrava”.

Na audiência desta terça feira, 31, na Justiça Federal do Paraná, Youssef reiterou sua versão sobre os dois pagamentos e os locais onde ocorreram, tendo Vaccari como destinatários. Um advogado indagou de Youssef qual era o papel dele no esquema de pagamento de propinas e favores a agentes públicos e políticos. “Eu era uma mera engrenagem, totalmente descartável. A partir do momento que não cumprisse com as obrigações, não recebesse e pagasse em tempo hábil os valores de maneira correta, no outro dia eu estava fora. Poderiam contratar qualquer outra pessoa para fazer esse trabalho.”


Por isto, também, vamos todos às ruas da cidadania brasileira. Dia 12 de abril vai ser maior!

PT quer evitar depoimento de Vaccari antes de protestos

Vice-presidente da CPI da Petrobras pretende ouvir tesoureiro petista em 9 de abril, mas o partido não aceita

Por: Gabriel Castro, de Brasília
Veja.com

CODINOME MOCH - João Vaccari: homem de confiança do ex-presidente Lula, o tesoureiro era o elo financeiro entre os corruptos e os corruptores que atuavam na Petrobras

A data do depoimento de João Vaccari Neto à CPI da Petrobras causou um novo embate entre PSDB e PT nesta terça-feira. Os tucanos querem ouvi-lo no dia 9 de abril, enquanto os petistas rejeitam essa hipótese por temer que o potencial explosivo da oitiva sirva para incendiar os protestos marcados para o próximo dia 12.

O presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), não compareceu à sessão desta terça-feira e o comando dos trabalhos ficou com o primeiro vice-presidente, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). No fim da sessão, o tucano anunciou que o tesoureiro do PT seria ouvido já no dia 9 de abril. Isso contraria um acordo informal feito entre Hugo Motta e o relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), que previa para 23 de abril o depoimento de Vaccari. "Entendo que o atropelo é para obedecer uma lógica política", diz o petista. Na opinião dele, o PSDB pretende fazer do depoimento de Vaccari um fator de mobilização para os protestos de 12 de abril.

Luiz Sérgio até concordou em antecipar para o dia 14 a ida do tesoureiro à Comissão Parlamentar de Inquérito, mas não aceita que Vaccari fale antes do dia 12.

O tucano Imbassahy nega oportunismo: diz que não foi informado do acordo entre Motta e Luiz Sérgio, e afirma que a data de 9 de abril estava vaga. "Não creio que a CPI possa introduzir nenhum elemento novo nessa mobilização do dia 12", afirma. Agora, o vice-presidente vai consultar Hugo Motta, que está fora de Brasília, para decidir a data na qual Vaccari será ouvido.

Se prevalecer o cronograma defendido por Luiz Sérgio, a CPI colheria em 9 de abril o depoimento de Augusto Mendonça, executivo da Toyo Setal. A oitiva de Hugo Repsold, diretor de Gás e Energia da Petrobras, já está confirmada para o dia 7.

Na capa d'O Globo


Os destaques do jornal O Tempo


A primeira página do jornal O Liberal


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

Folha: Câmara dá aval para redução da maioridade penal

Globo:  Propina foi paga na porta do diretório do PT, diz doleiro

Extra: Conta de luz pode subir mais 5% para cobrir empréstimos

BrasilEconômico: Governo tem déficit primário de R$ 7,4 bilhões

Estadão: Alberto Youssef diz que levou propina na porta do PT

ZeroHora: Doleiro diz ter pago propina na porta do diretório do PT

EstadodeMinas: [doleiro Youssef] Propina foi paga na porta da sede do PT

CorreioBraziliense: Avança projeto que reduz maioridade para 16

CorreiodaBahia: Assim a pressão dispara: remédio 7,7% mais caro

- OPovo: Número de mortos cai pela 2ª vez, mas já passa de mil

JornaldoCommercio: Remédios até 7,7% mais caros

JornaldaParaíba: Professores do Estado entram em greve

terça-feira, 31 de março de 2015

Uma maravilhosa festa cajazeirense em João Pessoa reuniu só gente bacana de nossa terra. Vejam as primeiras imagens que recebemos. Tem mais!

 
A festa foi na sede da Associação da Caixa Econômica e promovida pela AC2B







 














Redução da maioridade penal é aprovada na CCJ da Câmara

Entidades defendem que a redução de 18 para 16 anos da maioridade penal é inconstitucional; texto segue para uma comissão especial antes de ir para o plenário da Casa

Correio Braziliense

Deputados comemoram a não aprovação do parecer do relator contra a admissibilidade da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos 

Sob protestos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à constituição que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. A PEC 171/1993 foi considerada constitucional por 42 deputados, que aprovaram o relatório do deputado Marcos Rogério (PDT/RO) - favorável à admissibilidade da proposta - diante de 17 votos contra. Ele foi escolhido como novo relator após o parecer original, do deputado Luiz Couto (PT-PB), contrário à admissibilidade da proposta, ser vencido por 43 a 21 votos.

O texto segue para análise de uma comissão especial a ser formada que pode demorar até 40 sessões e terá de passar por duas votações no plenário da Câmara. “Ela (a PEC) visa reduzir um direito individual, o que é expressamente proibido", afirmou Couto, ao defender que a proposta deveria ser arquivada por alterar uma cláusula imutável da Constituição de 1988. Ele também destacou a ineficácia da medida para reduzir a violência. 

Segundo dados do Ministério da Justiça de 2011, menos de 1% dos homicídios foram cometidos por menores de 18 anos. Do total de jovens que cumprem medidas socioeducativa, a maioria cometeu que crimes patrimoniais como furto e roubo (43,7% do total) e envolvimento com o tráfico de drogas (26,6%).

Desde o início da sessão, PT, PSol e PCdoB usaram manobras regimentais a fim de impedir a votação, mas foram vencidos. Eles tentaramsem sucesso evitar a inversão de pauta para que o projeto fosse o primeiro item a ser discutido e retirar o tema da pauta, além de promoverem obstrução, se revezando em discursos. De acordo com eles, a mudança é inconstucional por querer alterar cláusulas imutáveis da Constituição. Já parlamentares favoráveis se pronunciaram brevemente, a fim de agilizar o debate.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), também destacou a inconstitucionalidade da medida. O partido estuda enviar um mandado se segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de evitar a tramitação da PEC. Ele lembrou ainda que o Estado da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sanções a menores infratores. “É possível que um adulto fique menos tempo preso por um homicídio do que um adolescente que cometa o mesmo crime”, afirmou.

Por outro lado, o deputado Evandro Gussi (PV/SP) afirmou que não é unanimidade entre juristas o entendimento da inconstitucionalidade. "Não há essa leitura apenas. Vamos afastar essa ideia de que essa é uma cláusula pétrea" disse. O deputado Giovani Cherini (PDT/RS) ressaltou que é preciso diminuir a certeza da impunidade de adolescentes de 16 anos que cometem crimes. 

Protestos
A fim de evitar tumultos como os da semana passada, a entrada de ativistas a favor e contrários à proposta foi limitada a 15 pessoas de cada grupo. Aqueles pró-redução seguram cartazes com frases como “O Brasil pede a redução da maioridade penal”. Já manifestantes contra a redução exibiram faixas com os dizeres "mais escolas e menos cadeias " e “crianças e adolescentes são pessoas em desenvolvimento e necessitam de uma proteção especializada, diferenciada e integral”. Eles gritaram “não à redução” e "fascistas, não passarão" no fim da sessão.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou um comunicado contrário à medida, por considerar que ela viola direitos e garantias individuais. Outras entidades, como o Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda), o Conselho Federal de Psicologia e Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced) também se opõem à medida. Eles argumentam que ela será ineficaz na redução da violência no país, além de ir na contramão das recomendações internacionais. 

O que muda 
A Proposta de Emenda à Constituição 171 de 1993 altera a redação do artigo 228 da Constituição Federal, reduzindo a maioridade penal de 18 para 16 anos. Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que a partir dos 12 anos, os jovens estão sujeitos a sanções por cometerem crimes, sendo três anos o tempo máximo de internação. As medidas socioeducativas tem caráter predominantemente educativo e não punitivo. Elas incluem prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação.
Josias de Souza


Após reunião com Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, dirigentes do partido nos Estados divulgaram um manifesto revelador. O texto indica que o PT não só acredita em vida depois da morte como crê piamente que é esta que está vivendo. Após fenecer como partido, o PT tenta a sorte como piada.

O manifesto do PT anota a certa altura: “Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores. […] E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.”

É como se o partido desejasse dar um banho de gargalhada no país. A última vez que o PT declarou-se a favor de apurações rigorosas foi antes do julgamento do mensalão. Sentenciada, sua cúpula passou uma temporada enjaulada na Papuda. E não há vestígio de expulsão. Ao contrário.

Vítima de um expurgo cenográfico na época da explosão do escândalo, Delúbio foi readmitido nos quadros da legenda. Com as bênçãos de Lula. Dirceu e Genoino são cultuados nos encontros partidários como “guerreiros do povo brasileiro”.

Noutra evidência de que o cotidiano do petismo é uma tragédia que os petistas vivem como comédia, o manifesto aponta a existência de “uma campanha de cerco e aniquilamento”, na qual vale tudo para acabar com o PT, “inclusive criminalizar” a legenda. A cruzada antipetista é realmente implacável.

Deve-se a criminalização do PT aos petistas que, ocupados em salvar o país, não tiveram tempo de ser honestos. A Procuradoria da República e o juiz Sérgio Moro elegeram como inimigo número 1 da honra petista o tesoureiro João Vaccari Neto. José Dirceu, reincidente, está na bica de ser convertido em inimigo número 2.

Noutro trecho, o manifesto sustenta: “Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.” Trata-se de uma reedição do velho discurso do “rouba mas faz”. Só que num formato bem mais divertido.

“Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de país tenha sido vitorioso nas urnas”, acrescenta o texto, numa cômica injustiça com os 13% de brasileiros que, segundo o Datafolha, ainda consideram Dilma Rousseff ótima ou boa três meses depois da segunda posse.

O 5º Congresso do PT, marcado para junho, deve “sacudir” a legenda, antevê o manifesto. Anuncia-se a retomada da “radicalidade política” e o desmanche da “teia burocrática” que imobiliza a direção partidária “em todos os níveis”, levando o partido a habituar-se com o “status quo”.

Suspeita-se que os redatores do manifesto tenham desejado dizer o seguinte: o PT vai se auto-sacudir radicalmente, para combater seu próprio status quo. De preferência, destruindo o status sem mexer no quo.

Uma coisa é preciso reconhecer: o ex-PT cada vez mais se dá bem consigo mesmo. O que é tragicamente cômico.

Interferir na Operação Lava Jato e no Poder Judiciário é uma afronta à sociedade brasileira.

TIROTEIO
Coluna Painel-folha de São Paulo

"O entendimento entre a CGU e empresas para os acordos de leniência mostra que o Planalto concretizou a ideia de interferir na Lava Jato."

DE ROGÉRIO CHEQUER, do Vem Pra Rua, justificando decisão de incorporar formalmente o "Fora Dilma" como bandeira do movimento nas manifestações.

Minha amiga Erivaneide Leite recebeu o carinho dos amigos-colegas de trabalho, no Detran. Não aceitou presentes. Pediu gesto de solidariedade com os que mais necessitam. Parabéns, Eri.



 Materiais para doação solidária




VIOLÊNCIA
Radialista é executado a tiros em Brejo Santo
O Povo

A vítima havia acabado de sair da rádio onde trabalhava quando foi baleado por um homem em uma motocicleta

O radialista Patrício Oliveira foi morto no Centro da Cidade, quando trafegava em uma moto

Brejo Santo. O radialista Patrício Oliveira, 39, foi morto a tiros na tarde de ontem, neste município (a 501 Km de Fortaleza). O comunicador tinha acabado de sair da rádio Sul Cearense AM, onde trabalhava como repórter policial, quando foi surpreendido por um homem em uma motocicleta a poucos metros da Igreja Matriz de Brejo Santo. Uma mulher que estava na garupa da moto pilotada pela vítima também se feriu e está internada no Hospital Geral de Brejo Santo.

Conforme a Polícia, o radialista transitava pela Rua Coronel Ferraz em uma moto quando foi surpreendido pelo criminoso que estava em outra motocicleta. O acusado emparelhou com a moto em que Patrício estava e efetuou vários disparos.

Ao ser baleado, o comunicador perdeu o controle da motocicleta e caiu. Ele permaneceu no local até a chegada de uma viatura da Polícia Militar (PM). Os policiais levaram Patrício ao hospital, mas ele já chegou morto na unidade de saúde. Conforme a equipe médica que tentou reanimar o comunicador, foram encontradas três perfurações no corpo da vítima, sendo duas na região do pescoço e uma na face.

Ameaças

A reportagem apurou que, há alguns dias, o comunicador revelou a policiais que vinha sendo ameaçado de morte, por meio de ligações telefônicas, por pessoas supostamente envolvidas em ações delituosas e que já tinham sido citadas por ele durante as participações que fazia na emissora em que trabalhava. A Polícia, no entanto, alega ser prematuro afirmar que o crime foi praticado pelos autores das supostas ameaças.

Também não foi descartada a possibilidade de a morte do radialista estar ligada ao assassinado de um parente dele. Segundo um policial militar que pediu para não ser identificado, há cerca de dez anos, o familiar de Patrício, que trabalhava como guarda noturno em uma área comercial da cidade, foi morto.

A morte do comunicador, que era visto como uma pessoa pacata e trabalhadora, chocou a cidade de Brejo Santo. "Ninguém esperava por uma tragédia como essa. Ele havia acabado de sair da emissora após apresentar o programa. Uma ouvinte da rádio, que mora perto do local onde o crime ocorreu, telefonou pra emissora pra avisar sobre o que havia acontecido. A cidade inteira está sem acreditar", disse a diretora da rádio Sul Cearense, Anadeis Nunes.

O corpo do radialista Patrício Oliveira foi levado do necrotério do Hospital Geral de Brejo Santo para a sede da Perícia Forense (Pefoce), de Juazeiro do Norte, onde será necropsiado.

De acordo com o major PM Jair Matias Queiroz, comandante da 3ª Companhia do 2º BPM, patrulhas dos Destacamentos de Brejo Santo, Porteiras, Mauriti, Jati e de outros municípios estão auxiliando nas buscas ao suspeito do crime.

O oficial afirmou que as diligências continuam em parceria com a Polícia Civil e nas próximas horas o suspeito pode ser localizado e preso. "Ele (Patrício) era uma pessoa séria e nos ajudava muito no trabalho aqui na região contribuindo com informações relevantes. Lamentamos o ocorrido e estamos trabalhando para prender o responsável", disse o major Queiroz.

O delegado Júlio Agrelli, da Delegacia Regional de Brejo Santo, confirmou que o radialista estava sofrendo ameaças, apesar de ele não ter registrado Boletim de Ocorrência (B.O). "Já temos uma linha de investigação, mas manteremos sigilo para não atrapalhar as investigações. Estive no local do crime e no hospital colhendo informações e estou com uma equipe de policiais trabalhando diretamente neste homicídio com o objetivo de localizar o acusado", afirmou Agrelli.

Repúdio

Representantes da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) e da Associação Cearense de Imprensa (ACI) repudiaram a agressão contra o radialista e afirmaram que acompanharão as investigações sobre o caso.

A grave crise política e econômica na qual o País está mergulhado coloca Dilma Rousseff na berlinda. E não poderia ser diferente. Afinal, ela é a presidente da República e tem demonstrado uma inacreditável inépcia no exercício das funções de primeira mandatária. Mas uma análise conjuntural que amplie o foco de observação da cena política para além dos episódios do dia a dia e se projete sobre os 12 últimos anos expõe à luz o protagonista oculto, o ardiloso responsável maior pela tentativa de reinventar o Brasil – aventura que hoje custa caríssimo para cada um dos brasileiros: Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das conhecidas habilidades políticas de Lula é desaparecer de cena, procurar as sombras, fingir-se de morto para o grande público quando o perigo ronda. Exatamente como está fazendo no momento. Outra é só dizer o que sabe que as pessoas querem ouvir. Faz isso desde os tempos em que frequentava o palanque sindical da Vila Euclides, no ABC. Outra ainda é ser um mestre em salvar aparências, mantendo, além de uma linguagem convenientemente popular, a pose de “homem do povo” que mora num modesto apartamento em São Bernardo, quando passa a maior parte do tempo voando de primeira classe ou em jatos executivos e hospedando-se em hotéis cinco-estrelas ou em mansões de amigos milionários.

Ao longo de mais de 20 anos na oposição “a tudo o que está aí”, Lula conduziu o PT na tentativa de impedir a aprovação, entre outras, de iniciativas de importância histórica como a Constituição de 1988, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o programa de desestatização da telefonia que permitiu que praticamente todos os brasileiros disponham hoje de um telefone celular. E, depois de perder três eleições presidenciais consecutivas, chegou à conclusão de que precisava abandonar as velhas bandeiras para conquistar o poder, chegando ao Palácio do Planalto em 2003 graças à profissão de fé liberal contida na oportunista Carta aos Brasileiros.

Na presidência, com Antonio Palocci na Fazenda, garantindo a observância dos fundamentos econômico-financeiros lançados no governo FHC e uma competente retórica populista, Lula navegou nas ondas da conjuntura internacional favorável e desenvolveu programas nas áreas econômica e social, cuja repercussão o levou à imodesta convicção de que se havia transformado em grande estadista.

Na segunda metade do primeiro mandato Lula enfrentou um primeiro grande desafio: o escândalo do mensalão, assalto aos cofres públicos urdido e chefiado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, com o objetivo de consolidar o “presidencialismo de coalizão”, com a compra do apoio de parlamentares, e o levantamento de recursos para financiar as atividades do PT. De início, dizendo-se ignorante da trama armada sob suas barbas, Lula mostrou-se indignado e declarou que o PT deveria se desculpar com os brasileiros. Seu projeto de reeleição em 2006 ficou seriamente ameaçado. Mas, com a ajuda da popularidade em alta, oposição tíbia, indicadores econômicos positivos e projetos sociais relevantes e devidamente propagandeados, Lula foi reconduzido ao Planalto.

Com a bola cheia, passou a negar a existência do mensalão e continuou solidarizando-se com a companheirada envolvida no escândalo. Enquanto isso, já corria solto o esquema sucessor do mensalão, o do propinoduto da Petrobrás. Era apenas uma das facetas, talvez a mais sórdida, da privatização do Estado por meio da colocação do governo a serviço do projeto de poder do PT. E, mais uma vez, é impossível de acreditar que o presidente da República ignorasse o que se passava.

Diante da impossibilidade de um terceiro mandato, Lula tratou de selecionar a dedo seu sucessor. Dilma, a “gerentona”, a “mãe do PAC”, parecia a escolha perfeita. Mas já no primeiro ano de governo ela teve um assomo de autossuficiência ao promover uma “faxina” no Ministério que em boa parte herdara de seu mentor. Desde então Lula vem tendo dificuldades cada vez maiores para controlar a pupila. Foram quatro anos de dilapidação, não só da economia nacional, mas principalmente da moral e dos bons costumes na Administração Pública e na política. Essa razzia se deve à ação e omissão de Dilma. Mas quem armou o projeto de poder baseado na imoralidade e escalou a sucessora foi Lula. Cabe-lhe, portanto, prioritariamente, a culpa por “tudo o que está aí”.

Em quem Renato Duque e o Vaccari 'Moch' confiam e que merece a proteção que estão dando? Se o Poder Judiciário continuar na mesma 'batida', vão pegar uma cadeia federal!

Presidente da Camargo Corrêa é posto em liberdade

Por Daniel Haidar
VEJA.com

O presidente da construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta segunda-feira após ter o acordo de delação premiada homologado pelo juiz federal Sérgio Moro. Ele vai cumprir prisão domiciliar e passou a usar uma tornozeleira eletrônica para ser monitorado pela Justiça.

O executivo estava preso desde 14 de novembro, quando foi deflagrada a Operação Juízo Final, a etapa da Operação Lava Jato em que sócios e funcionários de empreiteiras foram presos por fraudes e corrupção em contratos da Petrobras. Após longa negociação com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, Avancini e o vice-presidente comercial da construtora Camargo Corrêa, Eduardo Leite, fecharam acordo de delação premiada com os investigadores na madrugada de 28 de fevereiro. Prestaram depoimentos diariamente por quase duas semanas, em que confessaram crimes e apresentaram novas provas do esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais, em troca de eventual condenação mais branda pela Justiça.

Como parte da punição estipulada pelos acordos, Avancini teve de pagar multa de 5 milhões de reais, e Leite, de 2,5 milhões de reais. Nos depoimentos prestados no acordo, eles confirmaram pagamento de propina para João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, e para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal.


O presidente da construtora Camargo Corrêa fez revelações sobre o esquema de corrupção na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, o que os investigadores já chamam de “eletrolão. O consórcio integrado pela Camargo Corrêa tinha um contrato de cerca de 20 bilhões de reais em obras. A construtora tinha participação de 16% no consórcio responsável pela obra, dos quais 1% voltava para o PT e outro 1% para o PMDB em forma de propina. Os executivos também afirmaram que os 900.000 reais que a Camargo Corrêa pagou para a JD Consultoria, empresa do mensaleiro José Dirceu, eram, na verdade, suborno para o petista.

Por Reinaldo Azevedo

Caramba! Chega a dar medo! O maior fator de risco hoje no país é o grau de alienação dos petistas. Os companheiros estão vivendo numa realidade paralela. Perderam o bonde! Nesta segunda, dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PT se reuniram e lançaram um manifesto, com o aval de Lula e de Rui Falcão, presidente do partido, que discursaram. Seria cômico se aquilo não fosse uma tentativa de falar a sério.

Esses caras ainda acabarão fazendo uma grande bobagem. Eles estão doidinhos para ver cumpridas as suas piores — ou seriam as melhores para eles? — expectativas. Há momentos notavelmente aloprados no texto, mas, a meu juízo, o ápice está aqui, prestem atenção, quando tentam identificar por que os adversários não gostam do partido:
“Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”

Entenderam?

Os brasileiros não estão enojados com a corrupção na Petrobras.

Os brasileiros não estão descontentes com a inflação acima de 8%.

Os brasileiros não estão insatisfeitos com juros de 12,75% ao ano.

Os brasileiros não estão inconformados com uma recessão que pode chegar perto de 2%.

Os brasileiros não estão furiosos com a penca de estelionatos eleitorais.

Os brasileiros não estão cansados de uma Saúde capenga.

Os brasileiros não estão furiosos com uma educação medíocre.

Os brasileiros não estão fartos da incompetência arrogante.

Os brasileiros não estão estupefatos ao ver a Petrobras na lona.

Nada disso! Por que, afinal, a população iria se zangar com essas bobagens? Por que, afinal, esse povo bom e generoso iria reagir mal ao fato de um simples gerente da Petrobras aceitar devolver US$ 97 milhões que ele confessa oriundos da propina? Por que, afinal, a nossa brava gente se espantaria que José Dirceu tenha faturado quase R$ 2 milhões em consultorias só no período em que estava em cana? Nada disso é motivo!

Segundo o partido, seus adversários não suportam mesmo é ver supostos 36 milhões de pessoas saindo da miséria. A afirmação é de uma estupidez ímpar. Houve um tempo em que essa ladainha colava. Eis aí, leitor, revelado o verdadeiro espírito “petralha. Quando criei a palavra, referia-me exatamente a isto: à justificação da roubalheira, do assalto aos cofres públicos, da ladroagem mais descarada, em nome da igualdade social.

O manifesto aloprado segue adiante:
“O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.”

Uau! Então os milhões que saíram às ruas são “de direita e extrema direita” e estão se opondo “às mudanças”, não à “sem-vergonhice”? Querem saber! Estou aqui vibrando com essa análise. Ela conduz o partido à extinção. Ninguém precisará, como diz o texto, “acabar com essa raça”. Essa raça está cometendo suicídio. A propósito: o texto diz que é preciso enfrentar os adversários com “argumento e mobilização”. Tá. Sei o que é “argumento”. Mas o que vem a ser “mobilização” nesse contexto?

O texto, na sua burrice teórica, abriga este notável momento:
“Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do ‘melhorismo’. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.”

O partido gigante, que se apoderou de todas as estruturas do Estado, que aparelha estatais, fundos de pensão, autarquias e universidades; que se imiscuir até em fundações de direito privado para impor a linha justa, essa máquina gigante deveria, na visão dos valentes, se comportar como um partido pequeno, em formação, capaz de falar em nome da pureza, mesmo tendo nas costas o mensalão e o petrolão, entre outras barbaridades.

O documento lista ainda dez medidas a serem defendidas pelo partido. Entre elas, estão: campanha de agitação e defesa do PT; controle da mídia e imposto sobre grandes fortunas. E, claro!, a formação da tal frente ampla, formada por “partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo”. Entendi! O PT está com o saco cheio da sociedade brasileira. Acha que é hora de substituí-la.

Na minha coluna de sexta, na Folha, afirmei, apelando ironicamente a Karl Marx — que as esquerdas citam sem ler — que o PT hoje é “vítima de sua própria concepção de mundo”. Eis aí. Ah, sim: Lula também discursou e disse que seus sequazes têm de levantar a cabeça. De que adianta se eles se negam a abrir os olhos?


Numa entrevista depois do evento, Falcão teve a coragem de dizer: “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”. Dizer o quê? Vai ver corrupção praticada por petista deva ser chamada de obra humanitária. A única chance de Dilma, se é que lhe resta alguma, é se afastar desse hospício.