quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sábado, no calçadão da Tenente Sabino em Cajazeiras, a comemoração do Dia das Mães. Riba e seus ilustres convidados farão a festa. Compareça.

Riba, voz e violão, e um convite especial

No próximo Sábado, 09 de maio, teremos a realização do "Dia das Mães no Calçadão", ali, na Tenente Sabino, em Cajazeiras.


Entre 9:00 e 11:00 horas, os preparativos já estarão no ar. Os patrocinadores são anunciados e todas as promoções divulgadas. Depois, à partir das onze horas, Riba e seus convidados, Luciano Lins e Cida Lins, farão um grande show. Showzaço!


Compareça sem moderação à boa música brasileira e clássicos internacionais.

Todos estão convidados.

Como reconhecer? Quando se descobre tudo, só se quer distância. Se os escândalos não tivessem aparecido, a culpa do desastre econômico do governo seria da 'crise internacional', da 'zelite' e de...FHC.

Josias de Souza


O PT e Dilma tornaram-se sócios de um empreendimento crivado de ironias. Por um desses caprichos do destino, o partido exibiu um programa de dez minutos em rede nacional nesta terça-feira, mesmo dia em que a Câmara começa a votar o ajuste fiscal do governo. Em vez de apoiar enfaticamente a iniciativa, a legenda sobe no telhado. Enquanto o Planalto mobiliza sua infantaria para restringir a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, o PT se dirige ao planeta Marte, pregando um ajuste que proteja os mais pobres e preserve os direitos dos trabalhadores.

Dilma, por sua vez, preferiu não participar da propaganda petista. É a primeira vez que ela se ausenta de um programa do gênero desde que virou presidente. Achou melhor não roçar sua já arranhada imagem nas manchas de óleo queimado que sujam a logomarca do PT. É como se o petismo e a presidente se olhassem no espelho e tivessem sobressaltos. Ambos perguntam a si mesmos: o que você está fazendo aí? Ou: por que você anda em tão má companhia?


Os petistas não estavam preparados para Dilma 2, a caída em si. No propinoduto da Petrobras, os companheiros atingiram o ápice do cinismo capitalista. Mas no ajuste fiscal comportam-se como ingênuos socialistas distraídos sendo usados por um governo terceirizado ao Bradesco. Pela corrupção, abandonaram seus ideais. Por Joaquim Levy, teriam de aderir ao inimigo.

Dilma encontrou a solução na semântica. Chama a rendição de amadurecimento. O PT, porém, ainda se preocupa com o que a posteridade falará dele quando puder se manifestar. A posteridade pode mesmo ser traiçoeira. Mas sem algum tipo de ajuste, o flagrante do PT que ficará fixado para a posteridade já está escolhido. No futuro, quando for necessário identificar a legenda para os mais jovens —Bolsa Família?, Fome Zero?, Pronatec?— bastará lembrar a conjunção da falta de ética com a ruína econômica e o problema estará resolvido. “Ah, aquele era o PT?”

A Paraíba aparece no almoço de Benjamim Maranhão...

Deputado gastou R$ 1.495 em almoço pago com dinheiro público
CorreioBraziliense

Benjamin Maranhão: refeição paga com dinheiro público

Em um momento no qual o país convive com a inflação em alta e o arrocho nas contas públicas, o deputado Benjamin Maranhão (SD-PB) gastou R$ 1.495 por um almoço pago com dinheiro público, em um restaurante de Brasília às margens do Lago Paranoá.

Na ocasião, em 1° de fevereiro passado, um domingo, parlamentares comemoravam a posse após solenidade no parlamento. Segundo o site Congresso em foco, Maranhão apresentou nota fiscal na qual consta “1 despesa com refeição”. O valor do documento foi ressarcido ao deputado por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), benefício mensal para custear alguns gastos, que pode chegar R$ 41.612,80 dependendo do estado de origem do político.

Ainda segundo o Congresso em foco, após o site divulgar a história e publicar o documento, na semana passada, a nota fiscal foi retirada do Portal de Transparência da Câmara. Por meio de nota, a Casa admitiu o erro e pediu a Benjamin Maranhão o ressarcimento do valor. O deputado não quis comentar o caso.
Financiando o Porsche de Val Marchiori
O Antagonista

Val Marchiori comprou um Porsche Cayenne com dinheiro do Banco do Brasil.

O dinheiro foi liberado quando o BB era comandado pelo atual presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, parceiro de Val Marchiori.

A Folha de S. Paulo mostrou que o BB autorizou Val Marchiori a comprar o Porsche Cayenne com uma parte dos 3 milhões de reais destinados a financiar a compra de carretas - um negócio que está sendo investigado pela PF.

Os 3 milhões de reais foram emprestados pelo BNDES, com juros subsidiados, de 4% ao ano.


Val Marchiori já declarou que é "mais fácil chorar num Porsche do que num Fusca". Dependendo de seu relacionamento com Aldemir Bendine, é também mais barato comprar um Porsche do que um Fusca.

A Folha fotografou Val Marchiori no Porsche financiado com dinheiro público
BOLAS DENTRO
DiáriodoPoder
Jânio Quadros certa vez visitava Athiê Jorge Couri, seu companheiro de partido em Santos (SP), e ficou encantado com a casa e a coleção de obras de arte do anfitrião. Não perderia a chance de ironizar, entre gargalhadas:

- Athiê, você jogou pelo Santos, não é mesmo?

- Sim, presidente.

- Diga-me, caro amigo: conseguiu esta casa com as bolas que defendeu ou com as que deixou de chutar?
Governo é derrotado na PEC da Bengala; PMDB diz que não vota mais ajuste fiscal

RICARDO BRITO E NIVALDO SOUZA 
O ESTADO DE S. PAULO

Comandada pelo rebelado Eduardo Cunha, Câmara aprova emenda que eleva de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória no Judiciário; principal aliado anuncia que indefinição do PT emperra avanço do pacote de cortes

BRASÍLIA - Numa articulação reservada patrocinada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o plenário da Casa aprovou nesta terça-feira (5) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva de 70 para 75 a idade para a aposentadoria de ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas União (TCU), a chamada PEC da Bengala. A proposta, apresentada pelo ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS) há 10 anos, será promulgada.

Na prática, a proposta é uma derrota ao Palácio do Planalto e retira o direito de a presidente Dilma Rousseff de indicar até cinco ministros do Supremo Tribunal Federal até o final do seu mandato, em 2018. No período, a presidente poderia indicar substitutos para os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber.

Outro efeito colateral da PEC é postergar a aposentadoria dos atuais integrantes da Corte. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, foi indicado para o STF em 2009 aos 41 anos. Antes da proposta, ele poderia ficar no Supremo até 2037, ou seja, por 29 anos no tribunal. Com a emenda, ele poderá ficar até 2042, isto é, 34 anos de Supremo.

Votação da MP 665 prevista para ontem, terça-feira, 4, acabou adiada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), depois que PMDB descobriu que petistas poderiam votar contra a proposta

A decisão de se votar a PEC da Bengala ocorreu no momento em que a Câmara estava prestes a iniciar o processo de votação da Medida Provisória 665, a primeira das duas MPs que fazem parte do ajuste fiscal. Eduardo Cunha encerrou a sessão de análise da MP, que alteram regras de concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas, para, em seguida, abrir uma sessão extraordinária em que colocou como primeiro item da pauta a PEC. Ele fez uma rápida reunião com líderes para anunciar a votação da proposta.

A justificativa pública de aliados de Cunha para colocar, de última hora, a votação da PEC da Bengala é o de que havia um quórum elevado no plenário da Câmara para votar a proposta. As PECs dependem de apoio em plenário de 308 deputados, conforme previsto nas regras da Casa. A proposta passou com 333 votos a favor, 144 contra e 10 abstenções. Os deputados rejeitaram um destaque ao texto que forçaria uma eventual extensão do aumento da aposentadoria compulsória para todo o serviço público. A PEC da Bengala havia sido aprovada pela Câmara em primeiro turno no início de março.

Contudo, aliados do presidente da Câmara afirmaram reservadamente ao Estado que Eduardo Cunha queria, com a aprovação da emenda constitucional, dar um troco em desafetos. Uma das queixas de Cunha seria o fato de ele ter se tornado alvo da Operação Lava Jato sem que o governo tenha atuado para impedir. Com a medida, o presidente da Câmara também quer, segundo aliados, se tornar mais ainda um fiador da votação da MP 665. “O ajuste só vai passar se ele quiser”, afirmou um peemedebista do grupo de Cunha.

O maior receio dos peemedebistas é apoiar as medidas do ajuste fiscal, que na prática dificultam o acesso a benefícios trabalhistas, e ver o PT votar contra, mantendo assim o discurso de que está ao lado do trabalhador.

O programa de TV do PT que foi ao ar à noite ajudou a complicar a situação do governo. Segundo os peemedebistas, o partido de Dilma não mostrou que está disposto a bancar o ajuste.

“Na tela da televisão aparece de uma forma e aqui nos solicita outra. Ou se de fato o País atravessa um momento difícil e para superá-lo e voltar a se desenvolver é preciso um remédio amargo. Não votaremos a MP 665 amanhã, não mais. Até que o PT nos explique o quer e, se for o caso que feche questão para votação das matérias do ajuste fiscal. Se não for assim, não conte conosco”, disse Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB.

O Planalto – que passou o dia tentando convencer o PT a votar a MP 665 – avalia que há boas chances de o ajuste, pilar do 2.º mandato de Dilma, ser agora comprometido, com a nova rebelião do PMDB, seu maior aliado.
Planalto avalia que foi um erro incluir Lula em programa do PT

Fabio Braga/Folhapress 
Panelaço contra o governo do PT na região da rua Cayowaá, no bairro Pompeia, em São Paulo

ANDRÉIA SADI
Folha de São Paulo

Depois do panelaço realizado por manifestantes antipetistas em diversas cidades do país, o governo federal avaliou que foi um erro incluir Lula no programa nacional do PT, exibido em rede nacional de televisão na noite desta terça-feira (5).

O anúncio foi alvo de protestos em bairros de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Recife, entre outras cidades.

A Folha apurou com interlocutores do governo no Planalto que foi um erro o PT expor Lula no programa, já que era previsível o panelaço.

A avaliação é que se fosse um panelaço só contra o programa do PT já seria ruim, mas não tão ruim como foi com a presença do ex-presidente, considerado pelos aliados como uma força política que não pode ficar exposta neste momento.

Os protestos foram mais uma "frustração", segundo os interlocutores, num momento em que o governo tenta contornar a crise política no Congresso.

O partido já teve que enfrentar recentemente a prisão do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, envolvido na Operação Lava Jato.

As manchetes do jornal Correio Braziliense


Os destaques do Jornal do Commercio


A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

Folha: Congresso estende mandato no STF e tira nomeações de Dilma

Globo:  Dilma perde poder de indicar cinco ministros para o STF

Extra:  Panelaço é registrado durante propaganda partidária do PT em vários Estados

ValorEconômico: Panelaço durante programa do PT na TV atinge várias cidades

Estadão: Câmara derrota governo e aprova PEC da Bengala

ZeroHora: Câmara aprova PEC da Bengala e governo sofre nova derrota

EstadodeMinas: Panelaço: programa do PT provoca nova onda de protesto

CorreioBraziliense: PT tira Dilma da TV, mas não se livra do panelaço

CorreiodaBahia: Delator: uso político arrebentou Petrobrás

- OPovo:  [Tráfico de drogas] Ceará tem terceira chacina em três meses
JornaldoCommercio[Panelaço] Dia do barulho no país

JornaldaParaíba: Projeto muda correção do FGTS e dobra valores

terça-feira, 5 de maio de 2015

Homem que atirou em caixão na PB pode responder por dois crimes

Ele atirou duas vezes em caixão durante velório de jovem morto a tiros.

Perturbação de velório e vilipêndio a cadáver estão no Código Penal.

Do G1 PB

Homem pediu para familiares se afastarem e atirou duas vezes contra o caixão do jovem (Foto: Walter Paparazzo/G1)

O homem que invadiu o velório de um jovem e atirou contra o caixão na madrugada desta terça-feira (5), em João Pessoa, pode responder por dois crimes, de acordo com o delegado Reinaldo Nóbrega, da delegacia de homicídios da capital paraibana. Segundo Nóbrega, a delegacia só apura homicídios consumados e tentados, mas devido à particularidade do caso, a superintendência regional da Polícia Civil designou a delegacia de homicídios para ser responsável pela investigação.

O caso aconteceu quando um jovem de 20 anos, baleado no domingo (3) e que morreu na segunda-feira (4), estava sendo velado em uma central de velórios no bairro de Jaguaribe quando um homem chegou no local, pediu para os familiares se afastarem e atirou duas vezes contra o caixão. No estacionamento do local, o homem deu um terceiro tiro pra cima.

Reinaldo Nóbrega explica que o ato de atirar contra o caixão durante um velório se encaixa em dois crimes do Código Penal Brasileiro. “Há, em tese, dois crimes: o de perturbação de cerimônia funerária, que é o artigo 209, e o de vilipêndio a cadáver, que é o crime contra o sentimento aos mortos, de acordo com o artigo 212”, diz o delegado. Somando os dois crimes, a pena máxima pode chegar a até quatro anos.

O titular da delegacia de homicídios de João Pessoa diz ainda que os esforços da investigação serão em identificar a pessoa suspeita de atirar contra o caixão e de entender as motivações do ato criminoso durante o funeral. “Pode parecer uma conduta simples, mas todos merecem respeito, principalmente a família da vítima”, comentou Nóbrega.

Investigações
O jovem que estava sendo velado já era investigado pela polícia pelo crime de homicídio há pelo menos cinco meses, mas foi baleado e morreu no hospital antes da polícia concluir a investigação. Segundo o delegado, ele era suspeito de pelo menos três assassinatos e, após o último deles, em dezembro de 2014, o jovem gravou um vídeo segurando uma arma e confessando que havia matando um homem. O vídeo foi divulgado nas redes sociais. “A polícia, de posse do vídeo, enviou o material para análise criminalística e após atestarmos a veracidade das imagens, começamos a investigar o jovem”, disse Nóbrega.

A polícia acredita que o jovem foi morto no domingo como represália de cúmplices do homem que ele matou em dezembro. “Em razão disso [da morte do jovem], pessoas ligadas à vítima tentaram matar os suspeitos do homicídio e por isso, conseguimos realizar duas prisões em flagrante: a do cúmplice do jovem que tentou matar os supostos assassinos e também a pessoa que é suspeita de matar o jovem”, completou o delegado.

Em Cajazeiras, no dia 8 de maio, grande evento contra as drogas. Vejam os detalhes.


Deputados dos demais partidos da base aliada raciocinam: se o PT, que é o partido do governo, não quer aprovar as Medidas, por que nós faremos isto?

Rachado, PT tenta definir posição sobre medida provisória do seguro-desemprego

RICARDO BRITO, NIVALDO SOUZA E BERNARDO CARAM 
O ESTADO DE S. PAULO

Após duas horas de reunião, os petistas não conseguiram fechar uma posição a favor ou contrária à matéria e vão começar uma nova rodada de conversas para tentar chegar a um consenso

Reunião da bancada do Partido dos Trabalhadiores na Câmara, coordenada pelo lider da bancada Sibá Machado com a presença do lider do governo José Guimarães e do ministro das relações institucionais Ricardo Berzoini,para discutir estratégias para a votação do ajuste fiscal

A bancada do PT na Câmara dos Deputados está dividida e tenta chegar a um posicionamento sobre a votação da Medida Provisória 665, um dos pilares do ajuste fiscal pretendido pelo governo Dilma Rousseff, prevista para esta terça-feira, 5. Essa indefinição pode contaminar a posição dos demais partidos da base aliada. Os deputados petistas ficaram reunidos no começo da tarde por mais de duas horas sem chegar a uma definição e suspenderam a conversa. O debate foi retomado por volta das 17h

Um deputado petista que participou de todo o encontro disse reservadamente ao Broadcast Político que há parlamentares na bancada favoráveis e outros contrários à MP 665, que muda as regras do seguro-desemprego. Houve quem defendeu a revogação de toda a medida provisória.

Os deputados do PT saíram da reunião com o discurso de que era preciso ter uma maior participação dos petistas para tomar a decisão. Ao todo, 35 dos 64 deputados da bancada estiveram na primeira etapa da reunião. Outra justificativa pública para adiar a decisão era que o líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), tinha que participar da reunião do colégio de líderes partidários, o que não lhe permitia continuar a participar do debate.

O governo escalou os ministros das Comunicações, Ricardo Berzoini, e da Previdência Social, Carlos Gabas, para tentar convencer os deputados petistas, na primeira etapa da reunião da bancada, a aprovar a MP 665. Em conversas reservadas, Berzoini foi um dos que mais se queixaram da falta de empenho do próprio partido - que já presidiu - em apoiar a medida.

Para tentar contrabalançar a pressão feita pelo governo e pela base aliada, o PT convidou também para participar do encontro o responsável pelo braço sindical do partido, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. Ele fez uma defesa enfática da rejeição das medidas provisórias 665 e 664, que, na sua opinião, restringem direitos trabalhistas e previdenciários.

O temor do Palácio do Planalto é que, sem uma posição definida do PT, os demais partidos da base aliada sigam o exemplo petistas e não queiram aprovar as medidas do pacote fiscal. O governo já recebeu sinais de que outros partidos da base não querem apoiar as propostas. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), cobrou há pouco "convicção" dos petistas na votação.

Será que a batida do próximo ano será assim?

CláudioHumberto

Tarso Genro (PT) é tão mal avaliado que a filha, Luciana Genro (Psol), com 2%, tem mais que o dobro dos seus 0,9% na pesquisa do Instituto Paraná sobre a disputa para a prefeitura de Porto Alegre, em 2016.

Será que tinha o que esconder? Isso pega bem? Perguntou Roosevelt Leitão, encaminhando a matéria.



Uma jovem de 21 anos foi submetida a uma cirurgia de emergência após engolir um telefone celular. Danieli Amâncio, moradora da zona leste de Caicó, não queria que o namorado lesse as mensagens de texto que poderiam comprometer o relacionamento dos dois.

Segundo o namorado da menina, Rui Cara de Rato, Danieli saiu correndo quando ele pediu pra ver o que havia no aparelho. No momento em que percebeu que o rapaz iria alcança-la, a menina resolveu engolir o aparelho. “Não acreditei no que vi, ela colocou o celular na boca e engoliu”, disse Cara de Rato.

De acordo com os médicos, a moça não corre risco de vida. No entanto, ela ficará alguns dias internada. Até agora, ninguém sabe o real conteúdo das mensagens.

Nas redes sociais está espalhado: hoje à noite, às 20:30 h, haverá um 'panelaço' na hora do programa político do PT.


Reclames 
Coluna Painel da Folha de São Paulo

Mesmo sem ter ido à TV aberta, Dilma fez um discurso mais criticado no Twitter no 1º de Maio do que no Dia da Mulher --o último grande panelaço. Foram 70.516 tuítes agora, com #CalaBocaDillma, contra 63 mil com #VaiaDilma no 8/3.

Nosso amigo e grande advogado, Erivaldo, aqui conhecido por Galego Cacaré (por sua honrosa origem nas cercanias de Várzea da Ema), lembrou de nós e enviou colaboração.

Caro DIRCEU, nobre DOUTOR, respeitável CONTERRÂNEO.

Boa tarde!

A Decisão abaixo me fez lembrar do SETECANDEEEIROS, de você também – é claro.

Nesse último feriadão estive na terrinha, quando então – lá em riba da Serra do Vital, naquele friozinho bom danado e bem pertinho do céu – comi rubacão com galinha de capoeira, com bode e batata doce, tudo regado a suco de cajá. Do alto da pedra lateral, espiando pra nossa Carrazeira, tirei retratos enquanto comia “pinha tirada na hora do pé”. A bicha tava doce de tinir. Depois desci de ladeira abaixo, vendo a hora matar um fdé de um motoqueiro. - Que lugar bom pra namorar! Era só o que se escutava e o mais que se via sob aquele amplo e frondoso arvoredo.

Agora, já na cidade que ensinou a Paraíba a ler, cá pra nós, você que mais pisa nesse chão sagrado do que eu: - por que num dão um acabamento melhor na camada asfáltica da nossa cidade? A impressão que se tem é que espalharam “o bicho rua arriba e rua abaixo ” com um galho das oiticicas, dali de frente da Câmara, imediações do Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Meus Deus! – Quanta trepidação!!!

Matuto e respeitoso abraço,

Erivaldo
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Não deixem de ver os vídeos, nesta reportagem. Incrível.

‘A gente achava que o criminoso estava do outro lado do balcão’, diz empreiteiro da Lava Jato 

Ex-vice-presidente e ex-presidente da Camargo Corrêa disseram à Justiça que ‘estão arrependidos’ 

Por Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

Em depoimento à Justiça Federal em Curitiba, base das investigações da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira, 4, o ex-presidente Dalton Avancini e o ex-vice-presidente Eduardo Leite, ambos da Camargo Corrêa, disseram que estão arrependidos. Eles confessaram que pagaram propina a ex-diretores da Petrobrás, em um esquema de corrupção instalado na estatal petrolífera.

“A gente achava que o criminoso estava do outro lado do balcão e não que éramos os dois lados do balcão, efetivamente”, afirmou Eduardo Leite. “Eu acho que isso é a grande lição e aprendizado. Isso é um mercado que não tenho mais interesses em me aproximar novamente na minha carreira, mais à frente, se é que eu vou ter mais carreira.”

VEJA O DEPOIMENTO DE EDUARDO LEITE NA ÍNTEGRA

A Camargo Corrêa, segundo a força tarefa da Operação Lava Jato, fez parte do cartel de empreiteiras que se apossou de contratos bilionários na Petrobrás.

Eduardo Leite e Dalton Avacini foram presos no dia 14 de novembro de 2014. Eles são acusados formalmente por corrupção e lavagem de dinheiro. Os dois fizeram acordo de delação premiada em março. Foram ouvidos e receberam o direito a cumprir prisão preventiva em regime domiciliar, no âmbito do acordo, mas monitorados com tornozeleira eletrônica.

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, perguntou então: “O sr. está arrependido, então, senhor Eduardo, é isso que o sr. quis dizer?”

“Eu estou.”

VEJA O DEPOIMENTO DE DALTON AVANCINI NA ÍNTEGRA


Dalton Avancini afirmou que a propina era colocada como regra do jogo pelos ex-diretores da Petrobrás. Ele contou que se tornou diretor do setor de Óleo e Gás da Camargo Corrêa em 2008, momento em que soube dos pagamentos ao ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e ao ex-diretor de Serviços Renato Duque.

“Não havia uma preocupação de falar: eu vou ser responsabilizado. Eu era o líder da unidade e nós fazíamos. Uma atitude talvez até insana de não se preocupar com isso”, disse Avancini.

Ouvidos pela primeira vez pelo juiz federal Sérgio Moro, os empreiteiros da Camargo Corrêa confirmaram o esquema de cartel, corrupção e propina na Petrobrás. Segundo os processos da Lava Jato, PT, PMDB e PP dividiam as indicações políticas nas diretorias da estatal, para arrecadar de 1% a 3% de propina nos contratos com empresas do cartel.

Ao final do depoimento, questionado por Moro se teria algo mais a dizer, Avancini declarou: “Só um profundo arrependimento de ter deixado isso chegar a esse ponto.”
Financiamento 
Segundo MEC, verba para novos contratos do Fies neste semestre acabou

No primeiro semestre de 2015, foram firmados 252 mil novos contratos, e a verba liberada foi de R$ 2,5 bilhões para o período


Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (4/5), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o secretário-executivo, Luiz Cláudio Costa, fizeram um balanço sobre o Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo eles, a verba para novos contratos neste primeiro semestre de 2015 acabou. De acordo com Costa, o Ministério da Educação (MEC) liberou R$ 2,5 bilhões para novos contratos do programa neste primeiro semestre de 2015.

Das 500 mil inscrições no programa no primeiro semestre de 2015, foram atendidas 252 mil. "Esse número ainda poderá mudar, havendo uma pequena queda, devido a alunos que não regularizarem a situação perante ao banco", explica Costa. O ano de 2015 começou com 1,9 milhões de inscritos no programa. Em relação à renovação desses contratos feitos em anos anteriores, os estudantes terão até 29 de maio para concluir o processo.

O orçamento para o segundo semestre de 2015 dependerá da União e não foi informado ainda, mas a expectativa é que seja a metade do liberado no primeiro semestre do ano, já que a verba de agora deve cobrir 12 mensalidades, e a que for disponibilizada no segundo semestre deve ser responsável por apenas seis mensalidades. "Estamos esperando a definição do orçamento para saber como será o segundo semestre", informou o ministro. A verba também depende dos contratos já firmados que são concluídos e pagos, já que, a medida que os contratos são pagos, os recursos vão voltando para a União.

Sistema fora do ar x Determinação da Justiça
O prazo para interessados no Programa de Financiamento Estudantil (Fies) realizarem inscrição para novos contratos terminou na última quinta-feira (30/4). A data limite não foi prorrogada, o que descumpre determinação da Justiça Federal de Mato Grosso, que estabeleceu que o período de inscrições passasse a ter tempo indeterminado por causa dos diversos erros enfrentados durante o processo de inscrição. Uma das falhas do sistema foi comentada pelo ministro: quando o estudante ia se inscrever, em alguns casos, aparecia a mensagem M321. As pessoas não entendiam do que se tratava, mas isso significava que as vagas para aquele curso tinham acabado. "Isso foi erro nosso", admitiu o ministro. Na metade do processo, o MEC deixou a mensagem mais clara.

No site do programa, o sistema continua fechado e é possível verificar a mensagem “O prazo para inscrição no Fies encerrou dia 30.4.2015.” O MEC diz que ainda não foi notificado. Segundo o ministro Renato Janine Ribeiro, quando a notificação chegar, o ministério deve recorrer. "Não adianta reabrir o sistema, porque não há mais recursos", rebateu. Costa e Janine, no entanto, disseram que vão analisar a melhor solução para o problema quando souberem o prazo da liminar.

Novo sistema
Para as próximas edições do programa, o objetivo é manter os novos critérios estabelecidos agora: ou seja, priorizar cursos com maior qualidade. "Provavelmente, quem pediu vaga em curso nota 5 (no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade) conseguiu vaga", disse o secretário Luiz Cláudio Costa. O MEC deve estabelecer um sistema de critérios para o Fies semelhante ao já aplicado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A grande novidade a ser lançada pelo MEC no segundo semestre de 2015 é uma plataforma de seleção única, em que estudantes poderão se inscrever para o Fies, o Sisu e o Programa Universidade para Todos (ProUni). Quem não conseguir vagas em um dos sistemas pode concorrer, no site, a vagas em outro programa.

Agora, vai!

MADURO PROMETE PLANO PARA NACIONALIZAR A DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS NA VENEZUELA

Para combater o racionamento e as filas diárias que tomam conta dos supermercados, a Venezuela agora pretende nacionalizar a distribuição de alimentos no país.

Spotniks


Num discurso inflamado na Praça O’Leary, no centro de Caracas, nas comemorações do primeiro de maio, Nicolás Maduro, o presidente socialista da Venezuela, prometeu promulgar leis para nacionalizar a distribuição de alimentos no país. Maduro anunciou o projeto em “uma série de medidas para vencer a guerra econômica no caminho do socialismo”, que inclui um aumento de 30% do salário mínimo do país - tática usada nos últimos anos para combater a inflação galopante e que vem resultando em ainda mais inflação – além da instalação de Consejos Populares de Abastecimiento y Producción.

Citando seus novos poderes de tomada de decretos recentemente concedidos pela Assembleia Nacional, Maduro disse que iria proceder tal medida “nos próximos dias e semanas”. O presidente bolivariano também observou que o sistema visa combater os “bachaqueros” que compram bens para revender a “preços elevados”.

Nunca é demais lembrar que o governo já controla, de acordo com estimativas, mais de 50% da distribuição de alimentos através de diferentes programas. A forte presença estatal no setor – como aconteceu nos mais diversos regimes socialistas ao longo do século vinte – vem rendendo racionamento de produtos básicos de alimentação e higiene, além de filas acachapantes em supermercados, que já podem ser vistas até do espaço pelo Google Maps.

Nos últimos dias, fortes rumores de que o governo nacionalizaria a Polar, uma das principais distribuidoras de alimentos da Venezuela, vem tomando conta do noticiário do país. Como relata um jornalista:

“A meta é o controle total da distribuição dos produtos da Polar através da intervenção dos seus centros de distribuição e, em seguida, ser capaz de canalizar grandes redirecionamentos para onde o governo decidir e, assim, alcançar um mega ‘efeito vitrine’ que diminua a fila nos supermercados.”

Há algumas semanas, Maduro disse que tinha de “radicalizar a revolução”, observando que estava cansado de tantas reuniões com empresários, a julgar que em sua opinião não poderia “acreditar na burguesia”. Vale lembrar que desde 2013 está em vigor na Venezuela a “Lei do Preço Justo”, que pretende equilibrar o custo de cada produto e o ganho dos empresários através “de preços justos”, além de teoricamente combater a “guerra econômica” que, segundo Maduro, vem sendo travada pela direita no país para atrapalhar seu governo. Na época, Maduro disse que com a norma o governo teria “mais uma ferramenta para combater a especulação”. Mas, aparentemente a medida não funcionou, visto que a ideia de nacionalizar a distribuição de alimentos é justificada quase dois anos depois pelo mesmo motivo.


A crise de racionamento que vem afetando drasticamente a economia do país nos últimos anos também toma conta do setor elétrico. Como forma de reduzir a demanda de energia, o governo anunciou nos últimos dias uma diminuição para menos de seis horas por dia de trabalho no setor público (que agora acontecerá das 7h30 às 13h). O Ministro da Eletricidade afirma que, como parte das medidas de prevenção também haverá um maior controle do uso de aparelhos de ar condicionado, elevadores e outros equipamentos elétricos no setor. Da mesma forma, as autoridades estão iniciando inspeções em shopping centers, hotéis e lojas para garantir a conformidade com a legislação que exige reduzir em 10% o consumo de eletricidade e incentivar o uso de sistemas de auto-geração de energia elétrica no horário de pico.

A economia venezuelana caminha em passos largos rumo à desintegração.
É preciso estar atento e forte 
SINVAL DE ITACARAMBI LEÃO
Folha de São Paulo

Quanto mais a sociedade assimilar a metalinguagem do direito e da política, mais a liberdade de imprensa será um valor defendido por todos

Desde 1992, foram assassinados no Brasil 31 jornalistas e radialistas no exercício da profissão, segundo o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas, na sigla em inglês). A maioria desses assassinatos ocorreu fora dos grandes centros.

Alguns desses profissionais, por atuarem em veículos da grande imprensa, acabaram destacados no noticiário nacional, como foram os casos de Tim Lopes, da Rede Globo de Televisão, Santiago Andrade, da Band, e Décio Sá, do jornal "O Estado do Maranhão", que mantinha o seu blog do Décio.

A repercussão desses casos foi de amplitude nacional e internacional, acionando organizações patronais, sindicais e políticas, chegando à sociedade civil sob uníssono repúdio. Por outro lado, esse repúdio também se repetiu todas as vezes em que a imprensa deixou de tomar cuidado com a transparência, criando as chamadas vítimas da mídia.

Governantes e legisladores --a classe política, em geral-- são os referenciais eternos, salvo raras exceções, acusando o jornalismo brasileiro de praticar um denuncismo irresponsável, principalmente em períodos eleitorais ou durante as crises políticas agudas.

Quando medidos por institutos de pesquisa, os bastidores, com os mais variados tons de marrom, nem sempre são percebidos pela opinião pública. Esse fenômeno é cíclico.

A revista "Imprensa" publicou sua primeira edição em 1987 ilustrando o descrédito da imprensa como instituição com um Pinóquio pós-moderno exposto na capa. Uma pesquisa do grupo Gallup mostrava o descrédito que o jornalismo brasileiro havia adquirido depois de 21 anos de ditadura militar.

Se fosse criada hoje, a capa mostraria a mesma instituição, provavelmente, bem creditada frente às demais da sociedade brasileira, segundo o Datafolha e o Ibope.

Talvez o fenômeno possa ser interpretado pela frase do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto: "A liberdade de imprensa é irmã siamesa da democracia", quando da revogação da Lei da Imprensa, em 2009.



Explicava o ex-ministro do Supremo: "Uma não existe sem a outra. As duas caminham juntas, mantendo uma relação de mútua causalidade ou de retroalimentação. Quer salvar a democracia? Mantenha a liberdade de imprensa em sua plenitude. Quer salvar a liberdade de imprensa? Mantenha a democracia em sua plenitude".

Nem as leis de imprensa desejadas por legalistas profissionais, que parem normas legais a torto e a direito, são capazes de melhorar a tautologia existente entre a imprensa e a democracia. A prontidão é a única atitude proativa.

Quanto mais a academia se debruçar sobre os conceitos estruturantes da filosofia política, quanto mais a sociedade assimilar a metalinguagem desenvolvida pelos ambientes profissionais, acadêmicos, jurídicos e políticos, mais a pauta da liberdade de imprensa será um valor e patrimônio defendido por toda a sociedade.

O Dia Mundial da Imprensa, comemorado no último domingo (3), os protestos ao estilo "Je Suis Charlie" e os a favor da liberdade de expressão na Venezuela estimulam um diálogo de múltiplas vozes que hoje compõem a polifônica realidade da comunicação contemporânea.

SINVAL DE ITACARAMBI LEÃO, 72, jornalista, é fundador e diretor da revista "Imprensa"

A primeira página do jornal Diário de Pernambuco


No jornal Lance! Os vascaínos liberam o grito de alegria.


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: PT dirá na TV [hoje, no programa político] que filiados condenados serão expulsos (promessa destoa ao tratamento dado aos dirigentes envolvidos no Mensalão)

Globo:  Volks dá férias coletivas a 8 mil e paralisa produção no ABC

Extra:  MEC diz que grana do Fies acabou

ValorEconômico: Ministro diz que governo não garante nova edição do Fies

Estadão: Temer ameaça com corte 'radical' se não houver ajuste

ZeroHora: Inter Penta

EstadodeMinas: MEC diz que a verba para novos contratos do Fies acabou

CorreioBraziliense: Executivos da Camargo Corrêa confirmam propina à Petrobrás

CorreiodaBahia: Encosta do medo terá 30 imóveis demolidos

- DiáriodoNordeste:  Crise na saúde provoca saída de secretário

JornaldoCommercioRecursos para o Fies esgotados

- JornaldaParaíba: Inadimplência dispara e atinge 441% na Capital

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os meliantes de Lula atacam na internet
O Antagonista

Desde que a revista Época publicou a reportagem sobre a investigação que o MPF abriu sobre o lobista Lula e os serviços que ele prestou à Odebrecht em Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba, todos eles finaciados com bilhões do BNDES, a vida do procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes virou um inferno. Como de hábito, a malta a soldo do governo passou a atacá-lo na internet.

Na sua página no Facebook, o procurador escreveu que se tornou alvo de "injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras". Eis a resposta de Anselmo Henrique Cordeiro Lopes aos ataques...

1. Meus pais são médicos e ninguém da minha família tem ou teve um escritório de advocacia chamado “Cordeiro Lopes”, e muito menos esteve envolvido em qualquer tipo de investigação ou ilicitude.

2. Não possuo nenhuma coluna no jornal Folha de São Paulo; o único artigo que publiquei nesse artigo, chamado “A Sociedade Não Silenciará” , trata do tema dos perigos de agrotóxicos e transgênicos e foi escrito em resposta a críticas feitas pela Senadora Kátia Abreu;

3. Até onde tenha chegado a meu conhecimento, não existe procedimento em aberto contra minha pessoa na Corregedoria do MPF. As representações contra mim formulada pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (que é réu de ação penal firmada por mim) foram devidamente arquivadas pela Corregedoria do MPF e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

4. Não sou amigo de nenhum deputado federal do PSDB. A propósito, até o dia de hoje, nunca votei em candidatos do PSDB (aliás, fui eleitor do PT até o surgimento do escândalo do “Mensalão”).

5. A investigação que trata de possível tráfico internacional de influência cometido, em tese, pelo ex-presidente Lula da Silva, apesar de ter iniciado a partir de despacho por mim firmado, hoje está sob a direção de outro membro do Ministério Público Federal.

6. O procedimento autuado que tem por objeto o suposto ilícito mencionado no parágrafo anterior é público e pode ser acessado, com base na Lei de Acesso à Informação, por qualquer cidadão que queira acompanhar a apuração e colaborar no esclarecimento dos fatos. O acompanhamento, inclusive, pode ser realizado a partir da página de transparência do Ministério Público Federal.

7. Nos últimos 7 anos e 8 meses, desde que entrei no MPF por meio de concurso público, tenho atuado, de corpo a alma, em defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, em prol da proteção ambiental, em favor da implementação de diversos direitos humanos e no combate à corrupção. Não serão calúnias, difamações e agressões veiculadas pela internet que subtrairão minha disposição inesgotável de buscar sempre a verdade, a justiça e a punição dos ilícitos.
Em alto nível de consideração
Por Eisenhower Braga Gomes

Sob forma de cachaça


Ou como vinho, sob atendimento 'seletivo' (às quintas)...


Lauro Jardim
Gonçalves: ligações com Lula e Pinheiro

O ministro do STJ Benedito Gonçalves, segundo VEJA revelou no sábado, tinha relações mais do que estreitas com Leo Pinheiro, presidente da OAS e amigão de Lula.

Lula, por sua vez, andava para lá e para cá apostando no nome de Gonçalves para a vaga de Joaquim Barbosa no STF. A todos – a todos os incautos, claro – dizia que apoiava Gonçalves para manter a cota para negros no STF.

Numa palavra, era Lula se escondendo atrás da cota para botar no STF um candidato alinhado com ele.

A propósito, Gonçalves aspira há tempos uma vaga no STF.

Reportagem da Folha de São Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, retrata o grande cantor Roberto Luna. Você sabia que ele é paraibano? Dono de um vozeirão, Roberto Luna nasceu em Serraria e seu nome de batismo é Valdemar Farias. Vejam, também, os vídeos.

RETRATO DO ARTISTA
MÔNICA BERGAMO
monica.bergamo@grupofolha.com.br

"Eu tô duro, porque bebi tudo e amei demais" diz Roberto Luna, um dos cantores de maior sucesso no país nas décadas de 1950 e 1960



O velhinho miúdo de cabelos brancos circula entre mesas soltando seu vozeirão ainda potente aos 85 anos. Se percebe um espectador cantarolando a canção, apressa-se em dividir o microfone com ele.

Encontra algum antigo conhecido, logo anunciado como "grande amigo", "pessoa especial". Pode também ser alguém que acabou de conhecer. Vai receber o mesmo tratamento do irremediável galanteador, entre sorrisos, abraços e beijinhos no rosto. É sempre assim.



O artista se chama Roberto Luna. Nome pouco conhecido pelas novas gerações, mas com público fiel desde o auge do sucesso, nas décadas de 1950 e 1960. Sua carreira soma mais de 60 LPs gravados, participação no clássico filme do cinema marginal "O Bandido da Luz Vermelha" (1968), do cineasta Rogério Sganzerla, e convivência com artistas como o cantor Nélson Gonçalves (1919-1998) e a apresentadora Hebe Camargo (1929-2012).

"Todo mundo e tudo que foi importante na música eu estive ou perto ou chegando perto", diz ele ao repórter Joelmir Tavares em seu apartamento no Palacete dos Artistas, quase na esquina da Ipiranga com a São João, no centro. O cantor de boleros e tangos e sua mulher, Magali, 59, moram desde dezembro no conjunto habitacional que a Prefeitura de São Paulo mantém para artistas idosos.

Do passado de glórias, restam recordações guardadas na memória ainda afiada. "Veio muito cedo e muito rápido a minha ascensão", afirma ele, que ficou famoso com a música "Molambo" (dos versos iniciais "Eu sei que vocês vão dizer/ Que é tudo mentira/ Que não pode ser"), lançada nos anos 1950.

"Tinha dia que eu fazia três shows em circo. E quando chovia era um inferno", lembra Luna, ao sentar-se no sofá da sala. Observa o cachorro de estimação que passeia pelo seu colo e constata: "Acho que o Thor [um lhasa apso branco de seis anos] tá ficando velhinho, como eu".

Mas a vida ainda pulsa para o paraibano nascido Valdemar Farias, que não gosta de ser chamado de "senhor". Ele sai de casa para shows esporádicos, como o que fizera semanas antes no Ed Carnes, restaurante no Cambuci (zona sul) que pertence a Ed Carlos, ídolo da Jovem Guarda nos anos 1960.

Até o fim do ano passado, Luna batia ponto todas as quintas-feiras em um bar e pizzaria de Santana (zona norte), o Quintal Brazil. Agora, diz que "talvez uma vez por mês" vai voltar ao palco da casa, onde se apresentou por oito anos seguidos, recebendo como pagamento o couvert pago pelos clientes.

Convites para shows ajudam a complementar a renda de cerca de um salário mínimo. Sente-se meio magoado com a aposentadoria por idade, "fajuta, que mal dá para comprar" os 16 remédios que toma por dia.



"Não por causa de dinheiro, mas pela falta de respeito a alguém que por mais de 60 anos trabalhou para a cultura. Tenho uma história que está aí para todo mundo ver", diz, com sua fala pausada e entrecortada por risadinhas, sem tom de ressentimento. "Deus é muito bom para mim. Eu toda hora agradeço pelas coisas que ele me dá."

Diz que ficou difícil provar seu histórico trabalhista porque perdeu documentos em uma enchente que atingiu sua casa em Taboão da Serra (na Grande SP) em 1990. A água levou também quatro dos cinco troféus Roquette Pinto --um dos principais prêmios do rádio no século passado-- recebidos por Luna. Carregou ainda fotos e reportagens sobre ele em jornais da Argentina, de Portugal, da Espanha.

Em um dos discos seus que ele tira da estante para mostrar, a fama aparece em destaque no encarte. "Seu nome ganhou fronteiras", diz o texto na embalagem de uma coletânea da gravadora RGE, da qual Luna era "um dos esteios" aos "29 anos de idade, cheio de vida e de sonhos".

Astro do rádio e pioneiro da televisão, onde chegou a ter programas, ele também deu uma mão a artistas iniciantes. Tim Maia (1942-1998), recém-chegado a São Paulo nos anos 1960 e sem um tostão no bolso, foi autorizado por Luna a fazer refeições com os funcionários da boate na rua Luís Coelho da qual era dono, a Molambo.

A história aparece na biografia de Tim, de autoria de Nelson Motta. O "apetite devastador" do então desconhecido músico chegava a dar prejuízo. Mas Luna mantinha o gesto caridoso. E deixava o novato rechonchudo se apresentar no local.

"Na primeira vez que ele [Tim] cantou, quase ninguém gostou", lembra o veterano, descrito no livro de 2007 como "cantor de boleros e biriteiro, mulherengo e sentimental". Dá uma gargalhada ao ouvir os adjetivos: "Ele [Motta] não errou não...".

Da trajetória de Luna faz parte também o episódio em que quase tomou um tiro de Nélson Gonçalves por ter se envolvido com uma namorada dele. "Um pouco é lenda também", diz o cantor, confirmando a história.

E emenda, sem perder a chance de exaltar qualidades de alguém: "O Nélson foi um dos melhores amigos que tive, uma pessoa muito querida, um homem maravilhoso, um ser humano de tamanho fabuloso. A grandeza de espírito dele era incalculável".

Do alto de seu 1,61 m, o cantor que gravou compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Dolores Duran e Lupicínio Rodrigues, acredita que "piorou muito a qualidade da música e dos cantores no Brasil".

"A música popular brasileira empobreceu demais. Mas não tenho o direito de malhar quem quer que seja", afirma, com sua diplomacia. "Só não aceito o sertanejo ser o representante da música popular brasileira."

Reconhece que a transformação é natural e que artistas jovens precisam ter seu espaço. "Eu também tive o meu, lá atrás. Uns chegam, outros saem de cena. Para mim, tudo deu certinho, de acordo com a minha idade."

E formula espontaneamente um balanço: "Tive uma carreira muito bonita, gratificante. Ah, mas dizem: 'Cê tá duro'. Eu tô duro porque bebi tudo e amei demais. Sou um cara feliz. Não sou aquele cara que... 'Ah, eu podia estar assim, eu podia estar assado'. Eu fiz tudo que eu tinha que fazer".
Polícia abre investigação sobre marqueteiro do PT

Operação que trouxe US$ 16 milhões de Angola em 2012 desperta suspeitas

PF acha que dinheiro pode ter sido enviado para pagar dívidas do PT no Brasil; Santana diz que agiu legalmente

NATUZA NERY
MARIO CESAR CARVALHO
Folha de São Paulo

Principal estrela do marketing político brasileiro, o jornalista João Santana virou alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura a suspeita de que duas empresas dele trouxeram de Angola para o Brasil US$ 16 milhões em 2012 numa operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o Partido dos Trabalhadores.

O valor equivale a cerca de R$ 33 milhões, de acordo com o câmbio da época. Naquele ano, Santana, 62, trabalhou em duas campanhas vitoriosas, a do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Uma das suspeitas dos policiais é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no país africano. Segundo essa hipótese, seria uma forma indireta de o PT quitar débitos que tinha com o marqueteiro.

Santana ganhou R$ 36 milhões pela campanha de Haddad, em valores corrigidos pela inflação, mas ele só recebeu a maior parte do dinheiro depois da eleição.

A campanha acabou com uma dívida de R$ 20 milhões com a empresa de Santana. O débito foi transferido para a direção nacional do PT, que negociou um parcelamento da dívida com o marqueteiro: o valor foi pago em 20 parcelas mensais de R$ 1 milhão.

Santana nega que tenha praticado irregularidade e diz que a suspeita de operação de lavagem de dinheiro para o PT não tem sentido. "Trata-se de uma operação legal e totalmente transparente", disse à Folha.

Ele elegeu o ex-presidente Lula em 2006 e Dilma Rousseff nas últimas duas disputas presidenciais.

OPERAÇÃO ATÍPICA

O inquérito sobre a Pólis, empresa de Santana, foi aberto este ano pela PF após um órgão do governo que combate a lavagem de dinheiro, o Coaf ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ter considerado "atípica" a operação que trouxe os US$ 16 milhões. Procurada, a PF não respondeu até o fechamento desta edição.

Três especialistas em finanças ouvidos pela reportagem, sob a condição de anonimato, dizem que não é comum o "internamento" (remessa de dinheiro do exterior para o Brasil), mesmo sendo legal, por causa da elevada carga tributária e da burocracia brasileira para alguém que tem negócios no exterior. A operação foi intermediada pelo Bradesco e declarada ao Banco Central.

Na operação de Angola, Santana teve de pagar R$ 6,29 milhões de impostos, segundo ele, o equivalente a 20% do valor que entrou no país.

Uma das empresas do marqueteiro que fez as remessas, a Pólis Caribe, fica na República Dominicana, que, apesar de não ser classificada oficialmente como um paraíso fiscal, permite o ingresso de valores sem cobrar impostos ou com taxas muito baixas, em torno de 5%.

A outra empresa usada para fazer parte da remessa de Angola para o Brasil foi a Pólis Propaganda & Marketing.

Já depuseram no inquérito o prefeito Fernando Haddad e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que foi ouvido antes de sua prisão, no último dia 15, por suspeita de ter recebido propina de empreiteiras contratadas pela Petrobras no governo Lula.

Haddad foi depor na última quarta-feira (29) à noite, depois do expediente, na condição de testemunha. A Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal cuida das investigações.

Santana é o marqueteiro político brasileiro com maior projeção internacional e atua no mercado desde 1999. Já realizou campanhas na Argentina, na República Dominicana, na Venezuela, no Panamá e em El Salvador, além de Angola. Apesar do currículo globalizado, a operação para trazer os US$ 16 milhões, que recebeu do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), foi a primeira do gênero que realizou.

Segundo Santana, o custo total da campanha angolana em 2012 alcançou US$ 20 milhões, dos quais cerca de US$ 4 milhões foram gastos para cobrir despesas operacionais e tributos em Angola.