segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Afonsinho, o garoto politicamente correto, atrapalhando a brincadeira dos outros...


Quem quer Lula
Os pobres ficaram com o Bolsa Família. A Odebrecht ficou com as refinarias, os “complexos” petroquímicos, os estádios da Copa do Mundo, os portos em Cuba
Por J.R. Guzzo - Veja

Está quase lá: mais uns poucos dias e vamos saber se a sentença que condenou o ex-presidente Lula a nove anos e tanto de cadeia por corrupção será confirmada, ou não, no tribunal superior para o qual ele apelou. Com isso vai se encerrar, enfim, o segundo ato desta comédia infeliz. Ela vai continuar, é claro, mas tem tudo para ir ficando cada vez mais rala, daqui para frente, se a condenação for confirmada por unanimidade ─ e se, por conta disso, Lula não for candidato à presidência da República em 2018. O público vai começar a sair da sala, pouca gente estará realmente prestando atenção no que os personagens falam no palco e, de mais a mais, o espetáculo que de fato interessa ─ quem será o próximo presidente ─ estará sendo apresentado em outro lugar. Se o ex-presidente sair do jogo, nos termos do que manda a lei, o Brasil terá uma excelente oportunidade para tornar-se um país melhor do que é. Ao mesmo tempo, será dado mais um passo no desmanche da maior obra de empulhação já montada até hoje na história política deste país.

Essa farsa, em exibição há anos, se deve à seguinte realidade: nada do que existe em relação à Lula é genuíno, verdadeiro ou sincero. Lula se apresenta como um operário, mas já passou dos 70 anos de idade e não trabalha desde os 29. Representa o papel de maior líder de massas da história do Brasil, mas não pode sair na rua há anos, com medo de ser escorraçado à vaias, ou coisa pior. O “irmão” do brasileiro pobre é um milionário ─ e, como diz a líder de um partido rival de extrema-esquerda, ninguém pode ser metalúrgico e milionário ao mesmo tempo. Vive denunciando as diferenças entre ricos e pobres, mas nenhum presidente brasileiro enriqueceu tanto os ricos quanto Lula ─ e justo aqueles que tiram suas fortunas diretamente do Tesouro Nacional. Os pobres ficaram com o Bolsa Família. A Odebrecht ficou com as refinarias, os “complexos” petroquímicos, os estádios da Copa do Mundo, os portos em Cuba.

Chegaram, neste fim de feira, a chamá-lo de “Nelson Mandela” ─ imaginem só, Nelson Mandela, que ficou 29 anos preso por ser negro e pedir a igualdade racial em seu país, e não por ter sido condenado como ladrão num processo absolutamente legal. Mandela não teve advogados milionários, nem recursos no TRF-4, nem a paciência do juiz Sérgio Moro, nem liberdade para ameaçar, pressionar e insultar a justiça. Não teve acenos de prisão domiciliar e “regime semi-aberto”. Mais do que tudo, talvez, Lula foi santificado como o homem mais importante do Brasil nos últimos 500 anos. Criou-se a fábula de que tudo depende dele, a começar pelo futuro de cada brasileiro. Nada se pode fazer sem Lula. Lula vale mais que todos e que tudo. O Brasil não pode existir sem Lula.

Tudo isso é uma completa falsificação ─ e é por isso, justamente, que as atuais desgraças de Lula na Justiça não estão provocando nenhum terremoto na vida nacional, e sim um final de história barateado pela decadência, o rancor e a mesquinharia. A verdade, em português claro, é que o Brasil não precisa de Lula. Se cair fora da vida política mais próxima, não fará falta nenhuma. Não há no Brasil de hoje um único problema concreto que Lula possa ajudar a resolver ─ você seria capaz de citar algum? É verdade que sábios de primeiríssima linha, cientistas políticos, “formadores de opinião”, etc, têm se mostrado aflitos com a possível “ausência” de Lula da lista de candidatos ─ nas suas angústias, acham que isso seria desagradável para a imagem de pureza que caracteriza nossas eleições através do mundo. Mas é uma alucinação: se Lula ficar fora é porque a lei assim determinou, e ponto final. Isso apenas mostra a imensa dificuldade que a melhor elite brasileira, até ela, tem para aceitar a ideia de que a sociedade deste país só valerá alguma coisa quando viver sob o império da lei.

Quem precisa de Lula não é a lisura das eleições, nem o povo brasileiro. São as empreiteiras de obras públicas. São os que esperam por novas refinarias Abreu e Lima. São os vendedores de sondas ou plataformas para a Petrobras. São os operadores de fundos de pensão das estatais. São os marqueteiros milionários. São os Renan Calheiros, e os Jader Barbalhos, e os Sarneys. São a diretorzada velha da Petrobras ─ gente que não vacilou em meter a mão no bolso e devolver 70 milhões de dólares em dinheiro roubado da empresa. São os Odebrechts, os Joesleys e os Eikes.

Quem precisa mais de Lula ─ o homem que no dia seguinte ao julgamento estará às 4 horas da manhã na fila do ônibus? Ou essa gente aí?

Esta será a semana da volta dos que não foram. 
A semana do “não sou petista, mas…”. 
A semana do “não li o processo, mas sei que não têm provas”.
A semana do “Temer também rouba”
A semana do “Não voto no Lula, mas…”.
A semana do “mas o Moro não prende o Aécio”.
A semana de jornalistas e artistas defenderem apaixonadamente seu futuro censor.

A semana em que os ditos “imparciais”, estranha e convenientemente, tomarão um lado. O mesmo de sempre.

Lado da subserviência com o errado, da tolerância para com o crime. 

Será uma ode ao relativismo moral em todas suas formas e possibilidades.

Vestirão suas capas de paladinos da Justiça como se defendessem uma ideia imortal ou a cura do câncer. Mas, sabem, o fazem apenas para colocar, novamente, um país de joelhos diante da maior quadrilha que já passou por aqui. 

Sabem que, no fim do dia, toda a gritaria, o ódio, o cinismo e a verborragia terá sido para defender um simples bandido.

Eles têm a certeza de que conseguirão aquele cargo, aquela vantagem, aquela Rouanet, tudo para si mesmos, em detrimento da população. 

Não estão nem aí. Os ditos combatentes do capitalismo, no Brasil, amam muito mais o dinheiro do que qualquer investidor de Wall Street.

Esta será a semana.
Previdência tem rombo recorde de R$ 268,8 bilhões em 2017
O déficit nas aposentadorias e pensões cresceu 18,5% em relação ao ano anterior, segundo a Fazenda; lei prevê rombo de R$ 192,8 bilhões em 2018
Por Reuters
Segundo o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, os números reforçam a necessidade da reforma da Previdência para o reequilíbrio das contas públicas

A Previdência fechou 2017 com rombo recorde de 268,799 bilhões de reais em 2017, alta de 18,5% sobre o ano anterior, reflexo do aumento das despesas com o envelhecimento da população, divulgou a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda nesta segunda-feira.

No Regime Geral da Previdência Social (RRPS), que engloba os trabalhadores da iniciativa privada, o déficit foi de 182,450 bilhões de reais no ano passado, elevação de 21,8% sobre 2016. Já no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), com servidores civis e militares da União, o déficit foi de 86,349 bilhões de reais, avanço de 11,9%o na mesma base de comparação.

Segundo o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, os números reforçam a necessidade da reforma da Previdência para o reequilíbrio das contas públicas. “A opção por não enfrentamento da reforma da Previdência vai implicar no futuro que, de repente, tenha que se fazer como Portugal e Grécia”, disse Caetano, em referência à eventual necessidade no corte de benefícios.

Com o aval final dos parlamentares para a reforma da Previdência até março, o déficit esperado para 2018 no RGPS ficaria 5 bilhões a 6 bilhões de reais menor, afirmou ele, acrescentando que o impacto para o RPPS seria muito pequeno.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a expectativa é de rombo de 192,842 bilhões de reais no RGPS em 2018.

Congresso

O governo vem lutando para tentar fazer a reforma da Previdência avançar no Congresso Nacional, mas há forte resistência dos parlamentares em apoiar a impopular proposta diante das eleições neste ano. No fim de semana, o presidente Michel Temer chegou a dizer que seu governo não vai acabar caso seja mal-sucedido na votação do texto.

Questionado sobre o plano B para a tramitação da matéria caso não haja mobilização suficiente para garantir os votos suficientes, Caetano se limitou a dizer que o governo trabalha com votação em meados de fevereiro na Câmara. O secretário defendeu que não há compromisso por parte do governo em relação à alteração das regras que estão na proposta da emenda aglutinativa da reforma.

Parlamentares e outros membros do governo, contudo, têm dado declarações de que será possível analisar o afrouxamento de alguns pontos nas negociações, como nova regra de transição de aposentadoria para servidores públicos que entraram na ativa antes de 2003.

Por enquanto, a proposta desidratada para reforma da Previdência prevê tempo mínimo de contribuição de 15 anos, após os quais os contribuintes poderão receber 60 por cento da aposentadoria, além de equiparação das regras para os regimes público e privado e idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens.

Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana...

ÉPOCA teve acesso a informações inéditas das investigações em torno das relações e dos negócios de parentes de Lula; qualquer que seja o resultado da apelação do ex-presidente à condenação de Moro, familiares estarão no foco da Lava Jato em 2018
THIAGO HERDY E DÉBORA BERGAMASCO, COM AGUIRRE TALENTO E PATRIK CAMPOREZ

Na quarta-feira, 24 de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4) julgará recursos contra a condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso da reforma de um tríplex no município litorâneo do Guarujá. O juiz Sergio Moro entendeu que a construtora OAS pagou ao menos R$ 2,2 milhões em propina por meio de obras no imóvel que Lula planejava ocupar. Se a apelação for negada, ele pode ser impedido de disputar um terceiro mandato presidencial – projeto ao qual se dedica dia e noite. Independentemente do resultado do julgamento, o fantasma da Operação Lava Jato vai continuar assombrando os Lula da Silva ao longo de todo o ano.

Nos últimos meses, policiais e procuradores federais avançaram sobre aquele que parecia ser um dos fios desencapados deixados ao longo dos quatro anos das investigações tocadas em Curitiba: as relações pessoais, os negócios particulares, a construção do patrimônio e o custeio de despesas de familiares do ex-presidente.

ÉPOCA obteve dados inéditos de investigações tocadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal nos últimos dois anos. Os investigadores progrediram em pontos importantes da apuração que leva a família do ex-presidente de volta à arena pública. E eles são contundentes.

Tudo começou em 4 de março de 2016, com a batida policial que visitou 33 imóveis em São Paulo e no Rio de Janeiro, cujos proprietários eram ligados ao ex-presidente, seus familiares e respectivos sócios. Se as provas coletadas na ocasião pareciam insuficientes para a apresentação imediata de denúncias, elas ganharam corpo recentemente com o depoimento revelador de testemunhas, a renegociação de colaborações premiadas e o reforço da velha diretriz tirada dos filmes de intriga política: era preciso seguir o dinheiro. E eles o fizeram.
INÉPCIA EVIDENTE
DiáriodoPoder
Certa vez o deputado Luiz Viana Neto começou a discursar na Câmara:

- Filho e neto de governadores da Bahia...

- Não apoiado!interrompeu Francisco Studart, seu adversário.

- Filho e neto de governadores da Bahia... – continuou.

- Não apoiado! – interrompeu novamente o oposicionista Studart.

- Mas, deputado, eu sou mesmo filho e neto de governadores...

Studart corrigiu, arrancando gargalhadas no plenário:

- Perdão, excelência. Entendi mal: “filho inepto de governadores”...
Sousa consegue sua primeira vitória no Campeonato Paraibano de 2018 após superar a pressão do Atlético de Cajazeiras
O Atlético foi quem tomou a iniciativa no jogo. O Trovão partiu para cima desde o primeiro minuto e organizou uma verdadeira blitz na defesa do Dinossauro, pressionando muito o time da casa. Teve bola na trave, sequência de defesas difíceis do goleiro do Sousa e muitos gols perdidos pelo Atlético. Mas quem saiu na frente no placar foi mesmo o Sousa. Depois da cobrança de falta de Esquerdinha, Diego Neves aproveitou e completou para abrir o placar. O Trovão seguiu pressionando, mas no primeiro tempo não conseguiu empatar.

Segundo tempo

O empate que o Atlético tanto buscou na etapa inicial saiu depois do intervalo. Logo aos 3 minutos, a bola foi alçada na área por Thiago Almeida e o zagueiro Renan apareceu para empatar a partida. Mas o Sousa não deixou barato e voltou a ficar na frente no placar. O atacante Jonathan recebeu na área, limpou bonito a marcação e bateu no canto do goleiro Gerson. O Trovão voltou a levar perigo à defesa do Dino, que conseguiu segurar a pressão adversária para conquistar a primeira vitória no Paraibano.

E a tabela?

Com a vitória, o Sousa chega aos 4 pontos e está empatado em pontos com o Nacional de Patos, na terceira posição do Grupo A. Já o Trovão, segue com os 3 pontos que tinha antes de a bola rolar e se mantém na terceira posição do Grupo B.

Próxima rodada

Na próxima rodada, o Sousa entra em campo na quarta-feira (24) para enfrentar o Treze, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. Já o Atlético, recebe o Auto Esporte, também na quarta-feira, no Estádio Perpetão, em Cajazeiras.

Na capa do jornal O Estado de São Paulo


No jornal Lance


Na capa d'O Globo


Os destaques do jornal Valor Econômico


O julgamento e a narrativa
O PT tem se empenhado em transformar o julgamento de quarta-feira em um acontecimento político, acima de tudo
Editorial do Gazeta do Povo 

O país deve parar para acompanhar uma sessão da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, na próxima quarta-feira. Caberá a João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus decidir se a condenação do ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de dinheiro será mantida ou derrubada. Na primeira instância, Sergio Moro condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão – os desembargadores do TRF4 podem, ainda, alterar essa pena caso concordem em manter a condenação. A missão do trio de magistrados, neste 24 de janeiro, é puramente técnica, mas tem consequências político-eleitorais que transcendem, e muito, o caso do tríplex do Guarujá que levou Lula ao banco dos réus.

E é por isso que o PT tem se empenhado tanto em transformar este julgamento em um acontecimento político, acima de tudo. Seguindo a tradição petista de colocar todas as instituições de Estado a serviço do partido, desta vez caberia à Justiça apenas referendar aquilo que o partido já decretou em seu tribunal interno informal: Lula é inocente, e aos desembargadores só resta o papel de carimbadores dessa avaliação. Por isso, todas as declarações de líderes e parlamentares petistas, até o momento, batem em uma mesma tecla: se o TRF4 confirmar a condenação de Lula, terá tomado uma decisão política e arbitrária, e não jurídica.

Na mente dos petistas, haveria inúmeros motivos para condenar Lula: por exemplo, a “consolidação do golpe” iniciado com o impeachment de Dilma Rousseff e continuado com a “destruição dos direitos dos trabalhadores” por meio das reformas trabalhista e previdenciária; a manobra para impedir que Lula dispute a Presidência em 2018 e reverta o “retrocesso” seria o ataque final contra o partido. Isso sem falar do “revanchismo da elite” que, na narrativa petista, odeia os pobres e, por consequência, o presidente que permitiu aos menos favorecidos frequentar os mesmos ambientes antes reservados aos ricos, como aeroportos. É o tipo de argumentação de quem precisa achar uma alternativa à hipótese mais simples e óbvia: a de que Lula seja mesmo culpado dos crimes que lhe são imputados.

Uma prova do desprezo petista pelo devido processo legal é a crença na submissão deste a demonstrações de força ou popularidade. Ao se referir à possibilidade de Lula concorrer mesmo cumprindo todos os requisitos legais para ser considerado um legítimo ficha-suja, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, questionou: “Como é que vai cassar o voto de 40, 50 milhões de brasileiros?”, como se as urnas pudessem substituir os tribunais, absolvendo eleitos de seus crimes. A lei é bastante clara a respeito da inelegibilidade de pessoas condenadas por colegiados, e isso independe de quão massiva seja a votação do condenado em questão. Ao contrário do que diz Gleisi, não há um “direito das pessoas a votar em Lula”; há, sim, o direito de concorrer a um cargo eletivo caso estejam cumpridas as condições legais para tal. E o direito do eleitor não é o de votar em determinado nome, mas o de poder escolher entre candidatos que tenham um mínimo de lisura – e, na falta de critério melhor, a linha de corte foi estabelecida justamente na condenação por colegiados.

Ainda piores são as insinuações de que haveria resistência a uma eventual prisão de Lula, como na frase (depois amenizada como “força de expressão”) “para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”. Gleisi prometeu que não haverá violência no dia 24 e citou como precedente as passagens de Lula por Curitiba para depor a Moro, mas é preciso ter dois fatores em mente: em primeiro lugar, os depoimentos eram apenas uma etapa do processo, sem maiores consequências; agora, o que está em jogo é o próprio futuro de Lula. O que nos leva ao segundo ponto: quando as coisas realmente importavam, o petismo e suas entidades-satélites, também conhecidas como “movimentos sociais”, não tiveram dúvida em promover o caos, como se viu em diversas ocasiões – basta recordar a praça de guerra em que a Esplanada dos Ministérios foi transformada quando da votação da PEC do Teto de Gastos.

A reação diante de decisões judiciais das quais se discorda é uma boa medida do respeito que pessoas e instituições têm pela Constituição e pelo Estado Democrático de Direito. A julgar pelo que se tem dito até agora, o PT, infelizmente, não parece apto a passar no teste. Só nos resta esperar, caso a condenação de Lula seja confirmada, por um lampejo de lucidez em Porto Alegre na quarta-feira.
JUSTIÇA ACUADA
ROBERTO CAVALCANTI
CorreiodaParaíba

Você já pensou o que é estar no lugar do juiz Sérgio Moro ou dos três desembargadores do TRF-4 - Leandro Paulsen, Gebran Neto e Victor dos Santos Laus - que julgam os processos da Lava Jato?

Você já imaginou que, para ir ao cinema, à casa de um amigo ou a um shopping, eles precisam de proteção, porque podem virar alvos de vingança de condenados ou de comparsas?

Já ponderou o preço que estão pagando, e seus familiares que também sofrem ameaças, por serem honestos, competentes e corajosos na análise desses casos que estão levando poderosos para a cadeia?

Investigar, acusar, condenar e prender um ‘João Ninguém’ é fácil. Não tem meios para chicanas jurídicas e muito menos para pressionar. Mas, o que dizer dos que estão nas listas dos mais ricos do País e dos mais poderosos da República?

Esses podem contratar as mais renomadas bancas de advogados, financiar investigações paralelas para questionar provas, pagar por silêncio, pressionar por favores, ameaçar com revelações... Têm muito a perder para não lutarem com unhas e dentes pela liberdade e por seus interesses econômicos.

Contudo, em três anos de Lava Jato, o juiz Sérgio Moro já condenou 113 poderosos a 1.753 anos e 7 meses de pena.

Foram recuperados R$ 10,3 bilhões, porém o MPF cobra ainda R$ 38,1 bilhões de ressarcimento por danos da corrupção. Só de propinas foram pagos R$ 6,4 bilhões, referentes a esses processos.

Entre os condenados, os donos e executivos das maiores empreiteiras do Brasil, ex-diretores da Petrobrás, ex-ministros, ex-deputados, ex-senadores, um ex-governador e um ex-presidente.

A estrela da lista é inegavelmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas brilha o herdeiro Marcelo Odebrecht, que condenado a mais de 29 anos, já cumpriu dois anos e meio em regime fechado e está em prisão domiciliar como prêmio por colaborar com a Justiça.

Em todos os casos, os réus exerceram a ampla defesa garantida por lei, e nenhuma empresa ou partido ameaçou a ordem pública, como ocorre nos dias que antecedem o julgamento do recurso de Lula, condenado a 9 anos e meio de reclusão por corrupção.

Em todos os meus bem vividos anos jamais soube de réu pressionando juiz publicamente. Para mim é inédita a possibilidade de convulsão social pela confirmação de condenação por corrupção, crime que não é contra uma pessoa, mas contra todos os brasileiros.

O pior é que o exemplo tem muita força. E se o Comando Vermelho, no julgamento de um de seus membros, decidir ir para a porta do Tribunal para pressionar o magistrado? Vamos admitir? Vamos considerar como natural do regime democrático?

Que um réu pose de vítima é compreensível. Que se lance candidato para ter como falar em “perseguição”, é uma estratégia para confundir os desinformados, mas ainda no limite. Baderna está fora.

O PT tem um ‘exército’ de ex-comissionados e apadrinhados sonhando em voltar ao governo, e ainda mobiliza CUT, MST e outros movimentos para Porto Alegre. A presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, avisa que para prender Lula, “vai ter que matar gente”. Está pregando a desobediência civil?

O TRF comunicou ao STF que os magistrados estão sendo ameaçados. Estão acuados. Se o resultado não for o que interessa a Lula, o que haverá?

Só mais uma questão: e se o resultado levar todos os outros brasileiros à percepção de que a Justiça não é para todos?

Não esqueçamos que “a primeira igualdade é a Justiça”, como bem disse o poeta e estadista Victor Hugo.

Já perdemos muito, mas não a crença em nossas instituições.

As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

FolhadeSãoPaulo: Mudança em justiça do DF agiliza ações contra Lula [e outros políticos]

Globo: Receita já multou os envolvidos na Lava-Jato em R$ 15 bilhões

Extra: Reajuste para servidor federal está garantido

Estadão: Tribunal que vai julgar Lula só absolveu 5 condenados por Moro

ValorEconômico: Entidades já vivem penúria do fim do imposto sindical

ZeroHora: Cinco anos depois da Kiss, Santa Maria ensina como reagir a tragédias

EstadodeMinas: Marun: fevereiro é prazo final da reforma

CorreioBraziliense: TSE monta estratégia contra mercenários

CorreiodaBahia: E o tabu continua

DiáriodePernambuco: Caixa terá que ser encolhida

DiáriodoNordeste: Mudança na conta de luz atinge 750 mil cearenses

CorreiodaParaíba: Na capital, clássico tradição (Botafogo x Treze) termina empatado em 1 a 1

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

LULA E A LEI
DiáriodoPoder 

Enquanto o Brasil aguarda pelo julgamento do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, que analisará o recurso apresentado pelos advogados do petista contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, proferida pelo juiz Sergio Moro em primeira instância no processo referente ao rumoroso caso do triplex no Guarujá (SP), ficam cada vez mais evidentes o desespero do lulopetismo em relação ao futuro de seu principal líder e as constantes e desmedidas agressões do PT ao Poder Judiciário brasileiro e às instituições democráticas do país.

Nas últimas semanas, à medida que se aproxima o julgamento marcado para o dia 24 de janeiro, não foram poucos os próceres lulopetistas que se manifestaram abertamente contra o que vêm chamando de “rito de exceção” contra Lula, como se houvesse um complô com o objetivo de afastar o ex-presidente das eleições e consumar um “golpe” – mesmo termo utilizado de forma desavergonhada no período em que Dilma Rousseff foi afastada por meio do impeachment. São inúmeros os relatos de ameaças e tentativas de intimidação contra os desembargadores do TRF-4, além de palavras de ordem e gritos de guerra que indicam a possibilidade de haver quebra-quebra e atos de vandalismo caso o recurso de Lula seja rechaçado. Os bate-paus do lulopetismo não têm limites, demonstrando uma vez mais total descompromisso com as instituições republicanas e a própria democracia.

Trata-se, ao fim e ao cabo, de uma inútil e patética tentativa de mobilizar a militância do PT e seus simpatizantes, desqualificando o processo na hipótese de uma eventual condenação do ex-presidente também em segunda instânciao que parece cada vez mais provável diante da amplitude de seus crimes e das provas apresentadas pelo Ministério Público e corroboradas pelo juiz Moro na sentença. Até parece que Lula é inimputável ou está acima da lei. Nada mais autoritário ou antidemocrático do que essa interpretação. 

Em alguns casos, é perceptível que se trata de certo desespero de áulicos do lulopetismo em relação à iminente condenação do grande símbolo do partido. Em outros, no entanto, talvez a grande maioria das lideranças do PT, o que se vê é claramente a intenção de solapar e até mesmo derrubar a ordem democrática vigente no país, o que nos faz recordar do período de tão triste memória da ditadura militar. É uma postura totalmente irresponsável, para dizer o mínimo.

É evidente que se trata do óbvio, mas diante de tamanha desfaçatez e da afronta do PT às instituições é importante reforçar: Lula não tem salvo conduto, assim como nenhum dos cidadãos brasileiros, para praticar crimes. A Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010) é cristalina e não deixa margem para qualquer tipo de dúvida: em caso de condenação por um tribunal colegiado, como o TRF-4, o possível candidato se torna “ficha suja” e fica impedido de disputar eleições. Além disso, há um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que um condenado em segunda instância já pode iniciar o cumprimento de sua pena (no caso de Lula, provavelmente em regime fechado, se a sentença de Moro for referendada pelo TRF-4) enquanto apela às instâncias superiores do Judiciário. Vem daí, muito provavelmente, o desespero e o descontrole da militância lulopetista.

Como se não bastasse a mobilização do PT, também os aliados não declarados do partido, como o PSOL, já se manifestaram em uma nota oficial divulgada há alguns dias que faz coro à narrativa delirante e mentirosa de que “eleição sem Lula é fraude”. No texto, a legenda – que se diz oposição ao lulopetismo, mas costuma cerrar fileiras ao lado e Lula e seus liderados em momentos cruciais – defende o direito de o ex-presidente ser candidato mesmo se condenado pelo TRF-4, descumprindo a Lei da Ficha Limpa.

Por mais que o lulopetismo e seus satélites esperneiem sobre o que pode acontecer em Porto Alegre no dia 24, a ordem democrática do país está preservada e as instituições estão em pleno funcionamento. Se condenado, o ex-presidente não poderá participar do processo eleitoral e, mais do que isso, deverá iniciar o cumprimento da sentença na cadeia. É o que esperam os brasileiros de bem, a imensa maioria da população tão ultrajada pela roubalheira perpetrada pelo PT durante mais de 13 anos. Que se cumpra a lei. Lula não está acima dela.

*Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS.
Argumento fraudulento
Merval Pereira
O Globo

Um julgamento em que o único resultado aceito é a absolvição do réu não passa de uma fraude. A declarada disposição dos petistas, através de seus mais destacados membros, de considerar golpe a confirmação da condenação de Lula no julgamento do dia 24 do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (TRF-4) é mais um passo para a confrontação, que seria apenas política se ficasse na retórica, e não passasse ao desrespeito a uma decisão judicial ou ao incitamento às “lutas de rua”, como fez o senador Lindbergh Farias.

Da mesma maneira que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, disse que ao afirmar que para prender Lula teriam “que matar muita gente” estava usando “uma força de expressão”, também Lindbergh disse que ao chamar os militantes petistas para o “enfrentamento, as lutas de rua” estava se referindo ao “embate político”.

O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio, criticou no Twitter o senador petista, classificando sua declaração de conclamação “de grupos de pessoas para atos de violência”. O uso, premeditado ou não, de palavras ou expressões marcadas por violência pode ser irresponsável ou malicioso, dependendo do entendimento de cada um, mas nunca um instrumento normal da política.

No caso de Lindbergh, ele afirma ainda que o PT e seus militantes não devem mesmo aceitar uma nova condenação de Lula, pois ele é inocente. Em uma democracia, não há maneira de não aceitar uma decisão da Justiça, e portanto o senador petista está sugerindo ações fora da lei, mesmo que essa não seja, como diz, sua intenção. A tentativa do PT de desqualificar a decisão dos juízes do TRF-4 é despropositada e necessariamente não democrática.

Não é posição de um partido que disputa pelas regras democráticas, disposto a respeitar as leis. Lula vai fazer tudo para ganhar tempo com os recursos cabíveis, em duas frentes. O mais importante no primeiro momento é, se a condenação for confirmada, ter um voto favorável para permitir os chamados embargos infringentes, que retardariam uma virtual prisão, consequência natural da condenação.

O procurador da República Maurício Gotardo Gerum, que vai pedir o aumento da pena para Lula no julgamento por considerar que ele cometeu três crimes diferentes e não apenas um, desmentiu que pedirá sua prisão cautelar. Qualquer medida relativa ao cumprimento da pena seguirá o andamento normal da execução penal, disse ele, indicando que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) será seguida, só levando à prisão ao final dos recursos.

Na questão eleitoral, somente a partir das convenções partidárias oficiais, até 5 de agosto, é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a inelegibilidade do candidato condenado em segunda instância, com base na Lei da Ficha Limpa. Depois disso, o impugnado pode recorrer ao STJ e ao STF e, dependendo do ritmo dos processos, Lula pode conseguir chegar ao dia 20 de setembro em condições de registrar seu nome na urna eletrônica.

Antes disso, porém, até o dia 17, Lula poderá renunciar e nomear um substituto, e essa será uma indicação claríssima do ânimo que o embala. Se apresentar um substituto, demonstrará que está disposto a continuar jogando o jogo democrático. Se insistir em ter seu nome na urna, pode estar criando uma crise institucional brutal pois, se perder o recurso final, os votos dados a ele serão anulados pela Justiça Eleitoral.

Os recursos, de acordo com a Lei das Inelegibilidades, terão prioridade sobre todos os demais processos, justamente para tentar impedir a protelação da decisão final. O ideal é que nesses 43 dias entre 5 de agosto e 17 de setembro os tribunais superiores se pronunciem para não deixar margem a uma crise institucional por falha da legislação. A tentativa do PT de desqualificar a decisão dos juízes do TRF-4 é despropositada e necessariamente não democrática O senador Lindbergh Farias disse que ao chamar os militantes petistas para o “enfrentamento, as lutas de rua” estava se referindo ao “embate políticoO juiz Marcelo Bretas criticou o senador petista, classificando sua declaração de conclamação “de grupos de pessoas para atos de violência”
CláudioHumberto

Gleisi Hoffmann parece estar fora da casinha, com a iminente prisão de Lula: tem dito que o PT não reconhecerá que há democracia no País. Para gente dessa laia, só há democracia quando é feita sua vontade.
Perdendo as estribeiras

Eliane Cantanhêde
Estado de S.Paulo

Gleisi convoca ‘gente’ a morrer por Lula, Bolsonaro come ‘gente’ à nossa custa

Em que mundo estão a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro, quase PSL, que representam os dois polos das eleições de 2018 e estão perdendo as estribeiras?

Estridente integrante da tropa de choque do ex-presidente Lula, o líder das pesquisas, Gleisi disse ao site Poder360 que, “para prender Lula, vai ter de matar gente”.

E, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro, por ora principal concorrente de Lula, admitiu por que recebe o auxílio-moradia da Câmara, de R$ 4.253,00, se tem imóvel em Brasília: “Pra comer gente, tá?”.

Depois de defender, até internacionalmente, a ditadura agora sanguinária de Nicolás Maduro na Venezuela, Gleisi joga gasolina na fogueira e convoca petistas e agregados para incendiar o País no julgamento de Lula, dia 24, pelo TRF-4. Péssimo para o País e não ajuda Lula em nada.

Quem é a “gente matada” de Gleisi Hoffmann? E quem é a “gente comida” de Jair Bolsonaro? A gente que estuda, trabalha, rala na fila do ônibus e amarga o desemprego, ou produz, vende, sofre com a economia e se escandaliza com a política? Será que é essa gente que vive ou morre por Lula? E será que é essa gente que Bolsonaro “come” à custa de dinheiro público?

A declaração de Gleisi é tão irresponsável como foi sua defesa do regime Maduro, que leva os cidadãos e cidadãs venezuelanos ao desespero, ao desamparo, ao desabastecimento e à desesperança. Em vez de se aliar com a gente que sofre, ela se alinhou com a gente que impõe o sofrimento. E por mera questão ideológica. E, no caso de Lula, ela tenta jogar o mundo petista, nada mais, nada menos, contra a Justiça brasileira. E deixa a dúvida: e se o TRF-4 absolver Lula? Quem é a favor da prisão também pode matar ou morrer?

Já Bolsonaro vai se revelando, além de um político reacionário, com ideias deseducativas, também um poço de contradições. A principal é se dizer antipolítico. Como assim? Não bastasse estar no sétimo mandato de deputado federal, elegeu a ex-mulher duas vezes vereadora no Rio e meteu três filhos na política: Eduardo é deputado federal, Flávio, estadual, e Carlos, vereador.

Foi como políticos que os quatro Bolsonaro amealharam ao menos R$ 15 milhões em imóveis. E é também como político que o patriarca pode usufruir de auxílio-moradia para “comer gente”. Isso é que é rejeição à política?!

As declarações estapafúrdias da senadora e do deputado são chocantes, mas reforçam o quanto o Brasil está mudando e o quanto os próprios políticos estão esperneando, se surpreendendo e correndo atrás do prejuízo. Nisso, perdem o senso, extrapolam e falam o que não podem, nem devem.

O próprio fato de o ex-presidente mais popular da redemocratização estar sendo denunciado, julgado e até condenado em primeira instância já é uma mudança e tanto. Mas há muito mais: o que dizer de um presidente no exercício do mandato que sofreu duas denúncias da PGR no mesmo ano e tem agora de responder a questionário de 50 perguntas “desrespeitosas e ofensivas”, segundo ele, da Polícia Federal?

E o ex-poderoso governador do Rio que foi preso, condenado a dezenas de anos e ontem transferido de penitenciária para não desfrutar de regalias? E as intervenções na Petrobrás e, nesta semana, na CEF? E a prisão de Paulo Maluf? Símbolo da corrupção por mais de 30 anos, ele virou o maior troféu do oposto, do combate à corrupção.

A declaração de Gleisi é um esperneio e a de Bolsonaro é um alerta para o risco de enganação e retrocesso. Gente que não mata e não morre contra a Justiça e que não “come” nem é “comida” com dinheiro público ouve essas coisas, reflete e confirma: é preciso avançar e aprofundar a fantástica mudança do Brasil.
OUSADOS E AFOITOS
LENA GUIMARÃES
CorreiodaParaíba

Explodir um banco é ação que exige coragem e logística. Escolher como alvo um que fica na principal avenida da cidade, a poucos metros de um posto da Polícia Rodoviária Federal, demonstra atrevimento e destemor em relação as forças de segurança.

E foi isso o que aconteceu em Campina Grande, na madrugada de ontem. Bando montou barricada na avenida Severino Cabral. Enquanto alguns entraram no shopping Partage, explodiram caixas eletrônicos e saquearam lojas, outros permaneceram na via, atirando e forçando motoristas a retornarem pela contramão. Depois, fugiram.

Despertados pelo barulho dos tiros e das explosões, moradores da área gravaram a parte da rua, inclusive a fuga, e disponibilizaram os vídeos em redes sociais.

A deputada Daniella Ribeiro (PP), sentiu o terror de uma ação parecida no dia 27 de dezembro passado. Conta que estava em sua casa, em Lagoa Seca, quando foi acordada pelos tiros. Os bandidos tinham como alvo uma agência bancária, mas feirantes que estavam na cidade foram feitos reféns.

“Não sabia o que iria acontecer. Vivi momentos de terror. As pessoas enfrentam o perigo, e a cidade, o prejuízo. Os efeitos na economia são significativos porque o banco deixa de funcionar, os clientes se deslocam para outra cidade para acessar contas e aproveitam e fazem compras por lá. O comércio da cidade atacada perde vendas”.

Para Daniella, o que aconteceu em Campina é uma demonstração de que os criminosos não temem as forcas de Segurança da Paraíba. Que apesar do Governo dizer que está reduzindo a criminalidade, os fatos mostram o contrário.

Há uma semana, Daniella pediu audiências ao Governador, ao Secretário de Segurança e ao Procon estadual, para que com o Sindicato dos Bancários pudessem discutir soluções para os ataques. Não recebeu resposta. Está insistindo. Quer ver a aplicação de lei de sua autoria que obriga implantação de dispositivo que inutiliza cédulas após explosão. Acha que desestimulará os assaltos.

Daniella avisa que fazer de conta que nada está acontecendo não vai resolver a criminalidade. Só incomoda ainda mais os cidadãos.

É não, é?!!

Os dezessete processos de Gleisi e Lindbergh
O Antagonista

Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias querem ver sangue na batalha contra o Judiciário.

Os ministros do STF esclareceram o motivo para O Globo:

“Gleisi Hoffmann tem dez processos no STF, sendo sete criminais. Seu colega Lindberg Farias tem outros sete”.
ENTREVISTA DE EMPREGO
DiáriodoPoder
Após o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, o vice Café Filho assumiu o cargo e logo nos primeiros dias chamou o amigo Rubem Braga:

- Preciso de você!

- Café – respondeu o genial cronista – você virou presidente, está bem empregado, a vida arrumada. Quem precisa sou eu. Estou duro, desempregado, precisando trabalhar.

Ganhou o emprego de adido cultural à embaixada do Brasil em Santiago.

Na capa do jornal Meia Hora


Na capa d'O Globo


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


As manchetes do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

FolhadeSãoPaulo: Temer diz que não autorizou Loures a falar em seu nome

Globo: Motorista atropela 17 e mata bebê em Copacabana

Extra: Horror em Copacabana

Estadão: Em crise, Caixa prevê 37% de aumento para seus vices

ValorEconômico: Duas multinacionais do leite travam 'batalha de Itambé'

ZeroHora: Crianças esquartejadas: inquérito de 300 páginas é centrado em testemunha que teria presenciado ritual

EstadodeMinas: Febre amarela: cuide-se

CorreioBraziliense: Carro mata casal de idosos em calçada no Lago Norte

CorreiodaBahia: Bahia tem mais de 11 mil vagas no Sisu

DiáriodePernambuco: Caso Lula: julgamento ao vivo no YouTube

DiáriodoNordeste: Ceará lidera a exportação de pescado no País

CorreiodaParaíba: Na estreia pelo Nordestão, Belo derrota o Bahia por 1 a 0

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Vai ter recontagem?

Com 53% da preferência dos internautas, Bloco Cafuçu de Cajazeiras já tem homenageado do Carnaval 2018
A novidade na modalidade da escolha foi do idealizador do bloco e presidente da União Cajazeirense Carnavalesca Cultural de Blocos, o carnavalesco Junior Terra.
Luzia de Sousa - Diário do Sertão

Foi encerrada nessa quarta-feira (17), a enquete para escolha do homenageado do bloco de rua Cafuçu, no carnaval deste ano, na cidade de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.
A enquete foi ao ar no dia 10 de janeiro, e em apenas sete dias foram computados 13.158 votos.

O escolhido, segundo a enquete foi Genésio com 53% da preferência dos internautas do Diário do Sertão.

Em segundo lugar ficou Dércio, com 43% dos cliques. Os nomes de Maria Calado e Tonhão também estavam concorrendo.

A novidade na modalidade da escolha foi do idealizador do bloco e presidente da União Cajazeirense Carnavalesca Cultural de Blocos (UNICAB), o carnavalesco Junior Terra.

Atrações

Liderado por trios elétricos e paredões de som, o bloco desfila pelas ruas da cidade ao som de artistas locais. Nesse ano, a animação ficará por conta da Orquestra Santa Cecília, Cigano do Arrocha e Banda Tora Chinela.

Veja o resultado da enquete!


E o Carnaval de Cajazeiras está chegando com tudo! Vejam a programação completa.


Diminuir tributos e atrair investimentos, foi o que fez Donald Trump, nos Estados Unidos. Veja.


Apple pagará US$ 38 bilhões em impostos aos EUA após repatriação de reservas no exterior
Além da promessa de repatriar US$ 252 bilhões, a empresa se comprometeu a investimentos bilionários no país que se converterá em 20 mil novos empregos nos próximos cinco anos
Hayley Tsukayama - Washington Post 
 
Tim Cook, CEO da Apple. 

A Apple, a empresa mais valiosa do mundo, disse na quarta-feira (17) que gastará US$ 350 bilhões em desenvolvimento e criará 20 mil empregos nos Estados Unidos nos próximos cinco anos, revelando, pela primeira vez, como investirá na economia dos EUA após a aprovação da nova lei tributária no final do ano passado.

A Apple disse que, conforme exigido pela nova legislação, pagará US$ 38 bilhões em impostos das suas enormes reservas financeiras no exterior. O pagamento é, até agora, o maior anunciado a partir das mudanças no plano tributário, dizem especialistas.

“Por um lado, é um pagamento recorde. Por outro, mostra eles foram bem sucedidos em manipular o sistema” em todo o mundo, disse Edward Kleinbard, professor de Direito da Universidade do Sul da Califórnia.

Dada a nova taxa de imposto corporativa de 15,5%, isso indica que a Apple está retornando cerca de US$ 245 bilhões em dinheiro para os Estados Unidos. Em seu último balanço financeiro, a empresa informou que possuía US$ 252 bilhões em dinheiro no exterior.

Há anos a Apple enfrenta o escrutínio e críticas em todo o mundo por sua política fiscal. A empresa concordou recentemente em pagar mais de US$ 100 milhões em impostos às autoridades britânicas após uma auditoria.

A Apple também pressionou os Estados Unidos para que reduzisse os impostos sobre lucros estrangeiros trazidos de volta ao país, dizendo que tais mudanças permitiriam à empresa investir mais livremente na economia norte-americana.

“Acreditamos profundamente no poder do talento norte-americano e estamos concentrando nossos investimentos em áreas onde podemos ter um impacto direto na criação de empregos e na capacitação profissional”, disse o CEO da Apple, Tim Cook, em um comunicado. “Temos um profundo senso de responsabilidade para devolver ao nosso país e às pessoas que ajudam a tornar nosso sucesso possível”.

Isso ecoa declarações feitas por Cook no ano passado, quando ele disse ao New York Times que as empresas têm uma “responsabilidade moral” para crescer a economia nos Estados Unidos.

Além do pagamento de impostos, a Apple disse que, nos próximos anos, aumentará significativamente os 84 mil funcionários que atualmente tem nos EUA. Os novos empregos virão de contratações nas atuações locações da Apple e de um novo campus voltado para suporte técnico para clientes. A Apple anunciará a localização dele ainda em 2018. A empresa também disse que planeja construir vários novos data centers nos EUA — incluindo projetos previamente anunciados na Carolina do Norte e Iowa — e que que já tem o terreno para uma nova instalação em Reno, Nevada. Ao todo, a Apple gastará US$ 10 bilhões na construção de data centers, como parte de um investimento de US$ 30 bilhões.

A Apple enfrentou críticas frequentes de legisladores norte-americanos por não fazer mais de seus produtos, como o iPhone, o iPad e computadores, nos Estados Unidos. A Apple fabrica alguns produtos nos EUA, mas a maioria deles é produzida e montada na China. Nos últimos anos, a empresa tem focado na construção de mais instalações nos EUA.

A Apple também está aumentando o tamanho de um fundo de fabricação anteriormente anunciado para oferecer suporte à sua rede de fornecedores de peças usadas em seus dispositivos. Esse fundo aumentará de US$ 1 bilhão para US$ 5 bilhões. Ele já financiou iniciativas no Kentucky e no Texas; a Apple não ofereceu mais detalhes sobre onde pode investir na fabricação dos EUA no futuro.

Investimentos adicionais também irão para as iniciativas educacionais.

A empresa não disse quantos investimentos já estavam planejados.

A Casa Branca adiantou o anúncio da Apple. “Assim como o presidente prometeu, tornar nossos negócios mais competitivos internacionalmente se traduz diretamente em benefícios para o trabalhador americano, através do aumento de salários, melhores benefícios e novos empregos”, disse Lindsay Walters, vice-secretário de imprensa da Casa Branca.

A Paraíba na coluna de Cláudio Humberto de hoje.

CláudioHumberto - DiáriodoPoder
 
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), foi notificado no dia 15 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em uma ação movida pela ex-primeira-dama Pâmela Bório, com base na Lei Maria da Penha. O processo corre em segredo. O relator é o ministro Francisco Falcão.

Aí... o 'caba' está se preparando pra tomar banho no vestiário... e vem o sabido e mais ligeiro...

Sugestão de Eugênio Feitosa, no grupo Jovem Club, no WhatsApp


“Vocês vão matar quem, cambada de cara de pau?” 
O Antagonista

Magno Malta se revoltou com as declarações de Gleisi Hoffmann e Lindbergh em razão do julgamento de Lula no TRF-4.

Em entrevista a uma rádio do Espírito Santo, o senador disse hoje:

“Agora está o PT fazendo alarde, gritando. Quer dizer, um país assaltado, cheio de corruptos, uma corrupção desgraçada que eles fizeram, e agora todo mundo vai ter medo porque eles vão mandar matar? Eles vão matar no meio da rua? Vão para lá [Porto Alegre] com foice, com facão e com revólver? Vocês vão matar quem, cambada de cara de pau? Vocês precisam lavar essa cara suja de vocês.”

E mais:

“Vocês estão ameaçando quem? A população do Rio Grande do Sul? Os ambulantes que estarão lá? Quem vocês estão ameaçando? A polícia? Vai matar a polícia? Vai botar fogo em carro?”

Magno Malta se revolta com Gleisi: "Vocês vão matar quem?"
Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva contra advogada da cidade de Cajazeiras
A informação foi confirmada à redação do Diário do Sertão pela Polícia Civil.
Por Luzia de Sousa - DiáriodoSertão
Polícia Civil cumpriu mandado em Cajazeiras (Foto ilustrativa)

Foi cumprido nesta quinta-feira (18), um mandado de prisão preventiva contra uma advogada da cidade de Cajazeiras. A informação foi confirmada à redação do Diário do Sertão pela Polícia Civil.

De acordo com a polícia, o caso segue em segredo de Justiça e somente o juiz da 1ª Vara da Comarca local pode detalhar o caso. A redação entrou em contato com Fórum Ferreira Júnior, e a assessoria do juiz Thiago da Silva Rabelo informou que magistrado não vai se pronunciar sobre o caso.

De acordo com informações chegadas à redação, a advogada participava de uma audiência no momento da chegada da polícia para o cumprimento do mandado, porém, não confirmadas pela autoridade policial

Mais informações a qualquer momento!

O que é a prisão preventiva?
Segundo o site Wikipédia, é uma medida de natureza cautelar decretada pelo autoridade judiciária competente, não se confundindo com a sanção penal definida na sentença condenatória. É a sanção máxima que um suspeito de crime pode ter antes do julgamento.
Monitor do PIB indica que houve crescimento de 1,1% em 2017
FLAVIA LIMA - Folha de São Paulo
O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,3% em novembro sobre outubro, o que deve ter levado a economia a registrar alta de 1,1% em 2017. Em 12 meses, até novembro, a alta foi de 0,8%.

Os números são do Monitor do PIB, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Os dados oficiais serão divulgados pelo IBGE no início de março.

Como já vinha sendo apontado, a contribuição da agropecuária foi fundamental para o resultado de 2017.

Sem ela, indica a FGV, a atividade teria avançando apenas 0,5% no ano passado, bastante influenciada pelo consumo das famílias.

Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, reconhece que seria natural esperar por uma alta do PIB mais robusta em 2017, após 11 trimestres de recessão.

Ela explica, porém, que após um forte ciclo de crédito e alto endividamento das famílias, o processo de retomada econômica costuma ser mais demorado.

Além disso, colaboraram com o quadro de crescimento mais lento juros ainda altos na maior parte do ano, o recuo dos bancos públicos na concessão de crédito e a baixa capacidade de investimentos do governo. "O desajuste macroeconômico interno foi grande", diz ela.

FRÁGIL RECUPERAÇÃO

Para 2018, a expectativa do Ibre/FGV é de uma alta de 2,8% do PIB. A despeito disso, a dinâmica de recuperação econômica ainda é vista como delicada em razão da fragilidade fiscal.

"A recuperação ainda não está garantida porque falta o pilar fiscal", diz Matos.

O temor é que um descontrole das contas do governo leve investidores a fugir de ativos brasileiros, o que afetaria o câmbio e pressionaria a inflação. Em um quadro como esse, o Banco Central poderia ter que voltar a elevar a taxa básica de juros, reduzindo as chances de uma reação mais forte da economia.

No geral, no entanto, a percepção é que o cenário externo segue favorável. Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria, diz que o monitor é mais um dos traços a indicar o ritmo e o processo de retomada econômica em curso.

Luiz Fernando de Paula, da Uerj, destaca que, mesmo lento para uma economia que está saindo de uma forte recessão, o crescimento do PIB começa a favorecer a arrecadação tributária e trazer até mesmo alguma melhoria dos indicadores fiscais.