terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rodrigo Constantino

Vou te contar uma coisa: o ócio não tem sido nada criativo para essa turma da elite entediada, que tem abraçado causas cada vez mais bizarras na falta do que fazer, de um trabalho de verdade ou de uma crença religiosa séria. A nova vítima da patrulha politicamente correta foi a bela atriz Marina Ruy Barbosa. Seu grande “pecado”? Ela postou uma foto acariciando um cachorro. Mas era o cachorro “errado”, pois tinha raça. Vejam:

O tal Move Institute, que eu felizmente nunca tinha ouvido falar e descobri que ao menos tem bom gosto musical (a música de abertura de seu site é “Take Five”, meu jazz preferido), utiliza como lema a ideia de que é errado comprar um “amigo” (no caso, um bicho de estimação), alegando que devemos apenas adotá-los. E de preferência os vira-latas apenas.

Só o fato de Marina responder esse absurdo, justificando-se, mostra como a patrulha foi longe demais, passando de qualquer limite (e eu pensava que a turma radical da Peta era o ápice do ridículo). O simples ato de comprar seu bichinho de estimação, de preferência um cachorro de raça, significa agora que você é um “opressor”. Eis aqui eu oprimindo, então, com meus dois cachorros:
O Bono é um maltês puríssimo, comprado (e caro), enquanto a Mel é uma shih-tsu legítima, tibetana por temperamento, igualmente adquirida num pet shop. Se hoje mais cedo descobri que sou um “machista”, agora descubro que sou também um insensível com animais, pois em vez de adotar, resolvi comprar os meus cães de raça. Eles dormem no meu quarto, levam uma vida de nababos, mas não importa: ou eu pegava um vira-lata na rua, ou sou quase um monstro capitalista!

Marina, a mais linda atriz da televisão brasileira (pedi permissão à esposa para dizer isso, fiquem tranquilos), mandou mal de se dar ao trabalho de responder essa gente xiita. Mas ela está perdoada. Ela pode até ser esquerda caviar se quiser, com aqueles cachos cor de fogo que, como lembrou meu amigo Alexandre Borges, lembra a Vênus de Botticelli:
Se Marina está perdoada, porém, seus detratores não estão. É imperdoável criticar qualquer coisa na foto postada pela atriz, ainda mais o fato de o cachorro ser de raça. Chesterton dizia que o problema não era não acreditar em Deus, mas sim passar a acreditar em qualquer coisa. Essa gente desocupada vive assim, pulando de galho podre em galho podre, endossando manias e seitas cada vez mais fanáticas, absurdas e intolerantes. E fazem isso enquanto se sentem as almas mais bondosas que já habitaram esse planeta, mesmo sem acreditar em almas…

O risco de muita falta do que fazer em meio a uma bolha “progressista” é esse: você acabar enchendo o saco de uma atriz famosa só porque ela postou uma foto com um cão de raça. Que falta faz uma louça para lavar! Mas poderia ser pior. Somando isso à maconha e a uma vaidade excessiva, você poderia acabar como o Greg, escrevendo que combater o salário mínimo gerador de desemprego, especialmente aos mais jovens e às minorias, é como defender a escravidão no passado. A burrice é mesmo um espanto!
Tributos a Trump (1)
O Antagonista

A fila de empresas que estão depositando suas oferendas aos pés de Trump, na semana de sua posse, continua a crescer.

A General Motors anunciou que investirá US$ 1 bilhão nas fábricas americanas.

Também pretende repatriar 7 mil empregos na área de tecnologia.

Tributos a Trump (2)

O Walmart também incensou o futuro presidente com sua prenda: a promessa de criar 10 mil empregos neste ano nos EUA.

As vagas virão da abertura de novas lojas, expansão das já existentes e ampliação do negócio de varejo online.

A maior varejista do mundo também estimou que 24 mil empregos na construção civil serão sustentados pela construção dos novos estabelecimentos.
Policiais disparam contra detentos amotinados em penitenciária do RN
Os tiros foram disparados das guaritas que cercam o presídio. Ainda não há confirmação oficial sobre a munição utilizada
Noticiaisaominuto
Policiais Militares dispararam seguidas vezes em direção do interior do presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, por volta das 13h, desta terça-feira (17), após novo momento de tensão entre facções rivais.

Os tiros foram disparados das guaritas que cercam o presídio. Ainda não há confirmação oficial sobre a munição utilizada.A reportagem presenciou o uso de pistolas pelos PMs. A polícia afirma que utiliza apenas armas não letais, como as que disparam balas de borracha. Questionada pela reportagem, a corporação disse que a o orientação para os PMs é apenas esta.

No sábado (14), 26 detentos foram mortos em mais um massacre em penitenciárias brasileiras neste ano. Ainda não há confirmação oficial do Estado, mas a causa dos disparos pode ter sido uma tentativa de invasão dos presos a uma ala em que estão detentos de facções rivais.

Detentos do presídio de Alcaçuz seguem livres dentro dos pavilhões e ainda ocupam os telhados da detenção nesta terça (17). O governo do Estado afirma que vai reformar o presídio para construir um muro separando as duas facções que controlam o local.

Nesta segunda (16), policiais militares entraram no presídio e retiraram cinco homens que, segundo o governo do Estado, lideraram o massacre que matou 26 presos no último sábado (14). Eles foram transferidos. O governo do Estado, no entanto, não revelou qual foi o destino.

A maioria dos mortos pertence ao Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, facção criminosa que domina a maioria dos presídios do Estado. O Sindicato é uma dissidência do PCC (Primeiro Comando da Capital) surgida por volta de 2012 da qual todas vítimas faziam parte. A detenção está dividida em dois setores. Em um lado estão detentos do PCC e do outro, do Sindicato do Crime.

O secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Wallber Virgulino, afirmou nesta segunda que a polícia controla o presídio com agentes nas guaritas, mas reconheceu que a situação da estrutura é precária. "Os pavilhões estão destruídos e eles sobem nos telhados para tentar se defender", disse.

Será que o nosso Mendonça dos Correios vai aderir? O 'mágo véi' é uma instituição cajazeirense!

Correios abrem PDV e esperam adesão de 8,2 mil empregados
Estatal prevê economizar anualmente entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão; prazo de adesão vai até o dia 17 de fevereiro
Murilo Rodrigues Alves , 
O Estado de S.Paulo
A adesão será voluntária e o desligamento ocorrerá na modalidade "demissão a pedido", sem necessidade de cumprimento de aviso prévio.

Os Correios abriram nesta segunda-feira, 16, o plano de demissão voluntária (PDV) aos funcionários, com estimativa de economia anual de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão. O plano foi antecipado pelo Estado em novembro de 2016. Os empregados podem aderir ao PDV até o dia 17 de fevereiro deste ano.

Segundo a estatal, o público elegível é de quase 17,7 mil empregados e a expectativa é que 8,2 mil trabalhadores façam a adesão. A estimativa levou em consideração a média registrada nos últimos planos. Podem participar funcionários com tempo de serviço igual ou superior a 15 anos e com idade maior ou igual a 55 anos.

A adesão será voluntária e o desligamento ocorrerá na modalidade "demissão a pedido", sem necessidade de cumprimento de aviso prévio.

Para incentivar a adesão ao plano, a empresa oferece uma indenização que pode chegar a até 35% do salário por, no máximo, oito anos. A indenização - chamada de Incentivo Financeiro Diferido (IFD) - será reajustada anualmente com base na inflação oficial. Não haverá sobre essa indenização incidência de tributos, como impostos de renda, INSS e FGTS. No caso de falecimento do empregado, a indenização será mantida aos herdeiros. O benefício tem teto de R$ 10 mil mensais e o cálculo leva em consideração a média dos salários recebidos nos últimos 60 meses e o tempo de serviço nos Correios, além da idade.

A estatal, que tem o monopólio da entrega de cartas pessoais e comerciais, cartões-postais e malotes e pouca concorrência em cidades do interior, fechou 2016 com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões, número próximo ao de 2015. Trata-se do quarto ano consecutivo que os Correios fecham no vermelho.

Mais de dez anos após ser o palco inaugural do escândalo do mensalão, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ainda sofre, segundo quem acompanha o dia a dia da companhia, as consequências do aparelhamento político-partidário a que foi submetida nos últimos anos.

O último plano de desligamento incentivado para aposentados entrou em vigor em 2014 e foi até outubro deste ano. A empresa ofereceu como incentivo financeiro valor que variou de R$ 30 mil a R$ 150 mil, mas pagos de uma vez só.
Rinaldo Reis Lima, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do estado do Rio Grande do Norte, criticou a “omissão geral” à guerra de organizações criminosas em presídios
DANIEL HAIDAR
Época

O massacre na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, foi uma vingança da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) a uma facção aliada ao Comando Vermelho (CV), afirmou o procurador-geral de Justiça Rinaldo Reis Lima em entrevista a ÉPOCA neste domingo (15).

Presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), que reúne os chefes do Ministério Público de cada unidade da Federação, Lima disse que já foram localizados mais de 27 corpos no presídio e que a maioria das vítimas era do Sindicato do Crime (SDC), facção local que é aliada do Comando Vermelho. Para o chefe do Ministério Público do Rio Grande do Norte, o massacre foi uma vingança ao que aconteceu em Manaus, onde detentos da Família do Norte (FDN), outra aliada do CV, mataram presos do PCC.

O procurador-geral do Ministério Público do Rio Grande do Norte afirmou a ÉPOCA que vai montar uma força-tarefa para investigar as causas que facilitaram a chacina.

Confira trechos da entrevista a seguir.

ÉPOCA: O que aconteceu na Penitenciária de Alcaçuz?

Rinaldo Reis Lima: Foi o Primeiro Comando da Capital [PCC] que comandou a ação. São cinco pavilhões na penitenciária. O PCC estava isolado no quinto pavilhão. Para se vingar, eles invadiram o pavilhão 4, onde havia um número considerável de integrantes da facção Sindicato do Crime [SDC]. Infelizmente, graças a falhas, conseguiram invadir. Já tem mais de 27 mortes confirmadas. Até agora, pelo que pode ser identificado, as vítimas, na maioria, eram do Sindicato do Crime.

ÉPOCA: Depois dos massacres em presídios do Amazonas e de Roraima, houve alerta de que isso poderia ocorrer?

Lima: Não obtivemos nenhum informe de inteligência. Mas é previsível o que está para acontecer em diversos estabelecimentos prisionais de todo o Brasil. Há uma guerra declarada entre duas facções: o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, que envolve também grupos locais que se filiam a um ou a outro. Depois da matança em Manaus, já seria esperado acontecerem reações no restante do país. Infelizmente temos também essa rivalidade bem acentuada aqui no Rio Grande do Norte. O Sindicato do Crime é ligado ao Comando Vermelho [CV]. Isso não retira a responsabilidade do Estado. Está acontecendo, na minha opinião, uma omissão em todo o país em relação a essa guerra de facções. Tenho medo que ainda ocorram outros acontecimentos desse tipo. Há uma guerra declarada e há uma sede de vingança.

ÉPOCA: Como o Ministério Público vai reagir a essa chacina em Alcaçuz?

Lima: O que nos assombrou foi a facilidade com que conseguiram desligar a torre de celular e chegar facilmente ao depósito de armas, embora, ao que parece, os agentes de segurança tenham conseguido retirar as armas de lá. Talvez tenham ocorrido oito ou mais fugas, mas isso ainda precisa ser confirmado. O Ministério Público vai investigar o que aconteceu. A ação foi bem direcionada como vingança. Ficou muito visível a guerra de facções. Mas falhas de segurança vão ser objeto de análise. Pela complexidade do caso, estarei envolvido pessoalmente com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado [Gaeco] e com o Gabinete de Segurança Institucional para fazer uma força-tarefa e apurar a situação toda. Vamos investigar com procedimentos de investigação criminal e, se tiver indícios de corrupção para facilitar o acesso a armas ou a pavilhões, podemos abrir também inquéritos civis de improbidade administrativa. E vamos verificar o que há de tão vulnerável nesse sistema. Há uma informação de que pessoas estariam lançando armas para dentro do presídio a partir da parte externa do muro da penitenciária. Se existe essa facilidade, é uma vulnerabilidade muito grande.
Neymar é eleito o jogador mais caro do futebol mundial por estudo suíço
Preço do brasileiro foi estimado em R$ 840,49 milhões; Messi é 2º, com Cristiano Ronaldo na 7ª posição
EsporteFera
Segundo estudo do CIES Football Observatory, Neymar é o jogador mais caro do futebol mundial, avaliado em 246,8 milhões de euros (R$ 840,5 milhões)

Apesar de não atravessar a melhor fase da sua carreira, Neymar segue com seu valor de mercado em alta. Em levantamento feito pelo CIES Football Observatory, ligado ao CIES (International Centre for Sports Studies, em português, Centro Internacional de Estudos do Esporte), o camisa 11 do Barcelona é o jogador mais caro do futebol mundial, com valor estimado em 246,8 milhões de euros (R$ 840,5 milhões). Na segunda colocação aparece Lionel Messi, com 170,5 milhões de euros (R$ 580,65 milhões), seguido por Paul Pogba, do Manchester United, com 155,3 milhões de euros (R$ 528,88 milhões). 

Vencedor dos prêmios Bola de Ouro, da revista France Football, e eleito o Melhor Jogador do mundo pela Fifa, ambos em 2016, Cristiano Ronaldo é apenas o sétimo colocado, com preço estipulado em 126,5 milhões de euros (R$ 430,80 milhões). Além de Neymar, outros nove brasileiros aparecem no ranking que classifica os 100 jogadores com os melhores valores de mercado.

Segundo o próprio CIES, O estudo leva em conta o desempenho do atleta, como minutos jogados e gols anotados, além de características do jogador, por exemplo a idade e o tempo de contrato, e também o clube que defende e possíveis interessados em uma negociação. 

Em dezembro, Neymar já havia sido eleito como o jogador mais valorizado do futebol mundial, desta vez pela revista France Football.

OS JOGADORES MAIS VALORIZADOS DO FUTEBOL MUNDIAL

1º - Neymar (BRA), Barcelona: 246,8 milhões de euros (R$ 840,5 milhões)

2º - Lionel Messi (ARG), Barcelona: 170,5 milhões de euros (R$ 580,65 milhões)

3º - Paul Pogba (FRA), Manchester United: 155,3 milhões de euros (R$ 528,88 milhões)

4º - Antoine Griezmann (FRA) Atlético de Madrid: 150,4 milhões de euros (R$ 512,19 milhões)

5º - Luis Suárez (URU), Barcelona: 145,2 milhões de euros (R$ 494,49 milhões)

6º - Harry Kane (ING), Tottenham: 139,2 milhões de euros (R$ 474,05 milhões)

7º - Cristiano Ronaldo (POR), Real Madrid: 126,5 milhões de euros (R$ 430,80 milhões)

8º - Paulo Dybala (ARG), Juventus: 113,8 milhões de euros (R$ 387,55 milhões)

9º - Dele Alli (ING), Tottenham: 110,5 milhões de euros (R$ 376,31 milhões)

10º - Eden Hazard (BEL), Chelsea: 101,5 milhões de euros (R$ 345,66 milhões)

45º - Roberto Firmino (BRA), Liverpool: 55,3 milhões de euros (R$ 188,32 milhões)

47º - Willian (BRA), Chelsea: 55,1 milhões de euros (R$ 187,64 milhões)

48º - Philippe Coutinho (BRA), Liverpool: 55 milhões de euros (R$ 187,30 milhões)

56º - Lucas (BRA), Paris Saint-Germain: 50,4 milhões de euros (R$ 171,64 milhões)

83º - Fabinho (BRA), Monaco: 40,8 milhões de euros (R$ 138,94 milhões)

85º - Alex Sandro (BRA), Juventus: 40,7 milhões de euros (R$ 138,60 milhões)

92º - Douglas Costa (BRA), Bayern de Munique: 39,4 milhões de euros (R$ 134,17 milhões)

94º - Felipe Anderson (BRA), Lazio: 38,1 milhões de euros (R$ 129,75 milhões)

95º - Marquinhos (BRA), Paris Saint-Germain: 37,6 milhões de euros (R$ 128,04 milhões)
Um basta ao circo de horrores
Editorial Estadão

Cabe aos Estados assumir suas obrigações para reformar o sistema. O Espírito Santo é um exemplo de que isso é possível. De 2003 até hoje, esse Estado, que tinha algumas das piores prisões do País, conseguiu modernizá-las e diminuir o déficit de vagas. Há dois anos não se registram homicídios nos 35 presídios do Estado

A população continua a assistir – chocada e com medo de fugas em massa – ao circo de horrores que se instalou nas prisões do País, promovido por grupos criminosos rivais. Depois de controlar o sistema penitenciário, de onde comandam ações criminosas, entre elas o tráfico de drogas, esses grupos passaram a usá-lo como campo de batalhas para acertar suas diferenças e disputas por predomínio, travadas com requintes de selvageria.

O mais recente episódio, no Rio Grande do Norte, repetiu o roteiro sinistro dos que o antecederam – o de Manaus, no dia 1.º, quando presos do grupo Família do Norte (FDN), aliado do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, matou 60 presos do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo; e o de Boa Vista, em Roraima, cinco dias depois, quando o PCC se vingou promovendo a matança de 33 presos dos grupos rivais. Vingança que prosseguiu na rebelião, que durou 14 horas, entre a tarde de sábado e a manhã de domingo passado, na Penitenciária de Alcaçuz e no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, que integram o mesmo complexo, situado a 25 km de Natal.

Presos do PCC, abrigados no Pavilhão, conseguiram desligar a energia elétrica e pularam o muro da Penitenciária, onde ficam os presos do Sindicato RN, aliados da FDN e do CV, matando 26 deles. Pelo menos, porque até segunda-feira as autoridades não conseguiam determinar o número com precisão. Todos eles decapitados e dois ainda esquartejados, alguns jogados numa fossa. Na manhã de domingo, por volta das 7h30, a Polícia conseguiu pôr um mínimo de ordem no complexo. Só um mínimo, porque, como as celas foram quase todas destruídas numa rebelião em março de 2015 e não reconstruídas até agora, 200 presos circulavam pelo pátio. Na segunda-feira, muitos deles, dos dois grupos em luta, ocuparam partes distintas do teto da penitenciária.

Uma situação que resume bem o que se passa na maioria dos outros presídios do País, dos Estados mais ricos aos mais pobres, e cria um clima justificado de medo e inquietação. Com essas condições desfavoráveis reunidas, e sem nenhum sinal – ao contrário – de que terminou a luta pelo predomínio nas prisões e o controle do tráfico de drogas entre o PCC e o CV, com seus aliados de ocasião entre os outros 25 grupos menores, é muito provável que as rebeliões e os bárbaros ajustes de contas entre bandidos continuem. E como sempre sob as barbas das autoridades e a proteção do Estado, porque dentro de prisões.

Que a população se prepare, portanto, para o pior. Voltar-se para o governo federal à espera de uma solução é um erro. Erro compreensível por parte da população, ansiosa por ver uma luz no final do túnel – e que precisa ser esclarecida a respeito –, mas não dos governos estaduais, que ao apelar para a União querem se eximir da responsabilidade pelo desastre, que é sua. Cabe aos Estados cuidar das prisões. Mesmo que o governo federal – como já vem fazendo – aumente a ajuda aos Estados para criar mais vagas e aliviar o superlotado sistema penitenciário, isso não acontece da noite para o dia, demanda tempo.

As macabras rebeliões que se sucedem exigem medidas de emergência. É preciso retomar o controle das prisões, que não podem continuar entregues à selvageria de grupos criminosos que parecem ter perdido noções elementares de humanidade. E a essa altura só há uma maneira de fazer isso – a intervenção das polícias estaduais para estabelecer um mínimo de ordem no sistema penitenciário.

Feito isso, cabe aos Estados assumir suas obrigações para reformar o sistema. O Espírito Santo é um exemplo de que isso é possível. De 2003 até hoje – nos governos de Paulo Hartung, Renato Casagrande e novamente Hartung –, esse Estado, que tinha algumas das piores prisões do País, conseguiu modernizá-las e diminuir consideravelmente o déficit de vagas. E reduziu tanto a violência que há dois anos não se registram homicídios nos 35 presídios do Estado. Se o Espírito Santo pôde, por que os outros não podem também?
Guilherme Boulos, líder do MTST, é preso em São Paulo
Marlene Bergamo
Folha de São Paulo
Líder do MTST Guilherme Boulos é preso em São Paulo

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos foi preso na manhã desta terça-feira (17) em São Paulo.

Ele foi conduzido ao 49º DP, onde presta depoimento.

Boulos foi preso por desobediência. Ele estava na região de São Mateus, na zona leste, prestando solidariedade a 700 famílias que foram despejadas pela Polícia Militar de uma área ocupada. "Antes do despejo, Boulos tentou negociar com os policiais para que a ação fosse adiada", diz o advogado dele, Felipe Vono.

"Não houve desobediência, outras seis pessoas participavam da conversa", afirma Vono.
Rolls-Royce fecha acordo na Lava Jato e vai pagar multa de R$ 83 milhões
MARIO CESAR CARVALHO
Folha de São Paulo
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Lava Jato

A Rolls-Royce anunciou nesta segunda-feira (16) em Londres que fechou um acordo com o Ministério Público Federal brasileiro pelo qual pagará uma multa de US$ 25,6 milhões, o equivalente a cerca de R$ 83 milhões, para encerrar duas investigações contra o grupo britânico.

A empresa fabrica turbinas para gerar eletricidade, usadas pela Petrobras em plataformas de petróleo.

Dois delatores da Operação Lava Jato haviam contado em seus acordos que receberam ou repassaram propina da Rolls-Royce para que a empresa conquistasse contratos na Petrobras: o ex-gerente da estatal Pedro Barusco e o lobista Julio Faerman.

Barusco relatou à Polícia Federal, em novembro de 2014, que recebeu "pelo menos" US$ 200 mil para que a Rolls-Royce fechasse um contrato de US$ 100 milhões. O contrato, no caso, era para o o fornecimento de módulos de geração de energia para plataformas.

Levantamento feito pela CGU (Controladoria Geral da União) apontou que os contratos da Rolls-Royce com a estatal tinham uma valor muito maior do que o montante citado por Barusco: o negócio com os geradores, fechado em 2011, era de US$ 650 milhões.

O outro delator, Faerman, confessou que fez pagamentos ilícitos como representante da Rolls-Royce junto à Petrobras.

Faerman era considerado um dos maiores lobistas da Petrobras. Além da Rolls-Royce, ele representava a empresa holandesa SBM. Segundo Faerman, a empresa pagou US$ 139 milhões em propina para funcionários da estatal para fechar contratos que somam US$ 27 bilhões.

A SBM fechou um acordo de leniência, uma espécie de delação para empresas, no qual se comprometeu a pagar US$ 149,2 milhões à Petrobras e abater outros US$ 179 milhões que a estatal deveria lhe pagar nos próximos 14 anos. O acordo, no entanto, não foi homologado pela Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal.

Procuradores que integram o órgão concluíram que a empresa só citou no acordo fatos que os investigadores da Lava Jato já conheciam, não trazendo nenhuma novidade para a apuração.

ACORDO MAIOR
O acordo com o Brasil faz parte de um compromisso maior que a Rolls-Royce fechou com autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos.

A multa total será de cerca de 671 milhões de libras, o equivalente a R$ 2,6 bilhões.

O Reino Unido ficou com o maior valor da multa (497,3 milhões de libras ou R$ 1,95 bilhão) e o Brasil, com o menor. Já os Estados Unidos foram contemplados com uma indenização de cerca de US$ 170 milhões (ou R$ 550 milhões, quando corrigidos pelo câmbio desta segunda (16).

Desde meados de 2015 a Rolls-Royce tem dito que colabora com as investigações no Brasil, na Inglaterra e nos Estados Unidos e que não iria tolerar o pagamento de suborno como método para conquistar contratos.

Na capa d'O Globo


Na capa d'O Liberal


Os destaques do jornal Correio Braziliense


As manchetes do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: Estados pressionam Temer por papel da Força Nacional

Globo:  Prisão rebelada tem presos fora das celas desde 2015

Extra: Rio tem quase 100 obras paralisadas

Estadão: 62 municípios decretam calamidade em busca de recursos

ValorEconômico: Dobra o otimismo de CEOs e Bradesco vê início de virada

ZeroHora: RS pedirá ajuda á União para construir presídios

EstadodeMinas: Esforço para salvar vidas

CorreioBraziliense: Justiça ordena que o GDF pague reajuste a servidor

- ATarde: Ameaça de febre amarela deixa estado em alerta

- DiáriodePernambuco:  Banco já antecipa fundo inativo, mas vale mesmo a pena?

OPovo: Dinheiro das novas concessões vai para previdência

CorreiodaParaíba: Plantar maconha para remédio

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

E tome chuva em Cajazeiras! Vejam o vídeo.


Chuva com água correndo nas bicas.

Chuva é muito bom. Fátima Aquino entende bem do negócio. Veja o vídeo com chuva em Cajazeiras.


Fale quem quiser, mas a maior alegria de um sertanejo é ver chuva suficiente com água correndo nas bicas e gente na rua tomando banho e sorrindo. Cajazeiras agora.
 

Galvão paga o preço da fama ao ter dívidas expostas na mídia
A preservação da intimidade é quase impossível a quem optou ser famoso
Jeff Benício
Terra

A popularidade cobra caro de quem a usufrui. A perda da privacidade em diversos aspectos é um dos custos mais altos. Galvão Bueno sabe bem disso.

A vida contábil do locutor esportivo mais famoso e polêmico do país passou a ser divulgada na imprensa. Não apenas os créditos – a vida luxuosa e os investimentos em negócios –, também os débitos.

A edição desta semana da revista Veja traz uma nota na coluna Radar a respeito: “Mesmo com um dos maiores salários da TV brasileira, o apresentador Galvão Bueno está com problemas financeiros. Apenas em um banco, sua dívida é de 30 milhões de reais”.
Detalhes da vida financeira do locutor foram relatados na imprensa

No ano passado, o nome dele foi associado a outra pendência: um processo de atraso no pagamento do IPTU de um imóvel no Morumbi, em São Paulo.

Os advogados esclareceram que a dívida não era de Galvão, e sim do novo proprietário, mas o locutor era citado no processo por não ter sido feita a alteração na escritura.

O apresentador possui um dos maiores salários da Globo: cerca de 3 milhões de reais. É uma peça fundamental nas transmissões ao vivo de grandes eventos. Figura midiática indispensável para o canal.

Por isso, tudo o que se refere a ele repercute na mídia – às vezes de maneira exagerada ou deturpada. Sua vida íntima acaba exposta como se Galvão fosse um ator de novela.

Não há mais separação entre celebridades da teledramaturgia e do jornalismo. Todos têm a intimidade esmiuçada e revelada, seja uma crise conjugal, um novo romance, uma briga no trabalho ou um problema de saúde.

Tudo passa a ser de interesse público. A vida pública escancara a vida privada. Preservar dados pessoais é uma tarefa hercúlea a quem escolheu ser famoso ou ganhou notoriedade involuntariamente por conta da projeção de seu trabalho.

Nem o sigilo bancário resiste ao ataque à privacidade.

Sete Candeeiros Ciências...Não misture


Curiosidades da Química

Você sabe o que acontece, se misturar fósforo, ouro, nobélio, selênio, urânio e cobre?
Combustíveis: Cade investiga denúncias de cartéis em João Pessoa
Rubens Nóbrega
JornaldaParaíba
Postos de João Pessoa são investigados pelo Cade. Órgão suspeita de cartéis na capital e outras seis cidades do país (Foto: Diogo Almeida)

Os revendedores de combustíveis de João Pessoa estão na mira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), isso porque o órgão antitruste está investigando cartéis na venda de combustíveis em sete cidades brasileiras, entre elas a capital paraibana.

Além de João Pessoa, a “combinação de preços” entre donos de postos de combustíveis está sendo investigada em Belo Horizonte, Natal, São Luís, Brasília, Goiânia e Joinville. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (16) pelo Jornal O Globo. Outros seis procedimentos estão em fase de apuração preliminar, mas as informações são sigilosas.

No mapa dos cartéis de combustível no país, divulgado pelo jornal, a investigação em João Pessoa decorre de um inquérito da Polícia Civil e apura denúncias de cartelização em oito redes de postos de combustível. A capital paraibana possui, pelo menos, 117 postos.

Para o superintendente adjunto do Cade, Diogo Thomson, a crise econômica pode ser um dos fatores que criam oportunidades para que donos de postos conversem entre si e passem a combinar os preços dos combustíveis.

“Como os donos dos postos sabem que vai acontecer algo para impactar o preço, é uma janela para que eles conversem. Além disso, a crise econômica, com uma consequente diminuição no volume de vendas, pode funcionar como um incentivo para que eles se reúnam”, disse.

Esse tal de João Dória é um danado...

Gestão Dória doará itens de higiene para moradores de rua e a esquerda acha isso ruim
Implicante
Produtos foram doados pela Unilever e não custarão nada aos cofres públicos.

Já é mais do que sabido que a esquerda vive numa bolha isolada da realidade, na qual pouco importam os fatos do mundo concreto. Vale a narrativa, a ilusão, o discurso. Não por acaso, as surras eleitorais foram e são acachapantes. O esquerdismo simplesmente perdeu a conexão com as pessoas de verdade.

E, se alguém achou que acordariam, certamente se enganou. Vejam só essa…

A gestão de João Dória (PSDB) em São Paulo recebeu um milhão de itens de higiene da empresa Unilever e, desse modo, os distribuirá para os moradores de rua. A ideia, por óbvio, é atuar tanto na dignidade humana, na saúde individual e até na saúde pública/coletiva. Tudo isso sem gastos públicos de compra.

Algo ótimo, bacana, evidentemente positivo, não é mesmo? Não para a esquerda. Parece piada, mas é verdade: estão mesmo reclamando.

Para alguns, isso seria “higienismo”. Sim, é uma mistura de burrice e má-fé (ou seja, o esquerdismo em essência); pois, segundo essa turma, seria uma medida de natureza quase fascista, naquele sentido excludente e autoritário – simplesmente confundiram HIGIENE pura e simples com o “higienismo” no sentido político recente (algo, aliás, que já difere da origem do termo).

E há também a turma PONDERADONA. Sabe qual? Aquela que finge estar fazendo uma ANÁLISE INTELIGENTE, mas está resmungando sem esconder a raiva de um adversário fazer uma coisa boa – e, para eles, pouco importa o bem estar do povo, o fundamental é conseguir faturar politicamente. Esses, portanto, dizem coisas do tipo “ah, mas só isso não basta” ou “não adianta nada fazer isso”< entre outras pérolas.

Por fim, é claro, a TURMA DO LACRE, que fica fazendo piadinha para atacar a ação, mas novamente a coisa não sai da bolha.

No mais, queriam o quê? Que a Prefeitura ganhasse esses itens e os devolvesse, já que “só isso não basta”? Ora, claro que mais coisas serão feitas, são apenas alguns poucos dias de gestão – e já se fez mais do que o outro em quatro anos, praticamente.

Será divertido acompanhar a choradeira.

O Atlético de Cajazeiras, o Trovão Azul do Sertão, tem um tal de Mosquito...O asilado joga muito!

MOSQUITO BRILHA EM NOITE DE ‘BLECAUTE’
Franco Ferreira
PortalCorreio

Mosquito foi o nome do jogo. Ele marcou os dois gols do Atlético de Cajazeiras sobre o Campinense, por 2 a 0, ontem à tarde, no estádio Perpetão, em Cajazeiras. Com o resultado, o Trovão Azul assumiu a liderança do Campeonato Paraibano com seis pontos ganhos, melhor saldo que seus concorrentes.

Aproveitando a condição de atuar como mandante tendo o apoio da torcida, o Atlético tratou de pressionar o adversário logo a partir do primeiro minuto. E não demorou a sair o primeiro gol. O atacante Mosquito conseguiu a fazer a festa da torcida azul e branca.
Ainda no primeiro tempo, o Atlético ampliou o placar marcando aos 36 minutos mais uma vez através de Mosquito que agora tem três gols. Na etapa final, o jogo ficou paralisado durante 30 minutos devido problemas na iluminação. Com isso, os dois times voltaram para o jogo sem a mesma pegada.

O Atlético que soma seis pontos ganhos lidera a competição no saldo de dois gols. O time agora joga contra o Paraíba, no Perpetão. Já o Campinense joga contra o Auto Esporte, no Amigão.O árbitro foi Pablo Alves com Luiz Felipe e José Maria Neto.

Então, 'tá explicado...

CláudioHumberto

Em vez de explicar o pagamento de aluguel de R$ 30 mil por imóvel de familiares de sua cunhada Sandra Frota Albuquerque Dino, o governo de Flávio Dino [do Maranhão] explicou: “a família Sarney fazia o mesmo”. Ah, bom…
Das "campeãs nacionais" ao livre mercado
O Antagonista

À frente de um fundo de 4 bilhões de dólares voltado ao investimento em infraestrutura, Otávio Castello Branco, sócio do Pátria Investimentos, disse ao Estadão que os efeitos da Lava Jato e do governo Temer não poderiam ser melhores para a economia:

“Com o novo governo e com a Lava Jato, houve uma mudança estrutural positiva na forma de se fazer negócios no Brasil: a competição se dará em bases transparentes e justas. De mercado”.

Mais:

"Saímos de um modelo pró-Estado, intervencionista, com subsídios, dirigista na escolha de campeões nacionais, com a presença maior de bancos públicos. Agora, estamos passando para o modelo pró-mercado, onde o Estado tem o papel de regular, dar diretrizes, não intervir, não participar, deixar isso para o setor privado. Essa mudança, que terá um efeito perene, de longo prazo, demora para ser incorporada. A confiança não voltou totalmente, mas ela está voltando."
Colômbia prende ex-senador em caso Odebrecht
Otto Nicolás Bula, do governista Partido Liberal, é suspeito de receber suborno da empreiteira
Niviane Magalhães e André Ítalo Rocha , 
O Estado de S.Paulo

O ex-senador da Colômbia Otto Nicolás Bula foi preso no país por suspeita de receber suborno da Odebrecht, informou ontem o Ministério Público colombiano. Bula, do governista Partido Liberal, foi detido anteontem e será acusado pelos crimes de suborno e enriquecimento ilícito, segundo o MP local.

A detenção de Bula é a segunda que acontece na Colômbia por causa de corrupção em contratos com a empreiteira brasileira. O ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que exerceu o cargo durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, foi preso na quinta-feira passada. Ele é suspeito de facilitar o acesso da Odebrecht à construção do setor 2 da Estrada do Sol, um trajeto de mais de 500 km que liga o centro do país à Costa do Atlântico e ao Caribe. 

Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht admitiu, em acordo bilionário de leniência, o pagamento de US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina – incluindo o Brasil – e da África desde 2001. Na Colômbia, cerca de US$ 11 milhões de propina teriam sido pagos a autoridades do país entre 2009 e 2014.

Andrés Pastrana, ex-presidente da Colômbia, publicou em sua conta no Twitter um pedido para que o atual presidente do país, Juan Manuel Santos, cancele todos os contratos do governo colombiano com a Odebrecht. Pastrana, que presidiu a Colômbia entre 1998 e 2002, escreveu na noite de sábado: “presidente @JuanManSantos: cancele todos os contratos da Odebrecht. É imoral investigá-la em uns para premiá-la em outros”.
Trecho da Estrada do Sol, construída pela Odebrecht

A divulgação dos documentos americanos levaram à abertura de novas investigações em vários países que mantinham negócios com a empreiteira brasileira. A Odebrecht já fechou acordos com o Ministério Público do Panamá e do Peru se comprometendo a devolver recursos e colaborar com as investigações.
Rebelião mais violenta da história do RN tem 26 mortos, diz governo
Corpos foram levados a quartel da PM; identificação começa na segunda.
Rebelião na Penitenciária de Alcaçuz durou cerca de 14h.
Fernanda Zauli e Fred Carvalho
Do G1 RN

Vinte e seis presos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz que já é a mais violenta da história do Rio Grande do Norte. Quase todos foram decapitados. O motim começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15). Este já é o terceiro caso de dezenas de mortes em penitenciárias no país em 2017 - no começo de janeiro ocorreram os massacres no Amazonas e Roraima.

Mais cedo, havia sido divulgado que 27 presos morreram, mas, segundo o governo do estado, um deles foi computado duas vezes por que alguns corpos foram esquartejados e dois foram carbonizados.
Polícia faz revista em presos no RN 

O secretário de Segurança Pública, Caio Bezerra, disse, em coletiva na noite de domingo, que haverá reforço nas guaritas e nos arredores do presídio durante a noite para evitar fugas, e que na segunda-feira será realizada uma nova revista na unidade para buscar armas brancas ou de fogo. Neste domingo foram encontradas armas de fogo artesanais, segundo ele.

O secretário de Justiça, Wallber Virgolino, disse que os líderes identificados estão isolados dentro da unidade prisional e que ele espera que na segunda seja feita a transferência de presos para outras unidades no próprio estado. O objetivo é separar duas facções: Sindicato do Crime e PCC. Ele classificou o local como "cenário de barbárie".

Ele respondeu ainda sobre boatos de que haveria mais corpos em fossas do presídio, e disse que na segunda-feira haverá uma nova busca. Virgolino afirmou não descartar a possibilidade, mas disse que não acredita que ela se confirme.
O secretário de Segurança Pública, Caio Bezerra, fala durante coletiva de imprensa sobre a rebeilão 

Os corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) para que seja feita a identificação, mas, por questões de segurança, seguiram de lá até o quartel da PM. Um caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos enquanto não acontece a liberação para os sepultamentos. Além disso, legistas do Ceará e da Paraíba foram deslocados para ajudar no trabalho de identificação. Alguns presos, além de decapitados, também foram esquartejados.

A identificação dos corpos deve acontecer a partir da manhã de segunda-feira. Nenhum dos mortos foi identificado por enquanto.
Corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) 

Nove presos que estavam com ferimentos graves foram transferidos para o Pronto-socorro Clóvis Sarinho, em Natal. De acordo com a direção do hospital, nenhum deles corre risco de morte, mas não há previsão de alta.

Em entrevista coletiva realizada na manhã deste domingo, o Governo do Estado informou que identificou pelo menos seis líderes da rebelião. De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), o governo vai pedir a transferências dos líderes para presídios federais. Outros detentos podem ser transferidos ainda neste domingo para outras unidades prisionais do estado.

O titular da Sejuc, Wallber Virgolino, confirmou que os presos do pavilhão 5 invadiram o pavilhão 4. Segundo ele, um trabalho de contenção realizado por agentes penitenciários com o uso de bombas de efeito moral evitou a entrada dos rebelados no pavilhão 1. "Em termos de número de mortes essa é a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte", disse.

Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse Virgolino.

Três equipes de delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e 15 homens estão responsáveis pela perícia dos locais de crime.

A Penitenciária de Alcaçuz, segundo o governo, ficou parcialmente destruída e não há previsão para reconstrução. Ainda na tarde de sábado, um detento fugiu da penitenciária, mas foi recapturado em seguida.
Presos amanheceram telhado de pavilhões

Sobre a rebelião
A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 por volta das 17h de sábado (14). De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.

Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.

De acordo com a Sejuc, os próprios presos desligaram a energia do local e, com isso, os bloqueadores de celulares da unidade prisional deixaram de funcionar. Durante a madrugada foram ouvidos tiros dentro da unidade prisional e muita fumaça era vista no local.
Blindado da Tropa de Choque da PM entra na Penitenciária Estadual de Alcaçuz 

Na manhã deste domingo, policiais militares entraram na unidade prisional com veículo blindado, vans e carros para tentar acabar com rebelião. A rebelião foi controlada por volta das 7h20 com a entrada do Bope e do Choque, além do Grupo de Operações Especiais formado por agentes penitenciários.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.

Rebeliões e fugas
A última rebelião em Alcaçuz foi registrada em novembro de 2015. Houve quebra-quebra após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2. “Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, disse o secretário de Justiça da época, Cristiano Feitosa.

Mais de 100 presos conseguiram escapar do presídio no ano passado, em 14 fugas. A maioria deixou o presídio por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância.

Força Nacional
Na segunda-feira (9), o Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias a presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Norte. Os policiais enviados pelo governo federal estão atuando no patrulhamento das ruas e podem atuar na segurança do perímetro externo das unidades prisionais localizadas na Grande Natal.

A Força Nacional chegou ao estado em março de 2015, durante a série de motins no sistema prisional do estado, e o prazo de apoio poderá ser novamente prorrogado, caso haja necessidade.


Calamidade pública
O sistema penitenciário potiguar entrou em calamidade pública no mesmo mês, em março de 2015. Na ocasião, foram gastos mais de R$ 7 milhões para recuperar 14 presídios depredados durante motins, mas as melhorias foram novamente destruídas. Atualmente, em várias unidades as celas não possuem grades e os presos circulam livremente dentro dos pavilhões.

Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema prisional do estado, o Rio Grande do Norte possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3,5 mil vagas, mas a população carcerária é de 8 mil presos - ou seja, o déficit é de 4,5 mil vagas.

Acre e Amazonas
Na quinta-feira (12), presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram à penitenciária federal de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar - 14 do Acre e 5 do Amazonas.

O tribunal de honra do PT
O Antagonista

Valter Pomar quer que o 6° Congresso do PT instaure um “tribunal de honra formado por personalidades da esquerda, no qual nomes como José Dirceu e Antonio Palocci seriam julgados internamente”.

Ninguém leva a sério Valter Pomar.

Marco Aurélio Garcia disse ao Estadão:

“O 6º Congresso do PT não é um tribunal, nem será a ocasião para um ajuste de contas mesquinho entre tendências”.

No pomar do PT só se colhem laranjas.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


No Jogo/Extra: o Vascão está de volta


Na capa d'O Globo


A capa do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

 
Folha: Em 3º massacre do ano, 26 pessoas morrem no RN

Globo:  Rebelião com 26 mortos agrava crise no sistema

Extra: Estatística macabra: já são 11 PMs mortos em 2017

Estadão: Motim no RN tem 26 mortes; no ano, rebeliões deixam 119 vítimas

ValorEconômico: Reforma causa corrida em Estados por aposentadoria

ZeroHora: Crise fechou 1.023 lojas em shoppings do Estado em 2016

EstadodeMinas: QG contra a febre amarela

CorreioBraziliense: Temporada de torneiras secas começa hoje no DF

- CorreiodaBahia: Como economizar no retorno às aulas

- DiáriodePernambuco:  Morte de garoto eletrocutado gera indignação

DiáriodoNordeste: Rebelião e mortes nos presídios do país; no Ceará, clima tenso

CorreiodaParaíba: Mosquito [jogador do Atlético de Cajazeiras] brilha em noite de 'blecaute'

domingo, 15 de janeiro de 2017

Eu disse que o Trovão Azul 'tá virado num traque'!

DESTAQUE
TROVÃO DERRUBA MAIS UM FAVORITO
GloboEsporte

Após vencer o Botafogo-PB na segunda rodada do Campeonato Paraibano, o Atlético-PB derrubou neste domingo mais um favorito ao título estadual. Jogando novamente em casa, no Perpetão, o Trovão Azul venceu o Campinense por 2 a 0, com dois gols de Mosquito, ambos marcados ainda no primeiro tempo. E os donos da casa foram superiores em praticamente todo o jogo. Sobretudo na primeira etapa, quando criou outras chances de marcar e deu muito trabalho à defesa rubro-negra. No segundo-tempo - que atrasou por falta de energia elétrica -, a Raposa até teve mais espaço, mais posse de bola, mas pouco levou perigo ao gol de Gerson. Os atleticanos, por sua vez, administraram bem a vantagem construída antes do intervalo, seguraram a vitória e assumiram a liderança do Paraibano.

MOSQUITO NELES
Ele foi o nome do jogo. Marcou os dois gols da partida. Um deles, o segundo, um golaço. O atacante Mosquito estava inspirado. Primeiro, aos seis minutos do primeiro tempo, aproveitou rebote de Gledson, que não segurou chute de Duílio, e apenas empurrou para as redes. Aos 36, abusou. recebeu bmo passe e saiu livre na cara do gol. Com um toque sutil, se livrou de Gledson. Depois, com espaço para chutar, deu um drible desconcertante no zagueiro Joécio, que se estatelou no chão. Aí apenas tocou para marcar novamente. E saiu para comemorar. Depois, já aos 36 da segunda etapa, foi substituído. E saiu ovacionado pela torcida. Com muita justiça.

COMO FICA A TABELA?
A vitória sobre o Campinense levou o Atlético à liderança do estadual. O Trovão agora soma 6 pontos, mesmo pontuação que outros cinco times, mas superando todos no saldo de gols. Já a Raposa segue com 4 pontos, agora na sexta colocação, 2 abaixo do G-4 e 2 acima da zona de rebaixamento.

NA PRÓXIMA RODADA
Atlético e Campinense voltam a campo na próxima quarta-feira, pela quarta rodada do Campeonato Paraibano. O Trovão Azul faz o clássico de Cajazeiras contra o Paraíba, novamente no Perpetão. Já a Raposa recebe o Auto Esporte no Amigão, em Campina Grande. Os dois jogos estão marcados para as 20h30.
Engenheiro Crispim Coelho, de Cajazeiras, sofre acidente na BR 230
O engenheiro, empresário e professor do IFPB - Campus Cajazeiras, Crispim Sesinando Coelho Neto, sofreu um acidente automobilístico na manhã deste domingo (15), em Cajazeiras.

O acidente aconteceu no Km 510 da BR 230, próximo ao posto da PRF de Cajazeiras. Segundo informações, o carro possivelmente aquaplanou devido a pista molhada e ondulações na pista vindo a capotar caindo dentro de um açude.

O empresário deu entrada no HRC e passou por procedimentos emergenciais e está sendo transferido para o Hospital Santa Terezinha, em Sousa para receber os demais procedimentos médicos e realização de novos exames.

Crispim sofreu fraturas nas costelas e vários ferimentos pelo corpo e passará por exames de tomografia e ressonância magnética, 

A PRF esteve no local adotando os procedimentos que requer o caso.