domingo, 29 de maio de 2016

Josias de Souza


Os historiadores fascinarão os brasileiros do futuro quando puderem se pronunciar sobre os dias atuais sem se preocupar em saber o que vai sobrar depois que a turma da Odebrecht começar a suar o dedo. O relato sobre o apocalipse do PT no poder encontrará a exatidão no exagero. Buscará paralelos na dramaturgia grega ao relatar como o petismo saiu da História para cair na vida.

No início desta semana, o PT imaginou que poderia reescrever a história a partir da gravação de uma conversa em que Romero Jucá insinua para Sérgio Machado que a queda de Dilma e a ascensão de Temer poderia resultar num “pacto” para “estancar a sangria” da Lava Jato. Está confirmado o golpe, alardearam Dilma e os petistas.

Passaram-se os dias. Sobrevieram as gravações dos diálogos que Machado travou com Renan Calheiros e José Sarney. Veio à luz a delação do ex-deputado Pedro Corrêa, do PP. Antes que pudesse comemorar uma mudança dos ventos, o PT viu-se enredado num redemoinho que o devolveu rapidamente à defensiva.

Numa das conversas colecionadas por Machado, Sarney declarou que a própria Dilma pediu dinheiro à Odebrecht para nutrir a caixa registradora de sua campanha e remunerar o marqueteiro João Santana. Previu que madame será abatida numa confissão da turma da empreiteira, “metralhadora ponto 100”.

Em sua delação, Corrêa iluminou o submundo em que Lula se meteu para comprar apoio congressual com dinheiro roubado da Petrobras. Estilhaçou a retórica do “eu não sabia” ao relatar reuniões em que o morubixaba do PT apartou brigas dos aliados por dinheiro ilegal e ordenou a nomeação de diretores larápios para a estatal petroleira.

Quando puder relatar à posteridade tudo o que sucedeu, a História descreverá uma fantástica sequência de fatos extraordinários acontecidos com pessoas ordinárias —em todos os sentidos. E concluirá que houve, de fato, um golpe no Brasil. Um golpe do PT e da quadrilha que gravitou ao seu redor contra o erário.

Vejam vídeo e mais imagens do sepultamento do nosso grande Timbu.

COMOÇÃO: em sepultamento com familiares, amigos, fãs e música, Cajazeiras dá o último adeus ao seresteiro Timbu. Assista ao vídeo!
DiáriodoSertão

Timbu faleceu em João Pessoa, aos 72 anos. O corpo foi velado no Memorial Esperança e sepultado no Cemitério Coração de Maria

Familiares, amigos e fãs deram o último adeus ao músico Francisco Anchieta Martins, mais conhecido como seresteiro Timbu, que foi sepultado na manhã deste sábado (28) no Cemitério Coração de Maria, no Centro de Cajazeiras.


O corpo de Timbu chegou ao cemitério sob aplausos

O cortejo e o sepultamento aconteceram em clima de muita comoção, afinal Timbu era uma figura bastante querida pelos cajazeirenses.

Há alguns anos ele estava morando na capital João Pessoa, mas sempre que era convidado para cantar no carnaval de Cajazeiras, o velho seresteiro superava os problemas de saúde e vinha ao reencontro dos conterrâneos para matar saudade e fazer os foliões dançar ao som das velhas marchinhas e frevos.

Neste ano ele foi o homenageado da Praça do Frevo. E mesmo em cadeira de rodas, cantou para uma multidão.


Timbu faleceu em João Pessoa, aos 72 anos, vítima de complicações decorrentes da diabetes. O corpo foi velado no Memorial Esperança antes de ser sepultado.

Durante o cortejo, a banda de música Santa Cecília tocou frevos e outras canções que marcaram a carreira do inesquecível seresteiro.

GALERIA DE FOTOS:
Crédito: Ângelo Lima








Análise irreal. Escândalo no BNB. MP contesta créditos

Em documentos obtidos com exclusividade pelo O POVO, o MP-CE aponta 'provas irrefutáveis' de manipulações que garantiam crédito para empresas em estágio falimentar

Carlos Mazza
OPovo

Investigação do Ministério Público do Ceará (MP-CE) em curso aponta suposto esquema de fraudes de até R$ 683,4 milhões em empréstimos e financiamentos do Banco do Nordeste (BNB), gigante estatal com sede em Fortaleza. Segundo a ação, repasses irregulares teriam beneficiado até empresa citada na Operação Lava Jato e com ligação ao doleiro Alberto Youssef.

Em documentos obtidos com exclusividade pelo O POVO, o MP-CE aponta “provas irrefutáveis” de esquema que garantia empréstimos “astronômicos para empresas falidas”. Conforme a ação, recurso era autorizado após “análise irreal” de risco de diretorias do órgão, que omitiria dados e atestava como confiáveis empresas quebradas ou em estágio pré-falimentar.

De acordo com o promotor de Justiça Ricardo Rocha, que assina a denúncia, irregularidades ocorreram principalmente durante gestão de Fernando Passos e Luiz Henrique Mascarenhas Corrêa em diretorias do banco, entre os anos de 2008 e 2011. A denúncia inicial, apresentada em 2014, ainda aguarda julgamento.

As irregularidades denunciadas foram inclusive alvo de tomada de contas do Tribunal de Contas da União (TCU), que calculou prejuízo de até R$ 683,4 milhões. Relatório mostra ainda “mudança de normativos internos para facilitar a aprovação de operações duvidosas; emissão de pareceres técnicos com intuito de burlar normativos; e colocação de pessoas em gerências estratégicas para auxiliar na fraude”, entre outras.

Lava Jato

A denúncia atesta que foram aprovados créditos para várias empresas com alto grau de endividamento, entre elas a Rede Energia S/A. Parte da sociedade anônima Energius Nordeste Energias Renováveis, a companhia tem relação com a CRA, “empresa registrada em nome de Carlos Alberto Pereira da Costa – laranja de Alberto Youssef no escândalo da Petrobras” e preso pela Polícia Federal no escândalo.

Na Lava Jato, a CRA foi acusada de transferir R$ 540 mil para outra empresa que, por sua vez, depositou R$ 400 mil na conta da esposa de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na operação. O dinheiro foi usado para comprar a casa da família, em São Paulo. Vaccari nega irregularidades, afirmando que o dinheiro foi um empréstimo de um “amigo pessoal”.

O primeiro contato do BNB com a Rede Energia foi em 2008, quando Fernando Passos aprovou, ainda segundo o MP-CE, empréstimo de R$ 87 milhões, “mesmo sem qualquer experiência creditícia anterior com o BNB e com expressivo endividamento”. Cinco meses depois, o limite foi reajustado para até R$ 420 milhões. Em seguida, a empresa ajuizou pedido de recuperação judicial (falência), o que permitiu a renegociação do prazo de quitação do débito.

“As condições de aprovação do crédito foram diferenciadas e em desacordo com os normativos interno, pois os encargos eram pós-fixados e a garantia foi a fiança da empresa controladora”, diz a ação. Outra empresa, a Vale Grande, teve proposta de concessão de limite risco cliente (LCR) de R$ 28 milhões aprovada em dezembro de 2008. Poucos meses depois, ela registrava patrimônio líquido negativo de R$ 45,3 milhões e prejuízo de R$ 98,4 milhões.

Os muitos questionamentos do caso

1- Lava Jato Denúncia do promotor do MP-CE aponta relação entre a Rede Energia S/A e as investigações da Operação Lava Jato. A ação é baseada em denúncia anônima de um servidor do Banco do Nordeste.

2- MPF As supostas irregularidades também são alvo de questionamentos do Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE), através de representação do procurador da República Oscar Costa Filho.

3- TCU Manifestação da diretoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União também comprovaria irregularidades nos financiamentos, com prejuízos para o banco.
CláudioHumberto

Treze dias antes do impeachment, a Ancine, agência do governo que libera o acesso aos favores da Lei Rouanet, autorizou R$ 2,9 milhões para o filme “Aquarius”. Os burocratas da Ancine cobraram a fatura: ordenaram que a turma exibisse em Cannes cartazes contra o “golpe”.

Se foi criança feliz, experimentou algumas dessas maravilhosas experiências....

Sugestão de Rômulo Feitosa

TIROTEIO
Coluna Painel - Folha

O mais eficiente programa do PT foi o da distribuição de dívida: R$ 170,5 bilhões. Ou R$ 850 para cada brasileiro.

DO DEPUTADO ANTONIO IMBASSAHY (BA), líder do PSDB, sobre o déficit previsto pelo governo Michel Temer para as contas públicas neste ano.
CláudioHumberto

As relações promíscuas com a Odebrecht, agora expostas pelas investigações da Lava Jato, metem tanto medo nos políticos que até dão garantia ao mais poderoso deles, o ex-presidente Lula, de que será preso. Isso ficou claro numa das gravações do ex-senador Sergio Machado, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros, conta ter ouvido do próprio Lula a certeza da sua prisão “a qualquer momento”.


As gravações também revelam um Renan Calheiros convicto do envolvimento de Dilma com a empreiteira que mais roubou o País.


O medo da língua de Marcelo Odebrecht, segundo Delcídio do Amaral, fez Dilma nomear um ministro para STJ sob o compromisso de soltá-lo.


Segundo fontes ligadas à Lava Jato, Marcelo Odebrecht tem oferecido elementos de prova capazes de prender toda a “república petista”.


Na Operação Janus (nada a ver com Lava Jato), o MPF investiga Lula por tráfico internacional de influência, a serviço da Odebrecht.
EXCLUSIVO: ODEBRECHT ENTREGA DILMA
O Antagonista

Dilma Rousseff agiu para melar a Lava Jato.

Foi o que disse Marcelo Odebrecht em sua delação.

O Antagonista soube que o empreiteiro confirmou os relatos de Delcídio Amaral de que Dilma Rousseff nomeou Navarro Dantas ao STJ com o propósito de tirá-lo da cadeia.

A TRAMA DE ODEBRECHT E DILMA PARA OBSTRUIR LAVA JATO

Marcelo Odebrecht, em sua delação, disse que se encontrou mais de uma vez com Giles Azevedo - o principal assessor de Dilma Rousseff - para discutir uma maneira de melar a Lava Jato.

O Antagonista soube que um dos caminhos acertados foi a troca de comando da PF.

O guacamole de Dilma com Marcelo Odebrecht

Andréia Sadi, em 20 de junho de 2015, quando ainda trabalhava na Folha de S. Paulo, publicou o seguinte relato do encontro entre Dilma Rousseff e Marcelo Odebrecht:

A presidente Dilma Rousseff teve um encontro privado com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em sua viagem ao México no final de maio.

Preso nesta sexta pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Marcelo conversou a sós com Dilma durante cerca de 20 minutos.

Segundo relatos obtidos pela Folha, os dois entraram sozinhos na sala reservada para Dilma receber empresários brasileiros que integravam a comitiva da visita de Estado ao México. A Secretaria de Comunicação Social confirmou dois encontros de Dilma com Marcelo no México. Segundo a Secom, a Lava Jato não foi discutida”.

Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


No jornal Lance: Vascão na boa


Na capa d'O Globo


A capa do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Economistas veem indícios de saída da crise mais aguda

Globo:  Presidente interino da Câmara fraudou contas eleitorais

Extra: Delegado quer saber se houve sexo consentido

Estadão: 900 mil famílias caem de classe social em um ano

ValorEconômico: Qual PT vai surgir dos destroços

ZeroHora: Lula se arrependeu de ter escolhido Dilma, diz Sarney

EstadodeMinas: Crise encolhe ainda mais as microempresas

CorreioBraziliense: Corrupção: R$ 200 milhões desviados do Pronaf

- CorreiodaBahiaPassou tudo

- JornaldoCommercio: A rua como o lar

OPovo: Lava-Jato. R$ 683 milhões. Empresa de doleiro envolvida em escândalo no BNB

CorreiodaParaíba: Imposto barra opção da energia solar

sábado, 28 de maio de 2016

O PT incompatível com a democracia
Ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado e subordinação a seus interesses e correligionários

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
O Globo

Li, com muita preocupação, a “Resolução sobre a conjuntura” do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma “democracia cubana”.

Em determinado trecho, lê-se:

“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.

De rigor, a ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado pro domo sua e subordinação a seus interesses e correligionários, as Forças Armadas, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa.

O que mais impressiona é que o desventrar da podridão dos porões do governo petista deveu-se, fundamentalmente, às três instituições, ou seja, imprensa, Ministério Público e Polícia Federal, que, por sua autonomia, independência e seriedade, não estão sujeitos ao controle dos detentores do poder. Ao Ministério Público é outorgada total autonomia, pelos artigos 127 a 132 da Lei Suprema, e as polícias funcionam como órgãos de segurança do Estado e não são instrumentos ideológicos, conforme determina o artigo 144, da Carta da República. A Constituição Federal, por outro lado, no artigo 220, garante a absoluta liberdade aos meios de comunicação.

Por fim, as Forças Armadas, como instituição do Estado, e não do governo, só devem intervir, com base do artigo 142 da Constituição, em caso de conflito entre os poderes para restabelecimento da lei e da ordem. É de se lembrar que, tiveram, durante a crise política deflagrada pelo mar de lama que invadiu as estruturas do governo, comportamento exemplar, mantendo-se à distância como observadoras, permitindo o fluir dos instrumentos democráticos para estancarem a desfiguração crescente da República brasileira.


Controlar a Polícia Federal, que descobriu o assalto aos cofres públicos? Manietar o Ministério Público, que tem denunciado os saqueadores do dinheiro dos contribuintes? Calar a imprensa, que permitiu à sociedade conhecer os profundos desmandos do governo por 13 anos? É isto o compromisso “democrático e nacionalista” do PT?

Modificar os currículos das academias militares para formar oficiais com ideologia bolivariana, a fim de servir ao governo, e não ao Estado, seria transformar as Forças Armadas em órgão de repressão, como ocorre com os exércitos de Maduro ou dos Castros.

Embora tenha muitos amigos no PT, sempre divergi das convicções políticas dos governantes ora alijados da Presidência, mas sempre entendi que sua intenção era a de respeitar as regras democráticas. Desiludi-me, profundamente, ao constatar que os maiores defensores da ética, como se apresentavam quando na oposição, protagonizaram o governo mais corrupto da história do mundo.

Pretenderem agora, em mea-culpa, arrependerem-se por não terem transfigurado o Brasil numa Cuba ou numa Venezuela é ter a certeza de que nunca desejaram viver, no país, uma autêntica democracia. Penso mesmo que a presidente Dilma, que foi guerrilheira, como José Dirceu, intentando aqui implantar um regime marxista, durante o regime de exceção dos militares, jamais abandonou o objetivo daquela luta.

Após a leitura da “Resolução da Conjuntura”, minhas dúvidas foram dissipadas. A democracia verdadeira nunca foi um ideal petista.
Em busca da ditadura perdida
Demétrio Magnoli
Folha de São Paulo

A economia política do lulopetismo foi decifrada pela revisão da meta fiscal aprovada no Congresso. O rombo de R$ 170 bi nas contas públicas, fruto da doutrina econômica abraçada por Dilma Rousseff, não inclui as futuras, incontornáveis, capitalizações da Petrobras, da Eletrobras e da Caixa, devastadas por um governo que sempre acusou seus críticos de nutrirem um projeto de destruição das estatais. Submetidas à colonização partidária, as empresas em estado falimentar sustentaram o bloco de poder articulado em torno do PT, financiando a maioria parlamentar governista. Mas, posta diante do impeachment, a esquerda brasileira brada contra um golpe imaginário e convoca o espectro de 1964.

Dilma deu a largada, falando em "tortura" e na "resistência" à ditadura militar. Samuel Pinheiro Guimarães recolheu o bastão, assegurando que o impeachment nasceu dos "mesmos golpistas históricos de 1964". O jornalista Mino Carta, um entusiasta de Emílio Médici e da maquinaria de tortura em 1970, percorreu o trecho seguinte, escrevendo que "em 64, a casa-grande chamou os soldados para executar o trabalho sujo, desta vez os tanques são substituídos por uma Justiça politizada". No mesmo diapasão, o efêmero ministro da Justiça Eugênio Aragão sugeriu que o juiz Sergio Moro faz uso de "extorsão" e, quase, de "tortura". Finalmente, na inevitável hora dos artistas, as análises "históricas" e "jurídicas" cederam lugar à folia carnavalesca dos paralelismos: Caetano Veloso identificou nas manifestações anti-Dilma a alma da Marcha da Família e Wagner Moura comparou os escândalos descritos pela Lava Jato à "cruzada pela moralidade" que aureolou o golpe militar.

A nota musical do "retorno ao passado" embala igualmente a esquerda argentina desde o triunfo eleitoral de Mauricio Macri. No país vizinho, os órfãos do kirchnerismo manuseiam a expressão "direitos humanos", uma senha traumática que remete à "guerra suja", sempre que se referem ao novo governo. O jornalista Horacio Verbitsky, ex-dirigente dos Montoneros, profetizou ainda antes da posse que "o governo de Macri violará fortemente os direitos humanos". De lá para cá, a profecia converteu-se em acusação sistemática, disseminada por variadas agências de propaganda e sob os mais diversos pretextos.

O presidente teria feito uma "prisioneira política", na figura de Milagro Sala, fundadora da organização esquerdista Túpac Amaru, mesmo se a controvertida ordem de prisão partiu de um governador provincial que não pertence ao partido de Macri e foi confirmada pelo tribunal competente. Segundo um manifesto de intelectuais e artistas, o presidente seria um traidor do compromisso argentino "com a verdade, a memória e a justiça" porque um gestor cultural ligado à sua antiga gestão em Buenos Aires sugeriu que o número de desaparecidos políticos durante a ditadura está sujeito a debates históricos. De acordo com Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, uma neo-kirchnerista que se rebaixou a ponto de aplaudir os atentados de 11 de setembro de 2001 e os sequestros das Farc, "Macri é um ditador criado pelo voto", que "tira o emprego do povo" e "mata de fome".

A esquerda corre em busca da ditadura perdida para escapar dos dilemas do presente. Numa ponta, o regime cubano anuncia a legalização de empresas que empregam trabalho assalariado e aposenta o tabu mais sagrado, explicando que "a propriedade privada em certos meios de produção contribui para a eficiência econômica". Na outra, sob o "socialismo bolivariano", a Venezuela desce rumo ao caos, ilustrando as implicações extremas do lulopetismo e do kirchnerismo. Mas os espantalhos de 1964 e da "guerra suja" desviam os olhares, adiando o encontro com a realidade.

É uma pena. Brasil e Argentina precisam da voz de uma esquerda lúcida, curada da maldição do sonambulismo.

Aí tá certo! Sales Fernandes e o seu amor à aniversariante, Dona Rejane, em dia de aniversário. Parabéns.



Alô Cajá! Parece que foi ontem que nos conhecemos! Neste dia 28 de maio temos motivos de sobra para render graças a Deus e a Virgem Mãe do Céu, por mais um ano de sua existência meu Amor, minha vida, meu tudo, minha cara metade, meu Anjo de Candura,meu porto seguro,razão da minha existência, minha eterna namorada e companheira Rejane Cândido.

Vida longa, saúde, paz e muitas felicidades é o que te desejo de todo o meu coração, mas do fundo de minha alma, dizer ao mundo inteiro, o quanto sou feliz por tê-la ao meu lado. Parabéns minha paixão! Chuvas de bênçãos venham ao teu encontro e que possamos celebrar esta data, por muitos anos, ao lado de nossa filha Gaby, de sua família e de todos os nossos amigos.

Dizer que te Amo é pouco, adorar só a Deus, mas não tenho palavras pra definir o quanto sou feliz por tê-la você como minha alma gêmea, meu pedaço de mal caminho.

Feliz Aniversário! Beijos, meu xodó, de quem te deve parte da vida.

Do teu, eternamente teu!

Sales Fernandes.


Cunha apresenta queixa-crime contra Jean Wyllys no Supremo Tribunal Federal
De acordo com Cunha, Wyllys teria cometido crimes contra sua honra durante a sessão plenária de 17 de abril, quando o chamou de "ladrão" ao votar contra a admissibilidade do processo de impeachment

EstadodeMinas


O presidente da Câmara afastado, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou com queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) por calúnia, difamação e injúria com base no que disse o parlamentar durante a sessão na Casa que deu continuidade ao processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff.

De acordo com Cunha, Wyllys teria cometido crimes contra sua honra durante a sessão plenária de 17 de abril, quando o chamou de "ladrão" ao votar contra a admissibilidade do processo de impeachment. "Eu quero dizer que eu estou constrangido de participar dessa farsa sexista, dessa eleição indireta, conduzida por um ladrão, urgida por um traidor, conspirador, apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos", disse Wyllys na sessão.

A defesa do peemedebista alega que o deputado do PSOL tinha "claro intuito de levantar dúvida quanto à regularidade das suas condutas utilizando-se premeditadamente de momento de grande atenção sobre as atividades do parlamento brasileiro para ofendê-lo".

"O querelado (Wyllys), sem sombra de dúvidas, pretendia imputar ao ofendido (Cunha) fato criminoso que sabia não ter ocorrido, tanto que afirmou que seria um conspirador, vendido, que estaria conduzindo uma eleição indireta, tudo no intuito de transmitir a ideia de que, conjuntamente com pessoas que praticariam tortura, estaria praticando um 'golpe'", escrevem os advogados do deputado afastado na peça.

De acordo com o documento, as ofensas de Wyllys a Cunha excedem os direitos à liberdade de expressão, de opinião e de crítica assegurados pela Constituição e extrapolam a imunidade parlamentar. Para o peemedebista, a prerrogativa que assegura aos congressistas ampla liberdade "não pode ser banalizada a ponto de ser entendida como uma 'carta branca' conferida ao parlamentar para que ofenda covarde e gratuitamente outras pessoas, inclusive publicamente".

Para evitar "celeumas ainda maiores, tais quais enfrentamentos físicos que são rotineiramente noticiados pela imprensa internacional", a peça de Cunha ainda cobra do Supremo uma providência "diante dos lamentáveis acontecimentos verificados no âmbito do parlamento brasileiro para coibir excessos trazidos a efeito por parlamentares que se aproveitam de suas prerrogativas para praticar crimes, o que é muito mais grave do que uma quebra de decoro parlamentar".

Os defensores de Cunha ainda mencionam a cusparada que Wyllys deu no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) logo após votar contra o impeachment de Dilma.

Durante a votação do dia 17 de abril, Cunha foi criticado por diversos adversários e anunciou que iria estudar medidas cabíveis para se defender. O pedido contra Wyllys, no entanto, foi o primeiro a chegar ao STF e está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes.

"Embora vários parlamentares tenham manifestado inconformismo ou irresignação com a condução da votação do impeachment da então presidente da República, inclusive dirigindo críticas ao ofendido (Cunha), este somente cuidou de propor ação penal contra quem tenha o feito de maneira verdadeiramente ofensiva", justifica a defesa do peemedebista.

Em nota, a assessoria de Wyllys acusa Cunha de "mais uma manobra desesperada para calar denúncias". O deputado afirma não ter dito nenhuma mentira sobre o seu adversário, que tem como base a denúncia no âmbito da Lava Jato contra o peemedebista. "Ser processado por Eduardo Cunha é um elogio que o enche de orgulho. O deputado não vai se calar nem permitirá que o réu o intimide ou ameace e continuará denunciando o golpe e defendendo a democracia como tem feito até agora", diz o comunicado.

'Passa o pano na gata, aí'...

Aos 37 anos, Juliana Paes arrasa com maiô em gravação em praia do Rio

Atriz foi fotografada no Recreio dos Bandeirantes
Extra



Renovo o convite: hoje, no Tropical Hotel Tambaú, em João Pessoa, a grande festa do Rotary João Pessoa-Tambaú alusiva aos seus 25 anos. Jantar, Banda Canto Novo e muita alegria. Não perca.


Vejam o perigo num show ao ar livre...Vai cair!



Por enquanto...

Já foi! 
Coluna Painel - Folha

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, apresentou ao STF esta semana parecer favorável para que um inquérito envolvendo Lula siga para as mãos do juiz Sergio Moro. Falta a corte decidir.

Lembra? O inquérito é motivado pela gravação feita por Bernardo, filho de Nestor Cerveró. Nela, Delcídio do Amaral cita suposta participação de Lula no plano para salvar o ex-diretor da Petrobras.


Pedro Corrêa faz relato contundente de envolvimento de Lula no petrolão
Revelações do ex-deputado ao MP compõem documento de 132 páginas. Depoimento aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal 

Robson Bonin
Veja

Pedro Corrêa: ele embolsa propina desde a década de 1970

Entre todos os corruptos presos na Operação Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa é de longe o que mais aproveitou o tempo ocioso para fazer amigos atrás das grades. Político à moda antiga, expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, Corrêa é conhecido pelo jeito bonachão. Conseguiu o impressionante feito de arrancar gargalhadas do sempre sisudo juiz Sergio Moro quando, em uma audiência, se disse um especialista na arte de comprar votos. Falou de maneira tão espontânea que ninguém resistiu. Confessar crimes é algo que o ex-deputado vem fazendo desde que começou a negociar um acordo de delação premiada com a Justiça, há quase um ano. Corrêa foi o primeiro político a se apresentar ao Ministério Público para contar o que sabe em troca de redução de pena. Durante esse tempo, ele prestou centenas de depoimentos. Deu detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de 70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por envolvimento no petrolão, em 2015. Corrêa admitiu ter recebido dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. De bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras - um inventário de quase quarenta anos de corrupção.

VEJA teve acesso aos 72 anexos de sua delação, que resultam num calhamaço de 132 páginas. Ali está resumido o relato do médico pernambucano que usou a política para construir fama e fortuna. Com sete mandatos de deputado federal, Corrêa detalha esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao nirvana - a era petista. Ele aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.

Além de novos personagens, Corrêa revela os métodos. Conta como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e, com a mesma simplicidade com que confessa ter comprado votos, narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras - da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.


Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da "invasão". Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande" e tinha de "atender os outros aliados, pois o orçamento" era "muito grande" e a diretoria era "capaz de atender todo mundo". Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que "a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho". Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras.

Na capa do jornal Correio da Bahia, o nosso Renato Cajá


As manchetes do jornal A Gazeta


As manchetes do jornal Diário de Pernambuco


A capa do jornal O Liberal


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Queda na arrecadação afeta mais os Estados

Globo:  Cargos de confiança consomem 35% da folha

Extra: O horror continua

Estadão: Seis em cada 10 cidades têm rombo nas contas

ValorEconômico: Marcelo Odebrecht está próximo de fechar acordo de delação premiada

ZeroHora: Providência sob mau tempo

EstadodeMinas: Lula articulou esquema na Petrobras, diz Corrêa

CorreioBraziliense: Previdência dos Estados e do DF está ameaçada

- CorreiodaBahiaBaianos estupram sete mulheres por dia

- DiáriodePernambuco: Delação envolve Lula na corrupção da Petrobras

OPovo: 'Foi um acerto de contas', denuncia Conselho Penitenciário

CorreiodaParaíba: Delação na Paraíba revela propina

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Djimi Pereira, filho de Francinaldo e sobrinho de nossa Socorro Pereira, falecida ontem, em João Pessoa, se despede da tia querida.


Sempre que se perde alguém, se escreve que o céu está mais iluminado e blablabla,blablabla. A verdade é que quem fica sofre mais sempre. Em fevereiro desse ano, como nos últimos 3 anos, sempre que vamos a João Pessoa tirar férias e visitar a família, os domingos sempre tem um endereço, casa da Tia Socorro, que a poucos minutos nos deixou. 

Vai com Deus tia e tenha certeza de que não fomos nós quem alegrou a senhora com nossas visitas e sim a senhora que sempre nos ensinou algo enquanto estávamos ai. "A senhora aceita um gole?" Deixará saudades.....

Fica aqui minha marcação em todas as pessoas que tenho no face e que estavam na nossa última a maravilhosa noite juntos 14/02/2016. Força pra todos.

Quem sabe faz ao vivo... Vejam o vídeo. Muito engraçado. Pense num 'caba' abusado...



Não deixe de refletir sobre este tema...

Menina 'defende' capitalismo em questão de prova, leva nota zero e mãe questiona: 'Escola sem partido?' 
Pedro Willmersdorf 
EXTRA


Uma mãe do Rio de Janeiro, indignada com a nota zero levada pela filha em uma questão de prova, decidiu compartilhar em seu Facebook como conseguiu reverter a avaliação do professor, fazendo com que a menina obtivesse o ponto perdido.

A introdução da questão dizia: "O processo de globalização, que vive o mundo de hoje, propõe como elemento de estabilidade social, econômica e política, o velho paradigma das leis de mercado. (...) sobrevive só quem tem competência". Em seguida, vinha o enunciado: "Considerando o texto acima, podemos afirmar que o capitalismo fundamenta a lógica imoral da exclusão. Justifique tal afirmativa".


Com a resposta a seguir, a aluna levou nota zero: "Não concordo que o capitalismo fundamenta a lógica imoral da exclusão. Muito pelo contrário. O capitalismo amplia empresas, gerando assim, empregos. O capitalismo dá oportunidades a todos, diferente do comunismo e socialismo que não deu certo em nenhum país. A exclusão não está relacionada ao capitalismo, porque ele não gera pobreza. Fica pobre quem quer, pois ele gera oportunidades. E também tem a meritocracia, que deve ser vista como um plus na sociedade, pois quando se recebe uma oportunidade é possível alcançá-la com mérito e dedicação".


Depois de ver a correção da prova, a mãe, então, decidiu questionar a escola, que voltou atrás, concedendo a pontuação máxima da questão. "Escola sem partido? Minha filha contestou 'que o capitalismo fundamenta a lógica imoral (sic) da exclusão' e levou um zero. Só obteve o ponto nesta questão manipuladora pois fui à direção da escola questioná-los", escreveu no Facebook.

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Vejam as hipóteses de culpados...


Para artistas, sociólogos e filósofos de entrevista, o culpado do estupro da menina no Rio é:

( ) Sociedade patriarcal capitalista cristã ocidental
( ) Cultura do estupro
( ) Desigualdade de renda
( ) Golpistas fascistas
( ) Eduardo Cunha
( ) Jair Bolsonaro
( ) Alexandre Frota
( ) Quem estuprou