segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O registro do adeus a Demis Roussos. Para nosso lamento e lembrança. Com Rogério Ricarte, Nenen Maozinha, Baiaco, Galego, Laci, Bosquin, Bebelo.

Morreu cantor Demis Roussos
Cantor grego de 68 anos estava internado num hospital em Atenas. 

Embora fosse universalmente conhecido pelos temas românticos, começou no rock progressista, em companhia de Vangelis.
Expresso

Demis Roussos fotografado durante um concerto em Tashkent, Uzbequistão, em outubro de 2012 / Yves Forestier/Getty Images

O cantor Demis Roussos, que faleceu este domingo aos 68 anos, no hospital Igia em Atenas, onde há muito tempo estava internado, era um exemplo de ecletismo musical. A sua primeira paixão foi o jazz, mas tornou-se originalmente conhecido num grupo de rock progressista, Afrodite's Child, onde outro membro era Vangelis. 



Dos anos 1970 em diante, Roussos embarcou numa carreira de cantor a solo, com temas românticos como "We Shall Dance", "Forever and Ever" e Goodbye My Love Goodbye", que lhe deram fama universal. A potência quase operática da sua voz, associada a um físico imponente - ao qual mais tarde conseguiria subtrair 50 quilos em dez meses - tornaram-no objeto fácil de anedotas. Mas o sucesso traduziu-se em muitos milhões de discos vendidos.



As décadas seguintes foram menos felizes, com Roussos a lutar contra a depressão e a ver a sua popularidade cair. Em 1985, estava a bordo de um avião que foi sequestrado por terroristas xiitas, e só foi libertado ao fim de quatro dias.



Dos anos 1990 em diante, recuperou energias e voltou a gravar e a fazer tournées. Já em 2006, no álbum Live in Brasil, podia-se ouvi-lo a cantar em português.

Recordando a sua carreira, Roussos afirmou um dia: "O próprio Andy Warhol tinha um exemplar do nosso disco 666 (gravado com o Afrodite's Child) na sua discoteca. Sou como um pintor que teve diferentes períodos: jazz, soul, pop, e depois variedades. Mas não posso lamentar ter tornado felizes sessenta milhões de pessoas com os meus discos".

O importante é ter saúde e sorte...


Delfim Neto está em todas...

O Perigo
Delfim Neto
Folha de São Paulo
....................
Nossa situação econômica é certamente delicada, mas claramente superável. O fenômeno mais grave que estamos vivendo, entretanto, é a generalização da recusa à política que está se apropriando de boa parte da juventude brasileira.

Sem perceber, ela tem sido vítima da mais incompetente história "engajada" ensinada há décadas nas escolas de todo nível (da base às universidades), sob os auspícios do MEC e de sindicatos de funcionários públicos que se acreditam "professores".

Com raras exceções, não aprenderam nada, nem da história pátria, nem da universal. Continuam comparando o socialismo "ideal" com o capitalismo "real", esquecendo o socialismo "real". Continuam ensinando que a "verdadeira" democracia é o sistema em que a "maioria" decide que a "minoria" não tem outro direito que não o de obedecer-lhes. É a matriz do pensamento autoritário que infecciona a sociedade e que sempre terminará numa "verdadeira" democracia de direita que dura 20 anos, ou numa "verdadeira" democracia de esquerda, em geral mais competente, que costuma durar pelo menos 70...

Quando a maioria da sociedade empodera pelo sufrágio universal um governo para atender a todas as suas vontades, o mais provável é que (inclusive a minoria que se negou a fazê-lo) vai entregar-lhe tudo, a começar por sua liberdade. Disso já sabiam os "founding fathers" da nação americana que construíram, na sua Constituição os mais altos obstáculos ao autoritarismo, sob o controle de um Supremo Tribunal, cuja função básica é garantir os inalienáveis direitos das minorias.

Os fatos dão razão à História: quem a ignora --que é o caso das nossas "direita" boçalizada e "esquerda" imbecilizada-- está mesmo destinado a repeti-la.

"Ei, coisinha,...é verdade que a Petrobrás tá cheia de ladrão?'

FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL
ROUBALHEIRA ENVERGONHOU BRASILEIROS EM DAVOS

BRASILEIROS PASSARAM VERGONHA COM PERGUNTAS SOBRE ROUBALHEIRA
DiáriodoPoder

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi a principal autoridade brasileira no Fórum Econômico Mundial. Foto: Moritz Hager/ World Economic Forum

A comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, têm sido questionada sobre o escândalo de corrupção na Petrobras, a mais global das grandes empresas brasileiras. Funcionário do governo alemão até pediu a um diplomata brasileiro para confirmar a informação de que há políticos de partidos governistas que, se não forem presos, poderão até virar ministros do governo Dilma Rousseff.

O curioso funcionário alemão referia-se aos casos de Henrique Alves (PMDB-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI) que ainda podem virar ministros.

Além da expressão de espanto, diplomatas brasileiros ainda têm de enfrentar sorrisos dissimulados ridicularizando a corrupção no Brasil.

Joaquim Levy deixou boa impressão em Davos, mas diplomatas acham que a tarefa – insubstituível – de atrair investidores era de Dilma.

No jornal Jogo/Extra: Mengão começa bem o ano


As manchetes do jornal Brasil Econômico


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


A capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros neste segunda-feira

 
Folha: Grécia rejeita austeridade e elege partido de esquerda

GloboEstado vai cortar mais R$ 2,7 bi do orçamento

Extra:  Milícia expulsa. Estado abandona

ValorEconômico: País registra a menor criação de empregos formais em 12 anos  

Estadão: Montadoras têm prejuízo de U$ 2 bi e cortam remessas

ZeroHora: A aventura que virou tragédia

EstadodeMinas: A vida sem água

CorreioBrazilienseO adeus ao humanista Campos da Paz

CorreiodaBahia: Ladrões invadem casa de ex-ministro na Ilha

- DiáriodoNordeste: Crise nacional entre PT e PMDB se instala no Ceará

- JornaldoCommercio: Dia D para Sisu e ProUni

JornaldaParaíba: Capital da Paraíba já está no clima de prévias de carnaval

domingo, 25 de janeiro de 2015

A Coluna Faisqueira do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas

Mudança

Comenta-se nas esquinas de São José de Piranhas, que o atual vice-prefeito da cidade, Marquinhos Vieira, teria transferido seu domicilio eleitoral para a cidade de Cajazeiras. O deputado estadual, Jeová Campos, num programa de rádio já teria defendido seu nome como o parceiro de Denise na disputa para prefeitura de Cajazeiras. Onde tem fumaça, tem fogo.

Chico Mendes


O empresário Chico Mendes tem sido o nome mais provável para ser o candidato da situação em São José de Piranhas. Com apoio de Domingos Neto, atual prefeito, e com um enorme respaldo financeiro poderá ter uma eleição tranqüila.

Chico Mendes 2

Muito embora sendo primo do deputado estadual Jeová Campos, não deverá ter o apoio do governador Ricardo Coutinho, que deverá subir no palanque das oposições nas terras piranhenses.

Chico Mendes 3

Chico deverá enfrentar um dos três possíveis candidatos das oposições: o vereador Dr. Ricardo, André Lucena ou o professor e vereador Clóvis. Clóvis, inclusive foi o mais votado numa enquete realizada por uma emissora comunitária daquela cidade. Sobre este assunto não se ouviu ainda a voz do ex-deputado José Lacerda, que teria um candidato do peito para substituir o seu sobrinho Domingos.

Expedito Leite

O vereador Expedito Leite, da cidade de Joca Claudino, faz questão de anunciar que será candidato a prefeito daquela cidade. Precisa ter muito fôlego e “mufufa” sobrando no cofre para chegar à reta final. Mas quem é coxo, parte cedo.

Sonho

O deputado estadual José Aldemir, hoje ferrenho adversário do governador Ricardo Coutinho, anda sonhando com os olhos abertos e tem dito que as ações contra RC vão prosperar e ele será cassado e que Cássio vai assumir o governo.


Sonho 2

O segundo sonho do deputado será a recondução do outro Ricardo (Marcelo) à presidência da Assembléia Legislativa do Estado e que não acredita neste negócio de deputado assinar lista de adesão a qualquer candidatura, porque diz já ter visto eleição da mesa da assembléia ser decidida quase na hora da votação, que é secreta.

Um bom vinho


O vereador Ivanildo Dunga e Cabeção da Kipão, acompanhados das esposas foram jantar em um big restaurante, em Florianópolis (SC), e perguntaram ao garçom: você tem vinho Pe. Cícero e veio outra pergunta: vocês são de que lugar? Responderam: de Cajazeiras na Paraíba. E o garçom retrucou: e eu sou de Tauá, no Ceará. Foi uma gozação, acompanhado de uma gargalhada geral. 

Pobreza franciscana

O Atlético de Cajazeiras, que mais uma vez participa do campeonato paraibano, na chamada “elite” do futebol, vive num “miserê” tão infeliz que chega a atingir a dona pensão que serve a bóia dos jogadores.


Pobreza franciscana 2

Dona Danda, a dona pensão, fornece diariamente refeição para 17 jogadores, desde o café da manhã, merenda, almoço sorvete no período da tarde e um lauto jantar, mas tem um, porém: o tratamento vip que os jogadores têm em sua pensão não é correspondido no pagamento em dia pelos serviços prestados.

Pobreza franciscana 3

E se não fora o amor que tem pelo nome do time de Cajazeiras, já teria dado cartão vermelho a todos os jogadores e dirigentes ou no mínimo desligado os aparelhos de ar condicionado para todos dormirem no calor e servir na bóia, no lugar da carne de primeira, bofe de vaca magra. Enquanto isto o time não vem rendendo o desejado no campeonato, já que foi derrotado na estréia.

Roberto Carlos. O Rei. Sua obra não nega. Bom demais!


Tem problema em deixar um smartphone na tomada a noite toda?
Mundo Conectado
R7


Já é rotina dos proprietários de smartphones ao chegar em casa ligar o aparelho no carregador, para deixa-lo carregado para o outro dia, mas pode deixar o smartphone a noite toda na tomada ?

A resposta é sim, hoje em dia as baterias modernas de íon de lítio já não possuem o velho “efeito memória” das baterias de celulares mais antigos. E segundo David MacKay, professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra, que fez um estudo sobre o assunto, o que pode acontecer é que todos os componentes possuem um ciclo de vida que é diminuído quanto mais eles permanecem conectados na rede elétrica, mas o professor assegura que esse tempo ainda é maior do que o período no qual você irá ficar com o seu aparelho eletrônico.

Outra conclusão que estudo chegou, é que o consumo de energia do carregador conectado na tomada, mas sem o smartphone plugado, é mínimo. “Desligar obsessivamente o carregador é como socorrer o Titanic com uma colher de chá. Desligue-o, mas, por favor, tenha ciência de quão pequeno esse gesto é”, disse o professor, E se o aparelho estiver conectado ao carregador após atingir 100% da carga, entretanto, há um pequeno aumento no consumo de energia, ainda que pouco. Nesta situação, há um consumo de 2,4 W em um ano.

E as chances do aparelho explodir durante a noite são muito pequenas, pois os aparelhos e carregadores modernos cortam boa parte da energia depois que a carga está completa. Por isso pode ficar tranquilo quando deixar se smartphone carregando durante a noite.

Mas a dica de colocar o smartphone no modo avião ou no carregamento rápido, que já faz parte da maioria dos aparelhos recém-lançados e carregam o aparelho em poucos minutos, pode ser uma boa opção para você não deixar o aparelho a noite toda na tomada se quiser.
Juiz decreta nova prisão preventiva de Cerveró
Estado de Minas


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na Justiça do Paraná, decretou novo pedido de prisão preventiva do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. O ex-diretor foi preso ao desembarcar de Londres no último dia 14 de janeiro a pedido do o Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, a prisão teve como base uma possível tentativa de Cerveró de ocultar patrimônio após ser denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro em esquema investigado pela Lava Jato. A nova decretação de prisão preventiva substitui a anterior.

Ainda não se conhece a extensão do patrimônio do acusado, já que há indícios de que mantém parte dele oculto ou dissimulado, o que é ilustrado pela utilização de off-shore para ocultar a titularidade do imóvel que habitava. Também significativo o fato de que, segundo a denúncia recebida, a vantagem indevida teria sido transferida ao acusado mediante pagamentos em contas no exterior, não tendo havido até o momento reconhecimento pelo acusado de que mantinha contas no exterior", afirma Sergio Moro na decisão.

Em outro trecho, o juiz endossa o argumento do Ministério Público Federal que acusou Cerveró de ter omitido da Justiça passaporte espanhol. "A dupla nacionalidade, que, segundo o MPF, não teria sido objeto de informação pelo acusado às autoridades policiais, facilita eventual fuga do acusado ao exterior e a sua permanência no exterior, com possível inviabilização de eventual pedido de extradição", considera Sérgio Moro.

"É certo que o acusado, quando da decretação da prisão, estava no exterior, dele retornando, o que poderia sugerir que não pretende furtar-se à Justiça. Entretanto, tal fato não é suficiente, pois o acusado desconhecia a vigência da ordem de prisão e o retorno naquele momento não impede futura fuga ao exterior, com risco evidenciado pela já referida dissipação e ocultação do patrimônio aliada à dupla nacionalidade e a ocultação desta condição", acrescenta.

Em outro momento, o juiz também embasa a determinação de prisão preventiva na possibilidade de Cerveró recorrer à novas ações de lavagem de dinheiro. "Quanto ao risco à ordem pública, forçoso reconhecer que o acusado não ocupa desde 2008 cargo de Diretoria na Petrobras, tendo também deixado a subsidiária BR Distribuidora no curso do ano de 2014. Assim, não tem mais condições de praticar crimes no exercício de cargos nas empresas estatais. Entretanto, o mesmo não pode ser dito em relação à prática de operações de lavagem do produto do crime auferido pela atividade criminal. As operações imobiliárias acima referidas, inclusive a envolvendo a off-shore, caracterizam em tese crimes de lavagem de dinheiro que foram praticados ainda durante o exercício de cargo nas estatais por Nestor Cerveró, mas também posteriormente, inclusive recentemente em 2014".

As manchetes do jornal Brasil Econômico


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


Os destaques do Jornal do Commercio


A capa de domingo do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Seca atinge metade das maiores regiões metropolitanas

GloboYoussef pode reaver até R$ 20 milhões com delação

Extra:  [Falta d'água] Sem investir, Estado perde 50% da água

ValorEconômico: País registra a menor criação de empregos formais em 12 anos  

Estadão: Estoque de água na grande São Paulo cai 74% em um ano

ZeroHora: Santa Maria dois anos depois

EstadodeMinas: Região Central tem o maior número de municípios com escassez de água

CorreioBrazilienseTragédia na estrada: pai e quatro filhos mortos

CorreiodaBahiaCom heróis preço de material escolar sobe até 76%

OPovo: Por que o apagão ainda assusta

DiáriodePernambuco: A saúde do pernambucano no prato

JornaldaParaíba: Gasto com aluno pode chegar a R$ 28 mil na PB

sábado, 24 de janeiro de 2015

Imagens dos amigos cajazeirenses e campinenses no Campestre de Campina Grande. O jogo era Campestre versus Gandaia de Cajazeiras. Amanhã, domingo, tem mais. Em Caboinha I, no campo da Ferroviária, às 9 horas.









O nosso cumprimento de aniversário ao amigo, Altemar Vieira. Parabéns.


Já, já, fica tudo bem explicadinho. E nós vamos ver - em letras GARRAFAIS - o nome do mafioso-chefe que quebrou a Petrobrás

Amigo íntimo de Lula é peça-chave do petrolão

Surgem indicios do envolvimento profundo do empresario José Carlos Bumlai com o escândalo que sangrou a Petrobras. Ele tinha acesso livre ao Palácio do Planalto na gestão de Lula e até hoje resolve problemas de sua familia

Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin
Veja

SUPERCREDENCIAL - José Carlos Bumlai, amigo íntimo do presidente Lula, estava autorizado a entrar quando quisesse (na primeira imagem), na hora em que bem entendesse (Cristiano Mariz/VEJA)

Um dos grandes pecuaristas do país, José Carlos Bumlai conta que visualizou em sonho sua aproximação com Luiz Inácio Lula da Silva, quando ele era apenas aspirante à Presidência. Com a ajuda de um amigo comum, Bumlai conheceu o petista e o sonho se realizou. O pecuarista tornou-se íntimo de Lula. O sonho embutia uma profecia que ele só confidenciou a poucos: a aproximação renderia excelentes resultados para ambos. Assim foi. Lula chegou ao Planalto, e Bumlai, bom de negócios, bem-sucedido e rico, tornou-se fiel seguidor do presidente, resolvedor de problemas de toda espécie e, claro, receptador de dividendos que uma ligação tão estreita com o poder sempre proporciona. No governo, só duas pessoas entravam no gabinete presidencial sem bater na porta. Bumlai era uma delas. A outra, Marisa Letícia, mulher de Lula.

Desde 2005, sabia-se em Brasília que Bumlai também tinha delegação para tratar de interesses que envolvessem a Petrobras. Foi ele, por exemplo, um dos responsáveis por chancelar o nome do hoje notório Nestor Cerveró, um desconhecido funcionário da estatal, para o posto de diretor internacional da empresa. Em sua missão de conjugar interesses públicos e privados, Bumlai tinha seus parceiros diletos, aos quais dedicava atenção especial. Não demorou para que começassem a chegar ao governo queixas de empresários descontentes com “privilégios incompreensíveis” concedidos aos amigos do amigo do presidente.

Uma das reclamações mais frequentes envolvia justamente a Petrobras e uma empreiteira pouco conhecida até então, a UTC, que de repente passou a assinar contratos milionários com a estatal, ao mesmo tempo em que surgia como uma grande doadora de campanhas, principalmente as do PT. Gigantes da construção civil apontavam Bumlai como responsável pelos “privilégios” que a UTC estava recebendo da Petrobras. Hoje, a escalada dos negócios da UTC é uma peça importante da Operação Lava-Jato, que está desvendando o ultrajante esquema de corrupção montado no coração da estatal para abastecer as contas bancárias de políticos e partidos. A cada depoimento, a cada busca, a cada prova que se encontra, aos poucos as peças vão se encaixando. A última revelação pode ser a chave do quebra-cabeça. Bumlai, o amigo íntimo do ex-presidente que tinha entrada livre ao Palácio do Planalto, está envolvido até o pescoço no escândalo de corrupção montado na Petrobras durante o governo petista.
ESCÂNDALO NA PETROBRÁS
Coordenador do 'clube' das empreiteiras negocia delação

Ricardo Pessoa, da UTC, quer contar o que sabe em troca de redução de pena

Acordo ainda não foi fechado porque o executivo afirma não saber sobre propina no setor elétrico

MARIO CESAR CARVALHO
FLÁVIO FERREIRA
Folha de São Paulo

Apontado pelos investigadores da Operação Lava Jato como coordenador do "clube" de empreiteiras que fraudavam licitações na Petrobras, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC-Constran, negocia um acordo de delação premiada com os procuradores que atuam no caso.

Se as negociações derem certo, Pessoa será o primeiro empreiteiro a contar o que sabe em troca de uma redução de pena --o princípio da delação. Já são pelo menos nove os réus da Lava Jato que decidiram colaborar com as investigações, segundo a Procuradoria Geral da República.

O grupo UTC-Constran tem 29 mil funcionários e faturou R$ 5 bilhões em 2013, o último dado disponível. Pessoa era o presidente da UTC, cargo que deixou após ser preso em 14 de novembro passado sob acusação de pagar propina para conseguir contratos na Petrobras --o que a UTC nega com veemência.


Nas conversas que ocorreram nesta semana em Curitiba, participaram o defensor de Ricardo Pessoa, Alberto Toron, o presidente da Constran, João Santana, que foi ministro no governo de Fernando Collor, e o advogado Antonio Figueiredo Basto, que cuidou das negociações da delação de Alberto Youssef, seu cliente desde os anos 2000.

Figueiredo Basto foi chamado para reforçar o time por causa da experiência que tem com delação --é um dos advogados que mais fez acordos de colaboração no país.

Dos 11 executivos presos desde novembro em Curitiba, Pessoa é o mais próximo do doleiro Youssef: era sócio dele em um hotel em Salvador e num empreendimento imobiliário em Lauro de Freitas, ao lado da capital baiana.

As negociações de Pessoa com os procuradores ainda não foram fechadas, segundo a Folha apurou, porque o executivo diz não ter informações sobre pagamento de propina no setor elétrico.

Os procuradores da Lava Jato querem que os delatores não se restrinjam a narrar as irregularidades que praticaram na petroleira.

Eles buscam informações sobre outros setores após o ex-diretor Paulo Roberto Costa ter revelado em depoimento que as empreiteiras também agiam como um cartel em hidrelétricas e portos.

Pessoa tem dito aos procuradores que a UTC participa de uma única obra do setor elétrico, a montagem da usina nuclear Angra 3, num consórcio do qual fazem parte Camargo Corrêa e Odebrecht.

O executivo foi apontado como coordenador do cartel por Augusto Ribeiro Mendonça, ligado à Toyo Setal, que também fez um acordo de delação premiada.

Outro delator da Lava Jato, Julio Camargo, contou aos procuradores que um consórcio liderado pela UTC pagou propina para conquistar uma obra no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Ele afirma que não sabia o valor porque o suborno teria sido acertado pelo próprio Pessoa.

CAMARGO CORRÊA

Três integrantes da cúpula da Camargo Corrêa que estão presos desde novembro também negociam um acordo de delação.

Em reunião nesta sexta-feira (23), procuradores e advogados dizem ter encontrado uma forma de beneficiar tanto os executivos como a empresa --um dos pontos mais difíceis do acordo. Com isso, abre-se a perspectiva de a empresa ser incluída na delação, além dos executivos.

Procuradas pela Folha, a UTC e a Camargo Corrêa não quiseram comentar. A reportagem não conseguiu localizar o advogado Alberto Toron.

Como é o nome? Cowgirl?!!! Ôxiiiiii...e num era o 'torno'?!!

A posição sexual mais perigosa para os homens

Metade dos casos de lesão peniana ocorre através de posições sexuais nas quais as mulheres ficam por cima
POR FERNANDO BUMBEERS

UMA COWGIRL MAIS SEGURA 

Não se sabe quantas posições sexuais existem, mas a mais perigosa para os homens é a cowgirl. Um estudo realizado em Campinas, no interior de São Paulo, revelou que metade dos casos de fratura peniana ocorrem através de posições sexuais que as mulheres ficam por cima.

Em posições em que a mulher está por cima, o peso todo é concentrado no pênis e isso dificulta a interrupção do ato em caso de desconforto. Na pesquisa, 50% dos casos de lesões aconteceram a partir da posição cowgirl, na qual a mulher fica por cima do homem. A segunda posição mais perigosa é de quatro, que registrou 29% dos casos. A posição mais segura é a do missionário, onde o homem fica por cima. Nesse caso o número de fraturas cai para 21%.


Os pesquisadores analisaram 42 casos de lesões penianas ao longo de 13 anos. Desse total, 28 foram causadas por sexo entre homem e mulher, seis por masturbação, quatro por sexo entre dois homens e outros quatro por causas desconhecidas. Após o tratamento, seis pacientes apresentaram lesão uretral e dois disfunção erétil.

Fratura peniana?

Na pesquisa, os sintomas apresentados eram sempre os mesmos: um estalo, seguido por inchaço e dor.

“Fratura” é só modo de falar - até porque pênis não tem osso. Mas o órgão pode “quebrar” - apesar da lesão ser bastante rara. Se envergado quando ereto, as cavidades cavernosas podem ser rompidas, deixando o membro roxo por conta da hemorragia interna e com aspecto de “quebrado”.

O tratamento é relativamente simples (não, não se engessa o pênis): repouso e tempo. A membrana lesionada quase sempre se cicatriza sozinha. Apesar de ser difícil de acontecer, a fratura peniana pode resultar em uma disfunção erétil. Em caso de acidentes, procure sempre um urologista.

Agora, os problemas da Petrobrás serão resolvidos e no mesmo ambiente: a mentira de marketing que lasca a realidade e aumenta despesa para o contribuinte.


CláudioHumberto

Dilma nos faz passar a vergonha, pregando “diálogo” com terroristas, ou se associando a regimes autoritários, e põe a culpa das críticas na imprensa. Por isso ordenou a contratação, por R$ 30,6 milhões, de uma empresa para “melhorar relações com a imprensa internacional”.

Programão na radiofonia cajazeirense: nosso George Sandro na Rádio Alto Piranhas.


Programa George Sandro cada vez mais ouvido, cada vez mais líder! 

Participe pelo www.radioaltopiranhas.com.br ou pelo WhatsApp 9129- 5545
Advogado de Youssef diz que esquema na Petrobras serviu para manter PT e aliados no poder

Cleide Carvalho
O Globo

DOAÇÃO LEGAL A PARTIDOS FOI APOTEOSE DA CORRUPÇÃO NA ESTATAL, DIZ ANTONIO FIGUEIREDO BASTO

A corrupção na Petrobras veio de dentro para fora e seu objetivo era similar ao do mensalão: manter o PT no poder. A explicação faz parte da defesa do doleiro Alberto Youssef, que não só endossa a tese de que o dinheiro desviado da estatal foi usado pelo partido para sustentação da base aliada — o PP e o PMDB — como vai além: o esquema havia se sofisticado e migrado para a doação direta a campanhas e ao próprio partido.

— A apoteose da lavagem foi colocar o dinheiro de corrupção como doação legal a partidos e campanhas. O sistema funcionou para financiar grupos e partidos políticos e quando migrou para a doação legal a campanhas e partidos atingiu o núcleo da democracia, pois, quando alguns partidos passam a deter o domínio de uma grande verba, há um desequilíbrio no sistema eleitoral — afirma o advogado Antonio Figueiredo Basto.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado à pena de dez anos e dez meses de prisão e multa de R$ 676 mil. A ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello foi condenada a 16 anos e oito meses de prisão e a multa passou de R$ 1,5 milhão. Dirceu já está solto. Kátia segue presa.Basto está finalizando a defesa final do doleiro Alberto Youssef. Vai pedir perdão judicial para seu cliente, que assinou acordo de delação premiada, onde ficou acertado que cumprirá no máximo de três a cinco anos de prisão, sendo condenado no máximo a 30 anos. Na avaliação do advogado, não se pode, desta vez, deixar que ocorra o mesmo que aconteceu no julgamento do mensalão, quando os políticos tiveram penas menores do que as impostas à iniciativa privada.


Para o advogado, a defesa final vai ressaltar o que Youssef disse desde o início e foi acompanhado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa: os dois eram apenas peças numa engrenagem muito maior, que envolve os políticos.

— Essa situação foi coordenada e tramada a partir da própria Petrobras. Há claros e fortes indícios de participação dos políticos, que não vou nomear, pois isso deve ficar a cargo da investigação. Meu cliente não é líder de nada. Eles (os políticos) é que vão atrás e criam o sistema para o esquema de manutenção no poder. O esquema na maior estatal do país só pode funcionar com a anuência dos políticos. Isso era fato notório dentro da empresa — diz.

Basto afirma que Youssef foi cooptado pelo então deputado federal José Janene, do PP, para fazer o esquema, que foi montado dentro da Petrobras, uma vez que cada partido indicava um diretor e tinha seu feudo dentro da estatal. Para ele, é essencial pontuar e delimitar responsabilidades, pois o próprio Youssef já deixou claro ao depor à Justiça Federal do Paraná que o esquema vinha "de cima para baixo" e foi apontado como "líder da organização criminosa".

Para o advogado, todos os que participaram do esquema sabiam exatamente o que estavam fazendo. Para ele, porém, não houve achaque, como dizem os empreiteiros, mas pedidos e pressão.

A "pressão" foi relatada pelo empresário Augusto Mendonça Neto, dono da Setal, que deu origem ao Grupo Toyo Setal, em seu depoimento de delação premiada. Ele contou ter sido chamado várias vezes no escritório do então deputado José Janene para reuniões onde ocorreram intimidações e ameaças.

Disse que numa das oportunidades foi deixado numa sala de reunião, enquanto Janene participava de outra reunião numa sala ao lado. "De repente, abre-se a porta da outra sala, e Janene sai agredindo um outro cara de lá de dentro e botando o cara para fora do escritório", relata o depoimento.
Conca deixa Flu por salário maior que de Neymar e estrelas do Barcelona

Do UOL, no Rio de Janeiro

Fernando Cazaes/Photocamera
Após um ano de Fluminense, Conca terá sua segunda passagem pelo futebol chinês

Dono de um salário robusto no Fluminense, o meia Conca vai faturar ainda mais em sua segunda passagem pela China, na qual defenderá o Shanghai Dongya. O argentino vai receber R$ 56 milhões por um contrato de dois anos (R$ 2,3 milhões por mês), mais até do que Neymar, Xavi e Iniesta no poderoso e rico Barcelona.

O alto salário que receberá no time chinês é o principal incentivo para Conca aceitar a proposta de voltar ao país asiático. Na sua passagem pelo Guangzhou Evergrande, entre 2011 e 2013, o meia já havia recebido uma verdadeira fortuna mensal: cerca de R$ 2 milhões por mês.

Quando assinou com o Guangzhou, Conca recebia um dos três maiores salários do mundo, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Messi, no Real Madrid e no Barcelona, respectivamente. Hoje, o meia argentino caiu algumas posições no ranking, mas continua muito bem colocado. Ele é o oitavo mais bem pago do planeta.

"É bem difícil, porque o Fluminense é um clube de muita tradição. É por isso que é algo difícil, que tem que ser definido pessoalmente. Uma proposta milionária, quem não quer? Qual ser humano não quer?", avaliou o volante Edson ao falar da oferta chinesa para Conca.

Os valores astronômicos explicam por que a proposta foi definida como irrecusável após conversa de Conca com a diretoria do Fluminense. Atualmente, o meia recebe R$ 750 mil por mês no Tricolor, três vezes menos do que ganhará na China. Além disso, a parcela da Unimed Rio (R$ 500 mil em direitos de imagem) acumula dois meses de atraso.

No Fluminense, a saída de Conca abrirá espaço na folha salarial. O argentino recebia cerca de R$ 250 mil mensais do clube, entre salários e direitos de imagem. O clube, no entanto, convive com atrasos nos pagamentos. Os jogadores não receberam o 13º e o vencimento relativo a dezembro de 2014.

A expectativa é que a transferência de Conca seja anunciada oficialmente no começo da próxima semana. Já sem o argentino, o Fluminense tem jogo-treino na manhã deste sábado, às 9h30, contra o Friburguense, nas Laranjeiras. É o último teste antes da estreia no Campeonato Carioca, no dia 1º de fevereiro, no Maracanã.

Os 10 maiores salários do futebol na atualidade (por ano)

1 Lionel Messi (Barcelona)Cerca de R$ 60 milhões
2 Cristiano Ronaldo (Real Madrid)Cerca de R$ 53 milhões
3 Rooney (Manchester United)Cerca de R$ 51 milhões
4 Falcao García (Manchester United)Cerca de R$ 47 milhões
5 Ibrahimovic (PSG)Cerca de R$ 43 milhões
6 Thiago Silva (PSG)Cerca de R$ 36 milhões
7 Gareth Bale (Real Madrid)Cerca de R$ 28 milhões
8 Conca (Shanghai Dongya-CHI)Cerca de R$ 28 milhões
9 Neymar (Barcelona)Cerca de R$ 26 milhões
10 Xavi e Iniesta (Barcelona)Cerca de R$ 23 milhões
Açude de Sousa com uso restrito

Justiça suspende 56 outorgas de uso da água do manancial São Gonçalo para a irrigação. Ideia é retardar crise hídrica na região.

ANDRÉIA XAVIER
JornaldaParaíba

A Justiça Federal da Paraíba suspendeu 56 outorgas de uso dos recursos hídricos do açude São Gonçalo, em Sousa, Sertão paraibano. O objetivo da medida foi retardar a crise de fornecimento de água para os municípios abastecidos pelo manancial. De acordo com a decisão liminar, as medidas anunciadas pelos órgãos reguladores para diminuir a crise na perda de água do reservatório seriam incertas e não estariam sendo fiscalizadas.

A decisão da Justiça foi tomada em razão da ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal, contra a ANA e o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e valem enquanto perdurar a situação emergencial do açude. Para isso devem ser suspensas todas as outorgas de uso de recursos hídricos, além de ser realizada forte fiscalização ostensiva e imediata quanto às captações no reservatório.

Se as determinações forem descumpridas, a ANA e o Dnocs podem pagar multa de R$ 5 mil por dia. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), o manancial está com apenas 9,8% de sua capacidade, pouco mais de 4,3 metros cúbicos de água, ou seja, em estado de observação. E registra o nível mais baixo dos últimos 10 anos.


Isso acontece, principalmente, pela retirada de água acima do que foi estabelecido nas outorgas, além de captações irregulares de terceiros não autorizados e das concessões dadas pela ANA, sem planejamento a longo prazo, o que resultaria em um colapso no abastecimento de água da região ainda este ano.

O açude está em área federal e abastece Sousa, Marizópolis e distrito de São Gonçalo.
Após ganhar favor milionário do governo, empresário doa R$ 17 milhões para campanha de Dilma

Walter Faria, dono da cervejaria Itaipava, conseguiu renegociar em 24 horas empréstimo camarada com o Banco do Nordeste. Cinco dias depois, depositou R$ 5 milhões na conta do comitê da petista

MURILO RAMOS, COM MARCELO ROCHA, FILIPE COUTINHO E FLÁVIA TAVARES
Revista Época

BRINDE O empresário Faria (ao centro, com o copo ao alto) celebra com petistas a inauguração de sua fábrica na Bahia 

No começo de 2013, o empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Itaipava, a segunda maior do país, queria expandir seus negócios ao Nordeste. A primeira parte do plano envolvia a construção de fábricas na região. Ele optou por erguer a primeira em Alagoinhas, na Bahia, em razão de generosos incentivos fiscais. Faltava o dinheiro para a obra, e conseguir crédito não seria uma missão fácil. Faria e seu Grupo Petrópolis, que controla a Itaipava, tinham nome sujo na praça – e uma extensa ficha policial. Deviam R$ 400 milhões à Receita, em impostos atrasados e multas por usar laranjas, além de notas fiscais. Em 2005, Faria fora preso pela Polícia Federal, acusado de sonegação fiscal. Ficou dez dias na carceragem da PF. Três anos depois, em outra operação da PF, Faria acabou denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, formação de quadrilha e por denúncias caluniosas. Segundo as investigações, Faria armara um esquema para retaliar os fiscais da Receita que haviam autuado sua cervejaria anos antes. Iria difamá-los. Contratara para o serviço ninguém menos que o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. A PF encontrou R$ 1 milhão na sede da Itaipava em São Paulo – dinheiro que, segundo a acusação, serviria para pagar chantagistas. Valério foi preso. Mas Faria perseverou.

Diante dessa ficha, qual banco toparia emprestar dinheiro para Faria e suas empresas? O Banco do Nordeste, o BNB, criado no governo de Getúlio Vargas para ajudar no desenvolvimento econômico da região – mas que, desde então, é usado com alarmante frequência para ajudar no desenvolvimento econômico dos políticos que mandam nele. Desde que o PT chegou ao poder, em 2003, o BNB, custeado com R$ 13 bilhões em dinheiro público, vem sendo aparelhado pelo partido. As previsíveis consequências transcorreram com regularidade desde então. Escândalos, escândalos e mais escândalos. O último deles, em 2012, revelado por ÉPOCA, derrubou a cúpula do banco após a PF entrar no caso – e deflagrou uma cascata de investigações dos órgãos oficiais, como a Receita, o Tribunal de Contas da União e o MP. Apesar disso, o aparelhamento petista no BNB perseverou, como Faria perseverara. Ambos perseveraram porque partidos como o PT precisam de empresários como Walter Faria, e empresários como Walter Faria precisam de partidos como o PT.

No segundo mandato de Lula, Faria, segundo fontes do PT e no BNB, tornou-se próximo dos líderes do partido, como o ex-presidente da República e o tesoureiro informal da legenda, João Vaccari. E manteve essas boas relações. Pelas leis da política, a história que se narra a seguir – fundamentada em documentos internos do BNB, relatórios do TCU e entrevistas com os envolvidos – era inevitável. Ainda no começo de 2013, Faria conseguiu obter do BNB um empréstimo de R$ 375 milhões para construir a fábrica na Bahia. Naquele momento, a nova cúpula do BNB, sob o trauma recente do escândalo que derrubara a diretoria anterior, relutava em fazer negócio com Faria. O então presidente do banco, Ary Joel Lanzarin, fez questão de que Faria apresentasse garantias sólidas para o empréstimo. Exigiu uma garantia conhecida como carta-fiança, em que outro banco garante cobrir o valor devido em caso de calote. Para quem empresta, como o BNB, é um ótimo negócio – praticamente zera o risco de calote. Para quem recebe o dinheiro, nem tanto. Uma carta-fiança tem um custo anual, que varia entre 0,5% e 3% do total do empréstimo.

Durante as tratativas, Faria reclamava. Dizia que perderia muito dinheiro com a carta-fiança. Mas capitulou. Ao fim, obteve dois empréstimos, ambos sob as mesmas condições. O de R$ 375 milhões seria destinado à construção da fábrica em Alagoinhas. Outro, fechado depois, em abril de 2014, no valor de R$ 452 milhões, serviria para construir outra fábrica da Itaipava, em Pernambuco. No total, portanto, Faria obteve quase R$ 830 milhões do BNB. Cada empréstimo tinha como principal garantia uma carta-fiança, que cobria integralmente o valor emprestado pelo BNB. Faria teria juros baixos, 11 anos para pagar e dois anos de carência para começar a devolver o dinheiro. Os técnicos do BNB classificaram a operação como segura, em virtude da carta-fiança.

Em conversas com os diretores do BNB, no entanto, Faria não desistia de rever a garantia da carta-fiança. Queria porque queria que o banco abdicasse dela, topando ter como principal garantia as fábricas construídas com o dinheiro emprestado. Faria dizia, nesses encontros, que a exigência da fiança lhe custava o equivalente a 2% do valor dos empréstimos – o equivalente a quase R$ 17 milhões ao ano. Para o BNB, era um pedido aparentemente impossível de atender, como seria para qualquer banco privado. Ainda mais porque, pelo contrato de empréstimo, os juros eram pré-fixados. Ou seja: o BNB não poderia compensar a garantia pior com um aumento nos juros do empréstimo. Segundo as regras do Banco Central e três especialistas de três grandes bancos, se o BNB aceitasse as condições de Faria, teria de rebaixar internamente a classificação de qualidade do empréstimo. Essa medida é obrigatória e forçaria o BNB a reservar dinheiro próprio para pagar ao menos parte da dívida de Faria, caso ele desse calote. No jargão do mercado, isso se chama “provisionamento”. Nenhum banco toparia fazer isso. É um péssimo negócio. “Nunca vi alguém aceitar algo parecido”, diz um economista que trabalha com esse tipo de operação para um grande banco brasileiro.

Mas o impossível é sempre uma possibilidade na política brasileira. Ainda em abril de 2014, Ary Lanzarin, o presidente que tentava moralizar o BNB, deixou o cargo. O PT pressionava para voltar ao comando absoluto do banco. A presidente Dilma Rousseff aceitou. As diretorias do BNB foram entregues novamente a afilhados de políticos petistas, como o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Procurado por ÉPOCA, Wagner preferiu não comentar o assunto. O jogo mudara.

Meses depois, no auge da campanha à reeleição de Dilma e dos esforços de arrecadação dos petistas, Faria conseguiu o impossível. No dia 10 de setembro, protocolou o pedido de dispensa da fiança do empréstimo da fábrica na Bahia. Uma semana depois, o pedido foi analisado – numa velocidade espantosa para os padrões de um banco tão lento e burocrático quanto o BNB. Num intervalo de pouco mais de 24 horas, o pedido passou por cinco instâncias do BNB e foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco, segundo os documentos obtidos por ÉPOCA. Estava no papel: o BNB aceitara, em tempo recorde, abdicar de uma garantia 100% segura por outras mequetrefes, se comparadas à carta-fiança. De quebra, teve de reservar R$ 3,6 milhões no balanço – o tal “provisionamento” – para cobrir o mau negócio que fechara.

Alguns técnicos do banco não gostaram da solução encontrada. Para demonstrar insatisfação, deixaram claro que a dispensa da fiança não seria inócua para o BNB. Em um documento interno obtido por ÉPOCA, funcionários afirmaram: “O nível de risco atualmente corresponde a 8,75 (AA), quando considerada a fiança bancária. Quando considerada a garantia hipotecária do complexo industrial, passa a ser 6,05 (B)” (leia abaixo). Fica claro que a substituição da fiança só interessava mesmo a Faria. A decisão do BNB também contrariou frontalmente uma das principais cláusulas que permitiram a assinatura do contrato: “Outras instituições financeiras de primeira linha estarão comprometidas com o projeto durante o prazo de 11 anos, visto que a fiança que comporá a garantia da operação terá vigência por todo o período do financiamento”.

No dia 29 de setembro, apenas 12 dias após seu Grupo Petrópolis obter o impossível no BNB, Faria depositou R$ 5 milhões na conta da campanha de Dilma. Até o dia 3 de outubro, a campanha dela receberia outros R$ 12,5 milhões. No total, Faria doou R$ 17,5 milhões. Tornou-se, assim, o quarto maior doador da campanha da presidente. É aproximadamente esse valor que Faria gastaria com as fianças anuais dos dois empréstimos. O pedido para que o segundo empréstimo, o da fábrica em Pernambuco, também seja dispensado da carta-fiança será feito em breve. Segundo fontes na cúpula do BNB, está encaminhado para ser aprovado. 

Procurado por ÉPOCA, o Grupo Petrópolis afirmou, por meio de nota, que a dispensa da fiança gerou economia para a empresa, mas não disse quanto. Afirmou ainda que a fiança foi substituída por outras garantias com “valores até maiores”. Ainda de acordo com a nota, Faria conhece Vaccari, mas negou ter pedido ajuda a ele ou a qualquer pessoa para que a fiança usada no empréstimo do BNB fosse dispensada. Disse, ainda, que todas as doações à campanha da presidente Dilma cumpriram as regras eleitorais. Também por meio de nota, Vaccari disse jamais ter tratado do interesse de qualquer empresa com o BNB. O presidente do BNB, Nelson de Souza, afirmou que a substituição da fiança está prevista nas regras do banco e que nunca esteve com o empresário Walter Faria. Disse, no entanto, que o empresário já esteve com dirigentes do banco para tratar assuntos do interesse dele.


'Demorô'!

VEJA.com

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão, é um dos investigados no escândalo do petrolão. De acordo com reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, os investigadores da Operação Lava Jato desconfiam que Dirceu tenha sido um dos beneficiados com dinheiro do esquema e tenha intermediado o pagamento de propina por meio de uma de suas empresas. A Justiça Federal determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro, do irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e da empresa JD Assessoria e Consultoria Ltda., da qual ambos são sócios. A ordem foi da juíza federal substituta Gabriela Hardt. O Ministério Público Federal encontrou indícios de que a empresa de Dirceu recebeu recursos suspeitos de empreiteiras ligadas ao esquema de desvios na Petrobras, entre elas a Galvão Engenharia, a OAS e a UTC Engenharia.

Documentos exibidos pelo Jornal Nacional mostram que a JD Assessoria e Consultoria recebeu mais de 3,7 milhões de reais das três construtoras, cujos principais executivos foram presos no fim do ano passado pela Polícia Federal. A juíza suspendeu o sigilo fiscal de 1º de janeiro de 2005 a 18 de dezembro de 2014, segundo o telejornal. O sigilo bancário foi quebrado de 1º de janeiro de 2009 a 18 de dezembro de 2014. A decisão vale para o ex-presidente do PT, seu irmão e a empresa deles. Os procuradores da República encontraram vínculos da empresa de Dirceu com as empreiteiras ao analisar documentos contábeis da Receita Federal, obtidos durante as apurações da Lava Jato. Em uma lista da Galvão Engenharia, a JD aparece como prestadora de “consultoria” pela qual recebia 25.000 reais mensais – ao todo, a firma de Dirceu recebeu 725.000 reais da empreiteira.

Nos registros da OAS, foram encontrados pagamentos mensais, em média, de 30.000 reais, que ao todo somam 720.000 reais. Os investigadores encontraram apenas dois pagamentos feitos pela UTC, ambos a título de “consultoria, assessoria e auditoria”: um deles de 1.337.000 reais, em 2012, e outro de 939.000 reais, em 2013. Em nota ao Jornal Nacional, José Dirceu confirmou que prestou serviços de consultoria às empresas e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça. A Galvão Engenharia disse que não iria se pronunciar sobre a investigação. A UTC Engenharia confirmou que contratou a JD Assessoria e Consultoria para a “prospecção de negócios de infraestrutura no Peru e na Espanha”. A reportagem do Jornal Nacional informa que, na OAS, ninguém foi encontrado para comentar as suspeitas.